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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Dreams - Akira

Para uma pessoa que sonha e espera que seus desejos se tornem realidade. Eis aqui a prova viva.
Filme fantástico!


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Onze dias no oitavo.

Acordei com essa música na cabeça.
"_ Tudo bem?"

Tudo muito muito muito bem, obrigada.
Em breve colocarei algumas das fotos do fim de semana em Barreiras.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sá Marina...

"Dona Marina que dança é essa que a gente dança só?"
Ultimamente tenho te visto cabisbaixa, medrosa, triste. Não gosto de vê-la assim - me sinto mal.
E as aulas de italiano, não tens mais feito? Vamos praticar! juro sair do zero e manter o básico de uma conversa, só para ver um sorriso teu. 

Como está a Dinha? A senhora precisa ver como a Tutu está grande (daquele jeito pequena), sempre em busca de novos horizontes, curiosa ao extremo. Vejo nela um pouco de mim e, sei que seremos eternas viajantes do mundo e da vida. Mande lembranças e luz a ela, de todos nós.

Aliás, falando em viagens, em breve estarei em sua cidade natal. Gosto de lá. Moraria se fosse preciso - e em algum tempo a senhora tinha certeza disso. Porém, por um acaso do destino a mudança da rota se deu por necessária e então, cá estamos, cada um para o seu lado. Sem arrependimentos. Voltemos ao assunto inicial, se viajar é opcional prefiro seguir marcando esta opção. E, nesse quesito a senhora sempre me apoiou: valeu!

Se tudo der certo, passarei o mês do meu aniversário em lugares que ainda não estive e em outros que desejo rever. No dia 02 de maio, o que mais me deixará triste é saber que não receberei uma ligação sua logo no começo da manhã, desejando eternas felicitações. Mas tá tudo bem, não se preocupe. O meu desejo é vê-la bem, sorrindo, cantando, dançando, aconselhando.

Que horas nos veremos? Pode aparecer quando quiser. Ou talvez fosse melhor nas tardes e madrugadas - às vezes tenho a impressão de que faz de propósito a sua aparição quando temos visita em casa. E como sempre, a senhora me faz rir, ai ai ai... Olha lá, hein?! rsrs
Se cuida!
Benção?
Paz, amor e luz.
Saudades suas. Não vá se perder por aí hehehe
Beijos, até!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre sonhos e viagens.

Esse ano tem começado espetacularmente interessante, sempre unindo o útil ao agradável.
Pra começar que o reveillon foi munido de aventuras: chuva, praia, família, praia, viagens curtas de voadeira que, definitivamente, é o meu meio de transporte favorito -não é a toa que um dos meus sonhos de consumo é ter uma voadeira, rabeta, lancha ou barco e uma casa na beira da praia (e um marido, namorado, namorido ao lado hehe). Mas tudo bem. Enquanto meu sonho não se concretiza, me realizo na realidade dos outros que já possuem, claro. rsrs
Unindo o útil (ou úteis) ao agradável, minha mania de significado de sonhos só tem aumentado. É que ultimamente eles tem sido cada vez mais ousados e, isso me assusta muito. Antes, meu sossego, se resumia na agonia e frustração de perder aviões e nunca conseguir chegar ao destino proposto. Ou, quando não era avião, era ônibus. Ou quando não, eu resolvia ir de carro mesmo e acabava me acidentando, desviando o caminho, indo embora para outro sonho... enfim, meu sonho com viagens sempre era uma merda!

Esse ano é diferente, pelo menos os dessa semana, que são os que ainda vagam na lembrança, são lindos, fofos, internacionais!


1- Imagina que sonhei que estava em Jaguarão e de lá ia pro Uruguai. (até aí tudo bem, isso já aconteceu, e talvez seja a ânsia consumindo e preparando este corpo, já que em breve voltarei a fazer tal percurso). No Uruguai, eu comprava sandálias, pares de havaianas. Isso porque pedia emprestado pra uma mulher, esposa de alguém que não sei quem é, os seus pares de sandália para que eu fosse até os freeshops do Uruguai comprar as minhas. Quando lá chegava, comprava minhas sandálias, perdia a da mulher, ficava passeando e do nada achava as sandálias perdidas da mulher.


 2 - Este foi o que me fez acordar sem fôlego. Simplesmente eu conseguia pôr os pés, as mãos, meu corpo, mochila, e tudo mais, em DUBLIN!

