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quarta-feira, 20 de março de 2013

A cilada de Roger Water.

Olha, se tem uma coisa que desde o começo do ano tem me feito 'tremer nas estribeiras' é um colega novo no trabalho. 

Depois dessa mudança de governo, já era esperada a entrada dos 'puxa-saqueiros de novos funcionários e, este dito cujo entrou para ocupar o lugar em que eu estava antes, uma vez que estava apenas 'emprestada' para este setor. Pulando a conversa, vamos ao assunto que interessa: ele.



Ele chamou a minha atenção desde a primeira vez que o vi rondando por corredores afora;

Ele tem um sorriso lindo: tímido, discreto, fofo, com leves covinhas nos cantos da bochechas;

Ele tem estatura mediana, se duvidar, cravados 1,70m. de altura, já que é um pouco mais alto que eu;

Ele é moreno, tem cabelos e olhos escuros - olhar sedutor e penetrante (ui);
Ele passa longe de ser magro, mas não é gordo e nem malhado; eu diria, na verdade, que é 'gostoso de ser olhado';
Ele é jovem e aparenta ter uns 24 ou 25 anos; até que descobri nessa semana que tem míseros 21!;

Ele em resumo não tem nada de mais e não é de conversar muito. Mas causa um efeito avassalador em mim, e como... De repente, é só vê-lo que meu coração começa a batucar mais do que o normal. O negócio fica mais feio ainda quando os nossos olhares se cruzam - tenho a impressão de que até minhas bochechas ruborizam! e, então disfarço desviando o olhar. Ufa! Melhor assim.


Até então, pensava: "ah, vai ver é porque não tem 'ninguém na parada' e muita carência acumulada". E eis que em meados de janeiro, apareceu um relance qualquer, no qual chamarei de Carlinhos. Não deu certo! Em três semanas parei de sair com ele porque até entre quatro paredes via o retrato do meu 'colega' estampado na carinha do Carlinhos! Parecia delírio, não era possível que aquilo estivesse acontecendo mas, estava! Logo Carlinhos, um homem super agradável, atencioso, inteligente, cheiroso, fofo! sendo obrigado a sair da minha breve história de vida, só porque vi em sua sombra o rosto do meu colega de trabalho, por quem sustento uma paixão platônica! "Carlinhos, desculpa não ter dito antes, estou embarcando para outro país - intercâmbio de 3 anos. Até!". Via sms interrompi o que mais tarde poderia vir a ser o meu futuro. Dane-se, se não tivesse feito isso, as coisas com o 'meu-colega-de-trabalho' não teriam evoluído. 


De três semanas pra cá, já trabalhamos juntos (devo confessar que foi super difícil ficar ao lado dele, de cadeiras encostadas e tudo, e agir da forma mais natural do mundo, sem dar um pio em falso); já trocamos algumas palavras (ele pergunta se tem café e respondo rapidamente: 'aham'); já encaramos mais olhares e sorrisos, seguidos de 'ois', 'sim', 'não'... normalmente, há mais de três pessoas ao redor, e talvez seja isso que nos faça não termos medo um do outro nos tirando do anonimato mudo.



Ainda sim, quando o vejo pela primeira vez no dia, causa um impacto tão fulminante, como de quando o vejo pela segunda, terceira, quarta vez...


Hoje, eu estava sozinha na sala em que trabalho, distraída no computador, quando ele empurrou a porta para adentrar a sala. Eu levei um susto e rapidamente olhei para a porta dando de cara com ele, praticamente no mesmo instante em que ficou ali engatado na porta entre aberta. (pausa constrangedora) Eis o momento de 2 segundos que pareciam uma eternidade em câmera lenta: olhares, desvio por minha parte, cabeça baixa, cabeça erguida, olhares de novo, desvio, diálogo:


_ Oi - dos dois ao mesmo tempo.

_ Tudo bem? - dos dois ao mesmo tempo.

risos tímidos.

