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domingo, 17 de março de 2013

For (W)ever, sobre o final de semana...

Vou começar parafraseando Lobão para exemplificar o clima do fim de semana: "chove lá fora e aqui faz tanto frio. (...) nem sempre se vê lágrimas no escuro". (imagine você dentro de uma lancha, no meio do rio Tapajós, olhando para a orla de Itaituba. acima, uma nuvem negra gigantesca cobrindo toda a cidade. e, agora, com a lancha se movendo em direção a ela (à cidade), você sentindo pingos e pingos de chuva, entrando literalmente: numa fria! imaginou? agora, volte e leia novamente o que Lobão diz).
Pois é. É por admirar a Cidade Pepita e achá-la belíssima que refugiei-me para uma das partes mais bonitas dela: a natureza. Fomos no sábado, toda a família, para o Paraná-Miri. Acordei cedo para ir trabalhar e na volta já era almoço. Almoçamos e partimos logo após.

De noitinha, já no destino, acabei sendo atacada por uma alergia desgraçada. Era um espirra-espirra acrescido de olhos lacrimejantes e, pra piorar, além de não ter levado um anti-alérgico, a chuva não cessava! Na madrugada de sábado para domingo então, foi o melhor!: estávamos dormindo na varanda e com o temporal tivemos que adentrar na casa. mas nem adiantou muito, parece que as goteiras faziam questão de achar nossas redes. Ê casa peneirada! rsrsrsrs

Hoje de tardinha, na volta para o 'mundo real', pegamos uma baita de uma chuva. Foi muuuuuuito legal! Só aventura!
Ainda há pouco, pra aproveitar o friozinho, uma amiga acabou de me convidar para irmos num boteco, fugir da chuva. E eu iria, e se iria!, mas preferi curtir o fim do domingo em casa assistindo um filme agarradinha no meu cobertor, quem sabe. Amanhã, provavelmente, farei sinais de fumaça e mandarei uma mensagem, e então lá no mimoso, colocaremos os papos, risos e brindes em dia.
Agora, cá estou lendo alguns editais de concursos - é aquele ditado: se não pode com o inimigo alie-se a ele'. Gostaria de me ver livre, um dia, dessas normas que a sociedade tanto impõe (e eu vou). Mas enquanto isso não acontece vou me camuflando e me inserindo no sistema de acordo com os conformes. Vamos que vamos!

É isso.
Saudades de ti. "Tá tudo cinza sem você. Tá tão vazio"
Se cuida. Boa semana. Beijão.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Matando, correndo, vivendo a vida.

Era tarde de domingo e voltávamos, minha família e eu, da casa de um tio há 5 km do centro, onde moramos. 
No meio do percurso, avistei, lá de longe, esse casal caminhando pela rodovia. Pra eles não importava se era fim de semana, se podiam estar curtindo uma bela praia ou muito menos praticando a filosofia do ócio: assistindo um filme ou programação da tv, descansando no sofá de sua cômoda casa, comendo pão ou tomando café. Não. 
O prazer à prática do esporte era maior, superior a todas regalias e até mesmo ao calor insuportável, que naquele momento fazia. 

Lembrei de um dia ter recebido um e-mail com o título: "Aula de Gestão". Era assim:
"Na África, todas as manhãs, o veado acorda sabendo que deverá conseguir correr mais rápido do que o leão, se quiser se manter vivo. Todas as manhãs, o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veado, se não quiser morrer de fome. Conclusão: Não faz diferença se você é veado ou leão, quando o Sol nascer, você tem que começar a correr."

O casal, não estava na África e não sabiam da tal aula de gestão (natural), mas já acordavam sabendo que pra se manterem vivos precisavam caminhar, correr o quanto pudesse, independente das condições climáticas ou dia da semana.