Sim, surreal! E a viagem então, mais ainda pois eu ia de navio. A viagem era demorada e eu ia numa espécie de camarote feminino, que mais parecia um albergue. Já quase perto da chegada eu perdia minha mochila (mega-mochila, diga-se de passagem), minha pasta com documentos, passaporte, endereços, tudo! e ficava desesperada porque uma das meninas que estava no mesmo camarote que eu tinha o visto negado. O Rafael (de Gyn) também estava e acontecia a mesma coisa com ele, só que depois o via com um cara e ele parecia bem feliz, se é que me entende...
Enquanto passeava pelas outras alas do navio, pra procurar minha mochila, via a Sâmia (da tia Dora) deitada numa rede! Fiquei surpresa, contente. Perguntei se ela também estava indo pra Irlanda e 'Não', ela estava vindo da Alemanha. Havia passado uns dias em Celvic (não sei nem se existe alguma cidade, província, estado, país com esse nome ou pronúncia), e que logo após estendeu para Berlim, Munique, para estudar alguns cursos na área de direito e agora estava indo para o Peru! "Pô que legal!", falei. Perguntei se ela tava com fome e oferecia umas bolachas de chocolate que tinha nas mãos. 

Ela recusara e perguntara da minha agonia e eu explicava o motivo. Acho que por gentileza, falava que eu podia ficar com algum casaco dela caso não encontrasse minha mochila. Agradecia dizendo que 'não precisava', pois logo logo acharia. Me despedia e ia em busca da mochila perdida. Me deparava em um porão, cheio de mochilas, malas, e por coincidência via a minha ali. Ela era de cor azul escuro. Dentro havia uma pasta, era a de documentos. Em seguida escutava o navio atracar em Dublin. Eu pegava a mochila, punha nas costas, colocava um gorro, um par de luvas, pois estava muito frio e descia num porto da cidade. 


Era por volta das 18h mas parecia que já estava quase escuro. A cidade estava deserta, com algumas crianças brincando na rua. Algumas gramas verdes, casas bonitas, ruas bonitas. Era tudo uma maravilha, lindo, sensação mágica, que nunca havia sentido antes. Parecia tão real, que após a primeira visualização da cidade, eu corria pela rua e me jogava num gramado de uma espécie de praça. Ahhhhh! (suspiros).


3 - A viagem era longa. A espera era de mais de 10 horas. Eu estava grávida - de gêmeos e seus nomes eram João e Larissa. Mas era como se eu fosse duas pessoas diferentes, duas outras grávidas que não era eu. A viagem era de avião e era voo internacional. Os parentes aguardavam a chegada, mas estavam receosos pois era uma viagem perigosa, já que avisara que estava chovendo forte e o voo era de mais de 10 horas sem escala, passando maior parte do voo acima do oceano Atlântico. De repente, eu não estava mais no avião, eu estava esperando junto com minha família a minha própria chegada, e via chuvas fortes, temporais, choque entre aviões! O sonho cortava para uma cachoeira linda numa gruta, no qual eu avistava e tentava tomar banho nas águas cristalinas, e tudo acalmava. Era como se estivesse tomando um banho de paz, harmonia, liberdade. E então, passam-se as 10 horas de viagem, alguma parte é cortada, e me vejo chegando no aeroporto com a Larissa no colo, saudando meus familiares, até minha avó Marina, todos felizes da vida.

Vai entender... sonhos são sonhos. só farão sentindo ao longo do tempo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

What happens in Vegas stays in Vegas.

Sandálias. Pares. Havaianas. Rosas.
Perder. Comprar. Calçar. Sandálias.


Ver ou usar sandálias em seu sonho simboliza conforto e tranqüilidade. Você tem um coração enorme e sempre está aberto a novas amizades.
O sonho também pode indicar que você precisa manter distancia de pessoas negativas ou invejosas
Sonhar que vê sandálias traz sempre mensagens positivas. Usá-la: poderão surgir novos amores. Comprar um par: não se feche tanto ao que a vida tem de bom. Sonhar que vê sandálias traz sempre mensagens positivas. Usá-la: poderão surgir novos amores. Comprar um par: não se feche tanto ao que a vida tem de bom.
De modo geral, os sonhos com qualquer tipo de calçado é sinal de que uma viagem se aproxima, seja ela longa ou curta. Pode ser a negócios, passeio, ou até mesmo por conta de algo ruim que tenha acontecido. Tudo vai depender do que foi visto durante o sonho.