_ Vamos trocar de lugar? rs - falando como um moleque malandro
_ Hum, mas tá fácil desse jeito! rs - respondendo irracionalmente.
_ É sério! Eu vi que tu digitas bem rápido... E se eu pedir para vir pro teu setor e te indicar pra ocupar meu lugar, tu aceita?
*E na trilha sonora da minha cabeça, tocava a música da Colbie Caillat "Yeah, I do, I do, I dodododododo dooo", quando voltei para o mundo real e respondi:
_ Ah, ué, pode ser, não tô fazendo nada mesmo. - olhando para ele que estava sentado em uma cadeira bem em minha frente.
_ Então tá. 
_ Então tá.


E ficamos com os olhos fixados um no outro, como se esse último 'tá' tivesse durado uns 20 minutos.
Abaixei a cabeça, desviei novamente de novo mais uma vez o olhar, agora para o computador.
Ele levantou da cadeira e o mundo voltou a girar normalmente, ainda bem! 
Vai saber se nos próximos dias, semanas e meses os abalos sísmicos irão continuar acontecendo!?
No dia que parar ou der uma cessada, aí já é outra história, já que Roger está petrificado dentro do meu gélido coração de pedra.
No dia em que nada continuar a acontecer, desse foge-foge contínuo e, algum carinha novo pintar na área, aí  volto pra contar sobre como meu coração se derreteu, de como "Roger virou Água'. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Santo remédio para curar dor de semana.




_ O que tenho, doutor?

_ Dor de semana.
_ E o que tomo?
_ Tome um analgésico.
_ Qual?
_ O analgésico da semana se chama Sexta-Feira. Favor tomar com água de bar. Vamos?
Se 'analgésico' cura dor da semana, ao meu ver muita gente vai sarar hoje, inclusive eu... ainda bem!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Que oras são, Francisco?

Me pegou de jeito e de um jeito que me dá raiva. Raiva de mim, raiva de ti, simplesmente uma raiva com vontade de sumir.
No primeiro encontro, pensei: "devo estar maluca, a um tanto ou, talvez, ok, ele que seja o tonto".
Te achei um 'nerd', à primeira vista. Você me convidou para ir com seus amigos pra comermos pizza.
Pois bem, fui, sentei quase ao seu lado. Tomamos uma caipiroska, duas, três... e, pelo caminho, surgiram olhares atravessados.
Sua mão boba, por debaixo dos panos, cutucava levemente minha coxa direita: "Alguma coisa a mais, você aceita?"
Em meus tórridos pensamentos imaginava trilhões de cenas, porém timidamente eu respondia: "Estou bem, não preciso de nada", assim eu mentia.
Então, partimos pra festa - tocar, abraçar, beijar, será que posso? Sim, meu coração toca as nuvens nos encontros nossos.
Que perdure o tempo que for necessário. Sua companhia é sincera, me faz bem, me deixa feliz e um tanto confusa, também...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

New Job - Infinity Brazil, será?

- Prima, tu tem cara de aeromoça. Por que tu não fazes o curso que eu fiz? Sei lá, eu te vejo voando pro mundo todo, o teu jeito tímido mas educado, você é inteligente, sabe inglês, já tá formada, é um grande passo e uma forte concorrente. 
- Será? - olhei fixamente pra ele me perguntando se ele estaria falando a verdade ou zoando com minha cara - meu primo é do tipo palhacitos, só conhecendo.
- Sim. falo sério! - ele realmente disse.

Explicarei melhor.
Quando minha mente insana começou a perturbar-me, principalmente alimentando de esperanças sobre possíveis mudanças, viagens, países, intercâmbio, inglês, Irlanda, a primeira pessoa em que pensei foi, Junior Baima: um primo querido (e muito phyno, claro), que há alguns anos morou em Londres, abandonou a faculdade e sem saber falar muito bem em inglês, partiu rumo ao novo pra viver uma grande aventura.
Pois bem, para ajudar na minha decisão, até então, louca, recorri a ele, já que Dublin (que é o lugar onde almejo estar daqui meros 2 anos) fica próximo à Londres:
- Primo, na época em que tu tavas em Londres, na Europa, tu chegastes a conhecer Dublin? - com um ar medroso perguntei.
- Dublin! - ele fez um ar saudosista e surpreso - não conheci Dublin, mas em Londres conheci muitos irlandeses, tenho muitos amigos irlandeses. Nossa, eles são lindos, educados, bebem pra caramba, por quê? - e eu mal abri a boca, ressoando apenas: - é - quando ele foi completando - O QUÊ? tu tais pensando em ir pra lá? intercâmbio? quando tu vais? ai prima, Dublin é linda! ixi, tu vai voltar casada, já tô até vendo...

