Mostrando postagens com marcador aponta pra fé e rema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aponta pra fé e rema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Toc toc toc: olá, Seu Inglês, como está?

Desde que voltei da Emerald Island tenho focado no english. Como continuo estudando, mesmo que em casa e sozinha, meu foco tem sido gramática e exercícios do livro New English File, reading pelos sites e listening através do youtube. Só que não sabia, até então, se esse método estava surtindo efeito. Curiosa do jeito que sou, esses dias resolvi testar a gramática, que deu nisso: 


É claro que eu não acreditei (ainda não acredito, na verdade). C1 equivale a advanced e em Dublin meu nível mesmo sendo pre-intermediate, tava mais pra elementary por conta do speaking super fraco. Pois bem, deixei passar mais uns dias e resolvi fazer outro teste, agora do listening e, esse foi o resultado: 


WTF! Às vezes, paro e penso que não tem feito diferença nenhuma e que talvez o jeito seria encarar sala de aula, livros, professores... mas, de repente me pego rindo ao assistir vídeos de humor, ou quase chorando (principalmente em épocas de tpm) assistindo vídeos reflexivos, todos sem legenda, e só depois, volto paro e percebo o quanto progredi; o quanto lá no fundo a bendita gramática e as horas investidas nos exercícios tem ajudado nesta progressão.

Quero fazer teste em escolas de idiomas, vai que equivale a tudo isso mesmo rsrs
De qualquer modo, here we go to study hard!
:)

sábado, 25 de maio de 2013

Belém, tô rechegando!




Para o embarque, degraus;
Para um céu e sol maravilhosos, 10ºC.
Para os meus olhos ativarem o sono, um ângulo de apenas dez graus.
Desgraça é não chegar ainda na terra amada... 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

À palo seco



 "Se você vier me perguntar por onde andei no tempo em que você sonhava. 
De olhos abertos, lhe direi:
_ Amigo, eu me desesperava."



"Tenho 25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul"
Parabéns eu, parabéns Eus!

sábado, 27 de abril de 2013

É dada a largada: férias!


Convite

"Vento, ventania
Me leve pra qualquer lugar
Me leve para qualquer canto do mundo
Ásia, Europa, América..."

Data: Sábado, 27 de abril de 2013.
Hora: Sala de embarque do Aeroporto Maestro Wilson Fonseca. 
Destino: Belém/Pa.


Sua presença é indispensável!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dreamcatcher



"Que a maldade e a má negatividade do ser humano passe pela teia e não corrompa os 

seus sonhos, que ela atravesse em forma de paz e positividade. Porque feliz ou não, 

transmitir a alegria é essencial."


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Zeuropa

Que vontade louca é essa? Fugir nesse ano? Não! (ainda)
Andei pensando: ao invés de passar mais um período em Jaguarão, por que não me arriscar em passar 3 ou 4 meses morando na Europa? Aproveitar e fazer o bendito mochilão, pisar nas capitais e cidades que tanto desejo conhecer, vivenciar um pouco da cultura e idioma. Colocar o intercâmbio na ponta do lápis e se mandar!
Após as férias de maio, focarei neste objetivo: a Europa!
Ah, moleque! Simbora?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre sonhos e viagens.

Esse ano tem começado espetacularmente interessante, sempre unindo o útil ao agradável.
Pra começar que o reveillon foi munido de aventuras: chuva, praia, família, praia, viagens curtas de voadeira que, definitivamente, é o meu meio de transporte favorito -não é a toa que um dos meus sonhos de consumo é ter uma voadeira, rabeta, lancha ou barco e uma casa na beira da praia (e um marido, namorado, namorido ao lado hehe). Mas tudo bem. Enquanto meu sonho não se concretiza, me realizo na realidade dos outros que já possuem, claro. rsrs
Unindo o útil (ou úteis) ao agradável, minha mania de significado de sonhos só tem aumentado. É que ultimamente eles tem sido cada vez mais ousados e, isso me assusta muito. Antes, meu sossego, se resumia na agonia e frustração de perder aviões e nunca conseguir chegar ao destino proposto. Ou, quando não era avião, era ônibus. Ou quando não, eu resolvia ir de carro mesmo e acabava me acidentando, desviando o caminho, indo embora para outro sonho... enfim, meu sonho com viagens sempre era uma merda!