Uruguai. Irlanda. Brasil. Vegas. Tanto faz.
'O que acontece em Vegas fica em Vegas', e vai acontecer. 
Em breve. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Vila Colorida

Que cidade linda. Cheia de cores vibrantes e quentes. É uma cidade viva.
Subindo a ladeira, de monociclo eu ia. Acompanhada das irmãs sorridentes, sempre.
Não lembro, anteriormente, de já ter sentido algo parecido: era uma mistura de paz, êxtase, realização, adrenalina, felicidade, emoção - assim, tudo junto.

Nunca havia pensado em conhecer a Índia e, hoje, conheci um pouquinho desse país baseado na "Vila Colorida".
Lá, nos comunicávamos falando em inglês. Ela era tranquila, poucos habitantes - um guarda de trânsito e uma banda marcial que encantavam as ruelas, abrilhantando o cenário, uma espécie de trilha sonora, embalando a viagem. 

Algumas lojas eram americanas. Adentrava em uma delas para comprar um Hub (?) para a Janna - ela precisava de um para seu computador; me dava U$ 60 e pedia que eu mesma comprasse pois 'sabia falar inglês melhor que ela' (?!). "Nada a ver", eu dizia. Mesmo assim, atendia seu pedido e conseguia comprar um. No balcão do caixa, pra efetuar o pagamento do produto, um cara ao lado puxava conversa, perguntava se eu era do Rio de Janeiro, e eu respondia em inglês que não. Ficava surpresa por sua pergunta, afinal como sabia que eu era brasileira? E com um português chulo ele logo disse: "é que eu já ir em Rio de Janeiro e gostar muito", enquanto apontava para minha camisa. Voltei os olhos em direção do meu queixo, estiquei a camisa pra baixo e só aí fui perceber e entender: a estampa da camisa tinha um mosaico de imagens do Cristo Redentor, bahianas, cuias de chimarrão, banana, samba, papagaio e muitos outros desenhos representando um pouquinho deste nosso país tão bonito.

Curiosa, me virei para o moço a fim de ver com maior nitidez sua fisionomia. QUE GATO. ESPANTO. Era simplesmente, ninguém mais, ninguém menos que ALEX BALDWIN!
- Mas você é o Baldwin, A-Alex Baldwin! - exclamei não contendo a surpresa.
- Hehehe desculpe, nem pude me apresentar, Alex Baldwin! - ele mostrava os dentes com um dos mais perfeitos sorrisos. (suspiros)
- Oi! - morta de derretida - e logo em seguida, pedi histericamente para que tirasse uma foto comigo.
E ainda com aquele português agringado, consentiu:
- Sim, com meu prazer! - e passou suas mãos pela minha cintura.
Quase morri!
*click*


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Quando cheguei em casa lembrei que...

Duas luas no céu azul da tarde - luas cheias da prata de luzes serenas.
Ao lado, o majestoso pôr-do-sol brilhava,
dividia o espaço com suas morenas.

O barco, cheio de amigos, para uma desconhecida vila seguia.
No meio do caminho, parava num sítio ribeirinho,
para ir ao banheiro eu descia.

Uma bolsa com a câmera fotográfica, eu tinha em mãos.
Mudas de roupas, na mochila, acrescentava.
era quase noite e eu ainda via as luas,
"cadê o barco?", vi uma amiga desesperada,
"calma, ele volta, nós vamos! se ficar uma, ficam as duas!"
e, de repente, no sítio, já era madrugada.

O barco voltou, seguimos em frente.
Chegamos no devido local.
Um violão preto, de cordas de nylon, pequeno
uma garota havia levado.
Como ninguém, no barco, havia percebido?
"Ah, dá pra Suede, ela toca!"
E então me deram,
fiz um 'dó' e ele tava todo desafinado!

Tentei afinar como manda o figurino
as cordas eram mais frouxas que o mais covarde dos covardes.
na hora, pensei em comprar um violino,
mas logo desfiz o pensamento: calo em dedo arde, arde!

Vimos dois caras se aproximando.
Disseram: 'tocamos pagode'
a música era: "O nome dela é Sissy, Sissyntindo, se achando..."
um estava com um violão, e o outro só cantando.

De repente, todos começaram a se mandar.
Uma amiga se aproximou:
"Ei Suede, vamos pra casa da Zilda, 
lá tá tendo festa, é um bar".

