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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Português: Fica a dica.

Atualmente as cidades do Brasil tem sido 'a menina dos olhos' no cenário mundial. São turistas, empresários, estudantes de outros países e demais estrangeiros se encantando cada vez mais por este país tão artístico, tão rico, tão receptivo. Não é à toa que o Brasil é conhecido como o 'povo mais legal' do mundo. E é baseado nisso que eles (os turistas) vêm para nossa terrinha para conhecer o país e a cultura local, inclusive o idioma!


Eles querem aprender as pronúncias e significados não somente para cantarolar (sem tanto sotaque) um bossa nova de Tom Jobim, quanto querem, também, saber o que disseram por escrito, para surpreender, depois, o amigo brasileiro que acabou de postar uma foto no facebook com um: "que lindo!"; ou, mandar um e-mail romântico para a namorada, escrevendo no final: "saudade". 

Desse modo, nada mais justo retribuirmos suas visitas ensinando o nosso idioma, ao menos, corretamente. Ainda mais, aproveitando que a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 serão sediadas no nosso querido Brasilzão, vamos nos aperfeiçoar no português para que sejamos exemplos, professores e multiplicadores desta língua tão bonita que o mundo todo quer conhecer. 

P.S: Isso não quer dizer que devemos ser radicais a tal ponto de não se submeter a aprender os idiomas mais falados no mundo, não. Pelo contrário, devemos estar dispostos a saber dominar uma segunda, terceira ou quarta línguas, para que saibamos nos comunicar o suficiente a ponto de repassarmos o conhecimento de nossa língua materna com tamanha perfeição.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Matando, correndo, vivendo a vida.

Era tarde de domingo e voltávamos, minha família e eu, da casa de um tio há 5 km do centro, onde moramos. 
No meio do percurso, avistei, lá de longe, esse casal caminhando pela rodovia. Pra eles não importava se era fim de semana, se podiam estar curtindo uma bela praia ou muito menos praticando a filosofia do ócio: assistindo um filme ou programação da tv, descansando no sofá de sua cômoda casa, comendo pão ou tomando café. Não. 
O prazer à prática do esporte era maior, superior a todas regalias e até mesmo ao calor insuportável, que naquele momento fazia. 

Lembrei de um dia ter recebido um e-mail com o título: "Aula de Gestão". Era assim:
"Na África, todas as manhãs, o veado acorda sabendo que deverá conseguir correr mais rápido do que o leão, se quiser se manter vivo. Todas as manhãs, o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veado, se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é veado ou leão, quando o Sol nascer, você tem que começar a correr."

O casal, não estava na África e não sabiam da tal aula de gestão (natural), mas já acordavam sabendo que pra se manterem vivos precisavam caminhar, correr o quanto pudesse, independente das condições climáticas ou dia da semana.

Todos os dias, pela manhã, quando acordo, o meu primeiro pensamento do dia é: "Mas já? Amanheceu tão rápido! vai começar tudo de novo, ah não...". E mesmo assim, batendo os pés, tropeçando pelas paredes, cambaleando de sono, parto pra luta e sigo. Sigo matando vários leões, começando, de cara, pela preguiça e moleza. Ao longo do dia vou matando a fome, a sede, o sono. É como se tivesse escalando, subindo montanhas e montes. Nesse meio tempo, continuo a matar, mas agora pessoas: de rir! 
Tento fazer o bem mesmo estando mal-humorada, com dor de cabeça, tendo a unha roída, o cabelo ressecado, o coração ferido. Jack, ops, já que pra se manter viva é preciso enfrentar os limites, medos e aflições, assim o farei - e da maneira mais prática, barata e divertida, possível, ou seja, sorrindo! (até com os olhos, com o fígado, com os ouvidos...). 

Nesse dia de hoje, corrido à beça, em meio a crises, violências, mortes, caos e horrores, sugiro corrermos contra o tempo junto com a controvérsia e principalmente pôr em prática o inverso proporcional da palavra 'matar': 
- que nos matemos de risos espalhando infinitos sorrisos; 
- que matemos a fome e não desperdicemos comida; 
- que possamos matar nossas gulas olfáticas diante de livros novos, desabrochar de flores, perfume de talco de neném; 
- que nos matemos de amor, correndo sempre para mais um, de vários e infinitos, abraços; 
- que saibamos matar a preguiça com muito ócio, afinal 'tédio é para os sem inspiração'; 
- que matemos a frieza daqueles que desmatam a mata;
- que matemos no trabalho o mau atendimento e arrogância, com: "bom dia, boa tarde, por favor, com licença";
- que matemos a indisposição e pratiquemos esportes, ...antes que a lombriga nos mate e nos leve para uma vida solitária. 

Ainda bem que a semana correu e já é Sexta-Feira. Matei tanta coisa que agora quero me matar de tanto viver. Como diz uma grande amiga (ou o álbum do Coldplay): "viva la vida!"


New Job - Infinity Brazil, será?

- Prima, tu tem cara de aeromoça. Por que tu não fazes o curso que eu fiz? Sei lá, eu te vejo voando pro mundo todo, o teu jeito tímido mas educado, você é inteligente, sabe inglês, já tá formada, é um grande passo e uma forte concorrente. 
- Será? - olhei fixamente pra ele me perguntando se ele estaria falando a verdade ou zoando com minha cara - meu primo é do tipo palhacitos, só conhecendo.
- Sim. falo sério! - ele realmente disse.

Explicarei melhor.
Quando minha mente insana começou a perturbar-me, principalmente alimentando de esperanças sobre possíveis mudanças, viagens, países, intercâmbio, inglês, Irlanda, a primeira pessoa em que pensei foi, Junior Baima: um primo querido (e muito phyno, claro), que há alguns anos morou em Londres, abandonou a faculdade e sem saber falar muito bem em inglês, partiu rumo ao novo pra viver uma grande aventura.
Pois bem, para ajudar na minha decisão, até então, louca, recorri a ele, já que Dublin (que é o lugar onde almejo estar daqui meros 2 anos) fica próximo à Londres:
- Primo, na época em que tu tavas em Londres, na Europa, tu chegastes a conhecer Dublin? - com um ar medroso perguntei.
- Dublin! - ele fez um ar saudosista e surpreso - não conheci Dublin, mas em Londres conheci muitos irlandeses, tenho muitos amigos irlandeses. Nossa, eles são lindos, educados, bebem pra caramba, por quê? - e eu mal abri a boca, ressoando apenas: - é - quando ele foi completando - O QUÊ? tu tais pensando em ir pra lá? intercâmbio? quando tu vais? ai prima, Dublin é linda! ixi, tu vai voltar casada, já tô até vendo...

Sem fôlego. Foi assim que me senti: totalmente ser ar, sem fôlego! Ali, naquele mínimo diálogo, havia decidido enfrentar tudo e seguir com a minha sonhada decisão: "sim, eu vou pra Irlanda!"

Fiquei com esse comentário dele em mente quando me vi num site de vagas de empregos para navios de cruzeiros! Requisitos: maior de 18 anos, inglês básico, experiência na área.
Ah, não custa nada preencher o formulário e enviar. 
E não faz mesmo. Há uma semana recebi um e-mail informando que eu havia sido recrutada para uma das vagas, que eu aguardasse os próximos e-mails.
Hoje, abri minha inbox, e para minha surpresa tenho uma entrevista via Skype! Tenho até o dia 29 para enviar meu currículo e adicioná-los no contato. 

EU QUERO GRITAAAAR!
Preciso contar pra alguém, aliás, preciso fazer a entrevista o mais rápido possível, pra acalmar essa ansiedade que me consome e que tanto tem me deixado inquieta. 
Me deseje boa sorte, good luck, Blog. Amanhã é sexta e quero comemorar com as amigas (e o amor? rs) 
Ai, ai.
Talvez ter sonhado com elefante seja justamente isso: mudanças.

p.s: Tomara que na entrevista não me perguntem nada em inglês. se rolar, que eu consiga responder certinho.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

vou te contar
acabo de chegar
meu estado ñ é o dos melhores, a orla é de matar.
Tava tendo blitz do Oba oba
e o Clóvis me convidou,
fui de boba,
a Talitas convidei,
encontrar com a Lucy,
sorte dei,
e ela tava com uma amiga como Luciana, tbm chamada
e mto na dele havia um cara,
por Jairo se identificava,
quieto, amigo, de olho na Talitas tava.
esse lance pega.
E eu me sentiria uma jega
se as Lus que nem são daki
chegassem falando 'pega'
eu q moro ak e de porra nenhuma sei,
assim do nada com maconha já chegassem,
antes que estragassem,
'vai logo, é nossa lei'
não fui por conta da Talitas, da Tutu e da prima Iara.
Depois de mtas caipiroskas e ices,
com o cigarro Vogue a la Madonna,
que elas (qualquer uma das Lu's) na minha bolsa acabou guardando, e que na minha cabeca fico imaginado
"ai se".
Meu primo Jr. Baima tbm apareceu
ficou tão mais alegre pensando q o trago fosse a verdinha,
até saber que se tratava da vulga nicotina, decepcionado, entrou na rima.
Lembrei na hora de ti
confesso que minha caretice deve ser de família,
uma vez q nossa hermana Talita abomina
tal atitude,
profundamente irrita.
Porém, meu senso de curiosidade,
tão grande importa,
não fechar a porta, da minha traqueia torta e que se dane a sociedade em volta.
Só de reimaginar outra época, a da corrupção,
escondida,
trago comigo um luxuoso cigarro.
e que diversão seria contigo compartilhá-lo,
pois mesmo feitos de barro,
que indeciso,
é viver de achismo
e de lirismo,
numa sociedade em que somos escarro,
completo catarro,
e é engraçado
minha cabeça doi e gira
parece que nela quebrei um jarro!
que vida marvada,
do cão e feroz,
é claro que tu vais fumar antes de morrer,
todo mundo vai!
vamos se esbaldar de viver!
seja como for do jeito que for,
amar é viver
viver é amor
paz é o que queremos,
sonhemos e realizemos
desejos de carne, de pele, de mente
demente é quem crê,
e ai dele que não se alimente,
da carne, da pele, da mente
de quem vê claramente
o que ninguém vê na frente
navegando contra a corrente
um contente demente.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Clichê

Numa era de repetições, onde ninguém mais pensa (só copia e transcreve), evidencia-se:
- a morte do diálogo, uma vez que a solidão se alastrou, contaminou e amedrontou uma multidão pilhada em se esconder da violência e do horror;
- e, o nascimento dos monólogos, preferindo a pessoa viver essa sequência nostálgica de reprises, ilhada no seu próprio mundo por conversar com ela mesma.

Isso tem me deixado confusa. Confusa a ponto de não conseguir exprimir uma sucessão coerente de palavras a qualquer pessoa (ou o leitor) e cometer, de fato, a morte do diálogo; e ao mesmo tempo, estar cheia das frases, vírgulas, parágrafos,  a ponto de provocar um monólogo-reality-show-da-vida-real, ou uma sitcom!

Enquanto isso:
- o Restart faz sucesso com a meninada;
- "O pequeno príncipe" é muito mais que livro 'pra criança';
- o protetor solar protege o humano e não o sol! (nunca entendi essa expressão)
- a resposta da frase: "o que você levaria para uma ilha deserta?", mudou de "uma rede, fósforo e faca" para "um notebook e celular porque com certeza até lá vai ter internet!";
- e eu, que descobri ter um talento inato para os origamis, assim como sei que você aí, também, tem, rá!

