Diz que sim, amor.
Disque 'sim', amor.
Diz que se é amor,
disque esse amor.
Diz: "Kisses, amor!".
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Sá Marina...
"Dona Marina que dança é essa que a gente dança só?"
Ultimamente tenho te visto cabisbaixa, medrosa, triste. Não gosto de vê-la assim - me sinto mal.
E as aulas de italiano, não tens mais feito? Vamos praticar! juro sair do zero e manter o básico de uma conversa, só para ver um sorriso teu.
Como está a Dinha? A senhora precisa ver como a Tutu está grande (daquele jeito pequena), sempre em busca de novos horizontes, curiosa ao extremo. Vejo nela um pouco de mim e, sei que seremos eternas viajantes do mundo e da vida. Mande lembranças e luz a ela, de todos nós.
Aliás, falando em viagens, em breve estarei em sua cidade natal. Gosto de lá. Moraria se fosse preciso - e em algum tempo a senhora tinha certeza disso. Porém, por um acaso do destino a mudança da rota se deu por necessária e então, cá estamos, cada um para o seu lado. Sem arrependimentos. Voltemos ao assunto inicial, se viajar é opcional prefiro seguir marcando esta opção. E, nesse quesito a senhora sempre me apoiou: valeu!
Se tudo der certo, passarei o mês do meu aniversário em lugares que ainda não estive e em outros que desejo rever. No dia 02 de maio, o que mais me deixará triste é saber que não receberei uma ligação sua logo no começo da manhã, desejando eternas felicitações. Mas tá tudo bem, não se preocupe. O meu desejo é vê-la bem, sorrindo, cantando, dançando, aconselhando.
Que horas nos veremos? Pode aparecer quando quiser. Ou talvez fosse melhor nas tardes e madrugadas - às vezes tenho a impressão de que faz de propósito a sua aparição quando temos visita em casa. E como sempre, a senhora me faz rir, ai ai ai... Olha lá, hein?! rsrs
Se cuida!
Benção?
Paz, amor e luz.
Saudades suas. Não vá se perder por aí hehehe
Beijos, até!
sábado, 23 de março de 2013
From me to you II
De: ele
Para: eus
Assunto: sobre o fim de semana
Fiquei impressionado com a riqueza na descrição do seu final de semana! Eu prometo que um dia
chego a esse nível. Por enquanto, vou ficando com as formas mais simples de dar um oi e de mandar sinais de fumaça!
Eu fiquei curioso com uma coisa: de que normas especificamente você gostaria de se ver livre? Todas elas? Alguma em específico?A propósito, não lembro de você ter comentado sobre as suas convicções políticas. Fiquei curioso em saber. Vou tentar resumir o que eu acredito. Eu diria que sou uma pessoa de centro-direita. Ao mesmo tempo que simpatizo com ideais do neoliberalismo, eu também defendo que a economia deve estar a favor da sociedade, e que o governo deve intervir em favor da sociedade em situações extremas (sem contudo se tornar um estado extremamente regulador).
Mudando de assunto, não consigo encontrar uma música que sintetize o meu final de semana. No entanto, encontrei uma bem legal, com arranjos de piano. A música é A-ha - Never a Forever Thing. Creio que você vai gostar.
Falando em música, vou finalmente investir em aprender a tocar violão. Vou comprar um pra mim; um barato, pra começar. Um dia quem sabe vou conseguir tocar tão bem quanto você.
Acho que era isso o que tinha a falar, pelo momento. Apenas para enfatizar, adorei a sua mensagem! Espero ouvir de você logo! Um beijo, guria! Saudades de você também!
De: eus
Para: ele
Assunto: resposta atrasada sobre o fim de semana
Eu disse que um dia responderia suas perguntas e cá estou.
Não sei como começar mas, sobre as normas, que eu diria regras, são essas que a sociedade delimita, impõe e, que infelizmente somos 'obrigados' a cumprir, pois do contrário, você estará sujeito a ser mal visto ou simplesmente ser motivo de chacota por aí.
Um dia, gostaria de me ver livre do meu emprego, de largar o funcionalismo público, chutar o balde e começar do zero. Quando digo esse 'um dia' é um 'daqui um tempo'. Paralelo e com base nisso, respondo sobre tua seguinte pergunta: a política.
De verdade, eu não gosto da política em si, dessa 'cadeia hereditária'. É o poder que um homem tem sobre o outro; depois, o poder que o estado tem sobre o homem; uma cadeia sem fim que tomou um rumo de administração totalmente diferente do que é proposto como ciência.
Aliás, sabe o caldo que tu havias feito inveja no outro dia? preciso dele agora! foram apenas 3 caipiroskas, que mesmo gastando energia, conversando com a Janna, fizeram um efeito de me deixar tontinha da silva.
Como está o começo de fim de semana? Espero que seja realmente bom e agradável.
Você falou de Innocence, e ontem estava escutando o cd que havíamos escutado no carro, no dia das compras pro churrasco... Viajei no tempo agora (2)...
Se cuida. Beijão!