Sem fôlego. Foi assim que me senti: totalmente ser ar, sem fôlego! Ali, naquele mínimo diálogo, havia decidido enfrentar tudo e seguir com a minha sonhada decisão: "sim, eu vou pra Irlanda!"

Fiquei com esse comentário dele em mente quando me vi num site de vagas de empregos para navios de cruzeiros! Requisitos: maior de 18 anos, inglês básico, experiência na área.
Ah, não custa nada preencher o formulário e enviar. 
E não faz mesmo. Há uma semana recebi um e-mail informando que eu havia sido recrutada para uma das vagas, que eu aguardasse os próximos e-mails.
Hoje, abri minha inbox, e para minha surpresa tenho uma entrevista via Skype! Tenho até o dia 29 para enviar meu currículo e adicioná-los no contato. 

EU QUERO GRITAAAAR!
Preciso contar pra alguém, aliás, preciso fazer a entrevista o mais rápido possível, pra acalmar essa ansiedade que me consome e que tanto tem me deixado inquieta. 
Me deseje boa sorte, good luck, Blog. Amanhã é sexta e quero comemorar com as amigas (e o amor? rs) 
Ai, ai.
Talvez ter sonhado com elefante seja justamente isso: mudanças.

p.s: Tomara que na entrevista não me perguntem nada em inglês. se rolar, que eu consiga responder certinho.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Avoar


Você é aéreo
Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado – a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade."

P.S.: Baseado em um teste feito na Superinteressante sobre "O que os sonhos dizem sobre você".

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sonhos reais

Dois cachorros pretos.
Um ex-amigo que me devia 400,00 me pagava:
dava 240,00 em dinheiro e 160,00 em 8 músicas de 2 minutos cada (?)

Lá na rua Augusta eu parei.
Me perdi e fui achada por um homem lindo.
Herois e galãs fazem parte dos meus sonhos
Herois e galãs na realidade não estão sorrindo.

Viagem em família ia ser realizada
Todos iriam, exceto a tal da atriz
Que chorava no quarto, aos prantos
E o pai consolava,
Fez com que a mãe mudasse de ideia,
Incluisse no passeio e a deixasse feliz

De carro eles foram
Subindo a ladeira
A irmã do meio dirigia
E atriz pateta, com ela, tirava brincadeiras.

Pegou uma das sandalias havianas
pela janela jogou
Foi obrigada  a voltar o carro
em uma loja de cambio parou
Sacou 400,00 reais
E por euros trocou.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mushup: We Will Rock in Black - Queen vs. AC/DC

Revirando os mushups do filme "Just go with it" (Esposa de mentirinha), achei essa clássica de pirar o cabeção. Minhas pastas estão atualizadas. Agora sim, ô beleza! :D


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inimaginável

tentei cifrar
difícil é
de o tom pegar 
ouvido mouco 
só sendo um louco
pra desafinar
a letra alucinógena
pura poesia
melodia
pra quê ser massacrada?
por uma luante desembestada
principalmente ao ser tocada
no violão
só por batucada?   
Um dia quem sabe... 

domingo, 22 de julho de 2012

Baile à fantasia 2012

A expectativa não foi inimiga da perfeição. A festa do cearense desse ano não deixou a desejar. Muito bom!


