sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Vila Colorida

Que cidade linda. Cheia de cores vibrantes e quentes. É uma cidade viva.
Subindo a ladeira, de monociclo eu ia. Acompanhada das irmãs sorridentes, sempre.
Não lembro, anteriormente, de já ter sentido algo parecido: era uma mistura de paz, êxtase, realização, adrenalina, felicidade, emoção - assim, tudo junto.

Nunca havia pensado em conhecer a Índia e, hoje, conheci um pouquinho desse país baseado na "Vila Colorida".
Lá, nos comunicávamos falando em inglês. Ela era tranquila, poucos habitantes - um guarda de trânsito e uma banda marcial que encantavam as ruelas, abrilhantando o cenário, uma espécie de trilha sonora, embalando a viagem. 

Algumas lojas eram americanas. Adentrava em uma delas para comprar um Hub (?) para a Janna - ela precisava de um para seu computador; me dava U$ 60 e pedia que eu mesma comprasse pois 'sabia falar inglês melhor que ela' (?!). "Nada a ver", eu dizia. Mesmo assim, atendia seu pedido e conseguia comprar um. No balcão do caixa, pra efetuar o pagamento do produto, um cara ao lado puxava conversa, perguntava se eu era do Rio de Janeiro, e eu respondia em inglês que não. Ficava surpresa por sua pergunta, afinal como sabia que eu era brasileira? E com um português chulo ele logo disse: "é que eu já ir em Rio de Janeiro e gostar muito", enquanto apontava para minha camisa. Voltei os olhos em direção do meu queixo, estiquei a camisa pra baixo e só aí fui perceber e entender: a estampa da camisa tinha um mosaico de imagens do Cristo Redentor, bahianas, cuias de chimarrão, banana, samba, papagaio e muitos outros desenhos representando um pouquinho deste nosso país tão bonito.

Curiosa, me virei para o moço a fim de ver com maior nitidez sua fisionomia. QUE GATO. ESPANTO. Era simplesmente, ninguém mais, ninguém menos que ALEX BALDWIN!
- Mas você é o Baldwin, A-Alex Baldwin! - exclamei não contendo a surpresa.
- Hehehe desculpe, nem pude me apresentar, Alex Baldwin! - ele mostrava os dentes com um dos mais perfeitos sorrisos. (suspiros)
- Oi! - morta de derretida - e logo em seguida, pedi histericamente para que tirasse uma foto comigo.
E ainda com aquele português agringado, consentiu:
- Sim, com meu prazer! - e passou suas mãos pela minha cintura.
Quase morri!
*click*


Nenhum comentário: