segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Que oras são, Francisco?

Me pegou de jeito e de um jeito que me dá raiva. Raiva de mim, raiva de ti, simplesmente uma raiva com vontade de sumir.
No primeiro encontro, pensei: "devo estar maluca, a um tanto ou, talvez, ok, ele que seja o tonto".
Te achei um 'nerd', à primeira vista. Você me convidou para ir com seus amigos pra comermos pizza.
Pois bem, fui, sentei quase ao seu lado. Tomamos uma caipiroska, duas, três... e, pelo caminho, surgiram olhares atravessados.
Sua mão boba, por debaixo dos panos, cutucava levemente minha coxa direita: "Alguma coisa a mais, você aceita?"
Em meus tórridos pensamentos imaginava trilhões de cenas, porém timidamente eu respondia: "Estou bem, não preciso de nada", assim eu mentia.
Então, partimos pra festa - tocar, abraçar, beijar, será que posso? Sim, meu coração toca as nuvens nos encontros nossos.
Que perdure o tempo que for necessário. Sua companhia é sincera, me faz bem, me deixa feliz e um tanto confusa, também...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Vila Colorida

Que cidade linda. Cheia de cores vibrantes e quentes. É uma cidade viva.
Subindo a ladeira, de monociclo eu ia. Acompanhada das irmãs sorridentes, sempre.
Não lembro, anteriormente, de já ter sentido algo parecido: era uma mistura de paz, êxtase, realização, adrenalina, felicidade, emoção - assim, tudo junto.

Nunca havia pensado em conhecer a Índia e, hoje, conheci um pouquinho desse país baseado na "Vila Colorida".
Lá, nos comunicávamos falando em inglês. Ela era tranquila, poucos habitantes - um guarda de trânsito e uma banda marcial que encantavam as ruelas, abrilhantando o cenário, uma espécie de trilha sonora, embalando a viagem. 

Algumas lojas eram americanas. Adentrava em uma delas para comprar um Hub (?) para a Janna - ela precisava de um para seu computador; me dava U$ 60 e pedia que eu mesma comprasse pois 'sabia falar inglês melhor que ela' (?!). "Nada a ver", eu dizia. Mesmo assim, atendia seu pedido e conseguia comprar um. No balcão do caixa, pra efetuar o pagamento do produto, um cara ao lado puxava conversa, perguntava se eu era do Rio de Janeiro, e eu respondia em inglês que não. Ficava surpresa por sua pergunta, afinal como sabia que eu era brasileira? E com um português chulo ele logo disse: "é que eu já ir em Rio de Janeiro e gostar muito", enquanto apontava para minha camisa. Voltei os olhos em direção do meu queixo, estiquei a camisa pra baixo e só aí fui perceber e entender: a estampa da camisa tinha um mosaico de imagens do Cristo Redentor, bahianas, cuias de chimarrão, banana, samba, papagaio e muitos outros desenhos representando um pouquinho deste nosso país tão bonito.

Curiosa, me virei para o moço a fim de ver com maior nitidez sua fisionomia. QUE GATO. ESPANTO. Era simplesmente, ninguém mais, ninguém menos que ALEX BALDWIN!
- Mas você é o Baldwin, A-Alex Baldwin! - exclamei não contendo a surpresa.
- Hehehe desculpe, nem pude me apresentar, Alex Baldwin! - ele mostrava os dentes com um dos mais perfeitos sorrisos. (suspiros)
- Oi! - morta de derretida - e logo em seguida, pedi histericamente para que tirasse uma foto comigo.
E ainda com aquele português agringado, consentiu:
- Sim, com meu prazer! - e passou suas mãos pela minha cintura.
Quase morri!
*click*


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Quando cheguei em casa lembrei que...

Duas luas no céu azul da tarde - luas cheias da prata de luzes serenas.
Ao lado, o majestoso pôr-do-sol brilhava,
dividia o espaço com suas morenas.

O barco, cheio de amigos, para uma desconhecida vila seguia.
No meio do caminho, parava num sítio ribeirinho,
para ir ao banheiro eu descia.

Uma bolsa com a câmera fotográfica, eu tinha em mãos.
Mudas de roupas, na mochila, acrescentava.
era quase noite e eu ainda via as luas,
"cadê o barco?", vi uma amiga desesperada,
"calma, ele volta, nós vamos! se ficar uma, ficam as duas!"
e, de repente, no sítio, já era madrugada.

O barco voltou, seguimos em frente.
Chegamos no devido local.
Um violão preto, de cordas de nylon, pequeno
uma garota havia levado.
Como ninguém, no barco, havia percebido?
"Ah, dá pra Suede, ela toca!"
E então me deram,
fiz um 'dó' e ele tava todo desafinado!