Todos os dias, pela manhã, quando acordo, o meu primeiro pensamento do dia é: "Mas já? Amanheceu tão rápido! vai começar tudo de novo, ah não...". E mesmo assim, batendo os pés, tropeçando pelas paredes, cambaleando de sono, parto pra luta e sigo. Sigo matando vários leões, começando, de cara, pela preguiça e moleza. Ao longo do dia vou matando a fome, a sede, o sono. É como se tivesse escalando, subindo montanhas e montes. Nesse meio tempo, continuo a matar, mas agora pessoas: de rir! 
Tento fazer o bem mesmo estando mal-humorada, com dor de cabeça, tendo a unha roída, o cabelo ressecado, o coração ferido. Jack, ops, já que pra se manter viva é preciso enfrentar os limites, medos e aflições, assim o farei - e da maneira mais prática, barata e divertida, possível, ou seja, sorrindo! (até com os olhos, com o fígado, com os ouvidos...). 

Nesse dia de hoje, corrido à beça, em meio a crises, violências, mortes, caos e horrores, sugiro corrermos contra o tempo junto com a controvérsia e principalmente pôr em prática o inverso proporcional da palavra 'matar': 
- que nos matemos de risos espalhando infinitos sorrisos; 
- que matemos a fome e não desperdicemos comida; 
- que possamos matar nossas gulas olfáticas diante de livros novos, desabrochar de flores, perfume de talco de neném; 
- que nos matemos de amor, correndo sempre para mais um, de vários e infinitos, abraços; 
- que saibamos matar a preguiça com muito ócio, afinal 'tédio é para os sem inspiração'; 
- que matemos a frieza daqueles que desmatam a mata;
- que matemos no trabalho o mau atendimento e arrogância, com: "bom dia, boa tarde, por favor, com licença";
- que matemos a indisposição e pratiquemos esportes, ...antes que a lombriga nos mate e nos leve para uma vida solitária. 

Ainda bem que a semana correu e já é Sexta-Feira. Matei tanta coisa que agora quero me matar de tanto viver. Como diz uma grande amiga (ou o álbum do Coldplay): "viva la vida!"


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Inimaginável

tentei cifrar
difícil é
de o tom pegar 
ouvido mouco 
só sendo um louco
pra desafinar
a letra alucinógena
pura poesia
melodia
pra quê ser massacrada?
por uma luante desembestada
principalmente ao ser tocada
no violão
só por batucada?   
Um dia quem sabe... 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ireland


O roteiro que vinha preparando desde a viagem feita pra Belém, pro Oktoberfest em Blumenau, seguido por um breve retorno em Jaguarão e uma esticada para Montevidéu e Buenos Aires foi para o espaço. Poisé, poisé, poisé, poisé. Surgiu um pequeno imprevisto a médio/longo prazo, e para que o objetivo e o prazo seja cumprido, terei de economizar cada centavo.
Vou explicar. Dentre um ano. Um ano? Não, um ano não. Em um ano e meio. Um ano e meio?

Dois anos? Isso! Dois anos é o prazo estipulado. Daqui dois anos desembarcarei na ilha das Esmeraldas. E quando digo: 'é o prazo estipulado', quero dizer que é o prazo definitivo para morar, no mínimo, 1 ano na Irlanda; seja em Dublin, Cork, Galway, Bray, Ennie, ou qualquer cidade deste país, lá estarei.

A ideia não veio assim de supetão. O lance estava a todo vapor quando pintou a ida pra Jaguarão. Depois que de lá retornei e aprendi a curtir mais minha cidade, minha família, meus amigos, minha raiz, minha origem, a decisão passou a rondar novamente. Mas é aquela coisa: calma, muita calma.

Comecei a pesquisar os tipos de intercâmbios. Primeiramente pensei em tirar férias e fazer um curso de 4 semanas no Canadá. Então, vi um curso de 3 meses (12 semanas) pro mesmo destino e praticamente o mesmo valor. Depois pensei: "Por que Canadá? Por que um país americano se o que me chama atenção é a Europa?"
Foi então que minha tia - que mora há alguns bons anos em Nantes (França), veio passar férias e acabei aproveitando pra tirar algumas dúvidas. Tentei seguir seus conselhos pra, ao menos, estudar por lá. Tentei aprender francês e não consegui. Talvez seja a velhice: inserir uma nova língua, assim, do nada, é demais. Pra cantar até consigo. A única música que arrisco mais ou menos em francês se chama "La demeure del ciel" da cantora Camille, e algumas da Carla Bruni. A pronúncia sai chinfrim, eu sei, mas pra escrever e lembrar, esquece, não adianta. Desisto!

