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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sá Marina...

"Dona Marina que dança é essa que a gente dança só?"
Ultimamente tenho te visto cabisbaixa, medrosa, triste. Não gosto de vê-la assim - me sinto mal.
E as aulas de italiano, não tens mais feito? Vamos praticar! juro sair do zero e manter o básico de uma conversa, só para ver um sorriso teu. 

Como está a Dinha? A senhora precisa ver como a Tutu está grande (daquele jeito pequena), sempre em busca de novos horizontes, curiosa ao extremo. Vejo nela um pouco de mim e, sei que seremos eternas viajantes do mundo e da vida. Mande lembranças e luz a ela, de todos nós.

Aliás, falando em viagens, em breve estarei em sua cidade natal. Gosto de lá. Moraria se fosse preciso - e em algum tempo a senhora tinha certeza disso. Porém, por um acaso do destino a mudança da rota se deu por necessária e então, cá estamos, cada um para o seu lado. Sem arrependimentos. Voltemos ao assunto inicial, se viajar é opcional prefiro seguir marcando esta opção. E, nesse quesito a senhora sempre me apoiou: valeu!

Se tudo der certo, passarei o mês do meu aniversário em lugares que ainda não estive e em outros que desejo rever. No dia 02 de maio, o que mais me deixará triste é saber que não receberei uma ligação sua logo no começo da manhã, desejando eternas felicitações. Mas tá tudo bem, não se preocupe. O meu desejo é vê-la bem, sorrindo, cantando, dançando, aconselhando.

Que horas nos veremos? Pode aparecer quando quiser. Ou talvez fosse melhor nas tardes e madrugadas - às vezes tenho a impressão de que faz de propósito a sua aparição quando temos visita em casa. E como sempre, a senhora me faz rir, ai ai ai... Olha lá, hein?! rsrs
Se cuida!
Benção?
Paz, amor e luz.
Saudades suas. Não vá se perder por aí hehehe
Beijos, até!

sábado, 23 de março de 2013

From me to you II

De: ele
Para: eus
Assunto: sobre o fim de semana

Fiquei impressionado com a riqueza na descrição do seu final de semana! Eu prometo que um dia 
chego a esse nível. Por enquanto, vou ficando com as formas mais simples de dar um oi e de mandar sinais de fumaça!
Eu fiquei curioso com uma coisa: de que normas especificamente você gostaria de se ver livre? Todas elas? Alguma em específico?
A propósito, não lembro de você ter comentado sobre as suas convicções políticas. Fiquei curioso em saber. Vou tentar resumir o que eu acredito. Eu diria que sou uma pessoa de centro-direita. Ao mesmo tempo que simpatizo com ideais do neoliberalismo, eu também defendo que a economia deve estar a favor da sociedade, e que o governo deve intervir em favor da sociedade em situações extremas (sem contudo se tornar um estado extremamente regulador).
Mudando de assunto, não consigo encontrar uma música que sintetize o meu final de semana. No entanto, encontrei uma bem legal, com arranjos de piano. A música é A-ha - Never a Forever Thing. Creio que você vai gostar.
Falando em música, vou finalmente investir em aprender a tocar violão. Vou comprar um pra mim; um barato, pra começar. Um dia quem sabe vou conseguir tocar tão bem quanto você.
Acho que era isso o que tinha a falar, pelo momento. Apenas para enfatizar, adorei a sua mensagem! Espero ouvir de você logo! Um beijo, guria! Saudades de você também!



De: eus
Para: ele
Assunto: resposta atrasada sobre o  fim de semana


Eu disse que um dia responderia suas perguntas e cá estou.
Não sei como começar mas, sobre as normas, que eu diria regras, são essas que a sociedade delimita, impõe e, que infelizmente somos 'obrigados' a cumprir, pois do contrário, você estará sujeito a ser mal visto ou simplesmente ser motivo de chacota por aí. 


Um dia, gostaria de me ver livre do meu emprego, de largar o funcionalismo público, chutar o balde e começar do zero. Quando digo esse 'um dia' é um 'daqui um tempo'. Paralelo e com base nisso, respondo sobre tua seguinte pergunta: a política. 

De verdade, eu não gosto da política em si, dessa 'cadeia hereditária'. É o poder que um homem tem sobre o outro; depois, o poder que o estado tem sobre o homem; uma cadeia sem fim que tomou um rumo de administração totalmente diferente do que é proposto como ciência. 

