"Doraci tinha uma dor.
Quando a dor era maior,
Doraci dormia.
Dizia
"dores são para fracos,"
mas fracos são dormentes,
Ou a mente é que dá dó?
Talvez dormir seja o melhor,
tanto para fracos, quanto para dormentes,
quanto para a dor.
Ou não?
Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a dor,
por isso a dor em mim,
por isso o dormir...
por isso dá dó,
e dá pena,
de Doraci.
Ser tão dormente,
que pra si mente,
e a dor que não passa,
só cresce, cresce, cresce,
de repente.
É uma semente,
que brota da mente,
da demente,
dormente.
Que sente a cor,
que sente o pó,
que sente o nó,
da corrente.
Da dúvida da corrente sai o pior,
ter de escolher uma vertente,
se é frio ou quente,
estar triste ou contente.
Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a corda,
por isso a cor,
por isso de cor,
decora a dor.
"E da pena a asa voa,
inexistente pássaro cria".
Doraci que tinha uma dor,
que era maior,
que era semente,
plenamente agora dormia."
Em 05/05/2010 às 16:11h por S.F.