Passei a verificar uns cursos em Londres. Os preços são bem legais. Lembrei do meu primo Junior Baima. Pensei: "pô, se o Junior morou em Londres, eu quero morar em Liverpool! deve ser o máximo!". Fui procurar cursos de inglês em Liverpool e, na verdade, não encontrei muitos pacotes. Deixei de lado. 

Um belo certo dia vi nas atualizações do facebook uma ex-colega de ensino Médio, a Vivi, com fotos na Irlanda - Dublin! Que linda a paisagem! E logo a Irlanda, país dos meus queridos The Corrs, U2, Enya, James Joyce; e, logo, Dublin, cidade-capital das histórias de Marian Key. Eu quero! Alguns dias depois, vi o Caio, um colega administrador que conheci no congresso de ADM em 2008, em Goiânia, com atualizações de fotos também lá da Irlanda, de uma cidade chamada Bray.   

Assistindo o "Vai pra onde?" com o Bruno de Luca (no multishow), vi umas matérias em Belgrado (Sérvia), e recentemente na Austrália, nas cidades de Melbourne, Sidney, Brisbane... uau! Que lugares! Fiquei na dúvida, confesso, principalmente em relação a Brisbane, já que Austrália tem características climáticas bem parecidas com a do Brasil.

Não teve jeito: a Irlanda falou mais alto. Saint Patrick falou mais alto. Enya cantou mais alto. Até o cenário do filme 'P.S. I Love You' falou mais alto. Sem contar nos livros da Marian Keys que também falaram e gritaram bem alto: 'Irlanda, Irlanda, Irlanda'.

Fui verificar os tipos de intercâmbio e fiquei besta com a facilidade para imigrantes estudarem e trabalharem no país. Fiquei mais besta ainda com o preço dos pacotes:
- se no Canadá eu iria pagar por um curso de inglês de 12 semanas, não podendo trabalhar, por R$ 3.900; 
- na Irlanda, eu consigo um pacote de 25 semanas de curso de inglês + 25 semanas de férias (trabalho); sendo que nos primeiros 6 meses poderei trabalhar 20 horas semanais e no período de férias, 40 horas semanais; com acomodação de 2 semanas, transfer, seguro saúde, seguro governamental e taxas de matrícula, por R$ 3.500,00! E eu vou poder trabalhar pra recuperar o valor investido! Eu quero. Eu vou!


O pior é encarar a dona Suely e dizer que vou embora mais uma vez. Mas ela já tá sabendo de relance, ela sempre soube que Itaituba é pequena demais pra mim, e pra falar a verdade, nem se preocupou tanto. Ufa! Eu é que já fico com um frio na barriga, estou com um frio na barriga. Deixo passar, até lá há um largo espaço de tempo. E tempo é o que quero pra continuar curtindo minha cidade do Tum-Tum, curtindo o sol de rachar a cara, apreciando o rio Tapajós e todas as paisagens, comendo peixe e me engasgando com as espinhas, tomando suco de acerola... comendo farinha, hum...

No mais, é isso. Irlanda aí vou eu. No segundo semestre de 2014, me aguarde que desembarcarei em ti. 

Boa Sorte! (o trevo já ajuda)
Good Luck!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Na sala de embarque do aeroporto de Santarém, tem:

- Dois caras dormindo e ocupando dois trios de bancos;
- Um cara gordo de camisa verde;
- Mulher de cabelo-Vanessa da Mata super style;
- Casal de idosos brigando constantemente;
- O nervosismo de um grupo musical de senhorinhas evangélicas;
- Espera + Tédio = 2h
Melhor que chegar atrasada e perder o voo.