Aliás, sabe o caldo que tu havias feito inveja no outro dia? preciso dele agora! foram apenas 3 caipiroskas, que mesmo gastando energia, conversando com a Janna, fizeram um efeito de me deixar tontinha da silva.
Como está o começo de fim de semana? Espero que seja realmente bom e agradável. 
Você falou de Innocence, e ontem estava escutando o cd que havíamos escutado no carro, no dia das compras pro churrasco... Viajei no tempo agora (2)...
Se cuida. Beijão!
    Até! p.s.: sonhei contigo esta manhã (ou madrugada), mas daí já é outra história: dizem que quando o sonho é bom não se pode contar hehe

domingo, 17 de março de 2013

For (W)ever, sobre o final de semana...

Vou começar parafraseando Lobão para exemplificar o clima do fim de semana: "chove lá fora e aqui faz tanto frio. (...) nem sempre se vê lágrimas no escuro". (imagine você dentro de uma lancha, no meio do rio Tapajós, olhando para a orla de Itaituba. acima, uma nuvem negra gigantesca cobrindo toda a cidade. e, agora, com a lancha se movendo em direção a ela (à cidade), você sentindo pingos e pingos de chuva, entrando literalmente: numa fria! imaginou? agora, volte e leia novamente o que Lobão diz).
Pois é. É por admirar a Cidade Pepita e achá-la belíssima que refugiei-me para uma das partes mais bonitas dela: a natureza. Fomos no sábado, toda a família, para o Paraná-Miri. Acordei cedo para ir trabalhar e na volta já era almoço. Almoçamos e partimos logo após.

De noitinha, já no destino, acabei sendo atacada por uma alergia desgraçada. Era um espirra-espirra acrescido de olhos lacrimejantes e, pra piorar, além de não ter levado um anti-alérgico, a chuva não cessava! Na madrugada de sábado para domingo então, foi o melhor!: estávamos dormindo na varanda e com o temporal tivemos que adentrar na casa. mas nem adiantou muito, parece que as goteiras faziam questão de achar nossas redes. Ê casa peneirada! rsrsrsrs

Hoje de tardinha, na volta para o 'mundo real', pegamos uma baita de uma chuva. Foi muuuuuuito legal! Só aventura!
Ainda há pouco, pra aproveitar o friozinho, uma amiga acabou de me convidar para irmos num boteco, fugir da chuva. E eu iria, e se iria!, mas preferi curtir o fim do domingo em casa assistindo um filme agarradinha no meu cobertor, quem sabe. Amanhã, provavelmente, farei sinais de fumaça e mandarei uma mensagem, e então lá no mimoso, colocaremos os papos, risos e brindes em dia.
Agora, cá estou lendo alguns editais de concursos - é aquele ditado: se não pode com o inimigo alie-se a ele'. Gostaria de me ver livre, um dia, dessas normas que a sociedade tanto impõe (e eu vou). Mas enquanto isso não acontece vou me camuflando e me inserindo no sistema de acordo com os conformes. Vamos que vamos!

É isso.
Saudades de ti. "Tá tudo cinza sem você. Tá tão vazio"
Se cuida. Boa semana. Beijão.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

New Job - Infinity Brazil, será?

- Prima, tu tem cara de aeromoça. Por que tu não fazes o curso que eu fiz? Sei lá, eu te vejo voando pro mundo todo, o teu jeito tímido mas educado, você é inteligente, sabe inglês, já tá formada, é um grande passo e uma forte concorrente. 
- Será? - olhei fixamente pra ele me perguntando se ele estaria falando a verdade ou zoando com minha cara - meu primo é do tipo palhacitos, só conhecendo.
- Sim. falo sério! - ele realmente disse.