Segui o grupo de cinco pessoas
cantando e dançando, seguindo a canção.
enquanto isso, as luas, lá no alto, continuavam,
enquanto isso, chegávamos perto de uma bela de uma mansão.

adentrávamos o portão dos fundos,
para surpresa, tinha um danado de um bravo cachorrão
grande, preto, de dentes afiados, 
quase todos queria morder, 
quase todos, a mim não.

eu conseguia passar pelos cachorros, adentrava a casa.
haviam outros obstáculos, que não recordo.
parecia fase de videogame, série, filme,
quase que não acordo.

no final, havia uma escada -
era de subida.
com o marido e a filha, estava a tal da Zilda
sentados, felizes, tomando café da manhã ao redor de uma farta mesa,
e eu, cansada, fula da vida.

outras pessoas chegaram até lá
não subiram a escada ou coisa do tipo
exclamavam soberbos: 
"nossa, é tão fácil chegar aqui"
e eu com raiva, pensava com meus botões:
"essas coisas de 'sofrer' só acontecem comigo,
essas coisas só acontecem pra me fazer rir..."

Da desgraça alheia sorrindo era o que faziam.
queria tacar uma bomba nesses bandos de abestados
eles tiveram sorte, 
meu despertador a gritar começou,
não tem remédio que cure trabalho,
muito menos atestado
que alegue qualquer dor.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Avoar


Você é aéreo
Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado – a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade."

P.S.: Baseado em um teste feito na Superinteressante sobre "O que os sonhos dizem sobre você".

sábado, 6 de outubro de 2012

medo

A greve havia acabado.
Adentrava na escola das minhas faculdades mentais.
Os prédios bem feitos escondiam a cheia piscina -
pessoas choravam sob restos mortais.
A amendrota do suspeito infiltrado
estampava o sorriso em capas de revistas, tevês e jornais
o muro tão alto era
que a beleza camuflava o horror e o caos
coisa que agora tanto faz.
coisas que nem o povo espera.

sábado, 8 de setembro de 2012

Quando acordei assustada lembrei que,

um prédio de quatro andares
meu esconderijo era.
a polícia no prédio entrava
no elevador tormentos elevavam
pelas escadas fugir, tentei
dois reféns, capturei:
cem anos de solidão e um pequeno livro de capa azul;
me achar, a polícia conseguia.
matar os reféns,
assim eu prosseguia,
assim os livros rasguei.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sonhos reais

Dois cachorros pretos.
Um ex-amigo que me devia 400,00 me pagava:
dava 240,00 em dinheiro e 160,00 em 8 músicas de 2 minutos cada (?)

Lá na rua Augusta eu parei.
Me perdi e fui achada por um homem lindo.
Herois e galãs fazem parte dos meus sonhos
Herois e galãs na realidade não estão sorrindo.

Viagem em família ia ser realizada
Todos iriam, exceto a tal da atriz
Que chorava no quarto, aos prantos
E o pai consolava,
Fez com que a mãe mudasse de ideia,
Incluisse no passeio e a deixasse feliz

De carro eles foram
Subindo a ladeira
A irmã do meio dirigia
E atriz pateta, com ela, tirava brincadeiras.

Pegou uma das sandalias havianas
pela janela jogou
Foi obrigada  a voltar o carro
em uma loja de cambio parou
Sacou 400,00 reais
E por euros trocou.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quando acordei, de tarde, lembrei que...

Ela vestia um pijama azul, com cores azul, tom azul.
Era um quarto pequeno, uma cama singela encostada na parede, um cobertor branco.
Havia um notebook, uma mesinha, um coração inquieto super franco.

Na tela, uma mensagem. Alguém ia casar, ia ser pedida em casamento.
Nos seus olhos lágrimas, medo, aflição.
Fiquei curiosa, quis saber do que se tratava no momento.

Abandonou a mesinha, o notebook, a beirada do pedaço de cama em que estava sentada.
Arqueou a cabeça, jogou as costas no colchão, pôs as mãos no rosto, chorou feito condenada.

Minutos passaram, se recompôs. Ainda sob a cama, sentou colada a uma das paredes.
Dobrou os joelhos em direção do peito, colou o queixo.
Da cabeceira, roubou o celular. Escreveu uma mensagem de texto.

Era pra amiga? pra irmã? era pra Pretinha que contara a novidade.
Enviou. Continuou, no celular, a mexer.
Em seguida me mostrou porque chorava de emoção, o motivo de chorar de verdade.