- Até! p.s.: sonhei contigo esta manhã (ou madrugada), mas daí já é outra história: dizem que quando o sonho é bom não se pode contar hehe
quarta-feira, 20 de março de 2013
A cilada de Roger Water.
Ele chamou a minha atenção desde a primeira vez que o vi rondando por corredores afora;
Ele tem um sorriso lindo: tímido, discreto, fofo, com leves covinhas nos cantos da bochechas;
Ele tem estatura mediana, se duvidar, cravados 1,70m. de altura, já que é um pouco mais alto que eu;
Ele é moreno, tem cabelos e olhos escuros - olhar sedutor e penetrante (ui);
Ele passa longe de ser magro, mas não é gordo e nem malhado; eu diria, na verdade, que é 'gostoso de ser olhado';
Ele é jovem e aparenta ter uns 24 ou 25 anos; até que descobri nessa semana que tem míseros 21!;
Ele em resumo não tem nada de mais e não é de conversar muito. Mas causa um efeito avassalador em mim, e como... De repente, é só vê-lo que meu coração começa a batucar mais do que o normal. O negócio fica mais feio ainda quando os nossos olhares se cruzam - tenho a impressão de que até minhas bochechas ruborizam! e, então disfarço desviando o olhar. Ufa! Melhor assim.
Até então, pensava: "ah, vai ver é porque não tem 'ninguém na parada' e muita carência acumulada". E eis que em meados de janeiro, apareceu um relance qualquer, no qual chamarei de Carlinhos. Não deu certo! Em três semanas parei de sair com ele porque até entre quatro paredes via o retrato do meu 'colega' estampado na carinha do Carlinhos! Parecia delírio, não era possível que aquilo estivesse acontecendo mas, estava! Logo Carlinhos, um homem super agradável, atencioso, inteligente, cheiroso, fofo! sendo obrigado a sair da minha breve história de vida, só porque vi em sua sombra o rosto do meu colega de trabalho, por quem sustento uma paixão platônica! "Carlinhos, desculpa não ter dito antes, estou embarcando para outro país - intercâmbio de 3 anos. Até!". Via sms interrompi o que mais tarde poderia vir a ser o meu futuro. Dane-se, se não tivesse feito isso, as coisas com o 'meu-colega-de-trabalho' não teriam evoluído.
Ainda sim, quando o vejo pela primeira vez no dia, causa um impacto tão fulminante, como de quando o vejo pela segunda, terceira, quarta vez...
Hoje, eu estava sozinha na sala em que trabalho, distraída no computador, quando ele empurrou a porta para adentrar a sala. Eu levei um susto e rapidamente olhei para a porta dando de cara com ele, praticamente no mesmo instante em que ficou ali engatado na porta entre aberta. (pausa constrangedora) Eis o momento de 2 segundos que pareciam uma eternidade em câmera lenta: olhares, desvio por minha parte, cabeça baixa, cabeça erguida, olhares de novo, desvio, diálogo:
_ Tudo bem? - dos dois ao mesmo tempo.
risos tímidos.
_ Vamos trocar de lugar? rs - falando como um moleque malandro
_ Hum, mas tá fácil desse jeito! rs - respondendo irracionalmente.
_ É sério! Eu vi que tu digitas bem rápido... E se eu pedir para vir pro teu setor e te indicar pra ocupar meu lugar, tu aceita?
*E na trilha sonora da minha cabeça, tocava a música da Colbie Caillat "Yeah, I do, I do, I dodododododo dooo", quando voltei para o mundo real e respondi:
_ Ah, ué, pode ser, não tô fazendo nada mesmo. - olhando para ele que estava sentado em uma cadeira bem em minha frente.
_ Ah, ué, pode ser, não tô fazendo nada mesmo. - olhando para ele que estava sentado em uma cadeira bem em minha frente.
_ Então tá.
_ Então tá.
E ficamos com os olhos fixados um no outro, como se esse último 'tá' tivesse durado uns 20 minutos.
Abaixei a cabeça, desviei novamente de novo mais uma vez o olhar, agora para o computador.
Ele levantou da cadeira e o mundo voltou a girar normalmente, ainda bem!
Abaixei a cabeça, desviei novamente de novo mais uma vez o olhar, agora para o computador.
Ele levantou da cadeira e o mundo voltou a girar normalmente, ainda bem!
Vai saber se nos próximos dias, semanas e meses os abalos sísmicos irão continuar acontecendo!?
No dia que parar ou der uma cessada, aí já é outra história, já que Roger está petrificado dentro do meu gélido coração de pedra.
No dia em que nada continuar a acontecer, desse foge-foge contínuo e, algum carinha novo pintar na área, aí volto pra contar sobre como meu coração se derreteu, de como "Roger virou Água'.
No dia que parar ou der uma cessada, aí já é outra história, já que Roger está petrificado dentro do meu gélido coração de pedra.