sábado, 14 de abril de 2012

Esquadrimista

Era alta, caucasiana, de cabelos negros-azulados, lisos de escorrer até a cintura. Seus olhos castanhos escuros eram grandes, levemente puxados, tímidos e solícitos. De nariz empinado, não metido, torneava a face assimétrica, de contorno perfeito em lábios médios, ressaltados com o tom bordô do vermelho escuro.
Usava um cardigan azul escuro, de gola alta, e uma calça social preta boca de sino.
O toque do sobretudo de camurça azul escuro, por cima da roupa, dava um certo ar retrô, notório de uma cidade europeia. Ele se extendia até boa parte dos joelhos, também cobertos por uma bota de couro preta. Tinha um cachecol de tecido nas cores verde limão, amarelo e rosa bebê, de três pontas envolto ao pescoço, quase uma espécie de cortina, que coloria o visual. Na cabeça, não podia esquecer do chapéu também azul escuro de camurça, bem estilo mágico de ser. Assim sendo, com um quê de heroína de mangá com o misterioso poder medonho de Willy Wonka (da Fantástica Fábrica de Chocolate) e a bruxaria de Harry Potter, ela desfilava na rua a caminho de mais um dia de festa, vagando despreocupada pela cidade que tanto ama.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mochilão: Carona

Meu caro,
esta cara que tem cara, só cara, pede uma carona porque as passagens estão muito caras.
Se eu estivesse na Caras com certeza não precisaria meter a cara nisso. 
Aproveitando o dia dos namorados, e uma vez que estou sem, bem que o cara que me desse a tal carona pudesse ser um cara legal, confiável ao menos. 
Estou no aguardo.
Obrigada.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

01º de abril não, 02 de maio!

Havia uma festa em sua casa. De repente a campainha tocara e para sua surpresa:
Parabéns! - eram três amigas de um infindável quarteto, ao qual fizera, orgulhosamente, parte, com largos sorrisos estampados nos rostos.
Como assim? - indaguei com os olhos totalmente arregalados. Tô em Belém? Não! - claro que não tô em Belém, pensei comigo mesma. Que diabos tá acontecendo? Como vocês vieram parar aqui?
Ah, a gente falou com nossos pais e eles compraram as passagens – disse a poia-chefe-coordenadora – diria que é a abelha-rainha, mas ela não gosta de mel.
Pegamos um avião de Belém até Porto Alegre... - sorriu a poia-chefe, que se diz dos serviços gerais – uma modéstia, é uma modéstia!
E depois pegamos um ônibus até aqui... Jaguarão! - completou a poia-chefe que se intitula secretária, e às vezes, “a que só pega gripe” - como se fosse verdade.
[Essas meninas... ai ai. Me surpreendem cada vez mais.]
Ah tá... - respondi ainda com um ar suspeito, creio que em estado de choque, talvez. Entrem! Fiquem a vontade!
Junto, estavam o irmão da poia-chefe-coordenadora, meu amigão também, diga-se de passagem, entrou me dando um dos abraços mais espetaculares que alguém pode dar. E, logo em seguida, um presente-futuro-passado amigaço, com olhares discretos, me abraçou...hmm. Quando digo “futuro-passado” é que ainda lembro de algumas coisas de um breve passado, que gostaria que voltasse a acontecer no futuro; e quando digo “presente” é porque penso nisso diariamente. É um puta de um filha da puta, isso sim! Argrrr.. -não posso, não posso.
Mas não vejo seus rostos. Eu sei que eles são eles, tanto minhas amigas quanto meus amigos, mas não os vejo... claramente!
Ao que vejo agora, parecem estarem longe, e... estão! Ops...eeei:
Onde estão indo? Não! Esperem! Fiquem...
É que não tinha quase bebida... - respondeu um deles, lá ao longe, já quase passando a esquina da rua onde moro.
Ah bom – digo retrucando, então tá.
[Triste.]
Acordo altamente assustada! Levanto, saio do quarto, e eis, que ao cruzar o corredor da sala:
Bom dia! Parabéns! - ganho um super abração apertado, de um dos quartetianos, de minha casa.
Depois, recebo o parabéns de uma porto-alegrense, bem capaz tchê; e de uma paulista 'maiorw da hora'.
Sim, moro em uma casa com mais três pessoas: um homem e duas mulheres. Contando comigo, somos quatro! Outro quarteto em minha vida. Outro quarteto ao qual tenho o privilégio de conhecer e ter por perto. Um quarteto que fez de tudo para que, longe de casa, eu não sentisse tanta falta da minha casa. Na verdade, agora só temos uns aos outros, e
Ao quarteto dos meus sonhos, do sonho que tive, mas que são reais; e ao quarteto com o qual eu moro, o meu muitíssimo obrigada!

