segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu quero, eu sou!

"Atiça, provoca, inibe, fascina e desconserta...
Quero um misto de doce com amargo, forte com o fraco, puro com o vulgar..."  @le_nantes

Chorare: tinindo!

"Você roubou meu vídeo cassete
Pensando que eu fosse o controle remoto
Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
É melhor desligar"


Eu leio alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Eu vejo alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Escuto alguma música e me vem uma vontade louca de chorar.
Eu olho para alguém, para que me 'salve' dessa alguma coisa, mas só me dá vontade de chorar.
Então concluo que o melhor é externalizar escrevendo em páginas brancas, como agora e, de repente, sinto um caminho vertical aguado escorrendo pelo meu rosto. É o choro, droga!
E o melhor é desligar, foi desligar, tentar desligar. E por quê não consigo desligar? Eu quero desligar, tenho que desligar, quebrar o controle remoto, e o video cassete, também, por que não?

Alguém tira minhas baterias, ou me desliga, por favor?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Enfeite-me!


O medo é a pior forma de verdade - que você sabe dos riscos que pode vir a ferir e, mesmo assim, arrisca. Arrisca ficar com medo. Arrisca buscar a verdade. Arrisca a verdade tendo medo, ou tem medo da verdade? Que coisa desgraçada, não? 
Ontem, escutei a seguinte pergunta: "Tu tens medo?" 
E o pior: eu nem soube responder.
As possibilidades de respostas eram de apenas, 50% pra sim, ou 50% pra não. 
Fiquei calada.
Fico calada.
Então vem o pior, o seguinte ditado: "quem cala, consente". Sendo assim, caramba, tenho, tenho medo,e muuito.
Tenho medo de me machucar, principalmente. Mas aí vai a real: eu quero enfeitar você. 
Como diz a maior compositora existente na face terráquea, @vanessadamata , a partir de hoje:
"Eu só quero cantar, gozar e gastar da vida.
Eu só quero um cafuné, um cobertor de orelha fixo.
Neste inverno tão rígido fingir que acredito em você.
Eu só quero me perder, eu não quero este poder.
Chamar o sapo de príncipe, comer você de manhã.
Eu quero enfeitar você!"

Será que existe alguém que queira enfeitar-me, também?
#dramaon

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Próxima, próxima, próxima


"Você me dá muito pouco e eu vou embora.
O que você me deu vou jogar fora.O que presta pra mim é afeição.Eu vou tentar ser bem mais competente na escolha da próxima paixão (meu bem),
próxima paixão (meu bem), 
próxima, 
da próxima...


Não chore, homem!"

Vivece

A partir de hoje minha gentileza e bela maldade adormecidas aflorarão.
Precisava dizer isso.
Valeu.

Ex pêra maçã

Leva a alma sã
Sabiá do canto teu.
Tamanha solidão que doi
na maçã do rosto, escreveu.

um último beijo,
última lembrança
em forma de texto
ficou marcado
o rosto, a maçã e a palavra
um choro de criança,
que dançava,
e trançava,
no solado.

Nessa história há quem só lamenta,
senta a mente
sente a menta
não acreditar em um sentimento,
ou em um time descente,
ao léu no escuro aumenta.

a fé da santa,
vendo o mel em sofrimento,
vento oco, logo trouxe
o sabiá que te canta
no rosto da maçã doce,
tanto descontentamento,
palavras pela manhã de agosto.
na leve alma sã, de um rosto,
e o cheiro de hortelã,
tem gosto,
eis então um suposto.
suspeito pela solidão,
já que o ex crê no que vê,
interroga:
- do que mais gostava, então?
- me doi a lembrança do último beijo.
que droga,
gostava até da sogra,
de menta,
requeijão,
de amor,
desejo.

o rosto, a maçã, a palavra, a alma.
quatro que divididos em dois,
numa matemática errada,
não restara depois,
nada,
nem marmelada.

como assim, crê no que vê?
é planejar o que saberia.
se sabe ler e escrever,
pode muito bem ter,
na maçã do rosto escrito,
fingir um suicídio,
e agora, a sete palmos, dançando
aparece alguém chorando,
e o leite derramando,
levantando falso genocídio.

- que triste fim, quase escapo
não fosse o mal vencer a melhor
- lava a cama, pega o sapo
ou a rã,
qual for o pior.
O sol nasce quadrado,
para aqueles que escrevem errado
no rosto da maçã.

não se diz "leva" como recado,
de quem parte pro outro lado,
ao não ser que seja assinado,
como o crime do padre amaro?
cheio de conceito pré existente
de um preconceito presente,
onde o que se colhe,
planta,
por isso, não me espanta
ousadia tanta,
para a dor de quem escolhe,
perder alguém por uma janta.
até por que não acalanta,
o riso, o choro, a alma, o já,
o sabiá até que canta,
mas a alma, o rir e o chorar,
não tão cedo voltará
a habitar,
neste lugar,
que tanto no solado havia de dançar,
bailando feito criança,
e do rosto resta a lembrança,
e a marca de uma trança,
que no céu agora há de voar.

em 17/11/2010 por S.F.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pelo menos não torrou demais.

"O amor é fogo que arde sem se ver".

Esse é um dos trechos mais famosos de Luís Vaz de Camões. Utilizo-o porque talvez seja a frase mais perfeita para retratar meu estado nessa última semana, digamos, não tão legais assim.
Então minha doença era amor, se chamava amor. 
Uma semana e um dia de febre de 40º C , não é pra qualquer um.
Alguns diziam: 
- Meu Deus, você está pegando fogo!
- Tua mão tá muito quente...
- Pode até tomar um banho pra tentar esfriar o corpo.
E quando a febre passava, era aquele calor inexplicável.
E nada se viu. 
Não se viu o fogo, mas me vi arder a ponto de não suportar a própria respiração - de tão quente!
Então, deduzo que Camões seja o meu médico. Não sei se acertou, mas foi o diagnóstico mais coerente para tal. 
Portanto, doenças como o amor deveriam ser extintas. 
Se sofro do coração, do fígado, do estômago, da coluna, muito melhor que sofrer de amor, que arde como fogo e não é vista, nem reconhecida. É uma doença injusta, egoísta, hipócrita, fugaz.
Ainda bem que meu médico não é Camões - estar doente por amor seria simplesmente horrível. 
Por isso, dizer que estar com febre é bem melhor. 
Então é isso: estou com febre, muita febre. 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre o eu infinito

Quem sou eu?

Alguns fatos, relatos e, ao final, uma pergunta.

Eis o pior e o melhor
Me quer e sequer.
É a que chega e vai embora
É o depois ou pra agora

Espera ou desespera
É oito ou oitenta
Às vezes quieta ou demais arteira
Se não distrai, está atenta.