Zorro, Coringa, Mímico, Cowgirl, Indiana Jones
Coringa de costas, Suediana Jones, Pocahopa (rs), Axl Rose, Walking Dead
legendas anteriores + Empreguete, ops... Moranguinho! rs
Suediana Jones - em busca do tesouro perdido

  • Bastidores
 







Ano que vem vou de Welma, ninguém tira, já era. Simbora? Bora!

domingo, 15 de julho de 2012

acalma eu, per favore!

todo dia acordo ausente. fico fora de mim e vivo fora de mim. dos 24 que já se passaram para 2 anos que ainda restam, a distância é mínima.
a ausência me acorda dizendo: 'se manda!'.
- e sobre a ausência: o ausente se manda, não é isso? não é assim?
o ausente se manda, se governa. eu treino meu psicológico, tô treinando meu psicológico para chegar sã e salva no 3º mês longe de casa; para chegar sã e salva e não dizer e fingir não escutar o tal do: "se manda".
'Se manda', eu me mando. me mando dizer que são 12 meses! que aguentarei os 12 meses, firme e forte.
amém.
(assim vai ser.)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

vou te contar
acabo de chegar
meu estado ñ é o dos melhores, a orla é de matar.
Tava tendo blitz do Oba oba
e o Clóvis me convidou,
fui de boba,
a Talitas convidei,
encontrar com a Lucy,
sorte dei,
e ela tava com uma amiga como Luciana, tbm chamada
e mto na dele havia um cara,
por Jairo se identificava,
quieto, amigo, de olho na Talitas tava.
esse lance pega.
E eu me sentiria uma jega
se as Lus que nem são daki
chegassem falando 'pega'
eu q moro ak e de porra nenhuma sei,
assim do nada com maconha já chegassem,
antes que estragassem,
'vai logo, é nossa lei'
não fui por conta da Talitas, da Tutu e da prima Iara.
Depois de mtas caipiroskas e ices,
com o cigarro Vogue a la Madonna,
que elas (qualquer uma das Lu's) na minha bolsa acabou guardando, e que na minha cabeca fico imaginado
"ai se".
Meu primo Jr. Baima tbm apareceu
ficou tão mais alegre pensando q o trago fosse a verdinha,
até saber que se tratava da vulga nicotina, decepcionado, entrou na rima.
Lembrei na hora de ti
confesso que minha caretice deve ser de família,
uma vez q nossa hermana Talita abomina
tal atitude,
profundamente irrita.
Porém, meu senso de curiosidade,
tão grande importa,
não fechar a porta, da minha traqueia torta e que se dane a sociedade em volta.
Só de reimaginar outra época, a da corrupção,
escondida,
trago comigo um luxuoso cigarro.
e que diversão seria contigo compartilhá-lo,
pois mesmo feitos de barro,
que indeciso,
é viver de achismo
e de lirismo,
numa sociedade em que somos escarro,
completo catarro,
e é engraçado
minha cabeça doi e gira
parece que nela quebrei um jarro!
que vida marvada,
do cão e feroz,
é claro que tu vais fumar antes de morrer,
todo mundo vai!
vamos se esbaldar de viver!
seja como for do jeito que for,
amar é viver
viver é amor
paz é o que queremos,
sonhemos e realizemos
desejos de carne, de pele, de mente
demente é quem crê,
e ai dele que não se alimente,
da carne, da pele, da mente
de quem vê claramente
o que ninguém vê na frente
navegando contra a corrente
um contente demente.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Psicodoidia


Me perguntaram:

- E psicologia? Já terminou?
Paralisada. Estática. Muda. Continuei assim. A pessoa prosseguia curiosa:
- O curso, teu curso de psicologia, terminaste? tu não havias começado?
Franzindo a testa. Fixando os olhos. Cerrando os lábios. Continuei assim... pensando.  
- É o terceiro? quarto ano que tu fazes? ou já terminou?
Terceiro, quarto ano? Vasculhar na mente, era só o que tentava fazer. Não recordava dessa parte: psicologia? Faço psicologia, fiz psicologia ou estou fazendo psicologia?
Quem seria o perturbado da vez: meu eu desmemoriado, desentendido, burro; ou, esta mulher escrachadamente perigosa com suas perguntas capciosas pra cima de mim?
- Não, minha senhora, não fiz psicologia, não faço psicologia e nem estou fazendo.
Sob domínio de olhares lastimáveis, dirigiu-me novamente a palavra:
- Mas eu jurava que você fosse desse ramo, estivesse nesse ramo ou caminhasse rumo a ele...
Com as pernas levemente bambas, e uma dúvida consumindo a alma, não fraquejei e fui fiel:
- Tenha uma doença, não sou psicóloga e nem posso ser. É apenas um hobbie. Não misturo hobbies com trabalho. Hobbie é o que de melhor há numa pessoa, um destaque, um talento, um passatempo divertido. O trabalho, não. O trabalho é um hobbie que consome todo teu tempo, onde não passa o tempo, e ainda expõe o melhor dos piores dias da semana através da prática do capitalismo; sendo assim, dinheiro é a forma mais barata de se comprar um hobbie. E, se for pra gastar tempo com o que de melhor faço, à custa de dinheiro, prefiro morrer aos poucos a ter de perder este dom supremo. Além do mais, como pode uma doente persuadir outro doente?