Tentei afinar como manda o figurino
as cordas eram mais frouxas que o mais covarde dos covardes.
na hora, pensei em comprar um violino,
mas logo desfiz o pensamento: calo em dedo arde, arde!

Vimos dois caras se aproximando.
Disseram: 'tocamos pagode'
a música era: "O nome dela é Sissy, Sissyntindo, se achando..."
um estava com um violão, e o outro só cantando.

De repente, todos começaram a se mandar.
Uma amiga se aproximou:
"Ei Suede, vamos pra casa da Zilda, 
lá tá tendo festa, é um bar".

Segui o grupo de cinco pessoas
cantando e dançando, seguindo a canção.
enquanto isso, as luas, lá no alto, continuavam,
enquanto isso, chegávamos perto de uma bela de uma mansão.

adentrávamos o portão dos fundos,
para surpresa, tinha um danado de um bravo cachorrão
grande, preto, de dentes afiados, 
quase todos queria morder, 
quase todos, a mim não.

eu conseguia passar pelos cachorros, adentrava a casa.
haviam outros obstáculos, que não recordo.
parecia fase de videogame, série, filme,
quase que não acordo.

no final, havia uma escada -
era de subida.
com o marido e a filha, estava a tal da Zilda
sentados, felizes, tomando café da manhã ao redor de uma farta mesa,
e eu, cansada, fula da vida.

outras pessoas chegaram até lá
não subiram a escada ou coisa do tipo
exclamavam soberbos: 
"nossa, é tão fácil chegar aqui"
e eu com raiva, pensava com meus botões:
"essas coisas de 'sofrer' só acontecem comigo,
essas coisas só acontecem pra me fazer rir..."

Da desgraça alheia sorrindo era o que faziam.
queria tacar uma bomba nesses bandos de abestados
eles tiveram sorte, 
meu despertador a gritar começou,
não tem remédio que cure trabalho,
muito menos atestado
que alegue qualquer dor.



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Matando, correndo, vivendo a vida.

Era tarde de domingo e voltávamos, minha família e eu, da casa de um tio há 5 km do centro, onde moramos. 
No meio do percurso, avistei, lá de longe, esse casal caminhando pela rodovia. Pra eles não importava se era fim de semana, se podiam estar curtindo uma bela praia ou muito menos praticando a filosofia do ócio: assistindo um filme ou programação da tv, descansando no sofá de sua cômoda casa, comendo pão ou tomando café. Não. 
O prazer à prática do esporte era maior, superior a todas regalias e até mesmo ao calor insuportável, que naquele momento fazia. 

Lembrei de um dia ter recebido um e-mail com o título: "Aula de Gestão". Era assim:
"Na África, todas as manhãs, o veado acorda sabendo que deverá conseguir correr mais rápido do que o leão, se quiser se manter vivo. Todas as manhãs, o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veado, se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é veado ou leão, quando o Sol nascer, você tem que começar a correr."

O casal, não estava na África e não sabiam da tal aula de gestão (natural), mas já acordavam sabendo que pra se manterem vivos precisavam caminhar, correr o quanto pudesse, independente das condições climáticas ou dia da semana.

Todos os dias, pela manhã, quando acordo, o meu primeiro pensamento do dia é: "Mas já? Amanheceu tão rápido! vai começar tudo de novo, ah não...". E mesmo assim, batendo os pés, tropeçando pelas paredes, cambaleando de sono, parto pra luta e sigo. Sigo matando vários leões, começando, de cara, pela preguiça e moleza. Ao longo do dia vou matando a fome, a sede, o sono. É como se tivesse escalando, subindo montanhas e montes. Nesse meio tempo, continuo a matar, mas agora pessoas: de rir! 
Tento fazer o bem mesmo estando mal-humorada, com dor de cabeça, tendo a unha roída, o cabelo ressecado, o coração ferido. Jack, ops, já que pra se manter viva é preciso enfrentar os limites, medos e aflições, assim o farei - e da maneira mais prática, barata e divertida, possível, ou seja, sorrindo! (até com os olhos, com o fígado, com os ouvidos...). 

Nesse dia de hoje, corrido à beça, em meio a crises, violências, mortes, caos e horrores, sugiro corrermos contra o tempo junto com a controvérsia e principalmente pôr em prática o inverso proporcional da palavra 'matar': 
- que nos matemos de risos espalhando infinitos sorrisos; 
- que matemos a fome e não desperdicemos comida; 
- que possamos matar nossas gulas olfáticas diante de livros novos, desabrochar de flores, perfume de talco de neném; 
- que nos matemos de amor, correndo sempre para mais um, de vários e infinitos, abraços; 
- que saibamos matar a preguiça com muito ócio, afinal 'tédio é para os sem inspiração'; 
- que matemos a frieza daqueles que desmatam a mata;
- que matemos no trabalho o mau atendimento e arrogância, com: "bom dia, boa tarde, por favor, com licença";
- que matemos a indisposição e pratiquemos esportes, ...antes que a lombriga nos mate e nos leve para uma vida solitária. 