Confusão por confusão, ser 'escandalosamente feliz' seria uma repetição do qual não me importaria se tivesse 'all the time', todo o tempo.
Oss!
Paz e luz.

sábado, 19 de maio de 2012

Sobre ter 100 bolsos

Era feriado de dia trabalho, e por conseguinte, véspera do meu aniversário. Quando chegamos nessa festa já havia começado há horas - era a segunda que frequentávamos. Não fazia muito tempo em que havíamos chegado e achado um lugar pra ficar, quando ele chega com um sorrisão.
- E aí Junior? Quanto tempo!
Já havia bebido umas e estava super solícita com as pessoas (principalmente as conhecidas), uma vez que fazia  umas duas semanas em que estava fora da cidade, e fora da nossa cidade a gente é um completo desconhecido pra qualquer um, assim como qualquer um é um completo desconhecido pra gente.
Voltando pro reencontro, outro motivo que havia me levado a abraçá-lo e aceitar o convite para a dança é que raramente o vejo em festas - fazia muito tempo... tipo, muito tem-po-mes-mo! que não nos encontrávamos.
A dança começou, e ele dança legal. O ritmo era um forrózinho que logo depois mudou pra tecnobrega.
Logo após, puxou conversa, foi super direto, começou a discutir uma relação inexistente no passado; sobre o motivo de termos nos separado (sem ter um começo, que é o mais intrigante); sobre o fora que havia levado (que fora? eu ficava me perguntando); simplesmente, aquele momento em que o irmão da melhor amiga chega e pergunta na lata, na cara dura, POR QUE fora rejeitado? POR QUE nunca quisera namorar com ele? ao mesmo tempo que confessando:
- Pois eu te daria a lua! Eu casaria contigo, e ainda caso, se quiser!
E eu? Com aquela cara de tchonga monga, rindo, rindo por não acreditar naquilo tudo, revidei:
- E por que tu não chegou e me falou isso? Por que tu mandavas recadinho pela tua irmã, que por ser minha amiga e te conhecer tão bem, te queimava mesmo, não vou mentir... Olha, eu acho que homem que é homem tem atitude e não fica nessa de telefone sem-fio, mandando recado e esperando resposta; homem que é homem chega junto e não dá espaço, principalmente se ele quer mesmo!
(Pô, senti orgulho de mim mesma, nesse momento, escutei até aplausos, plac plac)
Mas ele não aplaudiu, não desviou o olhar, não abaixou a cabeça e nem parou de dançar; praticamente fez o contrário: olhou nos meus olhos e fez movimentos para me roubar um beijo. Me esquivei com o rosto forçando ao máximo meu pescoço numa velocidade que até matrix duvida.
Aquele clima tenso no ar - eu já não sabia mais o que fazer, o que falar, se aceitar tudo aquilo ou não. Pra descontrair, quase gritei no seu ouvido:
- Ei, se for a lua, de presente, eu quero sim! rsrs
Diminuímos o passo. Ele levou uma das mãos no bolso da calça, puxou o celular e pediu meu número.
(Lembrei de um episódio do Adorável Psicose em que um Cara-da-Boate pede o número pra Carol, amiga da Natalia, e muito tempo depois, quando ela retorna a essa boate e vê o Cara-da-Boate entrando também, reclama que ele nunca havia ligado, e  questionava: 'por que eles pedem nosso número se nunca vão ligar?'; então a Natalia quebra o clima, dizendo: 'é por isso que sempre dou o meu número errado, que é pra não correr esse risco' rsrsrs. Pensei seriamente nas duas possibilidades.)
Dei o número. Ele disse que iria vir aqui em casa no outro dia, mas que ligaria. Eu nem esperei, nem espero. Esse tipo de coisa não é pra ser esperado. Tipo de coisa que não se tem esperança.
Nos encontramos um dia desses numa comunidade onde tava trabalhando. Nos falamos rapidamente, e ele com a cara de pau de sempre disse que estava tentando ligar naquele momento (eu ri e falei 'aham, acredito' com tom de deboche) e depois, desconversou dizendo que estava tentando falar com minha mãe. Eu já tava agoniada, doida pra dizer (vai-te-embora, Carniça), mas bem educadamente. É que na verdade pra mim ou é 8 ou 80. Se não for pra ser então nem vem com xurumelas, não começa a falar sobre uma coisa que não terá continuidade. Não faça propostas sabendo que não irá cumpri-las, principalmente quando já se é casado e tem filhos. Ou seja, 'eu não tenho tempo de ficar questionando a vida'. Deixa eu aqui quieta no meu canto, tá tão legal - mesmo que solitariamente-, pois é, tá tão legal (nada como família e amigos. ok, e trabalho, já que esse acertei como prêmio de loteria: ganho para não fazer nada e por não fazer nada ganho o dia).
Mas é um 'tá tão legal', do tipo faltando um 'pecado', como diz a Andervânia; um 'trelelê', como diz a Janna; um 'nada mais importa', como diz a Dammy; um 'cara legal', como peço prO Cara quando converso (das vezes que isso acontece) com Ele.
E vamo-que-vamo, prestando atenção nas coisas legais e nos bons acontecimentos - 'quando temos muitas coisas pra guardar nele, o dia tem 100 bolsos'.
;)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sonho: Nah tchê

Natxiiii, como tu tá? 
sonhei contigo nessa madrugada.

T
u tinhas um professor de medicina que só de me olhar dizia que eu estava doente e eu nem havia feito nada, só dando um 'olá'!
  • Ele ficava me olhando, me encarando de um jeito calado, de dois em dois minutos. E eu? que nem uma lesa olhando pra ele me perguntava se ele era louco, se tava mostrando seus dotes artísticos encenando alguma coisa, ou se estava querendo chamar atenção.
    Até que me desequilibrei (?). Meu pé entrelaçou no outro e quase fui ao chão, se não fosse, é claro, eu ter me escorado em ti. 
    O médico-ator, disse:
  • - viu? é isso o que você tem! vou fazer alguns outros testes mais. Siga-me!

    E fomos parar num prédio que dava de frente pra outro prédio. 
  • Num dos andares altíssimos, havia um fio ligando as janelas nos quartos desses dois prédios. Ele pedia que eu atravessasse esse fio e chegasse normal na janela do outro edificio! Tu ias na frente e atravessava na moral, na maior naturalidade e cheia dos equilíbrios. 
  • Quando via a cena, entrei em pânico! Foi então que ele (o médico) disse, novamente: - viu, esse é outro sintoma. vou fazer mais outro teste. Venha! No outro teste estávamos num templo budista e tu ias rezar, meditar, acalmar os nervos num quarto um pouco escuro cheio de velas, junto com uma tal de Nayara de cabelos lindos: loiros e encaracolados.
    Era a minha vez de visitar o templo, meditar, rezar, ou só fechar os olhos e fingir alguma coisa dentro desse quarto, quando só lembro de passar um lápis vermelho ao redor do olho. Tu chegavas com um pouco de sombra na palma de uma das mãos e quando eu pedia pro médico alguns minutos, pois ia me maquiar no banheiro, ele  falava que era só pegar o dedo indicador e pegar um pouco da sombra que havia na tua mão e se maquiar ali mesmo. Fiquei puta de raiva, mas fiz, e ficou horrível - pelo menos, é o que penso como deve ter ficado.
    Ele nos levou pra parte da frente do templo budista que era todo espelhado. Comentava que raramente alguém conseguia ver o seu próprio reflexo naqueles espelhos. Foi engraçado, porque quando cheguei próximo ao espelho consegui, de cara, me ver, e no espelho eu estava sorrindo.
    • Nessa hora, ele faltou pirar, dizia irritado: 
      - viu? viu? você é louca mesmo! 
    • Mas quem era essa cara pra falar isso de mim? Que direito ele tinha de me diagnosticar em público? 
      Eu começava a brigar contigo por ter deixado esse médico me fazer sentir tão mal!
      E tu? embarcavas num ônibus cheio de gente desconhecida. Botava a cabeça pro lado de fora da janela e ia embora gritando e sorrindo pra mim, na maior cara de pau:
      - Ei Su! não esquenta não, bicho! Volta a dormir hehe :D