A senhora estava sem fôlego. Atônita. Os olhos arregalados, principalmente quando disse: "tenho uma doença". Pude notar maior expressividade neles, dilatando cada vez mais as pupilas, não lhe importando o restante do que havia dito:
- E que doença terrível é essa?
Complacente, respondi:
- Ainda não fui meramente diagnosticada. Minha psicóloga está de greve.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Clichê

Numa era de repetições, onde ninguém mais pensa (só copia e transcreve), evidencia-se:
- a morte do diálogo, uma vez que a solidão se alastrou, contaminou e amedrontou uma multidão pilhada em se esconder da violência e do horror;
- e, o nascimento dos monólogos, preferindo a pessoa viver essa sequência nostálgica de reprises, ilhada no seu próprio mundo por conversar com ela mesma.

Isso tem me deixado confusa. Confusa a ponto de não conseguir exprimir uma sucessão coerente de palavras a qualquer pessoa (ou o leitor) e cometer, de fato, a morte do diálogo; e ao mesmo tempo, estar cheia das frases, vírgulas, parágrafos,  a ponto de provocar um monólogo-reality-show-da-vida-real, ou uma sitcom!

Enquanto isso:
- o Restart faz sucesso com a meninada;
- "O pequeno príncipe" é muito mais que livro 'pra criança';
- o protetor solar protege o humano e não o sol! (nunca entendi essa expressão)
- a resposta da frase: "o que você levaria para uma ilha deserta?", mudou de "uma rede, fósforo e faca" para "um notebook e celular porque com certeza até lá vai ter internet!";
- e eu, que descobri ter um talento inato para os origamis, assim como sei que você aí, também, tem, rá!

Confusão por confusão, ser 'escandalosamente feliz' seria uma repetição do qual não me importaria se tivesse 'all the time', todo o tempo.
Oss!
Paz e luz.

domingo, 20 de maio de 2012

Desafio dos 50 dias

Vi no facebook de um amigo. Cliquei e fui ler as condições. Achei legal. Pensei: "Vou topar essa parada, mas não aqui no face, e sim lá no blog". Corri pra cá. Mas aí pensei de novo: "Pô, 50 dias pra consumir o blog desse jeito, não. Esse desafio vale a criação de um outro blog." Então, assim, ao longos desses 50 dias, me dedicarei também a este desafio. Vou já criar uma página pra anotar os dias, senão esqueço, e foi.

Start!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Adorável Psicose - Alta?

Minha psicanalista teria a mesma reação. Ainda bem que a poupo de tal faltando constantemente às sessões.
Parto do princípio que pra não 'voltar sempre', é melhor nem começar hehe

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E o que ela vê, só não vê quem não quer ver!

