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terça-feira, 7 de maio de 2013

Eus: Ao infinito e além!



"Podia ver a estrada à minha frente. Eu era pobre e ficaria pobre. Mas eu não queria particularmente dinheiro. Eu sequer sabia o que desejava. Sim, eu sabia. Queria algum lugar para me esconder, um lugar em que ninguém tivesse que fazer nada. O pensamento de ser alguém na vida não apenas me apavorava mas também me deixava enojado. Pensar em ser um advogado ou um professor ou um engenheiro, qualquer coisa desse tipo, parecia-me impossível. Casar, ter filhos, ficar preso a uma estrutura familiar. Ir e retornar de um local de trabalho todos os dias. Era impossível. Fazer coisas, coisas simples, participar de piqueniques em família, festas de Natal, 4 de julho, Dia do Trabalho, Dia das Mães... afinal, é para isso que nasce um homem, para enfrentar essas coisas até o dia de sua morte? Preferia ser um lavador de pratos, retornar para a solidão de um cubículo e beber até dormir."


C. Bukowski

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Feliz por nada

Ser feliz são para os fortes. Talvez eu finja ser forte, mas não minta quando diga que sou feliz.
É possível alguém estar numa situação triste, deprimente, num estado deplorável, mas feliz, patetamente feliz?
Do tipo uma felicidade clandestina, que não é minha, e que de certa forma não sinta inveja por não ser minha? Somente feliz. Apenas feliz. Feliz por respirar, por andar descalça, por sentir o cheiro da chuva, escutar o passarinho cantar, ver o sol brilhar? Feliz nas horas vagas, ali parada, cheia de si, cheia dos nãos, com tudo conspirando contra, mas respirando um ar completamente bom, saudável, sereno? É possível?
É tão clichê ser feliz de graça que chega a custar caro.
Caro blog, felicidade é um estado, uma atitude, um objeto, um imóvel, uma pessoa, um lugar? O que seria?


Minhas mais novas aquisições banais são, sem querer, sobre o tema em questão. Um, é o livro "Feliz por Nada", da minha queridíssima do Tum-tum Martha Medeiros; e o outro é um filme (pirata): "Onde está a felicidade?". Esse último, o filme, lembra o "Comer, rezar, amar" com rota pra Europa (Espanha), numa versão brasileira e fraca - não desmerecendo os filmes brasileiros, que fique bem claro, porque adoro os filmes de produção nacional.
Nessa última semana, assisti alguns filmes que valem a pena dar uma atenção a mais nos diálogos e moral da história. Mostram a felicidade como forma de caminho, como conforto, como atenção, esperança, superação, é bem interessante. São eles: "A Felicidade é um cobertor quente", "Country Strong (Onde o amor está)", "Regras do Amor" e "Comer, rezar, amar" (sim, eu sou fãzinha do livro, da autora, e do filme por causa da belíssima trilha sonora e fotografia).

No mais, finalizarei concordando com a Katia, citada na 3ª página, dedicatória da Martha Medeiros no tal livro acima citado, "Feliz por nada":
"Pra Katia, que vive me lembrando que a felicidade não precisa de motivo".
Olha Katia, não sei quem é você, mas pode crer: tô contigo e não abro mão!: as melhores coisas são de graça, inclusive quando se acha graça da absurda e séria sobriedade daqueles que vivem dando motivos para não quererem estar felizes. "Tédio é para os sem inspiração".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sobre não ter nada pra fazer nessas férias...

- Pelo menos vai ler um livro. Lá na estante tem vários. 
- São todos antigos, não vou respirar poeira.
- Então vai assistir um filme, "os filmes são os novos livros".
- Muito melhor, é mais fácil.
Pra maioria é sempre mais fácil só respirar ar puro...





Eu gosto é assim: ficar quase sem respirar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"O lobo da Estepe": entrada para raros; só para loucos.

"Uma vida fácil, um amor fácil, uma morte fácil – tais coisas não eram para mim."