      Só tu mesma, Nega, eu hein! rsrs
      Espero que estejas bem, 
      saudades grandonas, 
      Beijos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Luz e sombra



Ficcionalidade na minha realidade é contradição?
Mutação.
Desfaço-me. Recolho-me. Silencio-me.
Conjugo-me. Enceno-me. Refaço-me.
Inquietação.
Que parcela de mentira existe no palpável?
Com que cautela conto-me no improvável?
Contra edição.
Desnudo-me. Sangro-me.
Salvo-me.

2 comentários:

  1. posso re-blogar este, exclusivamente,
    só para salvar-me um pouquinho...
    deixa?
  2. É privilégio meu de ter um texto no teu blog. rs
    Abraço!

sábado, 3 de março de 2012

Desaposentando: "É hora de morfar!"

Vilões: crises, déficit's, transtornos, fobias, distúrbios...
Esses tem sido um dos assuntos mais comentados em minha mente brincante, uma vez que meu humor não é o dos melhores. Minha TPM parece não ter mais fim, emenda uma na outra de um jeito que só meu travesseiro sabe. Pra não contaminar ninguém, me enfurno em casa, mais precisamente no quarto vendo filmes. Voltei a ter insonia. Como é horrível acordar no meio da madrugada e não conseguir cerrar os olhos de maneira alguma. São nessas horas que gostaria de simplesmente virar pro lado, agarrar em algo concreto, pedir colo, socorro, saber que não estou naquele 'vazio', sozinha. Ah sim, falando em alguém, a essa altura não devo mais ter namorado (se é que um dia tive, ou se é que eu estava namorando). Cheguei de viagem a poucos dias e ainda nem o vi, não dei notícias. Está certo, eu menti, dei notícias sim. Dei porque ele ligou desesperado pra minha amiga-hermana que tava passando carnaval lá em Santarém, dizendo que eu não atendia seus telefonemas, nem mensagens e que após desesperada sutileza gostaria de saber se, ao menos, estava viva, pois estava super preocupado. Ela (essa amiga), por sua vez, me ligou contando tal fato, quase me dando uma bronca, e eu fiquei de cara: gente, eu só estava sem crédito e sempre deixava o celular jogado em algum lugar, quase não pegava sinal mesmo. Tava de férias!
Por outro lado, eu só má, admito. Sou uma má pessoa, una persona non grata. Minha forma de amar é tão absurda que nem eu mesma entendo. Tentar exemplificar e explicar pros outros, pra ele e até pra mim mesma é tão difícil e estressante quanto escutar, ao menos, 30 segundos de qualquer música do Restart.
Sem delongas, vou tomando jeito contra-atacando esses malditos vilões que me exigem força e forma. E se tratando de uma mera aposentada Power Ranger Rosa, tenho que comer muito chocolate branco pra voltar a pegar no batente como nos velhos tempos:
HORA DE MORFAR:
 
"PTERODACTILO".

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Feliz por nada

Ser feliz são para os fortes. Talvez eu finja ser forte, mas não minta quando diga que sou feliz.
É possível alguém estar numa situação triste, deprimente, num estado deplorável, mas feliz, patetamente feliz?
Do tipo uma felicidade clandestina, que não é minha, e que de certa forma não sinta inveja por não ser minha? Somente feliz. Apenas feliz. Feliz por respirar, por andar descalça, por sentir o cheiro da chuva, escutar o passarinho cantar, ver o sol brilhar? Feliz nas horas vagas, ali parada, cheia de si, cheia dos nãos, com tudo conspirando contra, mas respirando um ar completamente bom, saudável, sereno? É possível?
É tão clichê ser feliz de graça que chega a custar caro.
Caro blog, felicidade é um estado, uma atitude, um objeto, um imóvel, uma pessoa, um lugar? O que seria?


Minhas mais novas aquisições banais são, sem querer, sobre o tema em questão. Um, é o livro "Feliz por Nada", da minha queridíssima do Tum-tum Martha Medeiros; e o outro é um filme (pirata): "Onde está a felicidade?". Esse último, o filme, lembra o "Comer, rezar, amar" com rota pra Europa (Espanha), numa versão brasileira e fraca - não desmerecendo os filmes brasileiros, que fique bem claro, porque adoro os filmes de produção nacional.
Nessa última semana, assisti alguns filmes que valem a pena dar uma atenção a mais nos diálogos e moral da história. Mostram a felicidade como forma de caminho, como conforto, como atenção, esperança, superação, é bem interessante. São eles: "A Felicidade é um cobertor quente", "Country Strong (Onde o amor está)", "Regras do Amor" e "Comer, rezar, amar" (sim, eu sou fãzinha do livro, da autora, e do filme por causa da belíssima trilha sonora e fotografia).

No mais, finalizarei concordando com a Katia, citada na 3ª página, dedicatória da Martha Medeiros no tal livro acima citado, "Feliz por nada":
"Pra Katia, que vive me lembrando que a felicidade não precisa de motivo".
Olha Katia, não sei quem é você, mas pode crer: tô contigo e não abro mão!: as melhores coisas são de graça, inclusive quando se acha graça da absurda e séria sobriedade daqueles que vivem dando motivos para não quererem estar felizes. "Tédio é para os sem inspiração".