No dia em que nada continuar a acontecer, desse foge-foge contínuo e, algum carinha novo pintar na área, aí volto pra contar sobre como meu coração se derreteu, de como "Roger virou Água'.
segunda-feira, 11 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
I'm gonna miss you
Sentada na cadeira de balanço
verde
em frente de casa chuvisca
nela assim me lanço
tentativa frustrada em ver-te.
Espero paciente terminarem
de suas roupas pôr
família grande em uma semana
seja bem vinda
'cofa fofa',
Lolô.
É aniversário
sinal de reunião para a comida
após a sensação dos cinquenta tons,
uma 'boa ideia' é a pedida.
meu padrinho parabéns
muita saúde, felicidades,
que o senhor tenha muitos anos de vida.
Sentada na cadeira de balanço
esperando a hora,
nos fones de ouvido
'anos 80 e 90' é a trilha sonora
- pastas dada
pela grande amiga,
hermana,
J-Janna.
Após dez minutos
a playlist toca:
um susto!
'I'm gonna miss you'
é a sua versão,
que na minha mente soca.
eu sei
se fosse a minha eu saberia
'I'm gonna miss you'
do momento e do vidro lembrei
rapidamente,
em ti pensei,
só pra não dizer 'oi' ou 'ei',
o sms enviei.
verde
em frente de casa chuvisca
nela assim me lanço
tentativa frustrada em ver-te.
Espero paciente terminarem
de suas roupas pôr
família grande em uma semana
seja bem vinda
'cofa fofa',
Lolô.
É aniversário
sinal de reunião para a comida
após a sensação dos cinquenta tons,
uma 'boa ideia' é a pedida.
meu padrinho parabéns
muita saúde, felicidades,
que o senhor tenha muitos anos de vida.
Sentada na cadeira de balanço
esperando a hora,
nos fones de ouvido
'anos 80 e 90' é a trilha sonora
- pastas dada
pela grande amiga,
hermana,
J-Janna.
Após dez minutos
a playlist toca:
um susto!
'I'm gonna miss you'
é a sua versão,
que na minha mente soca.
"You're leavin'
Now I'm sittin' here, I'm wastin' my time(...)
Girl, Boy, I'm gonna miss you"
Que é sua versão,
It's a tragedy for me
To see the dream is over
And I never will forget the day we met
eu sei
se fosse a minha eu saberia
'I'm gonna miss you'
do momento e do vidro lembrei
rapidamente,
em ti pensei,
só pra não dizer 'oi' ou 'ei',
o sms enviei.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Musicando anonimamente
Sabe o que acontece quando chega a verdade?
A gente se soma e assume pra valer
O tempo que passamos longe de nossa cidade
escrito tudo tava agora é só acontecer.
Passatempo tic-tac caminhando pela orla
Olha quem enxergo!
_ e aí como cê tá?
_ vim de férias, cheguei ontem, tô aqui só de passagem
em duas semanas volto, quero mais é aproveitar.
Mas, se você quiser carinho,
de amigo, eu me animo
pra uma roda é só chamar
De repente, tem um baile,
é carnaval e tudo vale,
demorou é só chegar!
...
A gente se soma e assume pra valer
O tempo que passamos longe de nossa cidade
escrito tudo tava agora é só acontecer.
Passatempo tic-tac caminhando pela orla
Olha quem enxergo!
_ e aí como cê tá?
_ vim de férias, cheguei ontem, tô aqui só de passagem
em duas semanas volto, quero mais é aproveitar.
Mas, se você quiser carinho,
de amigo, eu me animo
pra uma roda é só chamar
De repente, tem um baile,
é carnaval e tudo vale,
demorou é só chegar!
...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Que oras são, Francisco?
No primeiro encontro, pensei: "devo estar maluca, a um tanto ou, talvez, ok, ele que seja o tonto".
Te achei um 'nerd', à primeira vista. Você me convidou para ir com seus amigos pra comermos pizza.
Pois bem, fui, sentei quase ao seu lado. Tomamos uma caipiroska, duas, três... e, pelo caminho, surgiram olhares atravessados.
Sua mão boba, por debaixo dos panos, cutucava levemente minha coxa direita: "Alguma coisa a mais, você aceita?"
Em meus tórridos pensamentos imaginava trilhões de cenas, porém timidamente eu respondia: "Estou bem, não preciso de nada", assim eu mentia.
Então, partimos pra festa - tocar, abraçar, beijar, será que posso? Sim, meu coração toca as nuvens nos encontros nossos.
Que perdure o tempo que for necessário. Sua companhia é sincera, me faz bem, me deixa feliz e um tanto confusa, também...
Te achei um 'nerd', à primeira vista. Você me convidou para ir com seus amigos pra comermos pizza.
Pois bem, fui, sentei quase ao seu lado. Tomamos uma caipiroska, duas, três... e, pelo caminho, surgiram olhares atravessados.
Sua mão boba, por debaixo dos panos, cutucava levemente minha coxa direita: "Alguma coisa a mais, você aceita?"
Em meus tórridos pensamentos imaginava trilhões de cenas, porém timidamente eu respondia: "Estou bem, não preciso de nada", assim eu mentia.