Explicarei melhor.
Quando minha mente insana começou a perturbar-me, principalmente alimentando de esperanças sobre possíveis mudanças, viagens, países, intercâmbio, inglês, Irlanda, a primeira pessoa em que pensei foi, Junior Baima: um primo querido (e muito phyno, claro), que há alguns anos morou em Londres, abandonou a faculdade e sem saber falar muito bem em inglês, partiu rumo ao novo pra viver uma grande aventura.
Pois bem, para ajudar na minha decisão, até então, louca, recorri a ele, já que Dublin (que é o lugar onde almejo estar daqui meros 2 anos) fica próximo à Londres:
- Primo, na época em que tu tavas em Londres, na Europa, tu chegastes a conhecer Dublin? - com um ar medroso perguntei.
- Dublin! - ele fez um ar saudosista e surpreso - não conheci Dublin, mas em Londres conheci muitos irlandeses, tenho muitos amigos irlandeses. Nossa, eles são lindos, educados, bebem pra caramba, por quê? - e eu mal abri a boca, ressoando apenas: - é - quando ele foi completando - O QUÊ? tu tais pensando em ir pra lá? intercâmbio? quando tu vais? ai prima, Dublin é linda! ixi, tu vai voltar casada, já tô até vendo...

Sem fôlego. Foi assim que me senti: totalmente ser ar, sem fôlego! Ali, naquele mínimo diálogo, havia decidido enfrentar tudo e seguir com a minha sonhada decisão: "sim, eu vou pra Irlanda!"

Fiquei com esse comentário dele em mente quando me vi num site de vagas de empregos para navios de cruzeiros! Requisitos: maior de 18 anos, inglês básico, experiência na área.
Ah, não custa nada preencher o formulário e enviar. 
E não faz mesmo. Há uma semana recebi um e-mail informando que eu havia sido recrutada para uma das vagas, que eu aguardasse os próximos e-mails.
Hoje, abri minha inbox, e para minha surpresa tenho uma entrevista via Skype! Tenho até o dia 29 para enviar meu currículo e adicioná-los no contato. 

EU QUERO GRITAAAAR!
Preciso contar pra alguém, aliás, preciso fazer a entrevista o mais rápido possível, pra acalmar essa ansiedade que me consome e que tanto tem me deixado inquieta. 
Me deseje boa sorte, good luck, Blog. Amanhã é sexta e quero comemorar com as amigas (e o amor? rs) 
Ai, ai.
Talvez ter sonhado com elefante seja justamente isso: mudanças.

p.s: Tomara que na entrevista não me perguntem nada em inglês. se rolar, que eu consiga responder certinho.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Samba bom é Oba Oba!

Nesses dias que se passaram algumas coisas andaram acontecendo. Ainda estou anestesiada desde sexta, pelo show do Oba Oba Samba House! uau! Que show! Que gatos, que rebolada, que energia era aquela?! Acho que nunca havia me sentido tão a vontade, escutando e dançando muita música boa ao lado de pessoas fantásticas e incríveis, bebendo que nem uma condenada. Quem não foi perdeu, só lamento mané!

Saliento, neste mesmo dia, o dia em que um matogrossense chamado Diogo, foi tão cara-de-pau.
Quando começou o troca-troca de olhares, a Talitas havia ficado lá no meio do campo olhando pros Obas-Obas. Ah sim, eu havia ido comprar uns ices, reencontrei com a Keila, mostrei o gatinho, pedi pra que ela ficasse de olho nele. Fui ao campo, resgatei a Talitas, voltei pra parte coberta, e que lindo, ele estava no mesmo lugar.
_ O que seria de mim sem você, Keila, guardou direitinho! rs  Por favor, me diga, ele é bonitinho! acho que ainda não bebi o suficiente pra tal...
_ Relaxa, Sú, ele é um gatinho mesmo, sua danada... vai lá!
_ Tá louca? nunca! acho que ele tá acompanhado... ele olha meio de lado, com medo, sei lá...
_ Peraí, Sú, deixa eu dar uma olhada... não, não, aquela garota tá com aquele outro ali.
_ Não sei...
_ Opa, opa, já era, é contigo, moleca! hihi

E quando vi, ele chegou, disse que estava o mínimo indo se apresentar pq eu não parava de olhar, como se ele não tivesse olhando também, ué. Ficamos nessa lenga-lenga, e ele disse que retornaria no final. Ah, poxa, ele deveria estar mesmo acompanhado, depois um colega desse acenou pra gente apontando pra uma garota, porra! e ainda é safado, cara-de-pau, dizendo estar solteiro e por ter ido até a mim. ok. adeus, Diogo. fim!