"Casar" foi só o que consegui ler.
Falei pra ficar calma, "é uma coisa boa!"
Ela sorriu, disse: "tudo bem, já passou"
"Há males que vem para o bem", pelo menos foi o que filosofou
alguma certa pessoa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dreams: with my Grandmother

Ela estava de vermelho. Um conjunto de short e blusa de tecido. Um vermelho estampado de flores marrons.
Fazia um tempo que não nos encontrávamos, que não a via.
Da última vez, estava em uma pequena cidade. Ela gritava: "eu sabia que você gostava daqui minha Pombinha Branca. Um dia será seu lar!".
Incrivelmente, sete anos depois voltei a essa pequena cidade. Um dia, quem sabe, seja meu lar. O clima é extremamente agradável. O céu, às vezes, é cinza. Sempre sonho com um lugar de linda paisagem. Tons de verde, marrom, cinza. Verde da mata, vale. Marrom de montanhas. Cinza do céu nublado.
Voltando ao nosso reencontro, ela estava sorridente, forte, bem vestida. Contava uma novidade: "estou fazendo aulas de italiano!". E sumiu.
Poxa, Vó, só de ter te visto, já valeu a pena!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alegria de pobre dura pouco

Até então não havia festas, nem gatos, nem homens bonitos, nem fofocas - está tudo tão light. Aliás, não está, estava!

Meu sonho da tarde estava indo tão bem. Um cara com seus 34 anos, lindo, de camisa verde, alto, moreno, desconhecido, me abraçava enquanto cantava no karaokê: pegava um microfone e encaixava sua voz grave com a minha de taquara rachada. Tinha rolado uma química fabulosa quando, depois de algum tempo, confessava ser noivo de uma tal de Débora! Seria o Cauê Raymond? poxa, quem dera!

Eu ficava tão triste que debandava de rua em rua. Encontrava uma casa de altos e baixos, parecia ser uma casa de padres, um salão paroquial. Via 3 casais de crianças/adolescentes de idade de 10 a 12 anos ensaiando passos de bregas - aqueles bregas antigos: Alberto Moreno, Edilson Moreno, Roberto Villar. Ficava por alguns instantes assistindo a bela coreografia e chateada, ao mesmo tempo, pela vontade imensa de dançar e não ter um par. 

Fui em busca da porta de saída quando as luzes se apagaram, os casais se retiraram, as portas e janelas se fecharam e uma música latina começou a tocar ao fundo. Ele (o tal carinha) chegava e perguntava: "me concede essa dança?" e sem relutar fui me entregando aos seus passos desajeitados. O momento da dança a dois chegava ao fim, e o momento mais esperado, o tal do beijo, me deixava ansiosa, quando a música do celular toca absurdamente alto: putaquepariu! alegria de pobre dura pouco, mesmo!
Pois é, se a gente pensava que esse fim de semana seria deveras calmo, sempre aparece a Dammy ligando e informando, para nossa alegria e nosso desassossego, que está em solo Itaitubense. tsctsctsc iup!
Parece que hoje promete, bora ver!

sábado, 9 de junho de 2012

Mais uma da série: toda vez...

