segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Muita calma nessa hora!

(E continuando o post anterior)
(continuando com Leoni...)

Ele diz:
"O mundo ao seu redor anda esquisito pra você
Falta grana, falta sonho, tá difícil viver
Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos
Você vê na tv o que já tinha imaginado,
A luz no fim do túnel é só um trem desgovernado
Às vezes você sente raiva, as vezes sente medo
Abaixa os ombros e respira fundo e conta sempre com os amigos
A vida é boa apesar de tudo
Pode acreditar no que eu te digo

Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora"


Vai te catar, isso sim!

(gritos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHRRR
(gritos irritantes)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH
(gritos raivos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHG
(gritos)
AAAAAAAAh.

Pronto.
Passou! :D
é a pós-tpm, é normal.

E sim, já rio. Não é que passa mesmo? L-e-g-a-l!
Só falta passar um troço chamado virose, que agora, habita este corpo.

(8)Agora mexe com a mão na cabeça... rsrs


Bjuuus


Obs: Janeiro continua. Continua de uma forma tão legal, mas tão legal, que acabo ficando em dúvida sobre muitas coisas. 
Seria o "mundo bão, Sebastião?"
ou seria o mundo um sabão? (continua)

É proibido sofrer!

Daí o Leoni vem e canta, aos pés dos meus ouvidos, a minha trilha sonora:

"Sorrindo com uma lágrima nos olhos
Em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão
Te convidam pra dançar
Dá pra rir e dá pra chorar"


Essas contradições fazem parte de mim. 
Eu não seria eu sem esses meus antagônicos sentimentos.
Em uma hora, estou bem, bem, bem, beeeem, mas bem mesmo.; e, uma hora depois (ou menos, ou mais) estou chata, chata, calada, fechada, de mau humor, dando patadas, e chata novamente. E em um outro instante, quem sabe meia hora depois, estou ali, em outro canto, rindo, conversando, dançando. #NãoÉPraEntender
Sua desequilibrada! Quanto desequilíbrio! Mas um desequilíbrio necessário. Preciso dele e ele de mim - eles, de mim. 
E se "você vive com a impressão  de que isso nunca vai passar", "dá pra rir e dá pra chorar!", e dá pra comer, beber, dançar também!


Kisses
Love and peace!
;*

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Liberdade: Abriu os olhos..."

Abriu os olhos.
LIBERDADE!: a sensação da alma leve, pairando no tempo e espaço, infindável de possibilidades.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira  o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.

Gostara de brincadeira , mas assim como  o tempo se passaria, o espaço, seu espaço se modificaria. Agora, tinha de escolher um, não depois: "- agora!", dizia o taxista que acompanhava.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
Qual lugar? Ir pra qual lugar quando se tem o mundo à tua espera?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?

- Aeroporto! Siga para o aeroporto! – disse ao taxista, e meio segundo após silabou um "Não!" desesperado.
- Não! Tenho medo de altura - é rápido, mas tenho medo – pensou subitamente consigo mesma:
- Ora, sim, minha senhora, decida-se! – era o taxista, bravo já com a situação de andar pra lá e pra cá sem algum rumo se quer.
Ela, agora já decidida, implorou:
- Por favor Senhor, não me escute mais, apenas siga para o aeroporto. Ponto!
Ponto. Isso. Decidiu. Estava decidida, ela iria para o aeroporto.


...continua. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Trechos de Livros - Hermann Hesse e Pablo Neruda

"Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos."

"Poderia contar muitas coisas belas, delicadas e amáveis de minha infância; falar da aprazível segurança paterna, do carinho infantil, da vida simples e fácil no ambiente caseiro e luminoso e caro. Todavia, só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. Deixo resplandecer na distância todos os pontos de repouso, ilhas encantadas e paraísos, cujo sortilégio provei e aos quais não desejo voltar."
 

Os dois primeiros trechos são do livro (ainda sendo lido) Demian de Hermann Hesse.
Impressionada com esse cara, com os personagens, com as histórias. Eu realmente pélo esse tipo de leitura, esse tipo de escrita, de história existencialista.
E por fim, este último poema é do Pablo Neruda, um poeta chileno, chamado Coração Amarelo.
Coração amarelo, por algum modo me simplifica, me chama atenção.
Sem mais,
besos.

"De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o
coração amarelo."

P.N.

Feliz Ano Velho: raspas e restos

Eu vinha de Santarém, quando escutava no rádio do carro a música "Maior abandondado" do Cazuza. Fiquei prestando atenção na letra, viajei um pouco também, e hoje, achei no orkut esse texto:
"Raspas e restos, me interessam, me interessam"...
Estava ouvindo essa música um pouco depois de ler sobre ela,
pensei em responder, mas vi que seria algo muito complexo
para resumir em tão poucas linhas...
Acreditei sim,
por um instante que,
o que sobrou da gente eram apenas "raspas e restos",
quis acreditar nisso, talvez, apenas para "fugir da dor".
Gritei ao mundo que você era dispensável,
que não sentia mais nada por ti,
que seu olhar, quando cruzava com o meu,
me fazia esquecer tudo de mal que você tinha me feito.
Queria que o mundo acreditasse,
que eu sou mais forte,
que meu orgulho era mais forte,
que eu era fria.
Tentei desesperadamente te matar do meu coração,
te expulsar, em uma tentativa quase que sem ar,
para não sofrer novamente.
Te pintei como meu bandido da minha história,
o vilão.
Me entreguei a outros olhos, outros abraços, outros beijos,
só para fugir, nem que um instante,
dos teus olhos, teus abraços, teus beijos.
Você é minha raspa, meu resto!
Sim!! Era o que minha mente queria,
era o que ela implorava que você realmente fosse,
justamente, pelo meu coração,
sentir-se apenas como uma raspa, um resto para você.
Mas, quando resolvi não fugir mais do seu olhar,
descobri o que meu coração gritava
e eu não queria escutar,
não queria escutar que você ainda vive aqui dentro de mim
e, finalmente, meu coração e minha mente puderam ver,
que eu também vivia dentro de você..."

Renata Belisqui
04/02/2009
...
E só posso resumir que um orgulho maldito é um orgulho orgulhosamente orgulhante.
Não sei o que escrevo, não sei o que sinto, não sei que sensação estranha é essa, não sei o que leio,
mas isso,
esse texto,
essa música,
esse trecho,
mexeu comigo,
e mexerá até sabe-Deus-quando.

Só espero que passe,
pois afinal,
tudo passa.
Uma amiga sempre brinca dizendo: "tudo passa! o ferro passa, e a até a uva-passa!",
então,
deve passar!
;)
Feliz Ano Novo,
galero rsrs
Peace and love in the
eARTh!
=*