Então, partimos pra festa - tocar, abraçar, beijar, será que posso? Sim, meu coração toca as nuvens nos encontros nossos.
Que perdure o tempo que for necessário. Sua companhia é sincera, me faz bem, me deixa feliz e um tanto confusa, também...
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Quando cheguei em casa lembrei que...
Duas luas no céu azul da tarde - luas cheias da prata de luzes serenas.
Vimos dois caras se aproximando.
Disseram: 'tocamos pagode'
a música era: "O nome dela é Sissy, Sissyntindo, se achando..."
Ao lado, o majestoso pôr-do-sol brilhava,
dividia o espaço com suas morenas.
O barco, cheio de amigos, para uma desconhecida vila seguia.
No meio do caminho, parava num sítio ribeirinho,
para ir ao banheiro eu descia.
Uma bolsa com a câmera fotográfica, eu tinha em mãos.
Mudas de roupas, na mochila, acrescentava.
O barco, cheio de amigos, para uma desconhecida vila seguia.
No meio do caminho, parava num sítio ribeirinho,
para ir ao banheiro eu descia.
Uma bolsa com a câmera fotográfica, eu tinha em mãos.
Mudas de roupas, na mochila, acrescentava.
era quase noite e eu ainda via as luas,
"cadê o barco?", vi uma amiga desesperada,
"calma, ele volta, nós vamos! se ficar uma, ficam as duas!"
e, de repente, no sítio, já era madrugada.
O barco voltou, seguimos em frente.
Chegamos no devido local.
Um violão preto, de cordas de nylon, pequeno
uma garota havia levado.
Como ninguém, no barco, havia percebido?
"Ah, dá pra Suede, ela toca!"
E então me deram,
Chegamos no devido local.
Um violão preto, de cordas de nylon, pequeno
uma garota havia levado.
Como ninguém, no barco, havia percebido?
"Ah, dá pra Suede, ela toca!"
E então me deram,
fiz um 'dó' e ele tava todo desafinado!
Tentei afinar como manda o figurino
Tentei afinar como manda o figurino
as cordas eram mais frouxas que o mais covarde dos covardes.
na hora, pensei em comprar um violino,
na hora, pensei em comprar um violino,
mas logo desfiz o pensamento: calo em dedo arde, arde!
Vimos dois caras se aproximando.
Disseram: 'tocamos pagode'
a música era: "O nome dela é Sissy, Sissyntindo, se achando..."
um estava com um violão, e o outro só cantando.
De repente, todos começaram a se mandar.
Uma amiga se aproximou:
De repente, todos começaram a se mandar.
Uma amiga se aproximou:
"Ei Suede, vamos pra casa da Zilda,
lá tá tendo festa, é um bar".
Segui o grupo de cinco pessoas
cantando e dançando, seguindo a canção.
enquanto isso, as luas, lá no alto, continuavam,
enquanto isso, chegávamos perto de uma bela de uma mansão.
adentrávamos o portão dos fundos,
Segui o grupo de cinco pessoas
cantando e dançando, seguindo a canção.
enquanto isso, as luas, lá no alto, continuavam,
enquanto isso, chegávamos perto de uma bela de uma mansão.
adentrávamos o portão dos fundos,
para surpresa, tinha um danado de um bravo cachorrão
grande, preto, de dentes afiados,
quase todos queria morder,
quase todos queria morder,
quase todos, a mim não.
eu conseguia passar pelos cachorros, adentrava a casa.
haviam outros obstáculos, que não recordo.
haviam outros obstáculos, que não recordo.
parecia fase de videogame, série, filme,
quase que não acordo.
no final, havia uma escada -
no final, havia uma escada -
era de subida.
com o marido e a filha, estava a tal da Zilda
sentados, felizes, tomando café da manhã ao redor de uma farta mesa,
sentados, felizes, tomando café da manhã ao redor de uma farta mesa,
e eu, cansada, fula da vida.
outras pessoas chegaram até lá
outras pessoas chegaram até lá
não subiram a escada ou coisa do tipo
exclamavam soberbos:
"nossa, é tão fácil chegar aqui"
e eu com raiva, pensava com meus botões:
"essas coisas de 'sofrer' só acontecem comigo,
e eu com raiva, pensava com meus botões:
"essas coisas de 'sofrer' só acontecem comigo,
essas coisas só acontecem pra me fazer rir..."
Da desgraça alheia sorrindo era o que faziam.
queria tacar uma bomba nesses bandos de abestados
Da desgraça alheia sorrindo era o que faziam.
queria tacar uma bomba nesses bandos de abestados
eles tiveram sorte,
meu despertador a gritar começou,
não tem remédio que cure trabalho,
muito menos atestado
muito menos atestado
que alegue qualquer dor.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Os 'ãos' dos que ficam
Pessoas vão.
Não importa o tempo, um dia as pessoas irão dizer 'adeus'.
E não necessariamente precisarão de tempo. Um motivo e já bastará.
Lugares são.