E por falar em safados e caras-de-pau, no final do show, Talitas e eu encontramos com Andson e Bebeto. Sobre o Bebeto já comentei nos posts anteriores; e sobre o Andson, ele é amigão do Bebeto e ficou super afim da Talitas. Bora ver se esse lance de concunhados ao quadrado dá certo! Que Deus nos ouça! (yn)

A expectativa agora é pro baile à fantasia. Rapaz, eu quero é me acabar nesse fim de semana! simsimsim!

hasta!

sábado, 7 de julho de 2012

Sexta-feira chegou e já foi

(Criar nova mensagem de texto)
Ai Talitas, é tão deprimente ficar em casa em plena sexta-feira!
(Talitas Baima Vivo- Enviar)

(Uma nova mensagem)
Talitas Baima Vivo
Pior! qual a tua sugestão? tô brincando de jogar um ursinho toda hora pra Meg!

(Responder mensagem)
Ômudeusu! Acho que é a sexta-feira mais inesquecível da vida da Meg! rsrs Qual a tua sugestão?
(mensagem enviada com sucesso para Talitas Baima Vivo)


...

tantas horas já se passaram, talvez umas 2, por aí! depois que enviei o último sms que com certeza a sugestão pra hoje é: "agasalhar o sofrimento".


Puta merda, que saco, não acredito que iremos desperdiçar uma sexta-feira de férias! oh céus!

Vai um pouco de vinho aí? :D
tá bem geladinho, humm...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sonho: Nah tchê

Natxiiii, como tu tá? 
sonhei contigo nessa madrugada.

T
u tinhas um professor de medicina que só de me olhar dizia que eu estava doente e eu nem havia feito nada, só dando um 'olá'!
  • Ele ficava me olhando, me encarando de um jeito calado, de dois em dois minutos. E eu? que nem uma lesa olhando pra ele me perguntava se ele era louco, se tava mostrando seus dotes artísticos encenando alguma coisa, ou se estava querendo chamar atenção.
    Até que me desequilibrei (?). Meu pé entrelaçou no outro e quase fui ao chão, se não fosse, é claro, eu ter me escorado em ti. 
    O médico-ator, disse:
  • - viu? é isso o que você tem! vou fazer alguns outros testes mais. Siga-me!

    E fomos parar num prédio que dava de frente pra outro prédio. 
  • Num dos andares altíssimos, havia um fio ligando as janelas nos quartos desses dois prédios. Ele pedia que eu atravessasse esse fio e chegasse normal na janela do outro edificio! Tu ias na frente e atravessava na moral, na maior naturalidade e cheia dos equilíbrios. 
  • Quando via a cena, entrei em pânico! Foi então que ele (o médico) disse, novamente: - viu, esse é outro sintoma. vou fazer mais outro teste. Venha! No outro teste estávamos num templo budista e tu ias rezar, meditar, acalmar os nervos num quarto um pouco escuro cheio de velas, junto com uma tal de Nayara de cabelos lindos: loiros e encaracolados.
    Era a minha vez de visitar o templo, meditar, rezar, ou só fechar os olhos e fingir alguma coisa dentro desse quarto, quando só lembro de passar um lápis vermelho ao redor do olho. Tu chegavas com um pouco de sombra na palma de uma das mãos e quando eu pedia pro médico alguns minutos, pois ia me maquiar no banheiro, ele  falava que era só pegar o dedo indicador e pegar um pouco da sombra que havia na tua mão e se maquiar ali mesmo. Fiquei puta de raiva, mas fiz, e ficou horrível - pelo menos, é o que penso como deve ter ficado.
    Ele nos levou pra parte da frente do templo budista que era todo espelhado. Comentava que raramente alguém conseguia ver o seu próprio reflexo naqueles espelhos. Foi engraçado, porque quando cheguei próximo ao espelho consegui, de cara, me ver, e no espelho eu estava sorrindo.
    • Nessa hora, ele faltou pirar, dizia irritado: 
      - viu? viu? você é louca mesmo! 
    • Mas quem era essa cara pra falar isso de mim? Que direito ele tinha de me diagnosticar em público? 
      Eu começava a brigar contigo por ter deixado esse médico me fazer sentir tão mal!
      E tu? embarcavas num ônibus cheio de gente desconhecida. Botava a cabeça pro lado de fora da janela e ia embora gritando e sorrindo pra mim, na maior cara de pau:
      - Ei Su! não esquenta não, bicho! Volta a dormir hehe :D


      Só tu mesma, Nega, eu hein! rsrs
      Espero que estejas bem, 
      saudades grandonas, 
      Beijos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bellatrix da Constelação de Órion

Neguinha, dos cabelos esvoaçantes,

Sonhei contigo!
Eu conversava com alguém de grande importância (uma cantora, não lembro quem era). Dizia que tinha uma letra que possivelmente poderia vir a ser música. Ela perguntava de minhas referências e eu não entendia bulhufas - o que custava aceitar o e-mail com os escritos e pronto, não é?
Comentava ainda que precisava saber da rede social de amigos e falava isso enquanto fuçava meu perfil de facebook (que sonho mais malandro). Após um silêncio desgraçado, exclamava:
_ Você é amiga de Ana Suzy Loyola?
_ Sim, por quê? - indaguei tontamente, ainda não entendo nada.
_ Faz muito tempo?
_ Sei lá, uns bons anos: 5, 6, 7 anos, por aí!
_ Trabalhamos juntas! Escreve com uma clareza, uma objetividade e magia que só ela consegue. Sabe aquela música? - e cantarolava uma linda canção.
_ Sim, sim, adoro, por sinal.
_ Pois é, a letra é dela. Apenas entrei com o arranjo musical e a voz.
_ UAU, sério! Tenho uma amiga letrista e ela nunca comentou nada! Tá só escondendo o jogo, essa moleca.

É né, tu tais importante! Bem que podias fazer isso (:
Saudades!
Beijão duplo: um teu e outro na linda da Alice.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doses de Freud

Após papo filosófico com a Ju e o Neto, que, por sinal, não tinha há um bom tempo, necessito direcionar meu inconsciente traumatizado a não sofrer tanto nessa repetição. Então, blog e posterous, compartilho com vocês, sobre ainda nesse ano, lembrar de marcar uma consulta com um(a) psicanalista, afinal "o mero fato de você reconhecer que precisa de ajuda já é meio caminho andado". 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cortando pela raiz

- Olha, Suede, como o cabelo da Rosa tá curtíssimo!- Mas quando, menina...
- Tá, olha lá, tá do tamanho do teu.
- Sim, tô olhando, nem tá tão curto.
- Claro que tá.
- Mas nem acho meu cabelo curto...
- Longo que não é...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Conversa de titãs

Eu ri quando vi essa conversa.

Clarice Lispector diz
Ai Caio, não sei mais o que escrevo pra confortar os coraçãozinhos dessas meninas encalhadas.

Caio Fernando Abreu diz: 
Que ruim hein Cla. Aponta pra fé e rema amiga.

Charles Bukowski é adicionado na conversa.

Caio Fernando de Abreu diz:
E aí Charlinho, sugestões?

Charles Bukowski diz: 
Como todas! Sem dó!

Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu deixam a conversa.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sobre não ter nada pra fazer nessas férias...

- Pelo menos vai ler um livro. Lá na estante tem vários. 
- São todos antigos, não vou respirar poeira.
- Então vai assistir um filme, "os filmes são os novos livros".
- Muito melhor, é mais fácil.
Pra maioria é sempre mais fácil só respirar ar puro...





Eu gosto é assim: ficar quase sem respirar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Futuro-um-dia, capa de meu futuro livro.


Essa é a 'lasca' de uma das minhas unhas.
Lembro que era aniversário do Clóvis. Conversávamos na sacada da laje de sua casa, quando percebemos que a lua sorria pra gente.
- Eu adoro a lua, principalmente quando ela sorri. - suspirei.
- Quando não parece o sorriso do Gato do "Alice no País das Maravilhas", parece uma lasca de unha. - Clóvis continuou a conversa.
Continuamos a falar sobre a lua, o céu, as estrelas, mas aquilo, não saia da minha cabeça: lasca de unha parece a lua, logo, a lua é uma lasca de unha.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dolce Far Niente

