Ela olha para o nada.
Vazio,
branco.
Ela olha para o nada.
Percebe,
pisca,
lembra.
Ela olha para o nada.
Mãos no queixo,
fones no ouvido.
Ela olha para o nada.
Olhar vazio,
esclerótica branca.
Ela olha para o nada.
Na porta, gente passa,
as horas passam,
a manhã toda passa,
e ela continua a olhar o nada.
- O que acontece?
- Não sei. Talvez, nada? [sorriso de canto, forçado]
- Aviso: quem se molha tem que nadar!
- Tem? Droga! Então deixa eu voltar a trabalhar!
[Ela olha para o nada...]