Para esse, não importa o tempo e nem o motivo: habitar a sensação indescritível de estar em algum lugar, seja ele novo, diferente, perto ou não, é simplesmente única, mágica, transcendental.
Os lugares são para onde as pessoas vão
- de van ou em vão.
Não importa o tempo, um dia as pessoas irão dizer 'adeus'.
E não necessariamente precisarão de tempo. Um motivo e já bastará.
Lugares são.
Para esse, não importa o tempo e nem o motivo: habitar a sensação indescritível de estar em algum lugar, seja ele novo, diferente, perto ou não, é simplesmente única, mágica, transcendental.
Os lugares são para onde as pessoas vão
- de van ou em vão.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Sonhos reais
Dois cachorros pretos.
Um ex-amigo que me devia 400,00 me pagava:
dava 240,00 em dinheiro e 160,00 em 8 músicas de 2 minutos cada (?)
Lá na rua Augusta eu parei.
Me perdi e fui achada por um homem lindo.
Herois e galãs fazem parte dos meus sonhos
Herois e galãs na realidade não estão sorrindo.
Viagem em família ia ser realizada
Todos iriam, exceto a tal da atriz
Que chorava no quarto, aos prantos
E o pai consolava,
Fez com que a mãe mudasse de ideia,
Incluisse no passeio e a deixasse feliz
De carro eles foram
Subindo a ladeira
A irmã do meio dirigia
E atriz pateta, com ela, tirava brincadeiras.
Pegou uma das sandalias havianas
pela janela jogou
Foi obrigada a voltar o carro
em uma loja de cambio parou
Sacou 400,00 reais
E por euros trocou.
Um ex-amigo que me devia 400,00 me pagava:
dava 240,00 em dinheiro e 160,00 em 8 músicas de 2 minutos cada (?)
Lá na rua Augusta eu parei.
Me perdi e fui achada por um homem lindo.
Herois e galãs fazem parte dos meus sonhos
Herois e galãs na realidade não estão sorrindo.
Viagem em família ia ser realizada
Todos iriam, exceto a tal da atriz
Que chorava no quarto, aos prantos
E o pai consolava,
Fez com que a mãe mudasse de ideia,
Incluisse no passeio e a deixasse feliz
De carro eles foram
Subindo a ladeira
A irmã do meio dirigia
E atriz pateta, com ela, tirava brincadeiras.
Pegou uma das sandalias havianas
pela janela jogou
Foi obrigada a voltar o carro
em uma loja de cambio parou
Sacou 400,00 reais
E por euros trocou.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Inimaginável
tentei cifrar
difícil é
de o tom pegar
ouvido mouco
só sendo um louco
pra desafinar
a letra alucinógena
pura poesia
melodia
pra quê ser massacrada?
por uma luante desembestada
principalmente ao ser tocada
no violão
só por batucada?
Um dia quem sabe...
sexta-feira, 13 de julho de 2012
vou te contar
acabo de chegar
meu estado ñ é o dos melhores, a orla é de matar.
Tava tendo blitz do Oba oba
e o Clóvis me convidou,
fui de boba,
a Talitas convidei,
encontrar com a Lucy,
sorte dei,
e ela tava com uma amiga como Luciana, tbm chamada
e mto na dele havia um cara,
por Jairo se identificava,
quieto, amigo, de olho na Talitas tava.
esse lance pega.
E eu me sentiria uma jega
se as Lus que nem são daki
chegassem falando 'pega'
eu q moro ak e de porra nenhuma sei,
assim do nada com maconha já chegassem,
antes que estragassem,
'vai logo, é nossa lei'
não fui por conta da Talitas, da Tutu e da prima Iara.
Depois de mtas caipiroskas e ices,
com o cigarro Vogue a la Madonna,
que elas (qualquer uma das Lu's) na minha bolsa acabou guardando, e que na minha cabeca fico imaginado
"ai se".
Meu primo Jr. Baima tbm apareceu
ficou tão mais alegre pensando q o trago fosse a verdinha,
até saber que se tratava da vulga nicotina, decepcionado, entrou na rima.
Lembrei na hora de ti
confesso que minha caretice deve ser de família,
uma vez q nossa hermana Talita abomina
tal atitude,
profundamente irrita.
Porém, meu senso de curiosidade,
tão grande importa,
não fechar a porta, da minha traqueia torta e que se dane a sociedade em volta.
Só de reimaginar outra época, a da corrupção,
escondida,
trago comigo um luxuoso cigarro.
e que diversão seria contigo compartilhá-lo,
pois mesmo feitos de barro,
que indeciso,
é viver de achismo
e de lirismo,
numa sociedade em que somos escarro,
completo catarro,
e é engraçado
minha cabeça doi e gira
parece que nela quebrei um jarro!
que vida marvada,
do cão e feroz,
é claro que tu vais fumar antes de morrer,
todo mundo vai!
vamos se esbaldar de viver!
seja como for do jeito que for,
amar é viver
viver é amor
paz é o que queremos,
sonhemos e realizemos
desejos de carne, de pele, de mente
demente é quem crê,
e ai dele que não se alimente,
da carne, da pele, da mente
de quem vê claramente
o que ninguém vê na frente
navegando contra a corrente
um contente demente.
acabo de chegar
meu estado ñ é o dos melhores, a orla é de matar.