p.s: baseado no sonho que tive no dia do meu aniversário.
p.s.s: e, também, baseado na festa

domingo, 4 de abril de 2010

Itaituba/Santarém - Porto Alegre/Jaguarão

A viagem tá um medo só.
Desde que saí de Itaituba não sou a mesma. Eu pensei que seria forte e que iria conter minha tristeza em frente aos meus pais: impossível!
Em dois momentos anteriores a esse, também, não consegui me conter: quando fui dar os parabéns da minha little sista' Cacá e, na casa da Keila quando disse que estava indo mesmo.
Agora são 7 da noite e chove bastante.
O banzeiro? Está nas alturas. É cada pancada que a lancha recebe. Me sinto em cima de um touro mecânico: sobe e desce, e sobe, e desce, sobe, de novo, desce novamente..
E falando em “sobe e desce”, me veio em mente a música do Aviões do Forró: ♪E desce e sobe... Embala uoôooo, abre o porta-mala, uôooo-o, tá-que-tá na cara...♪. É automático dançar o inverso do que a música canta: na parte “desce”, subir, e na parte “sobe”, descer. Sei lá, é tão legal. Experimentem! Saudades de forró...
Não vejo a hora de chegar em Santarém. Por enquanto a ficha não caiu, por isso, espero que o tempo melhore até a hora do voo – se bem que independente disso, se eu não for ler ou tomar um sonífero, é capaz de chorar a viagem toda, ainda mais escutando essas música do meu celular.
Cadê o terço? É isso! Vou rezar pra ver se essa descida e subida, diminua um pouco e não atrase a chegada em terras mocorongas. É isso então. Vou rezar. Amém. Até!

Em 02/04/2010 - diretamente do celular

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um pequeno imprevisto

Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero

Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos,
Bem devagar, ponderado... perfeitamente equilibrado!



Até que num dia qualquer,
Eu vi que alguma coisa mudara.
Trocaram os nomes das ruas,
E as pessoas tinham outras caras.

No céu havia nove luas,
E nunca mais encontrei minha casa,
No céu havia nove luas
E nunca mais eu encontrei,
minha casa!



Ainda agora tava escutando a rádio e começou a tocar essa música dos Paralamas. A letra me parece tão familiar, consigo me imaginar nela, ou talvez seja porque ela consegue exprimir o que quero, ou o que quis, ou que um dia quisera...

E eu espero, sinceramente, voltar numa casa que não é minha, mas que me faz lembrar de coisas tão incríveis. É um lugar fantástico, tão calmo, uma cidadezinha tão.. tão...meu estilo, na dela, que me lembra da vovó, e de quando sentia cheiro da chuva, e do frio, e da água gelada do igarapé... Cidade que me sentia nas nuvens, e que sentia o cheiro do carangueijo, do açaí, e sentia medo de uma estátua em frente à igreja matriz, um padre-cênego Calado.

Ai ai
eu quero tudo isso de novo e como quero!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

... de viajar, de conhecer novos lugares, de escrever um livro...

BUENOS AIRES -ARGENTINA
LISBOA - PORTUGAL

BARILOCHE - ARGENTINA

DUBLIN - IRLANDA


De repente, foi isso que me bateu agora: vontades infinitas de viajar, de conhecer novos lugares, novas culturas, novas religiões, novos deuses, novos idiomas, novas pessoas... algo realmente bem diferente da minha realidade.

E de repente bateu uma vontade de escrever um livro. Não sei explicar como isso acontece, mas lendo o livro "Comer, rezar, amar", veio essa vontade louca, do nada.

Sempre quis escrever um livro. Quando era criança sempre ganhava de presente (aniversários, aamigos secretos...) diários e agendas. Sempre escrevi neles.
Semanas atrás, ganhei algo diferente: uma caneta!
Como já disse, era de praxe ganhar agendas e diários, mas nunca na minha vida que havia ganhado uma caneta.
Creio que isso signifique algo... e espero poder desvendar.

Meu Deus, por favor, fazei-me viajar, fazei-me viajar,
Meus Deus, por favor, fazei-me viajar pra fora do país, fazei-me aprender uma nova cultura,
Meus Deus, por favor, fazei-me viajar o mais breve possível e gostar realmente disso, trazer e ensinar algo bom pra humanidade, pra mim mesma!
Meu Deus, por favor, fazei-me viajar,
Meu Deus, por favor, fazei-me que eu me encontre!