Andava numa cidade desconhecida com a Tutu. Para voltar pra casa tínhamos que comprar as passagens de ônibus. Deveríamos pegar um ônibus chamado 'Boliva'. Fui ao terminal rodoviário e gastei o último dinheiro que tinha com nossas passagens. Perguntei o horário que o ônibus sairia e o senhor respondia:
_ah, é agora às 19h.
_mas meu senhor, são 18:58h! - quase enforcando seu pescoço.
_pois é, acho bom vocês correrem...
E foi o que fizemos: peguei no braço da Tutu e saimos correndo em direção ao ônibus, que estava a uns 500 metros dali. Sem sucesso, porque acabamos perdendo o bonde. Fiquei com muita raiva. Neste momento, uma amiga apareceu:
_Para tudo! o que tu fazes por aqui? nem avisa que tá na cidade - como se eu já tivesse ido muitas vezes, como se ela morasse há muito tempo por lá.
_Pô, só tô dando uma passadinha, vou levar minha irmãzinha em casa e volto pra cruzarmos a ponte, quero ir nos frees shops. Bora?
_Rsrsrs bora! fazia tempo que não escutava isso. Que horas então?
_Mana, eu nem sei porque acabei de perder o busão e não tenho mais um centavo!
Estava quase anoitecendo quando dei uma olhada pro chão. Meus olhos brilharam quando vi ali o problema do dinheiro resolvido:
_Espera, J-J! tu vais comigo agora. Vem, Tutu, me ajuda a achar moedas na rua, assim como essa. - e mostrava pra Tutu uma moeda que havia acabado de achar na rua.
Começamos a recolher moedas. Parece que minavam em calçadas, embaixo de mesas e cadeiras de bares, de carros, em frente de lojas... Umas eram de 0,25 e 0,50 centavos, outras de 1,00 real. Umas eram em real, outras em peso uruguaio, peso argentino, peso paraguaio, dólar, e outras moedas que não tinha noção de onde eram e nem de quanto valiam.
Após 15 minutos, tínhamos conseguido tantas moedas que quando retornei ao terminal rodoviário o cara se assustou em dizer que não teria como fazer o câmbio de todas as moedas para o real (a moeda) porque não tinha dinheiro suficiente. Pedi apenas que me desse a minha passagem, a da Tutu e a da minha amiga. De repente, não havia ônibus, nem Tutu, nem ponte alguma, apenas minha amiga, eu, e muita gente estranha, o céu azul, as flores e folhas caídas no chão e uma paisagem de cair o queixo de tão bela:
_Estava com saudade, adorei esse lugar! - confessei com uma pitada nostálgica e gosto de quero mais.
_É, eu também... - ela respondeu sabendo disso.
Nos despedimos e, no final, acho que perdia o avião. Ah não, de novo a mesma história de sempre!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sonho: Nah tchê

Natxiiii, como tu tá? 
sonhei contigo nessa madrugada.

T
u tinhas um professor de medicina que só de me olhar dizia que eu estava doente e eu nem havia feito nada, só dando um 'olá'!
  • Ele ficava me olhando, me encarando de um jeito calado, de dois em dois minutos. E eu? que nem uma lesa olhando pra ele me perguntava se ele era louco, se tava mostrando seus dotes artísticos encenando alguma coisa, ou se estava querendo chamar atenção.
    Até que me desequilibrei (?). Meu pé entrelaçou no outro e quase fui ao chão, se não fosse, é claro, eu ter me escorado em ti. 
    O médico-ator, disse:
  • - viu? é isso o que você tem! vou fazer alguns outros testes mais. Siga-me!

    E fomos parar num prédio que dava de frente pra outro prédio. 
  • Num dos andares altíssimos, havia um fio ligando as janelas nos quartos desses dois prédios. Ele pedia que eu atravessasse esse fio e chegasse normal na janela do outro edificio! Tu ias na frente e atravessava na moral, na maior naturalidade e cheia dos equilíbrios. 
  • Quando via a cena, entrei em pânico! Foi então que ele (o médico) disse, novamente: - viu, esse é outro sintoma. vou fazer mais outro teste. Venha! No outro teste estávamos num templo budista e tu ias rezar, meditar, acalmar os nervos num quarto um pouco escuro cheio de velas, junto com uma tal de Nayara de cabelos lindos: loiros e encaracolados.
    Era a minha vez de visitar o templo, meditar, rezar, ou só fechar os olhos e fingir alguma coisa dentro desse quarto, quando só lembro de passar um lápis vermelho ao redor do olho. Tu chegavas com um pouco de sombra na palma de uma das mãos e quando eu pedia pro médico alguns minutos, pois ia me maquiar no banheiro, ele  falava que era só pegar o dedo indicador e pegar um pouco da sombra que havia na tua mão e se maquiar ali mesmo. Fiquei puta de raiva, mas fiz, e ficou horrível - pelo menos, é o que penso como deve ter ficado.
    Ele nos levou pra parte da frente do templo budista que era todo espelhado. Comentava que raramente alguém conseguia ver o seu próprio reflexo naqueles espelhos. Foi engraçado, porque quando cheguei próximo ao espelho consegui, de cara, me ver, e no espelho eu estava sorrindo.
    • Nessa hora, ele faltou pirar, dizia irritado: 
      - viu? viu? você é louca mesmo! 
    • Mas quem era essa cara pra falar isso de mim? Que direito ele tinha de me diagnosticar em público? 
      Eu começava a brigar contigo por ter deixado esse médico me fazer sentir tão mal!
      E tu? embarcavas num ônibus cheio de gente desconhecida. Botava a cabeça pro lado de fora da janela e ia embora gritando e sorrindo pra mim, na maior cara de pau:
      - Ei Su! não esquenta não, bicho! Volta a dormir hehe :D