Tava tendo blitz do Oba oba
e o Clóvis me convidou,
fui de boba,
a Talitas convidei,
encontrar com a Lucy,
sorte dei,
e ela tava com uma amiga como Luciana, tbm chamada
e mto na dele havia um cara,
por Jairo se identificava,
quieto, amigo, de olho na Talitas tava.
esse lance pega.
E eu me sentiria uma jega
se as Lus que nem são daki
chegassem falando 'pega'
eu q moro ak e de porra nenhuma sei,
assim do nada com maconha já chegassem,
antes que estragassem,
'vai logo, é nossa lei'
não fui por conta da Talitas, da Tutu e da prima Iara.
Depois de mtas caipiroskas e ices,
com o cigarro Vogue a la Madonna,
que elas (qualquer uma das Lu's) na minha bolsa acabou guardando, e que na minha cabeca fico imaginado
"ai se".
Meu primo Jr. Baima tbm apareceu
ficou tão mais alegre pensando q o trago fosse a verdinha,
até saber que se tratava da vulga nicotina, decepcionado, entrou na rima.
Lembrei na hora de ti
confesso que minha caretice deve ser de família,
uma vez q nossa hermana Talita abomina
tal atitude,
profundamente irrita.
Porém, meu senso de curiosidade,
tão grande importa,
não fechar a porta, da minha traqueia torta e que se dane a sociedade em volta.
Só de reimaginar outra época, a da corrupção,
escondida,
trago comigo um luxuoso cigarro.
e que diversão seria contigo compartilhá-lo,
pois mesmo feitos de barro,
que indeciso,
é viver de achismo
e de lirismo,
numa sociedade em que somos escarro,
completo catarro,
e é engraçado
minha cabeça doi e gira
parece que nela quebrei um jarro!
que vida marvada,
do cão e feroz,
é claro que tu vais fumar antes de morrer,
todo mundo vai!
vamos se esbaldar de viver!
seja como for do jeito que for,
amar é viver
viver é amor
paz é o que queremos,
sonhemos e realizemos
desejos de carne, de pele, de mente
demente é quem crê,
e ai dele que não se alimente,
da carne, da pele, da mente
de quem vê claramente
o que ninguém vê na frente
navegando contra a corrente
um contente demente.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Vaitimbora Sônia
Por dentro deseja dormir
Por fora seu desejo não é aceito.
Por Sônia é atendida
Em sonho se desespera
Insônia é seu codinome
Hein,Sônia, por que não some?
O que mais desejo nas madrugadas
É que por um grande instante fiques calada
Que não me incomode,
me solte,
me deixe por aí largada
Sem ter cor e sombra ao redor
Dos olhos fundos de dar dó
Um dia desejo brevemente
Poderia ser agora ou sempre
Que te esqueças e de mim se perca
Apenas deixando um sono longo,
Já não aguento a quantidade de ovelhas pulando de cerca em cerca.
Vá sem piedade,
Vá e não volte nunca
Por semanas aguento tua visita
Parece o Bicho Papão, a tal da Cuca
Não é que eu queira te expulsar
desde já te expulso como quem o relógio tira
E não se deprima, há outras portas e camas
Chegue depois do programa do Jô, da risada do Bira
adeus até o seu regresso
eterno enquanto dure
vai-te para os raios que te partam
que eu vou tentar dormir,
não me segure!
Por que
Por fora seu desejo não é aceito.
Por Sônia é atendida
Em sonho se desespera
Insônia é seu codinome
Hein,Sônia, por que não some?
O que mais desejo nas madrugadas
É que por um grande instante fiques calada
Que não me incomode,
me solte,
me deixe por aí largada
Sem ter cor e sombra ao redor
Dos olhos fundos de dar dó
Um dia desejo brevemente
Poderia ser agora ou sempre
Que te esqueças e de mim se perca
Apenas deixando um sono longo,
Já não aguento a quantidade de ovelhas pulando de cerca em cerca.
Vá sem piedade,
Vá e não volte nunca
Por semanas aguento tua visita
Parece o Bicho Papão, a tal da Cuca
Não é que eu queira te expulsar
desde já te expulso como quem o relógio tira
E não se deprima, há outras portas e camas
Chegue depois do programa do Jô, da risada do Bira
adeus até o seu regresso
eterno enquanto dure
vai-te para os raios que te partam
que eu vou tentar dormir,
não me segure!
Por que
sábado, 9 de junho de 2012
Mais uma da série: toda vez...
Andava numa cidade desconhecida com a Tutu. Para voltar pra casa tínhamos que comprar as passagens de ônibus. Deveríamos pegar um ônibus chamado 'Boliva'. Fui ao terminal rodoviário e gastei o último dinheiro que tinha com nossas passagens. Perguntei o horário que o ônibus sairia e o senhor respondia:
_ah, é agora às 19h.