Obrigada!
Beijãaao
Se cuidae tá bom!
=D

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tudo azul, Sol de norte a sul!












Ela que descobriu o mundo e sabe vê-lo de ângulo mais bonito.
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes.
Sente e vive intensamente.

Aprende e continua aprendiz,
Ensina muito e reboca os maiores amigos,
Faz dança, cozinha, se balança na rede e adormece em frente à bela vista.

Despreocupa-se e pensa no essencial: dorme e acorda.
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana.
Fala inglês e canta em inglês,
escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus, e lava os cabelos com shampoos diferentes.

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa, e corre quando quer...
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano,
e brinco para orelha, bolsa de couro...
namora e é amiga.

Tem computador e rede [rede para dois]
Gosta de eletrodomésticos,
toca piano e violão,
procura o amor e quer ser mãe,
tem lençóis e tem irmãs...

Vai ao teatro mas prefere cinema...
Sabe espantar o tédio,
cortar o cabelo e nadar no mar: tédio não passa nem por perto...

É infinita, sensível, linda...
Estou com saudades e penso tanto em você...
Despreocupa-se e pensa no essencial!

Dorme e acorda...
=**
=)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

♪Voltar pra casa em nosso lindo balão azul♪



Domingão foi mara!
Daqui pra pouco, volto pra postar algumas fotos e fazer algumas observações também.
Faltam algumas páginas pra terminar o livro do Rubem Paiva. Tá interessantíssimo! Pior é que já emendei em Mein Weltbild - Einstein, A mediadora 1 - Meg Cabot, Férias - Marian Keyes e O preço de ser diferente - Monica de Castro.

'Um trechinho do texto Filtro Solar:
"Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete pra tentar resolver uma equação de álgebra(...). Não perca tempo com a inveja. Às vezes se está por cima, às vezes se está por baixo. A peleja é longa e no fim é só você contra você mesmo(...). Entenda que uns amigos vão e vêm, mas nunca abra mão de uns poucos e bons."'

Sentem a energia? Quanta força hein!
Só coisa boa...
Pois é.
Valeu Janna!
;*

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Feliz Ano Velho

Pé na estrada!



Dia de pegar cachorrinhos soltos na Itacimpasa (Caima) - vila operária, dos engenheiros e fábrica. Foi legalzinho, não fosse o sol pocante. Devido a isso, posso dizer que estou "marron". Literalmente! =P huahuahuahuaha


Cena 1: Na hora do almoço (refeitório da fábrica), uns rostos interessantes. ~~ -fiufiu-

Porém, nenhum chamara atenção, em especial =\

Aliás. Minto! Teve um!

É, teve um. Kkkkkkkkk. Chamou atenção por achar que estivesse chamando atenção.

Peguei a bandeja. Peguei o prato, depois um menor pra por a salada. Um copinho plástico, estilo aqueles de sorvete, com um negócio amarelo dentro. Por frações de segundos pensei "é manteiga, será? Mas... pra por na comida?! O.o"
Mas logo essa fração passara, e a ideia idiota de que aquilo fosse manteiga, também. Mas todo mundo pegava um. Então deveria ser creme de maracujá. Peguei na hora e dei mais um passo pro lado. Quando olhei pra frente, um mini self service, e do outro lado, a moça pegara o prato pra colocar hambúrguer. Na espera, surge este cara. Olhei. Ué, olhei mesmo, e daí? :P Mas logo desencantei :( Aaaaah ele era gay, tava na cara! Mas ele olhou também, e voltou de onde tivera saído - da cozinha, acho. A senhora terminou de servir e fui sentar. Fiquei numa cadeira que dava de frente pra essa parte: da cozinha/self service. Essa parte do self service era separada por vidraça, dando pra ver parte das pessoas dentro da cozinha. Tinham alguns folhetos fixados na parede e enquanto comia, ia lendo. Passatempo legal esse. Ops.. lá passa o cara de novo olhando, deixando a cabeça, e meio que voltando (?). Rum. Fiquei encabulada. Animei de novo :D Isso acontecera umas 2 vezes mais durante o almoço.