Deste lado a serva vinha
Leite condensado,
sal e limão.
Com o verso, conversa e canta,
dança, 
cansa,
perfume lança.

Fosse a grafia tua na tela
fotos, quadros, rabiscos em aquarela
pouco é exagero do muito
Brilho eterno, luz no escuro
anda na areia, pula o muro
para de graça, é brincadeira
é sério, verdade, eu juro.

Vento temporal
chuva vendaval
bem-me-quer ou mal-me-quer
quem eu sou, 
ou 
quem você é?

Sobre um fim de semana qualquer

Tinha tudo pra dar certo: pais viajaram, carro na garagem, casa à vontade, reinauguração da boate, e... nenhum amigo ou amiga disponível pra compartilhar de tudo - sair, conversar, dançar... sacanagem!
O sábado pareceria perfeito se não fosse o simples motivo: falta de parceria.
Uns estavam na fazenda com a família, outros pra praia, outros escarraram na maior cara dura, outros marcaram um vinho e, no final, houve um desencontro. Os outros, que outros? Acabaram as possibilidades, o fim de semana vai ser horrível, o sábado vai ser triste como ontem, sexta, e assim como antesdeontem, quinta, e assim como tantos outros dias.
Eram dez da noite e as duas irmãs entraram num consenso: vamos para a orla tomar sorvete, de lá a gente vê o que faz, beleza? Beleza!
E fomos. Foi peculiar, diria. Agradável, escutei minhas músicas favoritas, banda favorita, encontrei fãs, e reencontrei o acaso. Ops! - por isso que nada planejado dá certo, se fosse planejado, não teria dado, pelo menos. No fim, diria que fora um sábado bem proveitoso, diferente do normal. 
Introdução: vinho suave 5 litros
Objetivo geral: beber o vinho
Objetivo específico: não beber vinho sozinhas
Metodologia: sair na praça a fim de encontrar algum amigo(a)
Resultado: encontrado um amigo e o primo dele
Conclusão: retorno à casa às 7 da manhã do dia seguinte?
Bibliografia: Atenas, Esparta, Demolay e Cover cantor sertanejo
Anexos: sem fotos

To be continued...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perdidos achados: do fundo do baú?

Ah o amor!
O de pai e mãe,
netos e avós, 
irmãos e irmãs.
O de afilhado,
os de colega de trabalho.
Os vizinhos da rua,
do bairro, 
de cidades,
estados...

Ah, amigos!
Aqueles que vivem no nosso presente,
que nos presenteiam com belos sorrisos,
abraços, sentimentos...
Estão sempre ao nosso redor,
mesmo que magoados e sentidos...

Uma vez, lembro-me bem,
estava triste e abatida,
procurei consolo, palavras amigas,
e por minha sorte? 
você, minha amiga, contara-me uma notícia,
grande notícia!
Entusiasmos e felicidades,
e eu entristecida.

Desde tal momento,
calada fiquei.
Vibrando pela grande
vitória, por ti conquistada,
mas chorando, por cada lágrima derramada.





2006. faculdade. sala de aula. alguma matéria chata. alguns escritos. alguns escritos inacabados? 
Queria tentar relembrar sobre o que era isso, pra tentar terminar mas vai ficar desse jeito, oras.
to be continued? yeah! change too! rsrsrs



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sweet dreams, again: talvez...

Tantos sonhos, rum.
Hoje foi a vez de sonhar com o Mateus, um escorpiano que tá, só, lá do outro lado do país. Bateu uma saudadezinha. Talvez dele, talvez dos momentos, ou do lugar, ou desse tempo...
O senti bem próximo - podem exagerar na ambiguidade, não me importo porque o sonho foi beeeeeeeeeeeem legal.
Então fui no orkut, o procurei nos amigos e deixei um recado PRIVADO hohohoho. Talvez, ele compartilhe com o pessoal da república que mora, mas e daí? Conheço todos mesmo, sabem dos fatos - as meninas, uns amores, até ajudaram na festa de Bagé. E o Fran? Futuro ex-quase-cunhamigo eiauehaiuehaea
Anyway... Sem mais delongas, cansada a lot pelo quarto. Não vejo a hora de vê-lo ajeitadinho. Amém!

Peace and love in the eARTh
Kisses
xxooo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Era uma vez.

A reencarnação e a imortalidade são dois conceitos que significam mutuamente o mesmo. Devemos sempre interferir no que podemos e abandonar aquilo que não nos deixa interferir. Seguimos assim o nosso destino e caminhamos para um conhecimento total do que somos e para o que somos, porque vivemos para o infinito e não para o momento.

So just leave me alone!

Sonhei com o Rodrigo. (espanto) (pausa)
Foi extremamente peculiar, surreal, irreal,  na verdade. Então deixa-se quieto: ele lá, como amigo relapso, e eu aqui, idem!
No mesmo sonho, estava numa escola de muitos andares, escadas em espirais, livros, uma estante cheia de livros. Identificava um da Thalita Rebouças e pegava. Depois o largava ao mirar num caderno memorável de capa rosa. Peguei. Ao puxá-lo, oh meudeus: era o meu caderno de zilhões de anos! Altas poesias, textos, confissões... Peguei. Corri. Como pudera ter parado ali? Quantos já não havia lido? I can't believe... 

- Pula pro outro sonho

Cenário: praia, trapiche, ruas, casas
Estava indo para uma escola (escola?escola? tanta escola assim... medo!) e um cara corria em minha direção. Ele me esfaqueava. Porém, eu conseguira tirar a faca da mão dele e o matava: facada mortal no estômago? talvez no coração, não tenho noção de direção.
Isso acontecia umas três vezes seguidas. E eu era sempre esfaqueada, na última, por sinal, tivera sido a pior. Me senti morta. É super estranho, diria que legal, mas não é, porque voltei e o matei. Pra ver como é: até meu espírito é vingativo. E eu nem sou tão vingativa, ou talvez não demonstre, não é?
Depois sonhei que estava na casa alguém e o vizinho dela me chamava pra conversar. Perguntava-me:
- Qual a diferença, o que você vê de errado na política?

Silencio por alguns segundos, e:
- Pra começar, os políticos são paternalistas. As pessoas dependem deles pra tudo, pra qualquer coisa. Em segundo, não administram, não sabem administrar. Em terceiro, são redundantes: se são más caras, pra quê máscaras? 

Não lembro o resto. 
Vou verificar quem sou das épocas passadas, depois pintar a selva amazônica do quarto. 

Peace and love in the eARTh
=*

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sobre o verbo: esperar.

Revirando os 'rascunhos' em meu e-mail, o título deste me chama a atenção. Abro. Leio. Segundos depois, abro um sorriso. Não é uma gargalhada é apenas um riso, leve sorriso. Me espanto com minha incrível e notável capacidade de ser exagerada, toda cheia das hipérboles, ou quando não, sempre variando de um extremo a outro: quando não é 8 é 80.

"Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calada"

Era só isso. Só isso. Sim, essa simples frase salva no e-mail que me fizera ri desmascaradamente de mim mesma. Boba! 

Então, realmente, eu espero - tem que esperar, não é Sidarta?
"Pensar, esperar e jejuar"
É o presente, passado e o futuro nos interligando.



Om: a-u-m
Peace and love in the eARTh 
;)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Espanar a poeira

"É curioso observar, Suede, como muitas vezes passamos dias, às vezes até meses e anos mergulhados numa chateação ou ressentimento. Remoemos aquilo, até que de repente - bum! - a coisa passa. Em geral, são nos ciclos positivos de Marte com a Lua que a pessoa simplesmente "espana a poeira" e se livra de emoções chatas que não lhe servem mais. E este momento, para você, é agora! Daí a importância de, neste momento, conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É um bom momento para o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores."

From the bottom of my broken heart

I dont know what to happens. It's not me, just dont know myself!
I can't keep going on. Why? Dont know. What the hell happenin? Really, I dont know what's going on!
Don't know how and what to do with my life. Just, I fell like that is nothing enough. Tell me what to do, please, I need the answers!
I can do the anything possible, but somehow, I cant! I cant get keeping the my life...
really sorry!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ô Ana Júliaaaa

Hoje, após 4 anos, basicamente uma eleição ou uma faculdade, tenho o prazer de parabenizar uma das minhas "amêgãns" mais notáveis:
- O que você não come?
- Só o que não me dão.

- Amegãn, e sua escola não vai desfilar? (no 7 de setembro)
- Não, minha escola não é passarela!

- Qual o nome do teu cachorro?
- É Docinha.
- Docinho, ah, das meninas super-poderosas... ?
- Nãaaaaaaaaao Suede, é DocinhA! Docinho é pra homem, Docinha é pra mulher, e ela é mulher! É Docinha!

Então tá! rsrs

Essas são apenas algumas das várias pérolas e artimanhas de Ana Júlia, antes Careca, agora... cabelo de cuia  hehe
Beijão para o ser mais doce, inteligível, notável e FALANTE da face da Terra.

Parabéns amiuga.
=*

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Velha Infância

Quando eu nasci era do tamanho de uma abelha. Agora, a abelha que nem é rainha e nem tem mel, vive no mundo da lua, olhando pra lua, com a cara na rua, que só insinua...
Ahm?

Em meio a uma selva de pedra, tenta sobreviver nesse mundinho doce, amargo, venenoso, porém singelo, em cores preto e amarelo.

Se antes ela gostava de desenhar, dançar, falar,  nadar..,  hoje não gosta de fazer nada - a não ser ficar imóvel, estática, para que não gaste suas energias e sirva de estátua para alguns outros insetos.

E como ela era, jaz uma dor que come ela, na infinita cor amarela, da panela, da tigela, a doçura a transformou numa seriedade patética.

E viva o mundo animal, viva a natureza humana, viva os insetos, as lombrigas e aqueles que não tem identificação própria também.

VIVA!





quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Paperback writter - Alguns escritos

Escrever é cansativo. Pensar, porém, é pior.
Mas a vida continua e eu gosto disso.
Vanessa da Mata já disse: "Se há dores tudo fica mais fácil", então, vamos sentir dores infinitamente, certo? Lógicooo!

Apesar de estar 'pôdji' ultimamente, aos trancos e barrancos ando e persisto. Persisto porque quero escrever um livro - e sobre escrever um livro, sim, é tão difícil, mas eu quero. Quero porque é nesse momento, na hora da escrita, que me satisfaço e excito puramente. É tudo tão extraordinário, que se pudesse viver disso, viveria!
Me desejem boa sorte!

Enjoy and have fun, folks!
Peace and love in the eARTh!
Bjãoo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

I can feel in your power♪

Então a felicidade foi embora.
Diz, que foi.
Eu nem sei.
Foi?
Sim. Maria Felicidade, esse era seu nome. Incrível uma pessoa se chamar "Felicidade", não é? E mais ainda trocadilhar: a Felicidade foi embora.

Então,
até!


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ontem, em uma certa hora, percebi tal sentimento. PQP!

... E, então, visitando um blog, li:

"Sinto falta de um amigo. De um amante. De um confidente. Daquela pessoa que combina tudo num encaixe mágico e único. Sinto falta de ter. De ser. De haver. De poder. Sinto falta."


Esse negócio de amizade colorida, realmente, não dá certo! 

Ponto.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Assim correu Doraci.

"Doraci tinha uma dor. 
Quando a dor era maior,
Doraci dormia.

Dizia
"dores são para fracos," 
mas fracos são dormentes,
Ou a mente é que dá dó? 

Talvez dormir seja o melhor, 
tanto para fracos, quanto para dormentes, 
quanto para a dor.
Ou não?

Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a dor,
por isso a dor em mim,
por isso o dormir...
por isso dá dó,
e dá pena,
de Doraci.

Ser tão dormente,
que pra si mente,
e a dor que não passa, 
só cresce, cresce, cresce,
de repente.

É uma semente,
que brota da mente, 
da demente,
dormente.

Que sente a cor, 
que sente o pó,
que sente o nó,
da corrente.

Da dúvida da corrente sai o pior,
ter de escolher uma vertente,
se é frio ou quente,
estar triste ou contente.

Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a corda, 
por isso a cor,
por isso de cor, 
decora a dor.

"E da pena a asa voa,
inexistente pássaro cria".
Doraci que tinha uma dor, 
que era maior,
que era semente, 
plenamente agora dormia."
  


Em 05/05/2010 às 16:11h por S.F.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

4TETO: Para tudow: kkkkkk

Dammy   diz:

 poise mana
 essa novela do meu tenis ja ta pilhandooo
 pq tu sabe neh mana o sistema é bruto o laço é curto a pegada é forte e o movimento é sexy!
 e o piorrr tu ainda vai ter que me aturar hj
 lalalalalla
 te viura! =P



Suede Fernanda diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

domingo, 25 de julho de 2010

♪Marquei um ISSO, um ISSO, um ISSO no meu coração...