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem conta seus males espanta

Uma vez me peguei olhando pra grade de uma janela. Os detalhes do ferro era em forma de flor. Havia 4 pétalas e, dependendo de como contava, se transformavam em 8. Comecei a contar a quantidade de flores, e depois a multiplicar a quantidade de pétalas. Números, números e números.

Resolvi mudar. Me policiar. Esse lance de números o tempo todo mexe com a minha cabeça.
Ontem, enquanto fazia os abdominais, mesmo contando de início, parei e comecei a  formar desenhos e histórias. No caso, como estava olhando pro teto, imaginei um balão de ar, já que havia um ventilador na outra parede que parecia ser a parte do gás. E então, viajei legal na maionese.

Esses lances mirabolantes deve ser de taurino. Falo sobre isso em formas de vícios, manias, distúrbios, transtornos, TOC's, talvez... Ao menos me acalma, me distrai, me faz ficar mais esperta e dentre todos os casos: não surtar, em caso de raiva extrema.

Eu recomendo, todavia, com extrema moderação.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A lei da atração atrai ações, mesmo.

"Você atrai o que transmite".

Alguma das histórias do livro "O Segredo" soaram aos meus ouvidos como surreal, balela, pura baboseira. Até o momento em que passei a pôr em prática o que havia ali escrito.

Primeiramente comecei expressando coisas boas, anotando coisas boas, pensando em coisas boas. O segundo  passo foi mentalizar em dizer o mínimo de vezes possível a palavra "NÃO", uma vez que esta não é compreendida e absorvida pelos cosmos. Por exemplo: se eu mentalizo "eu não quero namorar", como os cosmos não entendem a palavra "não" entendem somente o fato de que "eu quero namorar". (o que talvez seja verdade mesmo). O terceiro e grande e passo foi e é sempre pensar positivo.

A resposta vem aos poucos.
1) Quando vou à igreja, na hora da comunhão, começo agradecendo por todas as bençãos sobre minha família: por meus pais, minha base, continuarem firmes e fortes um ao lado do outro, estando saudáveis e companheiros; que minhas irmãs continuem alçando voos, pois somos argolas, e juntas, correntes.
Depois, parto para o agradecimento sobre minha existência: peço que Ele me apresente um cara legal, com quem possa compartilhar alguns dos melhores momentos do dia; que me deixe sempre muito forte para aguentar em pé qualquer tipo de pancada (é, eu falo assim mesmo); que me deixe salvar na memória milhares de piscadas, como fotos, nos diversos lugares em que eu for habitar; que conserve meu avô, tios, tias, primos e  primas, juntamente com os meus amigos, mantendo ao meu lado, como perfeito círculo amizade.

2) Uma vez lembro que escrevi sobre o quanto gostaria de ir embora, largar tudo, me instalar em um novo lugar. Coloquei até fotos dos lugares! E não é que aconteceu? Quando dei por conta, estava na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul!

3) Ontem, por volta das 22h mandei uma mensagem de texto para um garoto que conheci nesse domingo. Desde segunda conversamos durante o dia por sms e ao final da noite via celular. Exceto pelo dia de ontem, quando recebi uma mensagem dele e não respondi. Me senti um tanto mal educada, com um peso na consciência e respondi. Na mesma hora ele liga, falando que estava pensando: "ela não me mandou uma mensagem, estou esperando até agora e nada" - o que deduz que seus pensamentos estavam voltados, de uma certa maneira, pra mim.

4) Hoje, uma peste lá da Semsa (não gostaria nem de citar o nome), começou a por defeitos no carro do meu setor. Dizia, em tom de deboche para meus colegas, que o carro havia acabado de sair da oficina, que vive quebrado, capaz de causar algum acidente - o que de fato é verdade, o carro é uma geringonça. Mas e daí? O setor já está paralisado por falta de motivos 'maiores', a sala onde passo as 6 horas diárias é tão escura e mal ventilada quanto uma sola de sapato, e qualquer motivo para que os raios solares me toquem a pele, que a brisa, mesmo que empoeirada, suspirem meus poros, e o atendimento ao público, possa enfim, ser posta em prática, vale por qualquer aventura. Segui em direção ao carro junto com mais dois outros colegas. Não satisfeito o bastante, pergunta: "Vocês vão mesmo nesse carro? E se vocês ficarem no prego? Hahahaha." Entrei no carro e pus meu fone de ouvido, não dando ouvido. (É por essas e outras que vivo com um par deles acoplado ao meu celular no ambiente de trabalho. Tiro somente um lado pra escutar o que a pessoa está falando, na hora de uma reunião, atendimento, ou coisa assim. No mais, prefiro escutar meu repertório musical, a escutar negatividade em forma de porcarias). Continuando, não é que na volta do trajeto, lá pela Transamazônica, as rodas do carro travam por completo?! Vai ter boca suja assim lá pra longe!

Resumindo: estou abismada sobre o quão poderosa é nossa mente e, do quanto o universo conspira a nosso favor, dependendo do pensamento.


Ei, Cosmos, me dê um real, aí. 
Um real amor ou um real de liberdade.
Um real momento pra ser feliz, um real desse momento pra seguir feliz.
Uma real atração pela positividade e boas vibrações.
E mais uns milhões pra plantar no quintal da casa, perto das árvores onde irá estar atada minha rede. 


domingo, 20 de novembro de 2011

Brinque do seu jeito.

"Vamos pular!"


O sábado de 19 de novembro foi marcado, não apenas pela passagem do 1º ano do Bebê-mais-que-fofo-da-vila, E-Lolô; como, também, pelo simples ato de 'pular' no pula-pula que havia em seu aniversário.
Lembro que confessei algo para a Natxi numa das primeiras vezes em que me arrisquei a pular depois de grande. Foi num dos festejos da comunidade eclesiástica que participo, Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em maio ou junho de 2009, ou 2008, sei lá. (até que não faz muito tempo)
Nele descrevia como havia me sentido, sobre o que pensava a respeito das crianças, que são extremamente dotadas de um espírito sincero, claro, alegre. Há 4 janelas abertas: e-mail, gmail, blog, 4shared - estou procurando estes escritos. (pausa)

(meia hora depois....)

Achei!
"Ontem pulei no pula-pula. Muito show! Agora sei por que as criancinhas não param de pular: porque o mundo é um pula-pula: uma hora a gente tá aqui, e na outra a gente está lá!"