Quase perto de terminar, o cara sai de lá e vai conversar com os amigos no refeitório. Ele não é feio, mas é gay. Os olhos, o jeito do cabelo enfiado na toca... Puta merda, o jeito dele falando com o cara também... Puta merda², a voz também... É, tava certa. Certíssima! Até :) Levantei e saí do refeitório. Na parte de fora, no intervalo, opa... mais pessoas! Um chamando atenção pelos exóticos olhos verdes, outro pela barba mal feita, outro pelo cabelo, outro pelo jeito do andar... "Boooora Suéedxi, entra logo no carro! Temos que ir pra vila!" Droga! Gostei daqui! :P


Cena 2: Pós-almoço. Clube da vila operária. Sombra. Vento. 12:45 p.m. Sol. Sol. Quente. Muito quente. Cabeça doendo. Pensamento looonge. Banco do passageiro quase todo deitado. Suede deitada no banco do passageiro quase todo deitado. "Quando chegar em casa, lembrar de pegar umas cifras..". Sono. *Abrindo livro "Feliz Ano Velho" no celular*. "Ah, e ajeitar aquele quarto também". Começa a leitura. Opa: "história interessante". *ativando o som no cel pra não dormir*. *Nome da pasta aberta no cel: músicas para dormir*. Dez minutos e... "égua, esse cara parece comigo O.o". Treze minutos depois: "Tô gostando de ler esse livro!"


"Apesar da movimentação, e dos cinco colegas estourados, estava sentindo uma profunda solidão, uma total incapacidade de me controlar. Estava a um passo de enlouquecer. Eu sou touro, ascendente touro. Sol em oposição a Netuno, isto é, o Sol ilumina exatamente as coisas opostas às influências de Netuno, planeta da transcendência, do mistério. Minha cabeça doía de tanto pensar." - Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva



ARRÁ. Sabia!

Cara filha da puta. Por isso a tal identificação. Touro. Ele também é touro. E a cabeça dele também dói de tanto pensar. Aeeeee \o/

O mais engraçado foi depois, ao ler um trecho simples, despercebido até.


"Uma maneira de passar o tempo foi pegar uma determinada pessoa, lembrar todos os momentos que estive com ela, os papos. Aliás, é uma mania que tenho até hoje. Isso me angustia um pouco, pois acabo conhecendo muito mais a pessoa do que ela a mim, e dando um valor que nem sempre essa pessoa merece. Cada palavra que ela tenha dito, o gesto ao acender um cigarro, o beijo de despedida, acabam-se tornando imagens marcantes e importantes no meu dia-a-dia.". Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

E minha sorte de hoje é:

"Você viajará para muito longe"

Apesar dessas 'sortes' serem super repetidas, juntando com a corrente de ontem que me mandaram por msn com a seguinte mensagem: "Confie em Deus, cada momento agradeça a Deus, passe essa mensagem a sete pessoas ,vc recebera algo que precisa amanhã , talvez dê tudo certo mesmo. Santarém... amanhã... de manhã... busão.. comendo poeira.. Hmmm.. vou já lá ver se isso vai se concretizar =DD

Atéee daqui a pouco
bjuuu

segunda-feira, 10 de março de 2008

Não para não

Ano retrasado, ou começo do passado, quando vi um clip na Mtv Hits super contagiante, com um ritmo de música diferente, eletrizante...dançante, comecei a gostar de cara das músicas dessa cantora. Diga-se de passagem que nunca pensara que fosse estourar aqui no Brasil... e olha só no que deu né? Hoje não são nem uma ou duas músicas 'carro-chefe', mas sim várias! São músicas que tocam em bares, boates, festas em geral.. Ah claro, não esquecendo que no carro ou no mp3/mp4 de cabeceira, JAMAIS pode deixar de se escutar, principalmente se estiver perto de pessoas super especiais: os amigos!

