Era alta, caucasiana, de cabelos negros-azulados, lisos de escorrer até a cintura. Seus olhos castanhos escuros eram grandes, levemente puxados, tímidos e solícitos. De nariz empinado, não metido, torneava a face assimétrica, de contorno perfeito em lábios médios, ressaltados com o tom bordô do vermelho escuro.
Usava um cardigan azul escuro, de gola alta, e uma calça social preta boca de sino.
O toque do sobretudo de camurça azul escuro, por cima da roupa, dava um certo ar retrô, notório de uma cidade europeia. Ele se extendia até boa parte dos joelhos, também cobertos por uma bota de couro preta. Tinha um cachecol de tecido nas cores verde limão, amarelo e rosa bebê, de três pontas envolto ao pescoço, quase uma espécie de cortina, que coloria o visual. Na cabeça, não podia esquecer do chapéu também azul escuro de camurça, bem estilo mágico de ser. Assim sendo, com um quê de heroína de mangá com o misterioso poder medonho de Willy Wonka (da Fantástica Fábrica de Chocolate) e a bruxaria de Harry Potter, ela desfilava na rua a caminho de mais um dia de festa, vagando despreocupada pela cidade que tanto ama.

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