      Só tu mesma, Nega, eu hein! rsrs
      Espero que estejas bem, 
      saudades grandonas, 
      Beijos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bellatrix da Constelação de Órion

Neguinha, dos cabelos esvoaçantes,

Sonhei contigo!
Eu conversava com alguém de grande importância (uma cantora, não lembro quem era). Dizia que tinha uma letra que possivelmente poderia vir a ser música. Ela perguntava de minhas referências e eu não entendia bulhufas - o que custava aceitar o e-mail com os escritos e pronto, não é?
Comentava ainda que precisava saber da rede social de amigos e falava isso enquanto fuçava meu perfil de facebook (que sonho mais malandro). Após um silêncio desgraçado, exclamava:
_ Você é amiga de Ana Suzy Loyola?
_ Sim, por quê? - indaguei tontamente, ainda não entendo nada.
_ Faz muito tempo?
_ Sei lá, uns bons anos: 5, 6, 7 anos, por aí!
_ Trabalhamos juntas! Escreve com uma clareza, uma objetividade e magia que só ela consegue. Sabe aquela música? - e cantarolava uma linda canção.
_ Sim, sim, adoro, por sinal.
_ Pois é, a letra é dela. Apenas entrei com o arranjo musical e a voz.
_ UAU, sério! Tenho uma amiga letrista e ela nunca comentou nada! Tá só escondendo o jogo, essa moleca.

É né, tu tais importante! Bem que podias fazer isso (:
Saudades!
Beijão duplo: um teu e outro na linda da Alice.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quando acordei lembrei, de novo, que...


 No apartamento, um fogão velho na cor azul céu havia
Acordava às 6 da manhã pra ir caminhar de táxi na praia
Enfrentava pontes, peixes e mangues
Fugia de telefonemas, mãe, tias, campainhas
Homens com sabor de frigideira minha
Fome de corações fritos tinha.

A babaca de sempre minha prima
visitava junto com sua mãe, minha tia
e eu me escondia, me escondia, me escondia.
Porque fazer compras no supermercado eu ia,
E uma estranha senhora me cumprimentava com ‘bom dia’.

Via a Meg perdida na rua,
A Meg era um outro cachorro, um alívio.
Até o Jawilson, com chapéu caipira, apareceu
Lá fui eu pro esconderijo do apartamento meu.
Via o vermelho óculos pendurado na parede, no gancho onde se ata rede,
Uma cama do tamanho do mundo,
Pia cheia de louças e poucas xícaras,
O conforto e a bagunça juntos,
Nada de sala de estar,
Somente estavam eu comigo mesmo num estado profundo,
Por que o celular não parava de tocar?
Por que se tem que ir trabalhar?
É hora de acordar,
Bom dia!

sábado, 14 de abril de 2012

Esquadrimista

Era alta, caucasiana, de cabelos negros-azulados, lisos de escorrer até a cintura. Seus olhos castanhos escuros eram grandes, levemente puxados, tímidos e solícitos. De nariz empinado, não metido, torneava a face assimétrica, de contorno perfeito em lábios médios, ressaltados com o tom bordô do vermelho escuro.
Usava um cardigan azul escuro, de gola alta, e uma calça social preta boca de sino.
O toque do sobretudo de camurça azul escuro, por cima da roupa, dava um certo ar retrô, notório de uma cidade europeia. Ele se extendia até boa parte dos joelhos, também cobertos por uma bota de couro preta. Tinha um cachecol de tecido nas cores verde limão, amarelo e rosa bebê, de três pontas envolto ao pescoço, quase uma espécie de cortina, que coloria o visual. Na cabeça, não podia esquecer do chapéu também azul escuro de camurça, bem estilo mágico de ser. Assim sendo, com um quê de heroína de mangá com o misterioso poder medonho de Willy Wonka (da Fantástica Fábrica de Chocolate) e a bruxaria de Harry Potter, ela desfilava na rua a caminho de mais um dia de festa, vagando despreocupada pela cidade que tanto ama.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Acordar é o que eu não queria

Ao passo da barca da fantasia, o céu de cores espectrais embala a dança dos astros na aurora boreal.
Ao contrário do que disseram, meus olhos viram o que meu coração sentira: muita emoção, leveza e perfeccionismo.
Foi um prazer, natureza. Espero revê-la em breve.