Ao mesmo tempo em que ando a mil por hora, com turbilhões de coisas a fazer (ou sendo feitos), anima a idéia de que pelo menos nota-se que essas 'coisas' estão diminuindo e sendo resolvidos; E mesmo com tudo isso, seja aqui em casa, lá na Semsa, na facul, na igreja, ou onde for, se tem coisa que não dá pra ficar sem é: poder conversar, desabafar, tomar aquele café/ice/cooler/enfim... , dançar, curtir a todo e qualquer momento ao lado de amigos.

Todo mundo tem o seu dia, aquele preferido, aquele no qual se sente melhor, mais a vontade... Pra uns é o Domingo. Tem gente que gosta da Terça-Feira, outros, acreditem, da Segunda-Feira -o que considero o pior-. No meu caso se não for pra pelo menos dar uma voltinha lá na praça depois da aula -mesmo nos dias que não tem-, ou rezar pra ter algum aniversário, de nada valeu a adorável Sexta-Feira. Bom... na verdade seria Sexta e Sábado... mas se não fizer algo diferente na noite de sexta, o fim de semana começa a ser muito basiquinho e o começo de semana então, nem se fale.
Nesse fim de semana, Sexta e Sábado, fomos pra Palhoça e Play, pois infelizmente (ou felizmente) o 1º P (Pagode no Cascão) tá passando por uma reforma -tão cobrindo toda a área e tal... tá ficando legal, bora ver depois né?!


Pensei que no sábado não fosse ter coragem e pique pra ir pra play, já que às 6 da matina tivera mais que acordada pra ir pro Km. 30 - Com. Campo Verde, na Saúde Itinerante (mutirão)  Ah, detalhe básico: isso pq cheguei da Palh... umas 3 horas da manhã de sábado!

Continuando no sábado, foram 197 vacinas anti-rábicas aplicadas entre cães e gatos. A parte que gosto mesmo é da aventura: de conhecer novos lugares, novas pessoas, essas coisas.Eu sei que ainda não parei. Somando os 2 dias, dormi cerca de 6 horas somente. Meu sono tá atrasado e eu não vejo a hora de compensá-lo, compensar-me.
Como necessito e preciso, solicito encarecidamente dormir.
Buenas noches!
Peace and love!

sábado, 8 de setembro de 2007

♪ Toca um samba aí que eu vou me apaixonar♪


Começo explicando o título de hoje: homenagem a uma música do Inimigos da Hp - Toca um samba aí, pois ultimamente, é o que mais tenho escutado.

Nessas 2 últimas semanas, viajei pro interior, quase perto de Jacareacanga!
Na 1ª semana (27 a 31 de agosto) fomos de carro, pela estrada, até Penedo (garimpo), longe pra caramba. Lá não pega nada a não ser frequencia de rádio. Além disso, voltei toda ferrada de uma espécie de carapanã, mas acabou que adorei a experiência. Foi um máximo! Fizemos capturas de morcegos (o que pra mim foi ótimo como treinamento) e perdi uns quilos a mais. Conheci várias pessoas (sendo que um até se apaixonou por essa pessoa - sai pra lá), conheci mais a região, aprendi e continuo aprendendo mais a conviver em grupo.

Na 2ª semana (04 a 07 de setembro) fomos de carro até o Buburé (65 km +-) e de lá seguimos para o Penedo de voadeira. O destino era Mamãe-Anã , já que agora fomos pra fazer um bloqueio vacinal. Como os meninos que ficaram, fizeram boa parte, quase não tivemos muito trabalho -  eu disse quase, o trabalho foi muito, e como foi!
Nesses quase 250 km. (sendo 65 km de estrada + uns 150 até o Penedo e + uns 40 até Mamãe-Anã) peguei muito sol. Tô preta, finalmente minha cor morena está a mostra.

Solta o pagode:

Toca um samba aí que eu vou me apaixonar
Hoje eu só quero é beijar, beijar, beijar
A depre então eu vou jogar pra lá
Hoje eu só quero é beijar!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Mais pra Pé-de-Pano

Pra começar, até que enfim saimos do ócio, sai do ócio.
O carro da Zoonoses, após quase 1 ano, ficou pronto. Ontem, saimos pra entregar alguns ofícios. As meninas o acariciaram, diziam 'que estavam com saudades' e depois de vários mimos, ele arregou e pregou perto da Igreja do Bom Remédio..


Rapaz, eu gosto é de me aventurar com muita emoção :D