É isso. Nossa vida é um perfeito pula-pula, uma montanha-russa, um circo, narizes vermelhos de palhaço... altos e baixos mascarados pela diversão.
Felizes são as crianças que trabalham brincando e inventam brincadeiras para ativar suas diversas formas de imaginações em verdades; aquelas que passam o tempo jogando fora a seriedade e mantendo a curiosidade.
Meu espírito tende a respirar os ares e inocência desses pequenos mais que gigantes. Por um lado, aquele bem melancólico e nostálgico, sinto que resta algo da minha infância, no qual continuo sendo influenciada e regida; por outro, ela adormece, dorme em si, o que é uma pena, pois põe à tona o meu lado mais perverso: em ser adulto.
Nietzsche afirmava que: "em qualquer homem autentico existe uma criança querendo brincar". E há, de fato. No sábado, fui uma delas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tem que ter sorte e coragem pra azarar no jogo do amor.




Bom dia! Não, eu não acordei cedo. São quase 2 da manhã e eu quero ligar praquele boi!? Oi! Oi? Mas eu nem liguei, fiz pior: mandei um sms! Pior? É pior sim, as pessoas acreditam e confiam bem mais na veracidade de um texto escrito do que na fala propriamente dita. O que está acontecendo? "Me tira daqui!", quer dizer, "sai daqui, não tem espaço, eu não posso pensar em você!". É o que o besta do meu cérebro está gritando, dizendo pra ir pro meu coração, pois lá deve haver mais espaço vazio. Eu devo estar ficando doida, maluca, perturbada do juízo - se bem que uma grande parte de mim já condiz com tais adjetivos.

Eu nem sou de me iludir fácil, pelo contrário, se tem uma coisa que tenho enraizado são os pés no chão. O que me ferra é só a cabeça. Essa que, por sua vez, mesmo presa, vive no ar, perto das nuvens. Por favor, preciso que tapeiem minha bela face. (pausa. celular bipando. Uma nova mensagem de texto.)

Uau, isso não deve estar acontecendo, ele respondeu! Que fofo, me desejou uma boa noite, disse que "está ficando mal acostumado". Agora ferrou de vez, não vou conseguir dormir porque ele respondeu, e não é ironia. 

Lembro que era uma quarta, mandei um sms besta qualquer, ele retornou com uma ligação que, pra meu espanto, durou quase 37 minutos - e eu nem sou dessas de ficar com a garganta seca de tanto falar ao celular. Fico pensando que se forem daqueles benditos jogos de azar, que então, possivelmente, futuramente, terei sorte no amor; contudo, se não for, por que diabos ele não cumpriu o trato de apenas termos ficado no "Oi, tudo bem?", de longe, depois que nos esbarrácemos por ai? 
Pra uma semana depois ele ficar dando toques no celular seguido de um sms: "Preciso de você". Dias depois, ligar às 5 horas da manhã, em pleno horário de repouso de minha beleza; vir almoçar na minha casa, no domingo, dia dos pais, e ter a cara de pau de dizer que vai ligar a noite, ligando mesmo e me fazendo ficar confusa! Eu o desprezo, digo que "não dá, não tem como, tenho um aniversário pra ir." Minto pra ele e curiosamente pra mim. 

Naquele momento eu estava quase na frente de um DJ, do DJ, pensando em outro alguém que era o próprio DJ. Era 'esse alguém' que eu gostaria de ter. Às vezes, penso que a cada vez que nos encontramos (eu e 'esse alguém', o DJ) é uma esperança a mais, mas é pura balela, pura ilusão, 'esse alguém' vai casar mesmo! "Então case, meu filho! Case com essa desconhecida Sabeláquem que te chifra de lá de Sabedeusonde." Pensei raivosamente em dizer. Não disse, não digo e nem direi apesar da amizade. Eu só esbanjava serenidade, e ao que via 'esse alguém' me olhando, demonstrava estar agoniada vigiando o celular, como de quem espera uma ligação - eu tenho amor próprio, pelo amor de Deus, e sei causar ciúmes alheios também, ai como eu sou bandida! - ao mesmo tempo que revoltada por não ter aceitado a estar com o 'Cara do Sms', o Rato - apelido carinhoso por mim dado e por ele desconhecido. Ô bicha burra! 

Quer saber, vou é continuar com os sms, pelo menos gosto do lance do jogo de gato e rato.  Eu penso no jogo, penso nele, mando sms, ele responde e tudo fica empatado: não sai do 0x0. Tô ferrada! Quê eu faço? Odeio perder, a não ser que estejamos falando de quilos, esses a mais nenhuma mulher curte. Em compensação, a palavra 'ganhar' é tão com ar de superioridade, soberba. 


Por mim, preferiria estar jogando frescobol, concordando com o mestre Rubem Alves: "O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom é preciso que nenhum dos dois se perca. (...) Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos..."


É isso aí, nada de deixar a bola cair, 'game over'. E sim contar até 3, apertar o 'Play' e depois 'Repeat', quantos forem necessários!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Universo Paralelo: Tia Noca!