Meus dedos seguem o rumo. Um rumo que, às vezes, nem é o que estou, de fato, em mente, escrevendo. Eles, meus dedos, simplesmente, tomam de conta do teclado e o que realmente estava pensando em digitar, não é digitado. Falando nisso, não é e nem era exatamente isso o que queria escrever.
Estava visitando blogs e twitter's, lendo algumas coisas, e meu deu essa vontade louca de escrever. Talvez seja porque tenha passado a tarde no shopping Bourbon assistindo filmes, babando inúmeras vitrines - sim, neste momento estou em nada mais, nada menos do que na capital gaúcha, Porto Alegre. Não é, assim, lá essas grandes coisas, do tipo "óooh que cidade!", mas tem sim sua beleza, isso reconheço, e como tem. E como falei em vitrines pode ser justamente isso, o fato de ter ido numa livraria e, por alguns grandes instantes me pegar sonhando que nadava em todo aquele acervo, e até me imaginar morando ali, acordando e dormindo sentada num banquinho, tendo nas mãos um livro, e o lendo com bastante calma, depois outro, e assim um por um. Mas isso é sonho mesmo, então 1,2,3, toc toc, acorda, acorda, já acordei.
Voltando ao que estava resenhando, chego aqui, nessa tela em branco e-só-me-sai: isso! Que vergonha, que passatempo!
O curioso é que, nesses tempos em que fiquei 'fora' de mim mesma e da minha cidade-natal, antes de dormir, imaginava (e ainda imagino) estar digitando, escrevendo no blog. Até aí, normal, talvez muita gente faça isso, esse tipo de coisa, mas a pior parte e a que realmente vai deixar na curiosidade, se tiverem coragem e tempo pra ler algumas das obras-primas, é justamente essa: os escritos (pensados) dormiram junto comigo (e sumiram). Quanta bocózisse(o)!
Digitei e escrevi tantos livros, histórias, capítulos enquanto esperava o sono, e olha só em que isso deu: em nada! N-A-D-A! Nada tenho palpável e olhável hoje. Era pra ter, ao menos, algo memorável pra por aqui, lembrar de algo, e: nada, não tenho nada, só isso. Argh, tsc tsc tsc.
(Isso tudo soa tão estranho porque adoro escrever. Sou daquelas que não pode ver qualquer coisa que escreva, e qualquer coisa que seja escrevível, que anota qualquer coisa, em qualquer lugar.)
E agora, nesse momento, espero o amanhecer, o entardecer, o anoitecer, e mais um amanhecer e outro entardecer. Espero por Segunda-Feira ansiosamente, a tarde, mais especificamente. Que ânsia, meu Deus! É isso que dá a tal da saudade. Eu que sempre quis sair da minha casa, do meu canto, da minha cidade, não vejo a hora de voltar pra ela, me aconchegar em seus braços, estar em meu lar. E só me sai, isso, essas porcarias dos meus dedos - ou da minha mente, que saco!
Mas não é pra se desanimar (e nem que eu me desanime, amém!), pois continuarei com isso: a mirabolar histórias e capítulos com letras palpáveis, textos 'in my mind', contados como verdades e mentiras. Continuarei a vir aqui, talvez pra produzir algo como isso, ou transcrever algo, melhorzinho, afinal, convenhamos que tudo isso aqui tá uma merda, e como dizem os gaúchos "vá te catar" - neste caso, que eu vá me catar, porque francamente...
Não é pra entrar em desespero, estou apenas abrindo alas para o novo. Dou adeus ao que me vê, ao que me veio, ao que conheci, e findo, apenas, mais um capítulo de minha vida - isso, de meu livro. Dou adeus à vocês chorando, mas sorrindo por saber que vou revê-los, novamente. Feliz por saber que um pouco de cada vai comigo. E, sei que de mim, um pouco do que sobrou - lembranças, histórias, fatos, atos e fotos, serão levadas pra sempre em seus corações.
É como diz a frase de uma música (Adeus você), dos Los Hermanos; é como diz Camelo (o Marcelo - e eu, a íntima, até parece isso mesmo rsrs - ê sonho):
É bom, às vezes se perder, sem ter porquê, sem ter razão. É um dom, saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, meu bem, pra que minha vida siga adiante... pra que minha vida siga adiante...♪

E agora, pra findar assim com isso, termino com o começo dessa mesma música:
♪Adeus você, eu hoje vou pro lado de lá!;

ou talvez, com o refrão da música do Titãs:
Isso, isso, isso...;

ou como o Chaves dizendo:
"isso, isso, isso, isso";

ou, simplesmente, como as mães sempre dizem para os 'quietos' filhos, naquele tom bem selvagem, como um grande ralho:
"para já com isso, rum!"

Então tá, parei...
...com...
isso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

E-mail for Diary

I just wanna go home - 16/06/2010

"Os dias estão estranhos. Ultimamente as semanas, essas últimas semanas têm sido estranhas.
Domingo foi o pior deles, assim como hoje e ontem, e provavelmente como o de amanhã, depois, depois e depois.
Mas eu aguento, tenho que aguentar, não é isso?
Tá foda!
Sorry, pelo termo chulo, mas que tá-tá e muito.
Quero muito sentir Itaituba, ver aquele belíssimo rio Tapajós, ver aquele sol ardentemente quente, aquele céu brilhantemente azul, as nuvens limpidamente brancas.
Eu quero ir na missa de manhã no Sagrado, eu gosto daquela comunidade;
Eu quero escutar forró e dançar até os pés doerem;
Quero comer peixe e farinha de verdade, um churrasco assado pelo papai, uma galinha caipira feita pela mamãe, uma cuia de açaí, vatapá, lasanha, hum...
Mas, principalmente, acima de tudo quero muito quero muito sentir, ver, conversar, abraçar, beijar minha casa: ver minha mãe, meu pai, a Tutu, a Liane, por incrível que pareça, saudades da pizza dela; o vovô e suas histórias, a Ana Júlia, aquela pequena ser falante, meus tios, minhas tias, o Scott, as amigas da minha mãe, Tia Sula e tia Marilene, das festas que tem lá em casa sempre, dos cafés da tarde então... humpf.
(...)
Eu quero Julho e um pouco de Agosto, mas acima de tudo, eu quero isso. Nem é tanta coisa, é? É pedir demais será?
É um martírio ver todo mundo indo pra casa, nessas duas  semanas que não tiveram aula, e você aqui, longe de tudo e de todos.
Mas enquanto isso, fico nisso, fico assim.
Ainda bem que bloquearam o orkut, pelo menos não vejo fotos.

(...)
Ultimamente tenho sonhado com o meu trabalho em Itb. Mas eu não consigo enxergar muita coisa, é como se fosse algo de dias, somente, e pronto.
Sonho também chegando de algum jeito em Itaituba: avião, barco, balsa. Ruhum...

Tá bom de lamentações.
Pelo menos algo bom: o Brasil começou bem, não tão bem, mas ganhando.
Onde tu assistiu o jogo?

É isso.
Aqui me despeço.
téee
=*

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dois pássaros na mão

Ela estava aflita, triste, infeliz. Saudosa aos extremos. De repente, em apenas um fim de semana, não soubera o quanto de surpresas a aguardavam, afinal, a vida é uma caixinha de surpresas.
 
continua... >>


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segunda-feira, 14 de junho de 2010

♪A Hora da Estrela

"Todas as madrugadas ligava o rádio emprestado por uma colega de moradia, Maria da Penha, ligava bem baixinho para não acordar as outras, ligava invariavelmente para a Rádio Relógio, que dava "hora certa e cultura", e nenhuma música, só pingava em som de gotas que caem – cada gota de minuto que passava. E sobretudo esse canal de rádio aproveitava intervalos entre as tais gotas de minuto para dar anúncios comerciais – ela adorava anúncios."