Ainda bem que a semana correu e já é Sexta-Feira. Matei tanta coisa que agora quero me matar de tanto viver. Como diz uma grande amiga (ou o álbum do Coldplay): "viva la vida!"


New Job - Infinity Brazil, será?

- Prima, tu tem cara de aeromoça. Por que tu não fazes o curso que eu fiz? Sei lá, eu te vejo voando pro mundo todo, o teu jeito tímido mas educado, você é inteligente, sabe inglês, já tá formada, é um grande passo e uma forte concorrente. 
- Será? - olhei fixamente pra ele me perguntando se ele estaria falando a verdade ou zoando com minha cara - meu primo é do tipo palhacitos, só conhecendo.
- Sim. falo sério! - ele realmente disse.

Explicarei melhor.
Quando minha mente insana começou a perturbar-me, principalmente alimentando de esperanças sobre possíveis mudanças, viagens, países, intercâmbio, inglês, Irlanda, a primeira pessoa em que pensei foi, Junior Baima: um primo querido (e muito phyno, claro), que há alguns anos morou em Londres, abandonou a faculdade e sem saber falar muito bem em inglês, partiu rumo ao novo pra viver uma grande aventura.
Pois bem, para ajudar na minha decisão, até então, louca, recorri a ele, já que Dublin (que é o lugar onde almejo estar daqui meros 2 anos) fica próximo à Londres:
- Primo, na época em que tu tavas em Londres, na Europa, tu chegastes a conhecer Dublin? - com um ar medroso perguntei.
- Dublin! - ele fez um ar saudosista e surpreso - não conheci Dublin, mas em Londres conheci muitos irlandeses, tenho muitos amigos irlandeses. Nossa, eles são lindos, educados, bebem pra caramba, por quê? - e eu mal abri a boca, ressoando apenas: - é - quando ele foi completando - O QUÊ? tu tais pensando em ir pra lá? intercâmbio? quando tu vais? ai prima, Dublin é linda! ixi, tu vai voltar casada, já tô até vendo...

Sem fôlego. Foi assim que me senti: totalmente ser ar, sem fôlego! Ali, naquele mínimo diálogo, havia decidido enfrentar tudo e seguir com a minha sonhada decisão: "sim, eu vou pra Irlanda!"

Fiquei com esse comentário dele em mente quando me vi num site de vagas de empregos para navios de cruzeiros! Requisitos: maior de 18 anos, inglês básico, experiência na área.
Ah, não custa nada preencher o formulário e enviar. 
E não faz mesmo. Há uma semana recebi um e-mail informando que eu havia sido recrutada para uma das vagas, que eu aguardasse os próximos e-mails.
Hoje, abri minha inbox, e para minha surpresa tenho uma entrevista via Skype! Tenho até o dia 29 para enviar meu currículo e adicioná-los no contato. 

EU QUERO GRITAAAAR!
Preciso contar pra alguém, aliás, preciso fazer a entrevista o mais rápido possível, pra acalmar essa ansiedade que me consome e que tanto tem me deixado inquieta. 
Me deseje boa sorte, good luck, Blog. Amanhã é sexta e quero comemorar com as amigas (e o amor? rs) 
Ai, ai.
Talvez ter sonhado com elefante seja justamente isso: mudanças.

p.s: Tomara que na entrevista não me perguntem nada em inglês. se rolar, que eu consiga responder certinho.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Os 'ãos' dos que ficam

Pessoas vão.
Não importa o tempo, um dia as pessoas irão dizer 'adeus'.
E não necessariamente precisarão de tempo. Um motivo e já bastará.

Lugares são.
Para esse, não importa o tempo e nem o motivo: habitar a sensação indescritível de estar em algum lugar, seja ele novo, diferente, perto ou não, é simplesmente única, mágica, transcendental.

Os lugares são para onde as pessoas vão
- de van ou em vão.





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Recém Formada

"Vi uma garota que tem o mundo inteiro nas mãos. O problema é que ela não sabe disso". 

Ai, Rodrigo (Santoro), fiquei sem palavras. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Avoar


Você é aéreo
Tem seus sonhos malucos, mas sabe separar a realidade do imaginado – a maior parte das vezes. Tem diversos grupos de amigos, não gosta de ser definido como radical e às vezes se passa por indeciso. Já teve experiências sinestésicas, quando teve vontade de comer uma cor bonita ou de cheirar uma capa de livro muito macia, mas geralmente se controla, pelo bem da sociedade."

P.S.: Baseado em um teste feito na Superinteressante sobre "O que os sonhos dizem sobre você".

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Prece Irlandesa

May the road rise to meet you,
May the wind be always at your back,
May the sun shine warm upon your face,
The rains fall soft upon your fields;
And until we meet again,
may God hold you in the hollow of His hand.

Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo,
que Deus lhe guarde na palma de suas mãos.

sábado, 6 de outubro de 2012

medo

A greve havia acabado.
Adentrava na escola das minhas faculdades mentais.
Os prédios bem feitos escondiam a cheia piscina -
pessoas choravam sob restos mortais.
A amendrota do suspeito infiltrado
estampava o sorriso em capas de revistas, tevês e jornais
o muro tão alto era
que a beleza camuflava o horror e o caos
coisa que agora tanto faz.
coisas que nem o povo espera.

sábado, 8 de setembro de 2012

Quando acordei assustada lembrei que,

um prédio de quatro andares
meu esconderijo era.
a polícia no prédio entrava
no elevador tormentos elevavam
pelas escadas fugir, tentei
dois reféns, capturei:
cem anos de solidão e um pequeno livro de capa azul;
me achar, a polícia conseguia.
matar os reféns,
assim eu prosseguia,
assim os livros rasguei.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Clarice Falcão - O Que Eu Bebi



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sonhos reais

Dois cachorros pretos.
Um ex-amigo que me devia 400,00 me pagava:
dava 240,00 em dinheiro e 160,00 em 8 músicas de 2 minutos cada (?)

Lá na rua Augusta eu parei.
Me perdi e fui achada por um homem lindo.
Herois e galãs fazem parte dos meus sonhos
Herois e galãs na realidade não estão sorrindo.

Viagem em família ia ser realizada
Todos iriam, exceto a tal da atriz
Que chorava no quarto, aos prantos
E o pai consolava,
Fez com que a mãe mudasse de ideia,
Incluisse no passeio e a deixasse feliz

De carro eles foram
Subindo a ladeira
A irmã do meio dirigia
E atriz pateta, com ela, tirava brincadeiras.

Pegou uma das sandalias havianas
pela janela jogou
Foi obrigada  a voltar o carro
em uma loja de cambio parou
Sacou 400,00 reais
E por euros trocou.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mushup: We Will Rock in Black - Queen vs. AC/DC

Revirando os mushups do filme "Just go with it" (Esposa de mentirinha), achei essa clássica de pirar o cabeção. Minhas pastas estão atualizadas. Agora sim, ô beleza! :D


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brega Paraense: Recordar é viver.


Porque a sessão da tarde de hoje foi baixar, escutar, cantar e recordar as melhores músicas para se dançar: e é do antigo brega paraense que Talitas, Tutu e eu estamos falando.
E pra relembrar mais um pouquinho do show do Alberto e Edilson Moreno, no sábado passado.
Só sei que essa é a melhor pasta que tenho pra escutar. O nome? 'Bregas marcantes paraenses para dançar, cantar e lembrar dos bons momentos'.
Um pouco de domingo na praia
8 pessoas curtiram isto.

Mara,
você me deu um tapa na cara! (e não era pra ser rima rs). 


p.s.: Eu te mandaria uma mensagem com as respostas  mas suas perguntas são mais produtivas. Ainda estou refletindo e me perguntando sobre, obrigada por isso, desde já. Bjs.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quando acordei, de tarde, lembrei que...

Ela vestia um pijama azul, com cores azul, tom azul.
Era um quarto pequeno, uma cama singela encostada na parede, um cobertor branco.
Havia um notebook, uma mesinha, um coração inquieto super franco.

Na tela, uma mensagem. Alguém ia casar, ia ser pedida em casamento.
Nos seus olhos lágrimas, medo, aflição.
Fiquei curiosa, quis saber do que se tratava no momento.

Abandonou a mesinha, o notebook, a beirada do pedaço de cama em que estava sentada.
Arqueou a cabeça, jogou as costas no colchão, pôs as mãos no rosto, chorou feito condenada.

Minutos passaram, se recompôs. Ainda sob a cama, sentou colada a uma das paredes.
Dobrou os joelhos em direção do peito, colou o queixo.
Da cabeceira, roubou o celular. Escreveu uma mensagem de texto.

Era pra amiga? pra irmã? era pra Pretinha que contara a novidade.
Enviou. Continuou, no celular, a mexer.
Em seguida me mostrou porque chorava de emoção, o motivo de chorar de verdade.

"Casar" foi só o que consegui ler.
Falei pra ficar calma, "é uma coisa boa!"
Ela sorriu, disse: "tudo bem, já passou"
"Há males que vem para o bem", pelo menos foi o que filosofou
alguma certa pessoa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inimaginável

tentei cifrar
difícil é
de o tom pegar 
ouvido mouco 
só sendo um louco
pra desafinar
a letra alucinógena
pura poesia
melodia
pra quê ser massacrada?
por uma luante desembestada
principalmente ao ser tocada
no violão
só por batucada?   
Um dia quem sabe...