Esse ano é diferente, pelo menos os dessa semana, que são os que ainda vagam na lembrança, são lindos, fofos, internacionais!


1- Imagina que sonhei que estava em Jaguarão e de lá ia pro Uruguai. (até aí tudo bem, isso já aconteceu, e talvez seja a ânsia consumindo e preparando este corpo, já que em breve voltarei a fazer tal percurso). No Uruguai, eu comprava sandálias, pares de havaianas. Isso porque pedia emprestado pra uma mulher, esposa de alguém que não sei quem é, os seus pares de sandália para que eu fosse até os freeshops do Uruguai comprar as minhas. Quando lá chegava, comprava minhas sandálias, perdia a da mulher, ficava passeando e do nada achava as sandálias perdidas da mulher.


 2 - Este foi o que me fez acordar sem fôlego. Simplesmente eu conseguia pôr os pés, as mãos, meu corpo, mochila, e tudo mais, em DUBLIN!

Sim, surreal! E a viagem então, mais ainda pois eu ia de navio. A viagem era demorada e eu ia numa espécie de camarote feminino, que mais parecia um albergue. Já quase perto da chegada eu perdia minha mochila (mega-mochila, diga-se de passagem), minha pasta com documentos, passaporte, endereços, tudo! e ficava desesperada porque uma das meninas que estava no mesmo camarote que eu tinha o visto negado. O Rafael (de Gyn) também estava e acontecia a mesma coisa com ele, só que depois o via com um cara e ele parecia bem feliz, se é que me entende...
Enquanto passeava pelas outras alas do navio, pra procurar minha mochila, via a Sâmia (da tia Dora) deitada numa rede! Fiquei surpresa, contente. Perguntei se ela também estava indo pra Irlanda e 'Não', ela estava vindo da Alemanha. Havia passado uns dias em Celvic (não sei nem se existe alguma cidade, província, estado, país com esse nome ou pronúncia), e que logo após estendeu para Berlim, Munique, para estudar alguns cursos na área de direito e agora estava indo para o Peru! "Pô que legal!", falei. Perguntei se ela tava com fome e oferecia umas bolachas de chocolate que tinha nas mãos. 

Ela recusara e perguntara da minha agonia e eu explicava o motivo. Acho que por gentileza, falava que eu podia ficar com algum casaco dela caso não encontrasse minha mochila. Agradecia dizendo que 'não precisava', pois logo logo acharia. Me despedia e ia em busca da mochila perdida. Me deparava em um porão, cheio de mochilas, malas, e por coincidência via a minha ali. Ela era de cor azul escuro. Dentro havia uma pasta, era a de documentos. Em seguida escutava o navio atracar em Dublin. Eu pegava a mochila, punha nas costas, colocava um gorro, um par de luvas, pois estava muito frio e descia num porto da cidade. 


Era por volta das 18h mas parecia que já estava quase escuro. A cidade estava deserta, com algumas crianças brincando na rua. Algumas gramas verdes, casas bonitas, ruas bonitas. Era tudo uma maravilha, lindo, sensação mágica, que nunca havia sentido antes. Parecia tão real, que após a primeira visualização da cidade, eu corria pela rua e me jogava num gramado de uma espécie de praça. Ahhhhh! (suspiros).


3 - A viagem era longa. A espera era de mais de 10 horas. Eu estava grávida - de gêmeos e seus nomes eram João e Larissa. Mas era como se eu fosse duas pessoas diferentes, duas outras grávidas que não era eu. A viagem era de avião e era voo internacional. Os parentes aguardavam a chegada, mas estavam receosos pois era uma viagem perigosa, já que avisara que estava chovendo forte e o voo era de mais de 10 horas sem escala, passando maior parte do voo acima do oceano Atlântico. De repente, eu não estava mais no avião, eu estava esperando junto com minha família a minha própria chegada, e via chuvas fortes, temporais, choque entre aviões! O sonho cortava para uma cachoeira linda numa gruta, no qual eu avistava e tentava tomar banho nas águas cristalinas, e tudo acalmava. Era como se estivesse tomando um banho de paz, harmonia, liberdade. E então, passam-se as 10 horas de viagem, alguma parte é cortada, e me vejo chegando no aeroporto com a Larissa no colo, saudando meus familiares, até minha avó Marina, todos felizes da vida.

