O choque de realidade pela aprendizagem sobre o sistema bancário e seu funcionamento como um todo, algo que nem muitos adultos sabem hoje em dia e nem querem saber (inclusive eu), a perda brusca da adolescência, dentre tantos outros motivos, me fizeram chegar até a Dra. Bridgtish.
Quando ela me viu, perguntou a idade e pediu que eu falasse. A gente ficou se olhando por uns trinta segundos. A minha mente fervilhava, cheia de infinitos pensamentos. Mas não saía nada. Ela esperou que eu falasse e como não falei, começou a fazer perguntas. Eu não lembro muito bem como foi esse dia. É algo escuro na mente. E é a mesma sensação dos dois anos de estágio e do ensino médio - dos 14 aos 16 anos as lembranças são vagas e escuras.
Quase 15 anos depois, a impressão de estar vivendo uma crise de identidade e existencial é das grandes.
As pergunta que não saem da cabeça:
- Qual é a minha missão como ser humano na Terra?
- Qual o propósito de vida?
- Quem sou eu?
- Estou sendo eu ou estou atuando?
- Por que tudo dá errado?
- Qual o propósito da minha existência?
Socorr!