Eu devo estar enlouquecendo mesmo.
Hoje recebi um memorando do RH informando que estava de férias no mês de junho. Pensei: "legal!"
Em seguida: "Junho é amanhã! Eu não quero minhas férias!"
Como se devolve as "férias"? Fiquei ali, parada, no meio da sala, olhando pro papel, ele me olhando, quando meu amigo e colega de trabalho chega me chamando para irmos pro carro pegar no batente. Mais um dia de trabalho.
Horas depois, em algum lugar de minha querida cidade, ele solta, ali, no carro mesmo: "Far niente! Dolce far niente!" Fiquei pensativa: já escutara essa frase em algum lugar, mas onde? Dali mais uns 2 segundos, repeti em voz alta: "Dolce Far niente!" Parecia um duelo de duas palavras: "Dolce far niente", ele dizia, "Dolce Far niente", eu dizia. "Ah, 'Comer, rezar, amar'!" lembrei em pensamento. 
- Dolce Far niente, Su! Ainda vou fazer isso, um dia: nada! - meu amigo disse em alto e bom tom, com uma expressão tão boa e um sorriso de dar gosto, de orelha a orelha. Continuou explicando: - "Dolce Far Niente" é uma expressão italiana, traduzida ao pé da letra seria: "o doce fazer nada", mas é como a gente diz: "a doçura de não fazer nada!".
- É, italianos tem disso. Li num livro, uma vez, um italiano falando sobre um americano: do quanto são ocupados, capitalistas. E esse mesmo italiano contava: "oras, não sabe como gastar suas férias? Venha para a Itália que nós mostraremos: dolce far niente!" praticamente, eles são campeões nisso. Um dia vou à Itália, Elton! - revelei.
Ele riu, meu amigo soltou uma risadinha como se dissesse: "é verdade!" e completou, em seguida: - Su, perguntaram pro John Lennon: "Ô John, o que você vai fazer com tanto dinheiro?", e ele respondeu: "nada!", e então retrucaram com outra pergunta: "e por que você quer ganhar mais dinheiro?", e ele disse: "pra fazer nada!" rsr. Num é sábio?! - e continou falando - Olha, eu não acredito em reencarnação não viu, mas se fosse pra eu voltar, voltaria como cão, porque até quando se levanta o dono diz: "deita!", ou "senta!", "fica quieto!", ou seja, fazer nada, Su, um dia... - e abriu um sorrisão. 

Rimos, porque afirmei que 'faria nada', também.

À tarde, deparei com um cachorro. Não sei que raça era, mas era grande, de pelagem preta com amarela. Super dócil, tão dócil que mal cheguei perto, ele foi logo se deitando e rolando no chão, pondo as patas pra cima, pronto pra receber um carinho. Me aproximei mais um pouco: "ai meu Deus, o que está acontecendo?" martelava na minha mente, dobrei um poucos os joelhos e levei minha mão direito em seu pescoço, sua fuça... "ele é lindo! que fofo!" - "não, não, quê que tá acontecendo? esse cachorro gosta de mim, e eu até gosto dele" - "que fofura!" - "ele vai me morder? e se ele me morder?" - briga mente, briga comigo, briga!
Dolce Far Niente, Suede!
Não pense em nada, não faça nada, não queira planejar nada, nada, nada, nada... apenas viva! curta! seja doce e amável, até com um cachorro, que nunca foi seu forte, e de repente, assim, está sendo. Dolce Far Niente, Suede, para todas as coisas que ultimamente não estejam fazendo sentido, mas que de algum sentido, tem sentido.
Dolce Far Niente, para mim, para você, para eles, para nós.
Dolce Far Niente!

sábado, 21 de maio de 2011

Para MegNaRuaHimmel

Oi!, ei, eu sonhei contigo: tu eras mãe!
[Na verdade, foram dois sonhos: um de ontem e outro de antes de ontem. O que tu eras mãe foi o de antes de ontem, e hoje, quando te chamei, pela manhã, era pra contar-te sobre os dois - antes que esquecesse. Acabei esquecendo o de ontem – grande mente a minha, que tu conheces e sabes um pouco, não é verdade? Não, não é verdade...
Ultimamente tenho me sentido um zero à esquerda, sem coragem pra falar sobre qualquer coisa - é como se tivesse medo sobre o que tu fosses pensar ou deixar de pensar sobre qualquer coisa que fosse que eu tivesse pensando. 
Na maioria das vezes são besteiras, birras, aberrações que acabo cometendo ou não; são apenas pensamentos, ações que gostaria de ter feito, que idealizei e que gostaria de pôr em prática, devaneios que gostaria de compartilhar mas que quando estamos cara-a-cara, paro e penso: "que babaquice, eu que não vou tomar seu tempo falando sobre isso, fala sério!". 
Desde então, me mantenho em estado de planta menor: muda! Muda e com minha cara de antropóloga, olhando ao redor, que é bem mais interessante. 
Vejo que ficas a fazer a mesma coisa, talvez imitando a minha cara antropologista ou observando o mundo com olhares apetitosos. 
Por quê sobre isso? Tenho me questionado há algum tempo, há algumas semanas ou meses. É quando lembro que em outras épocas, logo quando a conheci (não que agora a conheça por completo), se fosse em outra ocasião, já teria mandado uma mensagem de texto avisando que teria te mandado um e-mail relatando minuciosamente sobre o sonho. E no entanto, estou aqui, catando milhos e milhos. Descrever o sonho que é bom, nada! Pois vamos lá:
O pouco que restou: sonho: Tu eras mãe.

Estávamos numa roda,
 juntamente com nossas irmãs: a minha e a tua. Pernas cruzadas, sentadas em cima da areia, em volta de uma fogueira. 
Era noite, parecia um luau, uma praia.
Num determinado momento tu comentavas que teus seios estavam doendo:
- ixi, já vou pra casa, meu filho tá com fome! - tu resmungavas.
- traz ele pra cá, pra gente conhecer, vai ser legal! (era como se ele tivesse uns 6 meses e tivesse nascido ontem!) - eu te fazia o pedido encarecidamente.
- rum, aquela desgraça! tenho que passar na casa de onde ele está pra poder dar de mamar. (ele não era criado por ti, ficava na casa de uma outra família, e vez ou outra que ia vê-lo, por isso não o conhecíamos. em outra comparação, era como se o pai fosse um ficante qualquer, que aparecia em algum fim de semana e a gente exclamasse: 'desenterra!') 
Continuando o diálogo:
- então! Daí vocês vem pra cá... (a gente implorava pra tentar conhecer a criança)
- quantas vezes tenho que soletrar que ele é um karma na minha vida?! (tom de raiva)
- eeeeita! Só porque foi um caso, não quer dizer que ele tenha entrado na tua vida ao acaso! (minha irmã surpreendia)
- pois entrou! (respondeste em tom de desdenho) – mas, bora ver, talvez traga mesmo...
- acho bom, porque eu sei que tu não és assim. Esse jeito maldoso de ser não tem nada a ver contigo, essa situação toda não combina contigo: ser relapsa, covarde, rude! Eu sei que tu és sonhadora, do bem, com um generoso e solidário coração. (retruquei)

Tu ficastes calada. O olhar era cabisbaixo, envergonhado. Senti um aperto no peito e uma baita vontade de te dar abraço reconfortante. Eu iria dar, juro. Só que acordei. Deixa pra próxima então.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Léo conversa ao léu com Léa, ela.

 - Odeio perder coisas! Por outro lado quero um amor de perdição.
 - Nesses contrastes seus, encontrastes ele?
 - Não! - eu mesma respondo e continuo - quero mesmo é saber, por sinal, o dia em que qual, destes trastes, no varal, vou pendurar um sufixal!
 - Su.. o quê?
 - Fix... you, a música do Coldplay... "consertar você", preciso que alguém me conserte.
 - Que ame, ature, amole, adore, acalente. Beije e balbucie palavras doces - ele complementa.
 - A me suportar e a ter um porte, ou que como um suporte técnico se comporte, para que os defeitos do meu eletrônico cérebro transforme-se em efeitos especiais, e nas nuvens, alguma vez, me perca...
 - De amor! É de amor que você precisa e não dessas loucuras que vive a falar!
 - E disse Shakespeare: "Amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, tão cheios de fantasias, que superam tudo o que a fria razão pode entender." SEU FRIO!
 - Insensatez, declarações impensáveis, embriaguez sentimental, visão colorida da realidade, ilusão. Logo, sou a favor de outro William, o Congreve "Se não é amor, é loucura, logo é perdoável" , ou seja, releva-se, te perdoo - risos.
 - Mas um dia amarei, se é que já amo e não sei. E eu amo, amo muito. Por tal é que loucamente vivo nesse mundo, só preciso saber enxergar direito. 
 - "A vida mundana é um reflexo insignificante do que se passa no amor", deve ser isso...
 - De quem é essa frase? 
 - Proust. 
 - O piloto?
 - Que piloto?
 - Alan... o rival do Ayrton... O SENNA! (pausa questionável) Não?
 - Não! Marcel Proust, escritor, não Alain - é Alain Prost! Aliás, não sabia que você assistia a corridas de Fórmula 1...
 - Não assisto, mas é algo tão automático, quase que nem ao Pelé, até quem não assiste e não gosta de futebol sabe quem é o Pelé!
 - Está bem, você ainda quer um amor?
 - Ah é, tinha esquecido... quero! Estou à espera de um milagre - se é que milagres existem! E você, não está ou já tem algum?
 - Não, também estou à espera de um milagre, à espera que esse seu raciocínio não devaneie tanto, e que essa sua boca não o acompanhe, para que enfim possa beijá-la...