A Hora da Estrela - Clarice,

Hoje musiquei este trecho do livro de Clarice junto com a Jennifer.
MUITO BOM! Depois coloco do jeito que ficou, a adaptação certinha. Haja talento pra muito ócio!

Como um dia de domingo...

"O pior momento de sua vida era nesse dia ao fim da tarde: caía em meditação inquieta, o vazio do seco domingo. Suspirava. Tinha saudade de quando era pequena – farofa seca – e pensava que fora feliz. Na verdade por pior a infância é sempre encantada, que susto. Nunca se queixava de nada, sabia que as coisas são assim mesmo e – quem organizou a terra dos homens? Na certa mereceria um dia o céu dos oblíquos onde só entra quem é torto. Aliás não é entrar no céu, é oblíquo na terra mesmo. Juro que nada posso fazer por ela. Afianço-vos que se eu pudesse melhoraria as coisas."

QUERO MEUS DOMINGOS DE VOLTAAAAAAA!
Dia de missa, dia de acordar cedo pra ir pra missa.

Dia de passar o dia com a família, fazer o almoço, comida farta, mesa super variada.
Dia de ir passear na praça, comer churros, tomar sorvete, ter a família por perto, e encontrar com amigos e bater aquele papo gostoso.


EU QUERO!
Ai Meu Deus ♪Como eu queroooooo♪


Amém, que assim seja. Obrigada!
Até!
Kisses

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mochilão: Carona

Meu caro,
esta cara que tem cara, só cara, pede uma carona porque as passagens estão muito caras.
Se eu estivesse na Caras com certeza não precisaria meter a cara nisso. 
Aproveitando o dia dos namorados, e uma vez que estou sem, bem que o cara que me desse a tal carona pudesse ser um cara legal, confiável ao menos. 
Estou no aguardo.
Obrigada.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Prova de fogo: Fonética!

Tô feliiiiz!
Na primeira prova, que valia 3.0 pontos, tirei 2,6. Uoooow!
A matéria? Ah, é só a que mais reprova de todos os semestres: Fonética!
Pô, que vengan las otras entonces.
Só sei que em Julho quero, se Deus quiser, tá no lado oposto do país: Itaituba/PA!
 
Besos! hasta luego e buenas noches porque tengo una prova de Español ahora!
=*


QUER NAVERGAR COM MAIS SEGURANÇA? VEJA AS DICAS DO INTERNET EXPLORER 8.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quem precisa de poética...

... quando tem maior com sétima?
E eu?
Ah, eu jogo tudo na fonética. E pra soar bem, e soar bem tem que ter: samba!

Por quê?

Esse samba não fede nem cheira, não importa se é besteira ou, se é coisa inteligente.
Ele não protesta e nem critica, se a rima é pobre ou rica ou, tão pouco coerente.
Nessas horas eu nem me preocupo se causei algum estupro, a tal da língua portuguesa.
Até porque ela dá uma relaxada e nem reclama de nada, é só usar bem as palavras e um pouco de gentileza!

Escutando muito Ludov, Roberta Campos, Lulu Santos, Maria Gadú, Nós4, Ratto, Banda Gentileza - muito brasuka.
Estudando muito as letras de tudo isso também.
ADORO!


Bjones!
=*


p.s: baseada na música "Maior com Sétima - Banda Gentileza" - RECOMENDO!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

4Friend: congratulation!

Para os solteiros - e solteiras, nada melhor do que férias e Carnaval pra, digamos, desestressar (ou desencalhar), namorar, tiltilzar, etc.
Ao que bem acontece no Brasil, dizem que o ano só começa após o carnaval, então, trabalho e vida escolar começam a pesar nas costas de, nós, pobres, teimosos e insistentes brasileiros. Por conta, torcemos para que haja algum feriado (ou vários) meses depois. Mas, a pior parte dos feriados é depois do "Dia das Mães": o Dia dos Namorados!
Hoje, mais especificamente, quase aindagora, vejo um breve depoimento de uma grande-chefe amiga: "então fique + bege: tô namorando!"
CARALHO!
Te desejo muitas felicidades pessoinha. Tu mereces muitíssimo isso!
Alguém de nós, pelo menos, pra receber presente no dia dos namorados rsrs
Salvaste a pátria!
 
Bjão
=*
 



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Bariloche/Argentina

Es una ciudad situada en la provincia argentina de Río Negro a lo largo de los Andes en la frontera con Chile. Está rodeado de magníficos Hualpi lago Nahuel que la lengua de los indios mapuche, que habitaban el lugar, significa "El Salto del Tigre" y colinas, Tronador, con más de 3.000 metros de altura, que bordea el Chile.De ahí surgió el nombre de Bariloche. La palabra "Vuriloche", que en la lengua nativa significa "gente de detrás de la montaña." Esto se debe a sus habitantes originales, los indios eran del otro lado de la Cordillera. Debido a un error de ortografía, ya que en español la letra V se pronuncia como B, el nombre del pueblo se registró como Bariloche.

La ciudad cuenta actualmente con alrededor de 100 000 habitantes y alberga un museo espectacular, que se acuña en el portal de entrada exuberantes, cuya construcción se asemeja a la de ciudades alemanas y austriacas, y este panorama amplio de las casas de la ciudad, protagonizada en el aire de una arquitectura civil . Está presente pasado de la ciudad, sus descubridores y cultivadores de la cultura "Mapuche", donde el pasado se hace presente con los recuerdos y la información estimulante y lleno de cultura antigua. Y así, al oír el nombre, los brasileños que reinan en términos de turistas, con nombre de la ciudad de Brasiloche, para desesperación de los argentinos, y de hecho, encontramos un restaurante como este cruce nominal. La altitud mínima en este lugar en los Andes, los indios les permita emigrar durante siglos el sur de Chile a la región patagónica.Uno de los atractivos son los perros San Bernardo que viajan con sus dueños por la ciudad buscando a gente para ser fotografiado junto a los perros grandes de 10 a 15 pesos. No escapa a la regla, estábamos ahí para una foto que se enredó en los demás en nuestros archivos. La fundación fue en 1895 cuando un inmigrante alemán creó una tienda allí. En 1902 se convirtió en la ciudad de San Carlos de Bariloche. Su arquitectura, sobre todo en el área central, como ya he dicho, recuerda los pueblos germánicos.
En invierno (junio-agosto), las temperaturas descienden bajo cero y la mayor cantidad de nieve en las montañas (colinas) de alto, el inicio de la temporada y temporada de esquí badaladíssima. La principal actividad económica es el turismo, en los últimos años, especialmente la acuicultura de trucha y el salmón y la creación de la fauna como el jabalí y el venado, se convirtió en un plato rico de restaurantes, se encuentra también el centro de producción de algunas plantas del frío como rosa mosqueta y lavanda, cuya oportunidad, tuvimos el privilegio de visitar la fábrica en la muestra de los productos eran fabulosos, con una atmósfera maravillosa aromáticas, donde se sirvió para presentar un té muy caliente de los escaramujos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quem alcança pega tudo e põe na boca!