_mas meu senhor, são 18:58h! - quase enforcando seu pescoço.
_pois é, acho bom vocês correrem...
E foi o que fizemos: peguei no braço da Tutu e saimos correndo em direção ao ônibus, que estava a uns 500 metros dali. Sem sucesso, porque acabamos perdendo o bonde. Fiquei com muita raiva. Neste momento, uma amiga apareceu:
_Para tudo! o que tu fazes por aqui? nem avisa que tá na cidade - como se eu já tivesse ido muitas vezes, como se ela morasse há muito tempo por lá.
_Pô, só tô dando uma passadinha, vou levar minha irmãzinha em casa e volto pra cruzarmos a ponte, quero ir nos frees shops. Bora?
_Rsrsrs bora! fazia tempo que não escutava isso. Que horas então?
_Mana, eu nem sei porque acabei de perder o busão e não tenho mais um centavo!
Estava quase anoitecendo quando dei uma olhada pro chão. Meus olhos brilharam quando vi ali o problema do dinheiro resolvido:
_Espera, J-J! tu vais comigo agora. Vem, Tutu, me ajuda a achar moedas na rua, assim como essa. - e mostrava pra Tutu uma moeda que havia acabado de achar na rua.
Começamos a recolher moedas. Parece que minavam em calçadas, embaixo de mesas e cadeiras de bares, de carros, em frente de lojas... Umas eram de 0,25 e 0,50 centavos, outras de 1,00 real. Umas eram em real, outras em peso uruguaio, peso argentino, peso paraguaio, dólar, e outras moedas que não tinha noção de onde eram e nem de quanto valiam.
Após 15 minutos, tínhamos conseguido tantas moedas que quando retornei ao terminal rodoviário o cara se assustou em dizer que não teria como fazer o câmbio de todas as moedas para o real (a moeda) porque não tinha dinheiro suficiente. Pedi apenas que me desse a minha passagem, a da Tutu e a da minha amiga. De repente, não havia ônibus, nem Tutu, nem ponte alguma, apenas minha amiga, eu, e muita gente estranha, o céu azul, as flores e folhas caídas no chão e uma paisagem de cair o queixo de tão bela:
_Estava com saudade, adorei esse lugar! - confessei com uma pitada nostálgica e gosto de quero mais.
_É, eu também... - ela respondeu sabendo disso.
Nos despedimos e, no final, acho que perdia o avião. Ah não, de novo a mesma história de sempre!
_ah, é agora às 19h.
_mas meu senhor, são 18:58h! - quase enforcando seu pescoço.
_pois é, acho bom vocês correrem...
E foi o que fizemos: peguei no braço da Tutu e saimos correndo em direção ao ônibus, que estava a uns 500 metros dali. Sem sucesso, porque acabamos perdendo o bonde. Fiquei com muita raiva. Neste momento, uma amiga apareceu:
_Para tudo! o que tu fazes por aqui? nem avisa que tá na cidade - como se eu já tivesse ido muitas vezes, como se ela morasse há muito tempo por lá.
_Pô, só tô dando uma passadinha, vou levar minha irmãzinha em casa e volto pra cruzarmos a ponte, quero ir nos frees shops. Bora?
_Rsrsrs bora! fazia tempo que não escutava isso. Que horas então?
_Mana, eu nem sei porque acabei de perder o busão e não tenho mais um centavo!
Estava quase anoitecendo quando dei uma olhada pro chão. Meus olhos brilharam quando vi ali o problema do dinheiro resolvido:
_Espera, J-J! tu vais comigo agora. Vem, Tutu, me ajuda a achar moedas na rua, assim como essa. - e mostrava pra Tutu uma moeda que havia acabado de achar na rua.
Começamos a recolher moedas. Parece que minavam em calçadas, embaixo de mesas e cadeiras de bares, de carros, em frente de lojas... Umas eram de 0,25 e 0,50 centavos, outras de 1,00 real. Umas eram em real, outras em peso uruguaio, peso argentino, peso paraguaio, dólar, e outras moedas que não tinha noção de onde eram e nem de quanto valiam.
Após 15 minutos, tínhamos conseguido tantas moedas que quando retornei ao terminal rodoviário o cara se assustou em dizer que não teria como fazer o câmbio de todas as moedas para o real (a moeda) porque não tinha dinheiro suficiente. Pedi apenas que me desse a minha passagem, a da Tutu e a da minha amiga. De repente, não havia ônibus, nem Tutu, nem ponte alguma, apenas minha amiga, eu, e muita gente estranha, o céu azul, as flores e folhas caídas no chão e uma paisagem de cair o queixo de tão bela:
_Estava com saudade, adorei esse lugar! - confessei com uma pitada nostálgica e gosto de quero mais.
_É, eu também... - ela respondeu sabendo disso.
Nos despedimos e, no final, acho que perdia o avião. Ah não, de novo a mesma história de sempre!
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Doodoo
Do fim se inicia a vida.
Vamos navegar nesse mar de ilusão.