Vai entender... sonhos são sonhos. só farão sentindo ao longo do tempo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Matando, correndo, vivendo a vida.

Era tarde de domingo e voltávamos, minha família e eu, da casa de um tio há 5 km do centro, onde moramos. 
No meio do percurso, avistei, lá de longe, esse casal caminhando pela rodovia. Pra eles não importava se era fim de semana, se podiam estar curtindo uma bela praia ou muito menos praticando a filosofia do ócio: assistindo um filme ou programação da tv, descansando no sofá de sua cômoda casa, comendo pão ou tomando café. Não. 
O prazer à prática do esporte era maior, superior a todas regalias e até mesmo ao calor insuportável, que naquele momento fazia. 

Lembrei de um dia ter recebido um e-mail com o título: "Aula de Gestão". Era assim:
"Na África, todas as manhãs, o veado acorda sabendo que deverá conseguir correr mais rápido do que o leão, se quiser se manter vivo. Todas as manhãs, o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veado, se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é veado ou leão, quando o Sol nascer, você tem que começar a correr."

O casal, não estava na África e não sabiam da tal aula de gestão (natural), mas já acordavam sabendo que pra se manterem vivos precisavam caminhar, correr o quanto pudesse, independente das condições climáticas ou dia da semana.

Todos os dias, pela manhã, quando acordo, o meu primeiro pensamento do dia é: "Mas já? Amanheceu tão rápido! vai começar tudo de novo, ah não...". E mesmo assim, batendo os pés, tropeçando pelas paredes, cambaleando de sono, parto pra luta e sigo. Sigo matando vários leões, começando, de cara, pela preguiça e moleza. Ao longo do dia vou matando a fome, a sede, o sono. É como se tivesse escalando, subindo montanhas e montes. Nesse meio tempo, continuo a matar, mas agora pessoas: de rir! 
Tento fazer o bem mesmo estando mal-humorada, com dor de cabeça, tendo a unha roída, o cabelo ressecado, o coração ferido. Jack, ops, já que pra se manter viva é preciso enfrentar os limites, medos e aflições, assim o farei - e da maneira mais prática, barata e divertida, possível, ou seja, sorrindo! (até com os olhos, com o fígado, com os ouvidos...). 

Nesse dia de hoje, corrido à beça, em meio a crises, violências, mortes, caos e horrores, sugiro corrermos contra o tempo junto com a controvérsia e principalmente pôr em prática o inverso proporcional da palavra 'matar': 
- que nos matemos de risos espalhando infinitos sorrisos; 
- que matemos a fome e não desperdicemos comida; 
- que possamos matar nossas gulas olfáticas diante de livros novos, desabrochar de flores, perfume de talco de neném; 
- que nos matemos de amor, correndo sempre para mais um, de vários e infinitos, abraços; 
- que saibamos matar a preguiça com muito ócio, afinal 'tédio é para os sem inspiração'; 
- que matemos a frieza daqueles que desmatam a mata;
- que matemos no trabalho o mau atendimento e arrogância, com: "bom dia, boa tarde, por favor, com licença";
- que matemos a indisposição e pratiquemos esportes, ...antes que a lombriga nos mate e nos leve para uma vida solitária. 

Ainda bem que a semana correu e já é Sexta-Feira. Matei tanta coisa que agora quero me matar de tanto viver. Como diz uma grande amiga (ou o álbum do Coldplay): "viva la vida!"


New Job - Infinity Brazil, será?

- Prima, tu tem cara de aeromoça. Por que tu não fazes o curso que eu fiz? Sei lá, eu te vejo voando pro mundo todo, o teu jeito tímido mas educado, você é inteligente, sabe inglês, já tá formada, é um grande passo e uma forte concorrente. 
- Será? - olhei fixamente pra ele me perguntando se ele estaria falando a verdade ou zoando com minha cara - meu primo é do tipo palhacitos, só conhecendo.
- Sim. falo sério! - ele realmente disse.