Fim de semana foi em casa, fazendo o de sempre: filme!
Assisti:
• O último rei da Escócia
• Coco antes de ser Chanel
• A verdade nua e crua
• Má educação
• Prazer à três
• Nova York, eu te amo (é escroto)
• A Proposta
• Vicky Cristina Barcelona (eu acrescentaria Maria Elena)
• Se beber, não case
Acho que é só.
Se lembrar, apareço por cá.
Beijão
;*

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Coração Selvagem

"Bom é viver (...) Mau é não viver, só isso. (...)
Morrer já é outra coisa. Morrer é diferente de bom e do mau. (...) Você terá que dar muita coisa, para ter outras...(...)"
C,

Chove chuva, chove sem parar!

Em Jaguarão o tempo é ameno: só chove chuva, santa chuva.
Daqui, vejo pela janela ela caindo e molhando, talvez, germinando, ou alagando... a rua?!
E já que adoro vê-la cair e molhar, e germinar, e alagar, ruas a fora, lembrei de uma prosa-poética esteticamente escrita e ritmada, que pode ser julgada por tal momento, como a vejo, como estou vendo - falo da chuva!

Um belo certo dia, Srta. "Cabeça-de-flor-sonolenta" rsrs, contou-me:

"Daqui eu ouço os carros passando na rua, e nitidamente posso perceber o barulho que os pneus fazem quando encontram a água resvalada no asfalto.
Agora parece que ela parou, mas é só diminuir o som do computador que eu a ouço novamente. A chuva está lá fora. Eu estou aqui, escondida. Quero tê-la, mas há a preguiça. Tem uma frase do Dostoiévisk muito boa: "Ah, se eu não fizesse nada unicamente por preguiça. Meu Deus, como eu me respeitaria!"

Mas a chuva, ah a chuva é tudo o que eu quero pra mim. O dia estava tão quente, agora está tão bom.
Ah, a chuva, chuva, chuva, que chove chuva.
Chove vontade de viver, me carrega pra fora desse lar quentinho, eu preciso me molhar. Ah, chuva me molhe devagarzinho, me lambuze com carinho como um beijo que eu quero ter.
Oh, chuva me acorde, a vida deve ser tão boa lá fora, me desperte antes de eu envelhecer.
Oh, chuva, querida chuva, a idade já pesa, e o tempo não espera, já é hora de crescer.
Oh, chuva, venha sem fim me leve pra longe daqui, pra um lugar onde eu possa transcender.
Oh, chuva, seja minha amiga, não me deixe aqui sozinha, me carregue nos braços teus e leve-me contigo, amor meu.
Oh, chuva desgraçada, tu já foste sua ingrata, vai pro raio que o parta, eu não quero mais te ter.
Oh, chuva sem coração, que Deus te conserve bem longe desse chão, eu não minto, não te quero mais não.
Oh chuva, chuva, que me fazes tão mal, lava meu quintal, e inunda meu jardim.
Vai chuva, sua maldita, deixa a lua chegar bendita pra iluminar o resto do dia porque hoje eu quero amar, eu mereço ser feliz."
É... merecemos ser felizes com chuva, sem chuva, com lua, com sol, com vento, no mormaço, na neblina... de qualquer maneira, a qualquer maneira.
Obrigada sempre!
Bjão e ♪Não vá se perder por aí!♫
;)

domingo, 16 de maio de 2010

Fim de semana: passou.

Aconteceu.
Estrelei um papel que não era meu,
na sua vida.
Não tive talento,
Fui desatenta,
Não decorei sua cor preferida,
Não tive saída,
Aconteceu.
E num palco vazio você me deixou,
a luz se apagou.
Não li o roteiro.
Se o mundo inteiro
pudesse aplaudir a cena que eu inventei pra nós dois.
Mas não tenho escolha.
Agora,
adeus!
Adeus.
Não tenho escolha
Adeus.
(eu peço desculpas)
Adeus.



p.s: aguardo o retorno ;)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Voa passarinho!

Eu sei que o tempo passa.
Ao mesmo tempo que quero que ele passe, quero também que não passe.
Quero que passe para que eu possa ir logo ao encontro de pessoas no qual morro de saudades.
Quero que não passe porque quero ter tempo pra aceitar e continuar aceitando tudo, tudo, tudo!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

30 maneiras de ser livre!


Trinta Maneiras de Ser Livre

  • Ler poesia, muita poesia

  • Compor poesia a cada momento da vida

  • Fugir no meio da neblina para uma grande aventura

  • Viver poeticamente

  • Ensinar aquilo que não vem nos livros

  • Sentir prazer em aprender o que não está nos livros

  • Ser adolescente

  • Subir nas mesas e nas cadeiras

  • Desobedecer ordens injustas

  • Soltar urros barbáricos sobre os telhados - whitmanianos, se possível

  • Mostrar o que sente pra pessoa amada

  • Ler alguma poesia, poema pra pessoa amada

  • Jogar fora o presente que te desagrada.

  • Enfrentar o perigo. Pode ser descendo de bicicleta, a toda velocidade, uma ladeira íngreme
    • Não acreditar no que dizem

  • Não acreditar na morte

  • Enxergar o mundo de novos ângulos

  • Se pressionado, resistir

  • Se obrigado a fazer o que não deveria, não ter medo de assumir que errou

  • Fundar um clube proibido - pode chamar-se Sociedade dos Poetas Mortos

  • Vencer a timidez e enfrentar o mundo com o peito aberto

  • Fazer teatro

  • Tornar os sonhos realidade

  • Chorar por alguém

  • Pintar sobre a pele um símbolo indígena

  • Passear pela noite, sair pela noite

  • Construir o que quiser

  • Dançar rock

  • Achar o lado divertido de tudo

  • Aproveitar o dia (Sayze the day)!



  • baseado no filme Sociedade dos Poetas Mortos

    quarta-feira, 5 de maio de 2010

    Traduzir-se (Ferreira Gullar)




    Digo que esta cidade, aos poucos, me traduz, me completa, me acalma, me deixa segura, mas a insegurança me persegue.