'nada nos impede,
tudo já ajuda' -
há distâncias que vêm e vão.'Flutuando' como tu dissestes agora a pouco,
vamos tirar os pés do chão.
Rema e aponta para a fé
que de surpresa está chegando
e ainda não contactou meu coração.
Voz de timbre grave e forte,
deve ter pegada, pensei.
até o respirar é profundo,
me aconcheguei,
relaxei,
fui da terra ao céu em um segundo.
Se na quinta comemorava a chegada da sexta,
vamos, hoje, comemorar a chegada do sábado;
e, no sábado, a chegada do domingo,
adiante assim,
chegando e partindo.
Rapidez sincera é agradar
- se quiser até te carrego,
te livro deste mal que atormenta;
livro nenhum explica o que não te nego,
livro nenhum explica o que não se inventa.
Nem ombro largo aguenta tanto peso
: esvaziei a mochila que nas costas arcavam.
Guardemos alguns objetos, joguemos fora,
deixemos de lado -
: nos aguardávamos e por conta te guardo agora.
Deixa o tempo passar e ver o que acontece.
Vai ver é educação, simpatia, carência;
vai ver é solidão, falta do sentir,
apenas abstinência.
Que dure o pôr do sol ou todas as estações.
Mensagens por telepatia;
por fone de ouvido:
ligações
- conversas todos os dias.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Um amor em cada porta
De labirintos curvilíneos,
a pedra que me causou
comoção, ilusão, perdição,
pelo olhar me atirou.
Abre-te-sésamo
lápis cheio de vida e cor
marinheiro que vive de porto em porto
vale como porta procurando amor.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Para-bens, eus
Paraquedas,
para-choque,
para-bala,
para-raio,
para-brisa,
para-chuva,
para-lama,
para-sol,
para-vento,
para-fogo,
para-muro,
para quem muito apara,
muito apura,
Pará por parar,
para mim,
parabéns,
[e para maus,
paralização].
para-choque,
para-bala,
para-raio,
para-brisa,
para-chuva,
para-lama,
para-sol,
para-vento,
para-fogo,
para-muro,
para quem muito apara,
muito apura,
Pará por parar,
para mim,
parabéns,
[e para maus,
paralização].
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Quando acordei lembrei, de novo, que...
No apartamento, um fogão velho na cor azul céu havia
Acordava às 6 da manhã pra ir caminhar de táxi na praia
Enfrentava pontes, peixes e mangues
Fugia de telefonemas, mãe, tias, campainhas
Homens com sabor de frigideira minha
Fome de corações fritos tinha.
A babaca de sempre minha prima
visitava junto com sua mãe, minha tia
e eu me escondia, me escondia, me escondia.
Porque fazer compras no supermercado eu ia,
E uma estranha senhora me cumprimentava com ‘bom dia’.
Via a Meg perdida na rua,
A Meg era um outro cachorro, um alívio.
Até o Jawilson, com chapéu caipira, apareceu
Lá fui eu pro esconderijo do apartamento meu.
Via o vermelho óculos pendurado na parede, no gancho onde se ata rede,
Uma cama do tamanho do mundo,
Pia cheia de louças e poucas xícaras,
O conforto e a bagunça juntos,
Nada de sala de estar,
Somente estavam eu comigo mesmo num estado profundo,
Por que o celular não parava de tocar?
Por que se tem que ir trabalhar?
É hora de acordar,
Bom dia!
domingo, 15 de abril de 2012
El casório de Jose Cuervo y Mariana
O vestido era vermelho, quase sangue vivo. Tinha a saia rodada pra combinar com o quadril oval e a fina cintura. Para a saia ficar armada, usava, por baixo, uma anágua dourada, quase que para uma balada de tão que era arredondada.
Hiperativa, Mariana não parava um só minuto: onde quer que fosse atiçava fogo, punha chama em qualquer ambiente, em qualquer santo (nem São Francisco escapara), pois esbanjava, sambava e flambava alegria aos ventos, contagiando a todos, a tudo.
José Cuervo, moço de família nobre mexicana, recatado, sonso, às vezes, andava cordialmente junto de um cara albino, de alma cristalizada, e de outro, grande, robusto, respectivamente atendidos por Sàul e Lemón, seus melhores amigos.
O encontro dos dois, que demorou para que acontecesse, quando aconteceu foi de arrebatar: paixão a primeira vista. Como de praxe, Mariana chegou conquistando e tomando conta da festa, enquanto que a timidez de José o fizera ficar em segundo plano, propositalmente, porque uma vez tomado pela dança de Mariana, José, agora destemido, incendiaria aquele lugar, beberiam um ao outro e se preencheriam de doses triplas e em taças que transbordavam felicidades. Fora uma das melhores noites. Noite cheia das danças, luzes, cores, gargalhadas. Noite que, de agora em diante, combinaremos de comemorar a cada semana ou mês a data do casamento que entrou pra história, para brindarmos e salvarmos na memória a bela história de um casal, que mesmo opostamente contrastando peculiaridades, fora bebida por uma apresentação harmoniosa e espetacular.
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