Explicarei melhor.
Quando minha mente insana começou a perturbar-me, principalmente alimentando de esperanças sobre possíveis mudanças, viagens, países, intercâmbio, inglês, Irlanda, a primeira pessoa em que pensei foi, Junior Baima: um primo querido (e muito phyno, claro), que há alguns anos morou em Londres, abandonou a faculdade e sem saber falar muito bem em inglês, partiu rumo ao novo pra viver uma grande aventura.
Pois bem, para ajudar na minha decisão, até então, louca, recorri a ele, já que Dublin (que é o lugar onde almejo estar daqui meros 2 anos) fica próximo à Londres:
- Primo, na época em que tu tavas em Londres, na Europa, tu chegastes a conhecer Dublin? - com um ar medroso perguntei.
- Dublin! - ele fez um ar saudosista e surpreso - não conheci Dublin, mas em Londres conheci muitos irlandeses, tenho muitos amigos irlandeses. Nossa, eles são lindos, educados, bebem pra caramba, por quê? - e eu mal abri a boca, ressoando apenas: - é - quando ele foi completando - O QUÊ? tu tais pensando em ir pra lá? intercâmbio? quando tu vais? ai prima, Dublin é linda! ixi, tu vai voltar casada, já tô até vendo...

Sem fôlego. Foi assim que me senti: totalmente ser ar, sem fôlego! Ali, naquele mínimo diálogo, havia decidido enfrentar tudo e seguir com a minha sonhada decisão: "sim, eu vou pra Irlanda!"

Fiquei com esse comentário dele em mente quando me vi num site de vagas de empregos para navios de cruzeiros! Requisitos: maior de 18 anos, inglês básico, experiência na área.
Ah, não custa nada preencher o formulário e enviar. 
E não faz mesmo. Há uma semana recebi um e-mail informando que eu havia sido recrutada para uma das vagas, que eu aguardasse os próximos e-mails.
Hoje, abri minha inbox, e para minha surpresa tenho uma entrevista via Skype! Tenho até o dia 29 para enviar meu currículo e adicioná-los no contato. 

EU QUERO GRITAAAAR!
Preciso contar pra alguém, aliás, preciso fazer a entrevista o mais rápido possível, pra acalmar essa ansiedade que me consome e que tanto tem me deixado inquieta. 
Me deseje boa sorte, good luck, Blog. Amanhã é sexta e quero comemorar com as amigas (e o amor? rs) 
Ai, ai.
Talvez ter sonhado com elefante seja justamente isso: mudanças.

p.s: Tomara que na entrevista não me perguntem nada em inglês. se rolar, que eu consiga responder certinho.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Prece Irlandesa

May the road rise to meet you,
May the wind be always at your back,
May the sun shine warm upon your face,
The rains fall soft upon your fields;
And until we meet again,
may God hold you in the hollow of His hand.

Que a estrada se abra à sua frente.
Que o vento sopre levemente às suas costas.
Que o sol brilhe morno e suave em sua face.
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo,
que Deus lhe guarde na palma de suas mãos.

sábado, 6 de outubro de 2012

medo

A greve havia acabado.
Adentrava na escola das minhas faculdades mentais.
Os prédios bem feitos escondiam a cheia piscina -
pessoas choravam sob restos mortais.
A amendrota do suspeito infiltrado
estampava o sorriso em capas de revistas, tevês e jornais
o muro tão alto era
que a beleza camuflava o horror e o caos
coisa que agora tanto faz.
coisas que nem o povo espera.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quando acordei, de tarde, lembrei que...

Ela vestia um pijama azul, com cores azul, tom azul.
Era um quarto pequeno, uma cama singela encostada na parede, um cobertor branco.
Havia um notebook, uma mesinha, um coração inquieto super franco.

Na tela, uma mensagem. Alguém ia casar, ia ser pedida em casamento.
Nos seus olhos lágrimas, medo, aflição.
Fiquei curiosa, quis saber do que se tratava no momento.