Porra, a inquietude não me deixa. Que dor de barriga profundamente aterrorizante é essa? Sempre que acontece tal significa: em breve: péssima notícia. De péssima notícia quero só o de que amanhã ainda é terça-feira.
Espero que seja azia, ou fome, ou ansiedade, ou ressaca, ou coluna travada devido o peso da Elolô - fazê-la dormir é sempre uma tortura, e essa minha segunda profissão, a de babá, é de cortar os pulsos, e olha que adoro estar com crianças!
Vai ver é alguma das opções acima, mesmo. Não gostaria de ficar extremamente irritada (primeiro porque minha tpm acabou de passar) porque o dia de ontem foi tão legal, tão fascinante, um domingo pra ser chamado realmente de domingo, cheio de família, amigos, gargalhadas, conversas, aventuras. Foi um domingo que, quase sem fotos, guardarei no meu HD interno com direito a backups e cópias em pen drives, blogs, posterous, e-mail... Badoo? [O badoo é legal. Fiz um cadastro. Sem mais. Ponto]
E se até o negócio tem alma, vou lá tomar um Eno Guaraná pra curar o que me falha e aproveitar pra fazer a propaganda.
Adiós muchachos. 
Bes'oss.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doses de Freud

Após papo filosófico com a Ju e o Neto, que, por sinal, não tinha há um bom tempo, necessito direcionar meu inconsciente traumatizado a não sofrer tanto nessa repetição. Então, blog e posterous, compartilho com vocês, sobre ainda nesse ano, lembrar de marcar uma consulta com um(a) psicanalista, afinal "o mero fato de você reconhecer que precisa de ajuda já é meio caminho andado". 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem conta seus males espanta

Uma vez me peguei olhando pra grade de uma janela. Os detalhes do ferro era em forma de flor. Havia 4 pétalas e, dependendo de como contava, se transformavam em 8. Comecei a contar a quantidade de flores, e depois a multiplicar a quantidade de pétalas. Números, números e números.

Resolvi mudar. Me policiar. Esse lance de números o tempo todo mexe com a minha cabeça.
Ontem, enquanto fazia os abdominais, mesmo contando de início, parei e comecei a  formar desenhos e histórias. No caso, como estava olhando pro teto, imaginei um balão de ar, já que havia um ventilador na outra parede que parecia ser a parte do gás. E então, viajei legal na maionese.

Esses lances mirabolantes deve ser de taurino. Falo sobre isso em formas de vícios, manias, distúrbios, transtornos, TOC's, talvez... Ao menos me acalma, me distrai, me faz ficar mais esperta e dentre todos os casos: não surtar, em caso de raiva extrema.

Eu recomendo, todavia, com extrema moderação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Hoje é seu aniversário: passa logo tic-tac, que eu já perdi minha alegria.


Eis que hoje chegou. É, já chegou. E é uma data especial!
Em último caso me esqueceria do dia de hoje. Bem que eu preferiria: lembrar-me o tempo todo é como se enfiassem sem pudor e licença alguma uma faca de dois gumes no meu 'aziático' estômago.
Bem que eu preferiria não ter de lembrar. E logo pela manhã, ao abrir o facebook, lá está o lembrete, o embrulho com lacinho avisando que hoje é seu aniversário. Eis que, não mais uma faca me é enfiada no estômago, e sim uma estaca, daquelas bem grandes e vampirísticas, que me acerta de cheio na cabeça oca - oca sim, porque não paro de pensar nele.
Quando penso estar sarada desse tal de 'mal de amor', seguindo a filosofia da música 'Boate Azul' no qual a dor do amor é curada com outro amor, Zeca Baleiro chega cantando no meu ouvido surdo: "a saudade ainda vai bater no teto/ até um canalha precisa de afeto/ dor não cura com penicilina". Baita soco na cara!
E o dia não passa... Pra quê tanto martírio?! Eu sou muito carente e covarde, mesmo. Não ter coragem de escrever uma mensagem pequena qualquer é de dar nos nervos. O dia não passa. NÃO P-A-S-S-A! Até que abri duas vezes sua página no facebook, como já havia dito, e foi em vão: nada. Eu tinha vontade de escrever: "Meu amor, que sua vida seja repleta de saúde, paz, amor, felicidade. Hoje quero te enfeitar de beijos e abraços. Quero te enfeitar com um pouquinho de mim. E desde já agradeço por enfeitar-me sempre. É assim que sou feita: cheia de seus imperfeitos enfeites, fitas e afetos."
Lógico que não escrevi. Não escrevi, nem escreverei. Quem sabe um dia, lá bem longe. Aliás, 'quem sabe aqui: no meu baúzinho de memória', pensei... e já estou escrevendo, é só o que sei fazer...
O foda é que doi, dilacera, rasga!
Oh tempo, passe logo! Por favor... Eu não quero sair de minha casa apenas para dar-lhe um mero abraço, com um sorriso falso no rosto e ter que encará-lo tão de perto: nunca consigo esconder minha aflição e nem meu corasamborim finge batucar - é uma perfeita escola de samba: tugudugugudugudutugudugutu.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dolce Far Niente