Fui terrivelmente cruel com Hermann Hesse e, principalmente, comigo mesma. 
Como pude ter deixado passar tanto tempo, deixando de lado e estagnando uma leitura como "O Lobo da Estepe", na melhor parte? Me redimi antes que não houvesse perdão. Conclui em apenas dois dias o que adiei por uma gestação por quase 9 meses! 

Fora um desafio e tanto. O livro me perturbou muito, diria que foi o mais conflitante de toda minha vida - ou pelo menos até agora. Nunca pensei que seria tão difícil ingeri-lo e digeri-lo. Por tal, passei por momentos em que senti náuseas, vontade de devolver tudo aquilo, pois parecia que cada frase, cada parágrafo, cada página, me tapeava como em um espelho, devido a audácia, a invasão de privacidade. Ah claro, digo até entrar na parte do "Teatro Mágico". O letreiro que encontrei numa das portas ao chegar no Teatro foi: 


"PASSAGEM SÓ DE IDA. SINAL VERMELHO ABERTO: SIGA EM FRENTE E VIVA SEM RISCOS."

Entrei e daí por diante as coisas pioraram. Porém, fui mais forte, mais rápida que o Lobo. Devorei o livro de uma maneira que não dera tempo de me expor, de auto flagelar-me, e, consegui!





Harry Haller, por outro lado, amou tanto a arte, a literatura, o mundo; e odiava tanto a si mesmo, que acabou isolado, longe da sociedade. Não suportava a ideia de que o mundo, um dia, o entendesse, de que alcançasse a felicidade, a segurança, a singularidade.

Devido aos vários "eus", no fundo, acabamos deixando de lado ideais por conta do que impunha a sociedade. Quantos não se isolam por acreditarem serem um completo zero à esquerda diante do que nos é imposto? Quantas pessoas não estarão ocultas por aí? Fico pensando...

Por fim, eis um alívio. Estou bem mais calma.
Seguirei com a saga partindo para o livro "O Jogo das Contas de Vidro". 
Que venha!






terça-feira, 8 de novembro de 2011

Futuro-um-dia, capa de meu futuro livro.


Essa é a 'lasca' de uma das minhas unhas.
Lembro que era aniversário do Clóvis. Conversávamos na sacada da laje de sua casa, quando percebemos que a lua sorria pra gente.
- Eu adoro a lua, principalmente quando ela sorri. - suspirei.
- Quando não parece o sorriso do Gato do "Alice no País das Maravilhas", parece uma lasca de unha. - Clóvis continuou a conversa.
Continuamos a falar sobre a lua, o céu, as estrelas, mas aquilo, não saia da minha cabeça: lasca de unha parece a lua, logo, a lua é uma lasca de unha.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Da Natureza dos Lobos

Em outra encarnação fui loba, e ainda sou, quem sabe. Vou contar-lhes um pouco sobre minha história genética. 
Meu pai, Lobão, é fodástico como cantor, compositor, escritor, ótimo tocador dentre outros 'or's mais. Já minha mãe, a loba ucraniana Clarice - a Lispector, é mais na dela: tímida, reservada, intensa, misteriosa, advogada, jornalista, escritora, uma incógnita até pra ela mesma! Fui criada de acordo com os mandamentos, do que se diz 'nossa bíblia', O livro "O Lobo da Estepe" de Hermann Hesse. Em casa, a entrada é só para raros, uma vez que moramos em um Teatro Mágico. No pé, 'Dança com Lobos', e na vitrola, a Marrom, Alcione, contagiava nossos ouvidos. Pena, que um dia, de tanto uivarmos a canção, A Loba, acabei acordando desse sonho místico, afictício-irreal, que se faz presente.
E, só então descobri sobre minha real natureza: debaixo dessa pele de gato, escondo uma loba. 'Sou lobo vadio, um lobo sem paz e sem amor, um lobo sozinho.'
Loba, assim, que devora, brocadamente a cada instante, seja em forma de espírito, aprendizagem, acalento, esses seres incansavelmente extasiantes.

- Minha natureza é essa e não posso negar! Fazer o quê! Eu sou uma Loba, oba!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Coração - C.F.A.


Eu sou fã e quis retalhá-lo. Não deu. Ponho em seu todo, pois toda de mim fala. Acrescenta-se mais, diga-se em pauta, mas não acrescentei. 
Crescer-te-ei. 
Crer-se em ti ei.
Crer, em si, ei!

Coração

Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação - repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d'água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.

Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.

Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração teu. 

(Pequenas Epifanias, crônicas) Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Trechos de Livros - Hermann Hesse e Pablo Neruda

"Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos."

"Poderia contar muitas coisas belas, delicadas e amáveis de minha infância; falar da aprazível segurança paterna, do carinho infantil, da vida simples e fácil no ambiente caseiro e luminoso e caro. Todavia, só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. Deixo resplandecer na distância todos os pontos de repouso, ilhas encantadas e paraísos, cujo sortilégio provei e aos quais não desejo voltar."
 

Os dois primeiros trechos são do livro (ainda sendo lido) Demian de Hermann Hesse.
Impressionada com esse cara, com os personagens, com as histórias. Eu realmente pélo esse tipo de leitura, esse tipo de escrita, de história existencialista.
E por fim, este último poema é do Pablo Neruda, um poeta chileno, chamado Coração Amarelo.
Coração amarelo, por algum modo me simplifica, me chama atenção.
Sem mais,
besos.

"De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o
coração amarelo."

P.N.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

♪A Hora da Estrela

"Todas as madrugadas ligava o rádio emprestado por uma colega de moradia, Maria da Penha, ligava bem baixinho para não acordar as outras, ligava invariavelmente para a Rádio Relógio, que dava "hora certa e cultura", e nenhuma música, só pingava em som de gotas que caem – cada gota de minuto que passava. E sobretudo esse canal de rádio aproveitava intervalos entre as tais gotas de minuto para dar anúncios comerciais – ela adorava anúncios."

A Hora da Estrela - Clarice,

Hoje musiquei este trecho do livro de Clarice junto com a Jennifer.
MUITO BOM! Depois coloco do jeito que ficou, a adaptação certinha. Haja talento pra muito ócio!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Coração Selvagem

"Bom é viver (...) Mau é não viver, só isso. (...)
Morrer já é outra coisa. Morrer é diferente de bom e do mau. (...) Você terá que dar muita coisa, para ter outras...(...)"
C,

terça-feira, 4 de maio de 2010

[Suzy in the Sky] Do cheiro do teu amor saudade...

'...Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.'



diretamente do Suzy in the Sky em 04/05/2010 08:47:00 AM

sábado, 20 de fevereiro de 2010

G.ênero H.umano - estou procurando...

... Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. (...)
Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, se sem sequer precisar me procurar. (...)Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão."

"Em mim qualquer começo de pensamento esbarra logo com a testa." C.L.

A Paixão Segundo G.H.


Não que a adore ou idolatre, pelo o contrário, a repudio, ignoro, suporto, e leio.
Leio com uma mansidão, inquietação e ao mesmo tempo desejando não estar lendo tanta louquidão, ali, bem diante dos meus olhos; tanto que, talvez, qualquer outro livro seja incapaz de fazê-lo, reproduzi-lo de forma quase que inpiscáveis e arregaláveis.

E chega a ser insuportável tal geniosidade e grandiosidade de complexas palavras e situações que atinges o nosso 'in'.
E sim, afaste-me de mim esse cálice, ou, simplesmente, afaste-se e se cale-se!

Ai ai Dona Clarice, pra mim, que esbarrasse apenas alguns dos teus pensamentos em minha testa... E já que isso não é possível, continuo a te ignorar, repudiar, mas te suporto e ler e devorar. Leio para que esse sentimento de ódio, no fim, se acalme em maresias e banzeiros que não conheço, mas sempre, sempre, sempre continuas a me inquietar tentando me dar um barco pra remar.