Abandonou a mesinha, o notebook, a beirada do pedaço de cama em que estava sentada.
Arqueou a cabeça, jogou as costas no colchão, pôs as mãos no rosto, chorou feito condenada.

Minutos passaram, se recompôs. Ainda sob a cama, sentou colada a uma das paredes.
Dobrou os joelhos em direção do peito, colou o queixo.
Da cabeceira, roubou o celular. Escreveu uma mensagem de texto.

Era pra amiga? pra irmã? era pra Pretinha que contara a novidade.
Enviou. Continuou, no celular, a mexer.
Em seguida me mostrou porque chorava de emoção, o motivo de chorar de verdade.

"Casar" foi só o que consegui ler.
Falei pra ficar calma, "é uma coisa boa!"
Ela sorriu, disse: "tudo bem, já passou"
"Há males que vem para o bem", pelo menos foi o que filosofou
alguma certa pessoa.

domingo, 22 de julho de 2012

Sobre o dia do Amigo

Alguns sms's enviados e salvos na caixa de saída.

- "Que a poisse jamais se acabe nesse mundo de caos e horror.
O destino assim escolheu e à ele agradeço por te ter como irmã postiça e, principalmente, como amiga.
Obrigada por sempre escutar minhas besteiras e lamúrias. Amo-te, amo-te.
Feliz dia do amigo, poia do meu coração.
Beijão."


- "Nossa concórdia e discórdia é relativamente proporcional.
A gente pega corda. Laça corda (em peões hehe). Acorda de ressaca. Combinamos notas e acordes. Temos um acordo: somos ligadas uma a outra, por telepatia, como um cordão umbilical.
Independente de cor, religião, objetivos, temos aventuras e fatos marcados de cor.
Acho que amizade é isso: concordar e discordar.
Little, Little, obrigada por ser minha amiga na dor e no amor.
Te amo, te amo. Feliz dia do amigo. Beijos!"

- "Dizem que amigos são irmãos que escolhemos. E eu tenho a sorte de te ter como amiga, irmã, conselheira, parceira de festas, de bar, confissões, 'causos', alegrias, 'A's... rsrs
Feliz dia do amigo, Talitas. Beijos!"

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Clichê

Numa era de repetições, onde ninguém mais pensa (só copia e transcreve), evidencia-se:
- a morte do diálogo, uma vez que a solidão se alastrou, contaminou e amedrontou uma multidão pilhada em se esconder da violência e do horror;
- e, o nascimento dos monólogos, preferindo a pessoa viver essa sequência nostálgica de reprises, ilhada no seu próprio mundo por conversar com ela mesma.

Isso tem me deixado confusa. Confusa a ponto de não conseguir exprimir uma sucessão coerente de palavras a qualquer pessoa (ou o leitor) e cometer, de fato, a morte do diálogo; e ao mesmo tempo, estar cheia das frases, vírgulas, parágrafos,  a ponto de provocar um monólogo-reality-show-da-vida-real, ou uma sitcom!

Enquanto isso:
- o Restart faz sucesso com a meninada;
- "O pequeno príncipe" é muito mais que livro 'pra criança';
- o protetor solar protege o humano e não o sol! (nunca entendi essa expressão)
- a resposta da frase: "o que você levaria para uma ilha deserta?", mudou de "uma rede, fósforo e faca" para "um notebook e celular porque com certeza até lá vai ter internet!";
- e eu, que descobri ter um talento inato para os origamis, assim como sei que você aí, também, tem, rá!

Confusão por confusão, ser 'escandalosamente feliz' seria uma repetição do qual não me importaria se tivesse 'all the time', todo o tempo.
Oss!
Paz e luz.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ireland


O roteiro que vinha preparando desde a viagem feita pra Belém, pro Oktoberfest em Blumenau, seguido por um breve retorno em Jaguarão e uma esticada para Montevidéu e Buenos Aires foi para o espaço. Poisé, poisé, poisé, poisé. Surgiu um pequeno imprevisto a médio/longo prazo, e para que o objetivo e o prazo seja cumprido, terei de economizar cada centavo.
Vou explicar. Dentre um ano. Um ano? Não, um ano não. Em um ano e meio. Um ano e meio?