    Eu diria que meus dedos seguem sendo congelados, assim como meus pés, meu rosto, e possivelmente, meu coração, também...
    Ah meu coração...
    Meu coração é um caso a parte - e às vezes ele até se parte, porém, ele partiu, foi pra algum lugar, ficou em algum lugar que não sei onde.
    Ah meu coração...
    Pero sigo con un figado.


    Amém!

    terça-feira, 4 de maio de 2010

    [Suzy in the Sky] Do cheiro do teu amor saudade...

    '...Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.'



    diretamente do Suzy in the Sky em 04/05/2010 08:47:00 AM

    segunda-feira, 3 de maio de 2010

    01º de abril não, 02 de maio!

    Havia uma festa em sua casa. De repente a campainha tocara e para sua surpresa:
    Parabéns! - eram três amigas de um infindável quarteto, ao qual fizera, orgulhosamente, parte, com largos sorrisos estampados nos rostos.
    Como assim? - indaguei com os olhos totalmente arregalados. Tô em Belém? Não! - claro que não tô em Belém, pensei comigo mesma. Que diabos tá acontecendo? Como vocês vieram parar aqui?
    Ah, a gente falou com nossos pais e eles compraram as passagens – disse a poia-chefe-coordenadora – diria que é a abelha-rainha, mas ela não gosta de mel.
    Pegamos um avião de Belém até Porto Alegre... - sorriu a poia-chefe, que se diz dos serviços gerais – uma modéstia, é uma modéstia!
    E depois pegamos um ônibus até aqui... Jaguarão! - completou a poia-chefe que se intitula secretária, e às vezes, “a que só pega gripe” - como se fosse verdade.
    [Essas meninas... ai ai. Me surpreendem cada vez mais.]
    Ah tá... - respondi ainda com um ar suspeito, creio que em estado de choque, talvez. Entrem! Fiquem a vontade!
    Junto, estavam o irmão da poia-chefe-coordenadora, meu amigão também, diga-se de passagem, entrou me dando um dos abraços mais espetaculares que alguém pode dar. E, logo em seguida, um presente-futuro-passado amigaço, com olhares discretos, me abraçou...hmm. Quando digo “futuro-passado” é que ainda lembro de algumas coisas de um breve passado, que gostaria que voltasse a acontecer no futuro; e quando digo “presente” é porque penso nisso diariamente. É um puta de um filha da puta, isso sim! Argrrr.. -não posso, não posso.
    Mas não vejo seus rostos. Eu sei que eles são eles, tanto minhas amigas quanto meus amigos, mas não os vejo... claramente!
    Ao que vejo agora, parecem estarem longe, e... estão! Ops...eeei:
    Onde estão indo? Não! Esperem! Fiquem...
    É que não tinha quase bebida... - respondeu um deles, lá ao longe, já quase passando a esquina da rua onde moro.
    Ah bom – digo retrucando, então tá.
    [Triste.]
    Acordo altamente assustada! Levanto, saio do quarto, e eis, que ao cruzar o corredor da sala:
    Bom dia! Parabéns! - ganho um super abração apertado, de um dos quartetianos, de minha casa.
    Depois, recebo o parabéns de uma porto-alegrense, bem capaz tchê; e de uma paulista 'maiorw da hora'.
    Sim, moro em uma casa com mais três pessoas: um homem e duas mulheres. Contando comigo, somos quatro! Outro quarteto em minha vida. Outro quarteto ao qual tenho o privilégio de conhecer e ter por perto. Um quarteto que fez de tudo para que, longe de casa, eu não sentisse tanta falta da minha casa. Na verdade, agora só temos uns aos outros, e
    Ao quarteto dos meus sonhos, do sonho que tive, mas que são reais; e ao quarteto com o qual eu moro, o meu muitíssimo obrigada!

    p.s: baseado no sonho que tive no dia do meu aniversário.
    p.s.s: e, também, baseado na festa

    domingo, 4 de abril de 2010

    Itaituba/Santarém - Porto Alegre/Jaguarão

    A viagem tá um medo só.
    Desde que saí de Itaituba não sou a mesma. Eu pensei que seria forte e que iria conter minha tristeza em frente aos meus pais: impossível!
    Em dois momentos anteriores a esse, também, não consegui me conter: quando fui dar os parabéns da minha little sista' Cacá e, na casa da Keila quando disse que estava indo mesmo.
    Agora são 7 da noite e chove bastante.
    O banzeiro? Está nas alturas. É cada pancada que a lancha recebe. Me sinto em cima de um touro mecânico: sobe e desce, e sobe, e desce, sobe, de novo, desce novamente..
    E falando em “sobe e desce”, me veio em mente a música do Aviões do Forró: ♪E desce e sobe... Embala uoôooo, abre o porta-mala, uôooo-o, tá-que-tá na cara...♪. É automático dançar o inverso do que a música canta: na parte “desce”, subir, e na parte “sobe”, descer. Sei lá, é tão legal. Experimentem! Saudades de forró...
    Não vejo a hora de chegar em Santarém. Por enquanto a ficha não caiu, por isso, espero que o tempo melhore até a hora do voo – se bem que independente disso, se eu não for ler ou tomar um sonífero, é capaz de chorar a viagem toda, ainda mais escutando essas música do meu celular.
    Cadê o terço? É isso! Vou rezar pra ver se essa descida e subida, diminua um pouco e não atrase a chegada em terras mocorongas. É isso então. Vou rezar. Amém. Até!

    Em 02/04/2010 - diretamente do celular

    Vi num filme dentro da lancha.

    "Siga o corvo na escuridão e encontrará luz”

    Em 02/04/2010 diretamente do celular

    quarta-feira, 31 de março de 2010

    Viver, eu vou!

    Vou dançar do lado de lá – adeus! Eu vou, eu vou...
    Eu não quero mais conversa, gente certa, gente aberta – se o amor chamar eu vou.
    Quem não tem nada com isso, vê a vida no amor; gente certa, gente aberta, mas eu vou!
    Vou correr por toda terra, vou chorar e, às vezes, vou sorrir de amor.
    Será assim o lado bom das cores? Porque eu não quero esse mundo preto e branco, não quero! Quero viver...
    Eu quero é ser feliz!
    Por isso, eu vou, eu vou...
    ;)

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    "Era uma vez o amor. Aí eu fui lá e matei. Fim!"

    "Eu te amo"

    Sabe que não é fácil dizer isso com todas as letras. Não, não é nada fácil mesmo, não pra mim, acredite!

