sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

De Cidi, Pra euS.

Pensar sobre 2015 tem sido uma tortura mental, nos últimos dias, principalmente se tratando da ideia fixa que não sai da minha cabeça: "Irlanda! Irlanda! Irlanda!".

Após muita luta e briga comigo mesma, ficou decidido para o final do ano: Dublin, me aguarde, aí vou eu! De vez!
Pois é, decidi vender o carro. Decidir parar de sair e assistir filmes. Decidi, também, pegar uma bebida no barzinho daqui de casa e ir pra praia nos fins de semana. Decidi que vou pegar licença de 2 anos da Secretaria de Saúde. Decidi pegar férias e passar meu aniversário no Rio de Janeiro. E em Macapá. E em Curitiba! Mas decidi tirar apenas 15 dias de férias. No fim, decidi tantas coisas que olhando agora me assustam tanto, mas que me deixaram tão mais leve...
Vamo que vamo! 2015, agora sim, seja bem vindo! ;)

 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Sobre um encontro inexplicável

Era noite de quinta-feira e ela estava indecisa: trajaria um vestido ou ia de calça jeans? 
Era apenas um encontro, nada de mais. Nada de mais? Fazia, pelo menos, uns 2 anos que não sabia o que era isso. Não falo do encontro, pois houveram alguns nesse meio tempo, eu falo desse lance de sair com caras desconhecidos pessoalmente e com apenas uma foto no perfil do aplicativo. Coragem, não é? Bem corajosa! 

E lá foi ela, de vestido bem casual, ao encontro de mais um desconhecido, mesmo tremendo de medo e com o coração quase saindo pela boca. A sensação era tão estranha que quando entrou no carro dele quase não conseguiu falar: "oi". Ele, pelo contrário, parecia muito calmo para uma situação inusitada como esta, afinal, era a primeira vez que se viam e ainda de jantar juntos! - claro, se ele não a sequestrasse, matasse, ou fizesse algo do tipo. Mas ele a levou para restaurante, pediram algo para beber e compartilharam uma refeição. A noite estava leve, ele era tímido na dose certa, fazia perguntas diferentes, o papo era agradabilíssimo e, aos poucos, o tempo foi passando e o jantar acabou. Enquanto ele perguntava se podia levá-la para um lugar mais tranquilo, ela pensava no quanto aquele garoto tão mais novo que ela era realmente ousado. E, sim, ela gostava dessa característica nele e estava super curiosa para saber de suas reais intenções, pois, dos pensamentos dela, ele já fazia parte. 


Dividiram a conta, por exigência dela, entraram no carro e seguiram para uma praça nada movimentada. Ainda dentro do carro ele comentara sobre o fato de ter gostado do jantar, exceto por uma coisa: o fato dela estar com excesso de batom na boca. Por um instante ela pensou ser uma cantada, e depois concluiu que era, de fato, mas levou na esportiva, ele não deveria estar falando sério. 

Chegaram  na tal praça, desceram, sentaram em um banquinho e começaram a contemplar o vento que batia nos galhos secos das árvores. Não havia pessoas, nem carros, eram apenas os dois conversando sobre relacionamentos, família e cidades, até que o silêncio se fez presente. Era óbvio que ele estava na dela, mas ela estava receosa em tomar partido. Ele quebrou o silêncio perguntando se podia sentar mais perto e ela aceitou. Mas ele não fez isso, fez mais que isso: colou seu corpo ao dela, envolveu a mão direita na mão esquerda dela e com um: "não aguento mais", a beijou voluptuosamente. Uau! 

Como estavam colados um ao outro, ela sentia o quão acelerado estava o coração dele, pedindo assim uma pausa para recuperar o fôlego. Fazia realmente muito tempo que isso não acontecia, a química entre os dois era incrível. Eles saíram da praça e foram para o carro, mas ela não se sentiu a vontade dos amassos no banco de trás. Ele disse que a levaria a um hotel, porque ele queria dormir de conchinha com alguém especial e digna de receber café da manhã na cama. Uau!

Chegaram em um hotel, pegaram uma chave e foram para o quarto. Ele perguntou se poderia fazer uma massagem. Ela respondeu que 'sim' já se jogando de bruços na cama, e ele sem camisa, sentou entre suas pernas. Começou retirando o vestido, apalpando as costas e cintura, seguido de beijos no pescoço, nuca e orelha. A química entre os dois também era na parte física, tanto que as 3 horas de sexo foram vencidas pelo cansaço e falta de água, no frigobar. Como estavam com muita sede, ela disse que preferia ir pra casa, assim encontrariam algum local aberto para comprar água mineral. Ele relutou e no fim acabou aceitando. Parou em um posto de gasolina, comprou algumas garrafas de água e a deixou em frente de sua casa. Se despediram com um beijo mais calmo, suave, brando. Ela desceu do carro, agradeceu, abriu a porta da casa e ao quando chegou no quarto seu celular tocou - era uma mensagem dele: "Obrigado pela noite. Posso te ligar mais tarde? Bons sonhos.". Ela ainda muito mexida por um sentimento inexplicável e avassalador, respondeu: "obrigada, você! estarei no aguardo, sonhe comigo rs ;)". Instantes depois chega outra mensagem: "prefiro na forma real, mas enquanto isso, sonharei sim com você. Até mais. Beijos!". "Beijos!". Nem precisa dizer que naquela noite ela dormiu super bem, né?

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A letra A do seu nome vs. 2015

Enquanto nada acontece e já que cá estou eu, de boa na lagoa, jogada ao vento, a Deus dará e na pista pra negócio, sigo "tindando" em busca de um "Match!", ao menos, interessante pra conversar.

Devo confessar que ultimamente até rolou alguns com uns caras, mas conversa boa que é bom, nada!
Quando me pego em uma conversa clichê, daquelas tipo:"oi, tudo bem?", no qual o cara te responde meia hora depois com um: "Tudo bem? Tudo e com você?", e nem ao menos espera uma resposta de duas perguntas seguidas com a expressão "tudo bem?" e, já responde com mais um "tudo bem"!, me sinto o ser mais anormal da face da terra, broxando de uma maneira, sentindo uma raiva tão grande a ponto de não querer mais papo com nenhum outro homem tão cedo!
É triste! Eu sei...

Mas, sempre há as exceções. E é aí que o primeiro "a letra A do seu nome" de 2015, que fique claro, entra na história.

Por quê "a letra A do seu nome"? A história é só que tenho um karma por caras que tem nomes que começam com a letra "A". Às vezes acho ser um chama ou um ímã. Outras vezes, não, penso que todo "A" nasce com uma missão: cruzar meu caminho. E isso acontece com Adrianos, Allans, Alessandros, Alexs, Alexandres, Andersons, Andrés, Angelos, Augustos, e por aí vai.

E se eu contar que isso pega? É sério! Uma vez, trocando confessos com uma queridíssima e grande amiga, acabamos percebendo que ela também tinha essa sina com a letra "A". Sendo assim, adoradoras de música boa que somos, emprestamos de vez aquela música do Nando Reis: "A letra A do seu nome..." para chorar e resumir nossos "causos".

De lá pra cá são vários os "Ases", e hoje não foi diferente: aconteceu de conhecer mais um!


Garoto, tenho muitas coisas em mente, vou aceitar seu convite pela ousadia e por ter a primeira letra do nome com "A". Please, não me decepcione! E seja o que aDeus quiser! Amém!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

You're Not You

"You're not you" is a film which talk about when you help someone and this change your life.
The protagonist has been married with your handsome husband for fifteen years, when they discover that she has a mortal issue.
He is looking for someone for helping his wife and they discover such a beautiful girl who is totally crazy.
I have to confess: the film has two hours and less one hour I was crying like a baby! So if you don't like crying, don't watch this movie. Hilary Swank is THE actress!
Recommend! (A lot)


Take a look at this video on YouTube:
http://youtu.be/SE0m-N-b1VA

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

6 meses depois de um intercâmbio

Fui convidada para escrever no Batom na Mala, um blog feminino que fala bem mais de viagens do que de beleza. O tema era: "a volta pra casa" - como é fazer um intercâmbio e retornar pro Brasilzão. Então, em primeira mão, segue abaixo o texto enviado para a Alessandra Assis, vulga e queridíssima amiga, Alê.


Home sweet home - a volta pra casa

Diferente dos demais intercambistas que vão para estudar e trabalhar por 1 ano, fui como turista, aproveitar as férias, dar um upgrade no inglês e morar em Dublin por míseros, maravilhosos, porém findáveis sessenta dias. A experiência de morar em outro país é inexplicável e não é só porque estava 'de férias' que deveria ser um mar de rosas, não. Compartilhar uma casa com outras pessoas e de diversas nacionalidades, por exemplo, seria só o primeiro desafio. No meu caso foi com um indiano-osso-duro-de-roer e minha amiga brasileira, que além de extensão da família, foi quem me apresentou a cidade (paradiceys no primeiro dia!). 

De lá pra cá, se passaram 6 meses da experiência, e embora já tenha passado por diversos lugares, Dublin me acolheu de uma maneira que ultrapassou todas expectativas. O contato com outras línguas, outras culturas, clima às vezes bem indeciso, faz com que passemos a enxergar tudo por diversos ângulos. É esse 'olhar além' proporcionado pelas viagens que compensa o retorno ao lar. Afinal, quando se volta para casa, você não traz na mala somente aprendizados, milhares de fotos, roupas, lembrancinhas, tombos, micos, toneladas de sorrisos e gargalhadas. Traz também opiniões como forma de contribuição direta na comunidade de origem. E, claro, uma quantidade absurda de amigos conquistados, a ponto de, mesmo distantes, planejar novas viagens para reencontrá-los o mais breve possível.

Voltar pra casa é voltar a ser humano e deixar lágrimas escorrerem incontrolavelmente pelo rosto. É lembrar das paisagens deslumbrantes, das festas, dos professores, dos museus e parques. É principalmente dar abraços apertados de 'até logo' nos amigos e amigas que enfrentaram uma chuva tórrida no dia da festa de despedida. É ter um sentimento ímpar e particular invadindo o coração, deixando-o pequeno e começar uma batalha constante do corpo e mente que não conseguem processar a informação (até hoje).

Voltar pra casa é estar atento aos mínimos detalhes da vida cotidiana, é dar valor para sentimentos, pessoas, nas oportunidades de trabalho e até nos centavos investidos ao final de cada compra. Voltar pra casa sempre se resumirá em uma palavra, bem brasileira, por sinal, chamada saudade! E essa saudade é mútua, tanto para com os familiares que recebem de braços abertos os 'bons filhos que à casa torna', quanto para com os familiares e amigos dos que ainda estão curtindo a experiência lá longe.

Quando me perguntam sobre o intercâmbio, se 'faria tudo de novo', mesmo que tenha que passar por todas as aventuras e perrengues, do tipo ter chegado antes das minhas bagagens, é claro que a resposta é SIM, em caixa alta, com gosto de 'quero mais', e de novo, com muita emoção, por favor!