Dois anos? Isso! Dois anos é o prazo estipulado. Daqui dois anos desembarcarei na ilha das Esmeraldas. E quando digo: 'é o prazo estipulado', quero dizer que é o prazo definitivo para morar, no mínimo, 1 ano na Irlanda; seja em Dublin, Cork, Galway, Bray, Ennie, ou qualquer cidade deste país, lá estarei.

A ideia não veio assim de supetão. O lance estava a todo vapor quando pintou a ida pra Jaguarão. Depois que de lá retornei e aprendi a curtir mais minha cidade, minha família, meus amigos, minha raiz, minha origem, a decisão passou a rondar novamente. Mas é aquela coisa: calma, muita calma.

Comecei a pesquisar os tipos de intercâmbios. Primeiramente pensei em tirar férias e fazer um curso de 4 semanas no Canadá. Então, vi um curso de 3 meses (12 semanas) pro mesmo destino e praticamente o mesmo valor. Depois pensei: "Por que Canadá? Por que um país americano se o que me chama atenção é a Europa?"
Foi então que minha tia - que mora há alguns bons anos em Nantes (França), veio passar férias e acabei aproveitando pra tirar algumas dúvidas. Tentei seguir seus conselhos pra, ao menos, estudar por lá. Tentei aprender francês e não consegui. Talvez seja a velhice: inserir uma nova língua, assim, do nada, é demais. Pra cantar até consigo. A única música que arrisco mais ou menos em francês se chama "La demeure del ciel" da cantora Camille, e algumas da Carla Bruni. A pronúncia sai chinfrim, eu sei, mas pra escrever e lembrar, esquece, não adianta. Desisto!

Passei a verificar uns cursos em Londres. Os preços são bem legais. Lembrei do meu primo Junior Baima. Pensei: "pô, se o Junior morou em Londres, eu quero morar em Liverpool! deve ser o máximo!". Fui procurar cursos de inglês em Liverpool e, na verdade, não encontrei muitos pacotes. Deixei de lado. 

Um belo certo dia vi nas atualizações do facebook uma ex-colega de ensino Médio, a Vivi, com fotos na Irlanda - Dublin! Que linda a paisagem! E logo a Irlanda, país dos meus queridos The Corrs, U2, Enya, James Joyce; e, logo, Dublin, cidade-capital das histórias de Marian Key. Eu quero! Alguns dias depois, vi o Caio, um colega administrador que conheci no congresso de ADM em 2008, em Goiânia, com atualizações de fotos também lá da Irlanda, de uma cidade chamada Bray.   

Assistindo o "Vai pra onde?" com o Bruno de Luca (no multishow), vi umas matérias em Belgrado (Sérvia), e recentemente na Austrália, nas cidades de Melbourne, Sidney, Brisbane... uau! Que lugares! Fiquei na dúvida, confesso, principalmente em relação a Brisbane, já que Austrália tem características climáticas bem parecidas com a do Brasil.

Não teve jeito: a Irlanda falou mais alto. Saint Patrick falou mais alto. Enya cantou mais alto. Até o cenário do filme 'P.S. I Love You' falou mais alto. Sem contar nos livros da Marian Keys que também falaram e gritaram bem alto: 'Irlanda, Irlanda, Irlanda'.

Fui verificar os tipos de intercâmbio e fiquei besta com a facilidade para imigrantes estudarem e trabalharem no país. Fiquei mais besta ainda com o preço dos pacotes:
- se no Canadá eu iria pagar por um curso de inglês de 12 semanas, não podendo trabalhar, por R$ 3.900; 
- na Irlanda, eu consigo um pacote de 25 semanas de curso de inglês + 25 semanas de férias (trabalho); sendo que nos primeiros 6 meses poderei trabalhar 20 horas semanais e no período de férias, 40 horas semanais; com acomodação de 2 semanas, transfer, seguro saúde, seguro governamental e taxas de matrícula, por R$ 3.500,00! E eu vou poder trabalhar pra recuperar o valor investido! Eu quero. Eu vou!