    É difícil dizer qual a data ideal pra se dizer 'eu te amo'. Pode ser depois de um ano, ou de 6 meses depois de ter conhecido a pessoa. Tem gente que ama tanto, que se conhece uma pessoa hoje, amanhã já diz "eu te amo" pra ela. A esses o meu Honra ao Mérito, e umas pontas de inveja: por simplesmente saber amar e se entregar no amor. Infelizmente, não sou assim.
    Sou daquela comunidade do orkut, e da teoria que diz: "Te amo não é bom dia". E não é mesmo! 'Bom dia!', a gente diz pra qualquer um, a qualquer dia, se quiser, todos os dias. "Te amo", não! Pra dizer um 'eu te amo' tem que ser num dia especial, pra alguém especial. Pra me entregar assim, tem que ser algo/alguém muito, muito, muito, importante. Muito importante mesmo!


    E eu? Amo sim, claro, mas não dessa forma tão 'dada'. Amo discretamente, comigo mesma, e não faço questão que a pessoa saiba. Digo, é claro que quero que saiba, mas é que tem gente que, como já disse, vive dizendo isso e ao longo do tempo soa tão... falso!
    O meu dizer 'Eu te amo' são com algumas pistas. São algumas palavras que correspondem à minha forma de amar, de admirar, de dizer que amo e admiro. A palavra/expressão que vem em primeiro lugar, correspondente ao meu "eu te amo" é o "amo tu", ou "amo tu tatu", ou "amo-te", e essas variações. Depois vem aqueles típicos emoticons. No msn: (L); ou um 's2', ou ♥. Quando dobro pra mais de uma letra seguida numa palavra, como: "beijãaaao", "se cuuuuidae", "saudaaaades", "atéee", ou o próprio nome da pessoa.


    Enfim, não vou mais escrever a respeito disso. Só posso dizer que o meu "eu te amo", de ontem pra cá, tem sido pra algumas músicas MARAVILHOSAMENTE ESCRITAS, CANTADAS E RITMADAS. Poderia dizer que tô extremamente apaixonada pelo dom da arte, da escrita e, principalmente, pelos grandes artistas que compõem o cenário da música popular brasileira.

    Mas o que eu queria dizer mesmo, era um 'eu te amo' com alguma dessas músicas que tenho escutado, dedicado a alguém que eu realmente amasse... que eu amasse... ama...ssar!
    Amassar. Por enquanto o meu 'eu te amo' tá amassado. Acho que foi até jogado na lixeira. Amassei e joguei na lixeira. Amassei e joguei na lixeira, mas o carro de lixo ainda não passou pra pegar o lixo da lixeira. E eu nem faço questão de pôr o lixo da lixeira pra fora pra que o carro de lixo o pegue. Será que espero um dia recuperá-lo? Não, não! Deixa ele lá amassado! Um dia, quem sabe, é pra isso que existe a reciclagem, não é?

    Enquanto isso, algum novo amor seria legal. Enquanto isso, algo novo vai ser legal!

    Mas mesmo assim, enquanto isso...
    continuarei a me perguntar:

    Cadê o 'you' do meu 'I love'?

    terça-feira, 16 de março de 2010

    Quando o milésimo SOL chegar!

    Chegar?
    Comprar, que é!

    A raiva nem é disso, mas não deixa de ser raiva. Raiva de pela 5ª vez? só nesse ano? o Sol quebrar? É, creio que sim!
    Droga de SOL! (G)
    Essa corda tá me deixando maluca. Digo, tá me tirando o resto de sanidade que ainda me sobra(ram).
    Droga de SOL! (G)
    Que quebra e teima em quebrar toda vez que estou a tocar algo extremamente maravilhoso.
    Droga de SOL! (G)
    Que não gosta de me ver tocá-la.
    Droga de SOL! (G)
    Por ser minha droga preferida e me deixar assim tão viciada a ponto de ter raiva.
    É esse SOL que me deixa a sós, quieta e tranquila comigo mesma, mesmo com os devaneios e sofreguidões que me acercam.
    A droga de ser um só, é só que não sei o que sou e nem que sal seria o certo para ser um pó de sol de sódio. tsc tsc E dentre esses milhares de sóis, sós, sou só um soul (alma), sem sal que sai apenas como uma alma só(zinha) em busca da droga de SOL! (G)

    Que a culpa é toda do SOL, isso é!
    - Em homenagem a este furioso ser que habita dentro de meu in(terior), atualmente: a raiva: aquela que levou meu SOL...
    do violão!

    O meu pseudo eu - ...continuação post anterior

    É que ultimamente tenho estado assim: desesperada. Não é um desespero comum, é simplesmente, sei lá, medo?
    Músicas me instigam, me integram.
    É como um pensar avoante, que dá voltas, passeia, flutua, sorri. Sorri da destreza que completa a realeza. Às vezes, é um fingir do meu eu - vários eus. Maldita música que me destrói. É nela que me conforto, ou espero me confortar, me iludir. O quão vão é estar dentre as palavras, é consumi-la diante de notas e melodias na poesia da vida real. O quão vago é correr perigo, é saber e esperar, exatamente o novo, o inesperado. Por isso a inquietação, o desespero, o medo, o silêncio estão do meu lado, pertinho. Quanto ao silêncio, as melhores conversas são aquelas com presença de olhares, ações, fatos, passagem do tempo: assim leio e sou lida.
    Ultimamente os dias tem sido mortais. A sensação é de morte, que estou morta, que vou morrer. "Sou forte mas também destrutiva." Sou altamente mórbida. Pronto, falei! Deveria ser segredo. À exatidão com que sou demente, 'expansiva e coisa e tal, sou uma aberração biológica - capaz de me comunicar com os mortos e essas coisas'.
    E que o Deus venha mesmo, que me ajude, pois é no âmago da morte que estou viva.
    E assim vou aguentando porque amo o perigo. E a respeito do perigo, é como o Cazuza canta a introspectiva Lispector "Corro perigo como toda pessoa que vive e a única coisa que me espera é exatamente o inesperado♫


    Água Viva - Clarice,
    "Mesmo para os descrentes há o instante do desespero que é divino: a ausência do Deus é um ato de religião.
    Neste mesmo instante estou pedindo ao Deus que me ajude. Estou precisando. Precisando mais do que a força humana. Sou forte mas também destrutiva. O Deus tem que vir a mim já que eu não tenho ido a Ele. Que o Deus venha: por favor. Mesmo que eu não mereça. Venha. Ou talvez os que menos merecem mais precisem. Sou inquieta e áspera e desesperançada. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor. Às vezes me arranha como se fossem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e no entanto continuo inquieta é porque preciso que o Deus venha. Venha antes que seja tarde demais. Corro perigo como toda pessoa que vive. E a única coisa que me espera é exatamente o inesperado. Mas sei que terei paz antes da morte que experimentarei um dia o delicado da vida. Perceberei - assim como se come e se vive o gosto da comida. Minha voz cai no abismo de teu silêncio. Tu me lês em silêncio. Mas nesse ilimitado campo mudo desdobro as asas, livre para viver. Então aceito o pior e entro no âmago da morte e para isto estou viva."

    [ela me lê. às vezes só ela me entende.]