(entreolhares, até que ela fala:)

 - "A loucura é relativa. Quem pode definir o que é verdadeiramente são ou insano?" acho que Woody Allen tem razão porq... 
... e ele calou seus pensamentos e suas alucinantes palavras com um beijo, antes que falasse qualquer outra coisa.

O amor tem dessas coisas.



terça-feira, 12 de outubro de 2010

So just leave me alone!

Sonhei com o Rodrigo. (espanto) (pausa)
Foi extremamente peculiar, surreal, irreal,  na verdade. Então deixa-se quieto: ele lá, como amigo relapso, e eu aqui, idem!
No mesmo sonho, estava numa escola de muitos andares, escadas em espirais, livros, uma estante cheia de livros. Identificava um da Thalita Rebouças e pegava. Depois o largava ao mirar num caderno memorável de capa rosa. Peguei. Ao puxá-lo, oh meudeus: era o meu caderno de zilhões de anos! Altas poesias, textos, confissões... Peguei. Corri. Como pudera ter parado ali? Quantos já não havia lido? I can't believe... 

- Pula pro outro sonho

Cenário: praia, trapiche, ruas, casas
Estava indo para uma escola (escola?escola? tanta escola assim... medo!) e um cara corria em minha direção. Ele me esfaqueava. Porém, eu conseguira tirar a faca da mão dele e o matava: facada mortal no estômago? talvez no coração, não tenho noção de direção.
Isso acontecia umas três vezes seguidas. E eu era sempre esfaqueada, na última, por sinal, tivera sido a pior. Me senti morta. É super estranho, diria que legal, mas não é, porque voltei e o matei. Pra ver como é: até meu espírito é vingativo. E eu nem sou tão vingativa, ou talvez não demonstre, não é?
Depois sonhei que estava na casa alguém e o vizinho dela me chamava pra conversar. Perguntava-me:
- Qual a diferença, o que você vê de errado na política?

Silencio por alguns segundos, e:
- Pra começar, os políticos são paternalistas. As pessoas dependem deles pra tudo, pra qualquer coisa. Em segundo, não administram, não sabem administrar. Em terceiro, são redundantes: se são más caras, pra quê máscaras? 

Não lembro o resto. 
Vou verificar quem sou das épocas passadas, depois pintar a selva amazônica do quarto. 

Peace and love in the eARTh
=*

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Espanar a poeira

"É curioso observar, Suede, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente "espana a poeira" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora! Daí a importância de, neste momento, conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É um bom momento para o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ô Ana Júliaaaa

Hoje, após 4 anos, basicamente uma eleição ou uma faculdade, tenho o prazer de parabenizar uma das minhas "amêgãns" mais notáveis:
- O que você não come?
- Só o que não me dão.

- Amegãn, e sua escola não vai desfilar? (no 7 de setembro)
- Não, minha escola não é passarela!

- Qual o nome do teu cachorro?
- É Docinha.
- Docinho, ah, das meninas super-poderosas... ?
- Nãaaaaaaaaao Suede, é DocinhA! Docinho é pra homem, Docinha é pra mulher, e ela é mulher! É Docinha!

Então tá! rsrs

Essas são apenas algumas das várias pérolas e artimanhas de Ana Júlia, antes Careca, agora... cabelo de cuia  hehe
Beijão para o ser mais doce, inteligível, notável e FALANTE da face da Terra.

Parabéns amiuga.
=*