O pior é encarar a dona Suely e dizer que vou embora mais uma vez. Mas ela já tá sabendo de relance, ela sempre soube que Itaituba é pequena demais pra mim, e pra falar a verdade, nem se preocupou tanto. Ufa! Eu é que já fico com um frio na barriga, estou com um frio na barriga. Deixo passar, até lá há um largo espaço de tempo. E tempo é o que quero pra continuar curtindo minha cidade do Tum-Tum, curtindo o sol de rachar a cara, apreciando o rio Tapajós e todas as paisagens, comendo peixe e me engasgando com as espinhas, tomando suco de acerola... comendo farinha, hum...

No mais, é isso. Irlanda aí vou eu. No segundo semestre de 2014, me aguarde que desembarcarei em ti. 

Boa Sorte! (o trevo já ajuda)
Good Luck!

domingo, 20 de maio de 2012

Desafio dos 50 dias

Vi no facebook de um amigo. Cliquei e fui ler as condições. Achei legal. Pensei: "Vou topar essa parada, mas não aqui no face, e sim lá no blog". Corri pra cá. Mas aí pensei de novo: "Pô, 50 dias pra consumir o blog desse jeito, não. Esse desafio vale a criação de um outro blog." Então, assim, ao longos desses 50 dias, me dedicarei também a este desafio. Vou já criar uma página pra anotar os dias, senão esqueço, e foi.

Start!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bellatrix da Constelação de Órion

Neguinha, dos cabelos esvoaçantes,

Sonhei contigo!
Eu conversava com alguém de grande importância (uma cantora, não lembro quem era). Dizia que tinha uma letra que possivelmente poderia vir a ser música. Ela perguntava de minhas referências e eu não entendia bulhufas - o que custava aceitar o e-mail com os escritos e pronto, não é?
Comentava ainda que precisava saber da rede social de amigos e falava isso enquanto fuçava meu perfil de facebook (que sonho mais malandro). Após um silêncio desgraçado, exclamava:
_ Você é amiga de Ana Suzy Loyola?
_ Sim, por quê? - indaguei tontamente, ainda não entendo nada.
_ Faz muito tempo?
_ Sei lá, uns bons anos: 5, 6, 7 anos, por aí!
_ Trabalhamos juntas! Escreve com uma clareza, uma objetividade e magia que só ela consegue. Sabe aquela música? - e cantarolava uma linda canção.
_ Sim, sim, adoro, por sinal.
_ Pois é, a letra é dela. Apenas entrei com o arranjo musical e a voz.
_ UAU, sério! Tenho uma amiga letrista e ela nunca comentou nada! Tá só escondendo o jogo, essa moleca.

É né, tu tais importante! Bem que podias fazer isso (:
Saudades!
Beijão duplo: um teu e outro na linda da Alice.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Doodoo

Do fim se inicia a vida.
Vamos navegar nesse mar de ilusão.
'nada nos impede, 
tudo já ajuda' -
há distâncias que vêm e vão.

'Flutuando' como tu dissestes agora a pouco,
vamos tirar os pés do chão. 
Rema e aponta para a fé 
que de surpresa está chegando
e ainda não contactou meu coração.

Voz de timbre grave e forte, 
deve ter pegada, pensei.
até o respirar é profundo, 
me aconcheguei,
relaxei,
fui da terra ao céu em um segundo.

Se na quinta comemorava a chegada da sexta,
vamos, hoje, comemorar a chegada do sábado;
e, no sábado, a chegada do domingo,
adiante assim,
chegando e partindo.

Rapidez sincera é agradar 
- se quiser até te carrego,
te livro deste mal que atormenta;
livro nenhum explica o que não te nego,
livro nenhum explica o que não se inventa.

Nem ombro largo aguenta tanto peso
: esvaziei a mochila que nas costas arcavam.
Guardemos alguns objetos, joguemos fora, 
deixemos de lado -
: nos aguardávamos e por conta te guardo agora.

Deixa o tempo passar e ver o que acontece. 
Vai ver é educação, simpatia, carência;
vai ver é solidão, falta do sentir,
apenas abstinência.

Que dure o pôr do sol ou todas as estações.
Mensagens por telepatia;
por fone de ouvido:
ligações
- conversas todos os dias.