Ela começou, do nada, a revirar a bolsa. Depois, começou a tirar todas as coisas da bolsa. Em seguida, quase pondo a cabeça dentro da vazia bolsa, gritou desesperada:
- Vocês viram meu celular?
Sincronicamente falando a frase, voltou sua cabeça pro lado, olhou pra mesa e se espantou:
- Oh, achei!
Sexta-feira, 14 de outubro de 2011.
Estava dando aula quando recebo a ligação da Nick Belane, vulga Srta. Gavião Real, vulga, Janna-Janna.
- Ei Suede, o que vai ser hoje? Eu não tô a fim de sair pra festa.
Ela é assim mesmo, super direta, pá-pum.
- Hum, não sei. Eu tava pensando em fazer um caldo, chamar vocês pra irem lá pra casa, a gente bebe, conversa, fica escutando algumas músicas... Também não quero sair, amanhã pego no batente super cedo: 8:00h!
- Então fechou! Vou umas 8 da noite e levo umas cervejas.
Fim.
Eu gosto de conversar com a Janna. É uma das únicas pessoas que leva a sério qualquer coisa e jeito não sério. É aí que vejo a beleza que ela vê bem mais além. Quando a gente se reune pra beber, conversar, escutar música e comer calabresa, ou frios com sal e limão, ou caldo, tenho a impressão de que encarnamos os maiores boêmios da história: só papos nonsenses, Bukowiskiniano.
Nesse dia, marcaram presença, também: Cassiélle, falando e rindo; e a Tati: a cinegrafista dos vídeos de momentos mais exclusivos que já vi.
Por fim, pedi licença para guardar esta foto:
- Eras Janna, ficou show! Vou por no meu 'baúzinho de memória", tá?!
Ela consentiu. E no auge de sua 4ª ou 5ª latinha, com o celular na palma das mãos, exclamou via facebook:
- Suede, tu é fotógrafa mermo!
Que nada.