Eu devo estar enlouquecendo mesmo.
Hoje recebi um memorando do RH informando que estava de férias no mês de junho. Pensei: "legal!"
Em seguida: "Junho é amanhã! Eu não quero minhas férias!"
Como se devolve as "férias"? Fiquei ali, parada, no meio da sala, olhando pro papel, ele me olhando, quando meu amigo e colega de trabalho chega me chamando para irmos pro carro pegar no batente. Mais um dia de trabalho.
Horas depois, em algum lugar de minha querida cidade, ele solta, ali, no carro mesmo: "Far niente! Dolce far niente!" Fiquei pensativa: já escutara essa frase em algum lugar, mas onde? Dali mais uns 2 segundos, repeti em voz alta: "Dolce Far niente!" Parecia um duelo de duas palavras: "Dolce far niente", ele dizia, "Dolce Far niente", eu dizia. "Ah, 'Comer, rezar, amar'!" lembrei em pensamento. 
- Dolce Far niente, Su! Ainda vou fazer isso, um dia: nada! - meu amigo disse em alto e bom tom, com uma expressão tão boa e um sorriso de dar gosto, de orelha a orelha. Continuou explicando: - "Dolce Far Niente" é uma expressão italiana, traduzida ao pé da letra seria: "o doce fazer nada", mas é como a gente diz: "a doçura de não fazer nada!".
- É, italianos tem disso. Li num livro, uma vez, um italiano falando sobre um americano: do quanto são ocupados, capitalistas. E esse mesmo italiano contava: "oras, não sabe como gastar suas férias? Venha para a Itália que nós mostraremos: dolce far niente!" praticamente, eles são campeões nisso. Um dia vou à Itália, Elton! - revelei.
Ele riu, meu amigo soltou uma risadinha como se dissesse: "é verdade!" e completou, em seguida: - Su, perguntaram pro John Lennon: "Ô John, o que você vai fazer com tanto dinheiro?", e ele respondeu: "nada!", e então retrucaram com outra pergunta: "e por que você quer ganhar mais dinheiro?", e ele disse: "pra fazer nada!" rsr. Num é sábio?! - e continou falando - Olha, eu não acredito em reencarnação não viu, mas se fosse pra eu voltar, voltaria como cão, porque até quando se levanta o dono diz: "deita!", ou "senta!", "fica quieto!", ou seja, fazer nada, Su, um dia... - e abriu um sorrisão. 

Rimos, porque afirmei que 'faria nada', também.

À tarde, deparei com um cachorro. Não sei que raça era, mas era grande, de pelagem preta com amarela. Super dócil, tão dócil que mal cheguei perto, ele foi logo se deitando e rolando no chão, pondo as patas pra cima, pronto pra receber um carinho. Me aproximei mais um pouco: "ai meu Deus, o que está acontecendo?" martelava na minha mente, dobrei um poucos os joelhos e levei minha mão direito em seu pescoço, sua fuça... "ele é lindo! que fofo!" - "não, não, quê que tá acontecendo? esse cachorro gosta de mim, e eu até gosto dele" - "que fofura!" - "ele vai me morder? e se ele me morder?" - briga mente, briga comigo, briga!
Dolce Far Niente, Suede!
Não pense em nada, não faça nada, não queira planejar nada, nada, nada, nada... apenas viva! curta! seja doce e amável, até com um cachorro, que nunca foi seu forte, e de repente, assim, está sendo. Dolce Far Niente, Suede, para todas as coisas que ultimamente não estejam fazendo sentido, mas que de algum sentido, tem sentido.
Dolce Far Niente, para mim, para você, para eles, para nós.
Dolce Far Niente!