Parabéns aí, Tia! 
Eu lembro que comemorávamos nossos aniversários juntas, tanto que o tio Jorge, meu padrinho, seu irmão, até se confundia com as datas. Digo isso porque no meu 1º aninho ele me deu uma medalha com meu nome escrito, e logo abaixo a data do meu niver. Mas veio: 05/05/1988. Até um tempo desses lembro que ia te dar, lembras? Fala sério, esse meu padIrinho é desatento que nem eu...
Pois é, Tia, sei que mesmo que separadas, ainda comemoramos nossos nivers juntas - mas eu daqui e a senhora daí, claro. 
De todas as lembranças, uma das memoráveis é a do seu rosto cheio de espinhas, que eu me tacava a espremer sempre. Mesmo sabendo que minha irmã que era sua afilhada, sabia que a 'de ouro' era eu, afinal, era comigo que a senhora se exibia por aí. 
Se não fosse a senhora acalmar minha mãe, com a ideia de me passarem da Alfabetização pra 1ª série com apenas 4 anos, não teria aprimorado a técnica de como juntar letras com vírgulas, parágrafos, e cá não estaria te mandando este singelo e-mail, este singelo post de felicitações.
Saiba que ensinei minha irmãzinha, Suane (uma pena não ter dado tempo de vocês se conherem muito bem, mas ela já tem 12 anos!) a fazer e comer gemada, do mesmo jeito que a senhora me ensinou. Ela também é viciada, assim como eu, assim como a senhora... 
Mas me diga, como que está tudo por aí? Tem encontrado com John Lennon? E a vovó Dudu, o vô Lázaro? E a Dinha, a vovó Marina, a senhora tem visto? Mande lembranças a todos e peço que tomem cuidado, pois a senhora me acredita que justamente no dia do meu aniversário, mandaram um tal de Osama Bin Laden, praí? Dizem as más lendas que ele foi jogado ao mar, mas olha, não sei não, do jeito que as passagens aéreas têm estado tão baratas, creio eu, que se ele pegou essa promoção de ida por R$ 39,00, deve estar num país perto do de vocês.
Por último, confesso que estou 'festeira' - fazer o quê, puxei um pouco desse seu lado também, e como sei que a senhora apronta horrores, como diz a canção: "Só não vá se perder por aí..." rsrs
É isso. Vou lá. Mande um pedaço de bolo, viu? - Quem diria, da última vez que a vi estava com 34 anos, e agora? 46, 47? Mas com rostinho de 28, lógico! hehehe
Feliz niver, txiaaaa! Êeee!
Beijão e abração!
Saudades!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cozinha que nada...

Tem que ir de mansinho pra não assustar. Tem que ter paciência, essa é a questão!
Só que minha paciência já está quase no limite - já se foram longos 7 anos. É tempo demais pra tanta enrolação. Mas dizem que a esperança é a última que morre, então, se for pra esperar mais esse ano, fazer o quê, esperarei. O que mais me encabula é que, durante esse tempo ninguém ficou 'pintando o 7' pra dizer que 7 anos são 7 dias. Não! 7 anos é praticamente uma praga de azar, se quebrar um espelho, por exemplo.
7 anos não são 7 vidas, mas talvez seja um 'bicho de 7 cabeças!'
Quer saber, se ele não abre as janelas, vou tentar arrombar a porta qualquer dia desses, por bem ou por mal.  Primeiramente baterei e, se abrir e me deixar entrar tudo bem, se não, darei meia volta e passarei para a casa ao lado, ou para a rua ao lado, ou bairro ao lado, cidade, estado, país... simples assim!
Cansei de ficar olhando do lado de fora. Cansei de ficar imaginando as janelas e portas abertas, as crianças brincando pelo jardim, e nenhuma possibilidade de que entrasse de verdade. Sempre, sempre, aquela curiosidade, um gostinho de quero mais e lá se foi mais um ano.
E já que é assim:
(toc toc)
- Quem é? - uma voz masculina sobressalta do outro lado.
- Sou eu...
- Meu bem, estava te esperando... tenho uma surpresa!
(a porta se abre e...)
Com um peso de porta em formato de coração nas mãos, e uma caixinha com um anel de 7 quilates, ele disse:
- Você me esperou. Esperou que me formasse. Esperou que eu conseguisse um bom emprego. Esperou que eu abrisse, enfim, a porta de minha casa. Ela está aberta pra você. Sei que tenho grandes defeitos, mas foi você quem escolhi para estar ao lado durante toda minha vida. Por isso, eu te entrego com todo amor, pode ser um pouco pesado rsrs, mas este é o peso que sentia em meu coração por fazê-la esperar todo esse tempo. Minha casa é sua, assim como o meu coração. Casa comigo?
- SIM! Caso!
(em pensamentos... eu só queria abrir as janelas, mas já que abriu as portas, é de grande valia).

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seu olhar foi de encontro ao meu...

Seus olhares foram cruzados...
Seus olhares se cruzaram...
Houve um cruzamento de olhares...

Não encontro maneiras de descrever tal momento. Nunca irá ser igual: aquele olhar, aquele sorriso...

(Já comentei sobre o sorriso?) 
Foi super instantâneo sorrir e mirar-me. Tremores, na hora. 

Talvez a altura tivesse chamado sua atenção, ou fora as cores, verde e branco, da camisa que vestia, ou quem sabe, aquele olhar penetrante junto do belo sorriso - sem mais delongas, acredito neste último, sem dúvidas - que só durou cerca de dez a 
quinze segundos. Dá pra acreditar?! Foi uma 'simbiose' ocular nunca vista!

Eu poderia dizer que fiquei ali paralisada, sorrindo que nem uma boba, enquanto o mundo acontecia do lado de fora (de fora daquele momento), com todas aquelas pessoas falando, carros em movimento, música tocando, minhas amigas gritando: "Alô! Terra, cha-man-do!", e, adeus ao encantamento. Confesso que só escutei a parte do "...rra, cha-man-do!", seguida da leve sacudida em um dos meus ombros. Virei para elas com cara de "isso não está acontecendo comigo, me belisquem!", mas falando suavemente alterada:
- Porra, o que é?
- Eeeeeeei’Ta Precisa Matar? – retrucou uma delas, que continuou dizendo – É TPM, ou o quê?
- Tá, tá, foi mal, desculpa! – respirei fundo, fazendo uma cara do ‘Gato de Botas’ do Shrek, bem de ‘não sei o que aconteceu!’
De repente, volta uma singela ânsia de sentir tudo outra vez.
Inquieta, passado uns cinco segundos de pausa simbiótica, viro em direção a ele: - Ué,  cadê? – A essas alturas, já tivera entrado na festa. É que ele estava na fila da porta de entrada do clube, e eu na frente, há alguns metros, perto da rua, à procura de um táxi rumo a outra festa porque esta festa tá chata pra caramb...  ops, estava chata!

Continua a ação em posts a seguir...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Liberdade: Abriu os olhos..."

Abriu os olhos.
LIBERDADE!: a sensação da alma leve, pairando no tempo e espaço, infindável de possibilidades.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira  o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.

Gostara de brincadeira , mas assim como  o tempo se passaria, o espaço, seu espaço se modificaria. Agora, tinha de escolher um, não depois: "- agora!", dizia o taxista que acompanhava.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
Qual lugar? Ir pra qual lugar quando se tem o mundo à tua espera?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?