E é só por isso, só por isso, que agora, odeie o magnífico poder de evolução que a Lispector transmite.
E assim, sigo por aí esbarrando com a testa...

=*

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

♪Voltar pra casa em nosso lindo balão azul♪



Domingão foi mara!
Daqui pra pouco, volto pra postar algumas fotos e fazer algumas observações também.
Faltam algumas páginas pra terminar o livro do Rubem Paiva. Tá interessantíssimo! Pior é que já emendei em Mein Weltbild - Einstein, A mediadora 1 - Meg Cabot, Férias - Marian Keyes e O preço de ser diferente - Monica de Castro.

'Um trechinho do texto Filtro Solar:
"Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete pra tentar resolver uma equação de álgebra(...). Não perca tempo com a inveja. Às vezes se está por cima, às vezes se está por baixo. A peleja é longa e no fim é só você contra você mesmo(...). Entenda que uns amigos vão e vêm, mas nunca abra mão de uns poucos e bons."'

Sentem a energia? Quanta força hein!
Só coisa boa...
Pois é.
Valeu Janna!
;*

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Feliz Ano Velho

Pé na estrada!



Dia de pegar cachorrinhos soltos na Itacimpasa (Caima) - vila operária, dos engenheiros e fábrica. Foi legalzinho, não fosse o sol pocante. Devido a isso, posso dizer que estou "marron". Literalmente! =P huahuahuahuaha


Cena 1: Na hora do almoço (refeitório da fábrica), uns rostos interessantes. ~~ -fiufiu-

Porém, nenhum chamara atenção, em especial =\

Aliás. Minto! Teve um!

É, teve um. Kkkkkkkkk. Chamou atenção por achar que estivesse chamando atenção.

Peguei a bandeja. Peguei o prato, depois um menor pra por a salada. Um copinho plástico, estilo aqueles de sorvete, com um negócio amarelo dentro. Por frações de segundos pensei "é manteiga, será? Mas... pra por na comida?! O.o"
Mas logo essa fração passara, e a ideia idiota de que aquilo fosse manteiga, também. Mas todo mundo pegava um. Então deveria ser creme de maracujá. Peguei na hora e dei mais um passo pro lado. Quando olhei pra frente, um mini self service, e do outro lado, a moça pegara o prato pra colocar hambúrguer. Na espera, surge este cara. Olhei. Ué, olhei mesmo, e daí? :P Mas logo desencantei :( Aaaaah ele era gay, tava na cara! Mas ele olhou também, e voltou de onde tivera saído - da cozinha, acho. A senhora terminou de servir e fui sentar. Fiquei numa cadeira que dava de frente pra essa parte: da cozinha/self service. Essa parte do self service era separada por vidraça, dando pra ver parte das pessoas dentro da cozinha. Tinham alguns folhetos fixados na parede e enquanto comia, ia lendo. Passatempo legal esse. Ops.. lá passa o cara de novo olhando, deixando a cabeça, e meio que voltando (?). Rum. Fiquei encabulada. Animei de novo :D Isso acontecera umas 2 vezes mais durante o almoço.

Quase perto de terminar, o cara sai de lá e vai conversar com os amigos no refeitório. Ele não é feio, mas é gay. Os olhos, o jeito do cabelo enfiado na toca... Puta merda, o jeito dele falando com o cara também... Puta merda², a voz também... É, tava certa. Certíssima! Até :) Levantei e saí do refeitório. Na parte de fora, no intervalo, opa... mais pessoas! Um chamando atenção pelos exóticos olhos verdes, outro pela barba mal feita, outro pelo cabelo, outro pelo jeito do andar... "Boooora Suéedxi, entra logo no carro! Temos que ir pra vila!" Droga! Gostei daqui! :P


Cena 2: Pós-almoço. Clube da vila operária. Sombra. Vento. 12:45 p.m. Sol. Sol. Quente. Muito quente. Cabeça doendo. Pensamento looonge. Banco do passageiro quase todo deitado. Suede deitada no banco do passageiro quase todo deitado. "Quando chegar em casa, lembrar de pegar umas cifras..". Sono. *Abrindo livro "Feliz Ano Velho" no celular*. "Ah, e ajeitar aquele quarto também". Começa a leitura. Opa: "história interessante". *ativando o som no cel pra não dormir*. *Nome da pasta aberta no cel: músicas para dormir*. Dez minutos e... "égua, esse cara parece comigo O.o". Treze minutos depois: "Tô gostando de ler esse livro!"


"Apesar da movimentação, e dos cinco colegas estourados, estava sentindo uma profunda solidão, uma total incapacidade de me controlar. Estava a um passo de enlouquecer. Eu sou touro, ascendente touro. Sol em oposição a Netuno, isto é, o Sol ilumina exatamente as coisas opostas às influências de Netuno, planeta da transcendência, do mistério. Minha cabeça doía de tanto pensar." - Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva



ARRÁ. Sabia!

Cara filha da puta. Por isso a tal identificação. Touro. Ele também é touro. E a cabeça dele também dói de tanto pensar. Aeeeee \o/

O mais engraçado foi depois, ao ler um trecho simples, despercebido até.


"Uma maneira de passar o tempo foi pegar uma determinada pessoa, lembrar todos os momentos que estive com ela, os papos. Aliás, é uma mania que tenho até hoje. Isso me angustia um pouco, pois acabo conhecendo muito mais a pessoa do que ela a mim, e dando um valor que nem sempre essa pessoa merece. Cada palavra que ela tenha dito, o gesto ao acender um cigarro, o beijo de despedida, acabam-se tornando imagens marcantes e importantes no meu dia-a-dia.". Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Divas no divã - Chris Linnares

"Psicóloga, Master em Programação Neurolinguística, pós-graduada em Dinâmica Organizacional: Motivação e Liderança pela FGV, fez cursos na área de Desenvolvimento Humano na Harvard University, em Boston (USA), e de Roteiro no CINUSP em São Paulo".


Olhando um currículo desses, imagina-se que a 'caboca' seja, no mínimo, uma senhora com seus cinquenta e tantos anos e professora de alguma universidade, não é?! 


DINDON - Resposta errada! A verdade é que além disso tudo, ela canta, dança, sapateia, é atriz, e que atriz! Não sei quantos anos tem, mas aparenta ter no máximo uns 28 anos. E cara, ESSA MULHER É FODA!

Semanas atrás, assistimos à peça que ela mesma produziu, escreveu, atuou e continua atuando há 4 anos: "Divas no Divã". Um sucessão! Agora a Instituição Positivo patrocinou, e eles lançaram a peça e a palestra de motivação em dvd. UM ESPETÁCULO! A gente se poca de rir, e mostra devida atenção no que devemos mudar.

Ela lançou em livro também, então... recomendo assistirem, lerem, enfim... tudo vale a pena! 
Adorei!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Óculos

Terminei de ler o livro do Augusto Cury. Outra notícia boa é que na quinta ou sexta os óculos (meu óculos lindo e fofo que tanto queria e que agora vou usar) deverá estar pronto. Assim, concluirei os 2 livros parados em mais da metade: "O Diário de Anne Frank" e "O amor me trouxe de volta".

Fiquemos com Deus, pois Ele está ao nosso lado!!
Luz pra todos!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Anne Frank

Tô lendo o livro "O diário de Anne Frank e adorando. A leitura só não tem fluido melhor por conta dos olhos - um óculos se faz necessário, certeza!
Então vou dormir pra descansar meu eu e meus olhos.
Terminare do jeito que a Anne se despede de Kitty (seu diário):
 "Sua Anne".

Aqui me despeço blog-sem-nome,


Su(a)ede!