- Aeroporto! Siga para o aeroporto! – disse ao taxista, e meio segundo após silabou um "Não!" desesperado.
- Não! Tenho medo de altura - é rápido, mas tenho medo – pensou subitamente consigo mesma:
- Ora, sim, minha senhora, decida-se! – era o taxista, bravo já com a situação de andar pra lá e pra cá sem algum rumo se quer.
Ela, agora já decidida, implorou:
- Por favor Senhor, não me escute mais, apenas siga para o aeroporto. Ponto!
Ponto. Isso. Decidiu. Estava decidida, ela iria para o aeroporto.


...continua. 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ô Ana Júliaaaa

Hoje, após 4 anos, basicamente uma eleição ou uma faculdade, tenho o prazer de parabenizar uma das minhas "amêgãns" mais notáveis:
- O que você não come?
- Só o que não me dão.

- Amegãn, e sua escola não vai desfilar? (no 7 de setembro)
- Não, minha escola não é passarela!

- Qual o nome do teu cachorro?
- É Docinha.
- Docinho, ah, das meninas super-poderosas... ?
- Nãaaaaaaaaao Suede, é DocinhA! Docinho é pra homem, Docinha é pra mulher, e ela é mulher! É Docinha!

Então tá! rsrs

Essas são apenas algumas das várias pérolas e artimanhas de Ana Júlia, antes Careca, agora... cabelo de cuia  hehe
Beijão para o ser mais doce, inteligível, notável e FALANTE da face da Terra.

Parabéns amiuga.
=*

domingo, 25 de julho de 2010

♪Marquei um ISSO, um ISSO, um ISSO no meu coração...

Meus dedos seguem o rumo. Um rumo que, às vezes, nem é o que estou, de fato, em mente, escrevendo. Eles, meus dedos, simplesmente, tomam de conta do teclado e o que realmente estava pensando em digitar, não é digitado. Falando nisso, não é e nem era exatamente isso o que queria escrever.
Estava visitando blogs e twitter's, lendo algumas coisas, e meu deu essa vontade louca de escrever. Talvez seja porque tenha passado a tarde no shopping Bourbon assistindo filmes, babando inúmeras vitrines - sim, neste momento estou em nada mais, nada menos do que na capital gaúcha, Porto Alegre. Não é, assim, lá essas grandes coisas, do tipo "óooh que cidade!", mas tem sim sua beleza, isso reconheço, e como tem. E como falei em vitrines pode ser justamente isso, o fato de ter ido numa livraria e, por alguns grandes instantes me pegar sonhando que nadava em todo aquele acervo, e até me imaginar morando ali, acordando e dormindo sentada num banquinho, tendo nas mãos um livro, e o lendo com bastante calma, depois outro, e assim um por um. Mas isso é sonho mesmo, então 1,2,3, toc toc, acorda, acorda, já acordei.
Voltando ao que estava resenhando, chego aqui, nessa tela em branco e-só-me-sai: isso! Que vergonha, que passatempo!
O curioso é que, nesses tempos em que fiquei 'fora' de mim mesma e da minha cidade-natal, antes de dormir, imaginava (e ainda imagino) estar digitando, escrevendo no blog. Até aí, normal, talvez muita gente faça isso, esse tipo de coisa, mas a pior parte e a que realmente vai deixar na curiosidade, se tiverem coragem e tempo pra ler algumas das obras-primas, é justamente essa: os escritos (pensados) dormiram junto comigo (e sumiram). Quanta bocózisse(o)!
Digitei e escrevi tantos livros, histórias, capítulos enquanto esperava o sono, e olha só em que isso deu: em nada! N-A-D-A! Nada tenho palpável e olhável hoje. Era pra ter, ao menos, algo memorável pra por aqui, lembrar de algo, e: nada, não tenho nada, só isso. Argh, tsc tsc tsc.
(Isso tudo soa tão estranho porque adoro escrever. Sou daquelas que não pode ver qualquer coisa que escreva, e qualquer coisa que seja escrevível, que anota qualquer coisa, em qualquer lugar.)
E agora, nesse momento, espero o amanhecer, o entardecer, o anoitecer, e mais um amanhecer e outro entardecer. Espero por Segunda-Feira ansiosamente, a tarde, mais especificamente. Que ânsia, meu Deus! É isso que dá a tal da saudade. Eu que sempre quis sair da minha casa, do meu canto, da minha cidade, não vejo a hora de voltar pra ela, me aconchegar em seus braços, estar em meu lar. E só me sai, isso, essas porcarias dos meus dedos - ou da minha mente, que saco!
Mas não é pra se desanimar (e nem que eu me desanime, amém!), pois continuarei com isso: a mirabolar histórias e capítulos com letras palpáveis, textos 'in my mind', contados como verdades e mentiras. Continuarei a vir aqui, talvez pra produzir algo como isso, ou transcrever algo, melhorzinho, afinal, convenhamos que tudo isso aqui tá uma merda, e como dizem os gaúchos "vá te catar" - neste caso, que eu vá me catar, porque francamente...
Não é pra entrar em desespero, estou apenas abrindo alas para o novo. Dou adeus ao que me vê, ao que me veio, ao que conheci, e findo, apenas, mais um capítulo de minha vida - isso, de meu livro. Dou adeus à vocês chorando, mas sorrindo por saber que vou revê-los, novamente. Feliz por saber que um pouco de cada vai comigo. E, sei que de mim, um pouco do que sobrou - lembranças, histórias, fatos, atos e fotos, serão levadas pra sempre em seus corações.
É como diz a frase de uma música (Adeus você), dos Los Hermanos; é como diz Camelo (o Marcelo - e eu, a íntima, até parece isso mesmo rsrs - ê sonho):
É bom, às vezes se perder, sem ter porquê, sem ter razão. É um dom, saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, meu bem, pra que minha vida siga adiante... pra que minha vida siga adiante...♪

E agora, pra findar assim com isso, termino com o começo dessa mesma música:
♪Adeus você, eu hoje vou pro lado de lá!;

ou talvez, com o refrão da música do Titãs:
Isso, isso, isso...;

ou como o Chaves dizendo:
"isso, isso, isso, isso";

ou, simplesmente, como as mães sempre dizem para os 'quietos' filhos, naquele tom bem selvagem, como um grande ralho:
"para já com isso, rum!"

Então tá, parei...
...com...
isso.