segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quando acordei lembrei, de novo, que...


 No apartamento, um fogão velho na cor azul céu havia
Acordava às 6 da manhã pra ir caminhar de táxi na praia
Enfrentava pontes, peixes e mangues
Fugia de telefonemas, mãe, tias, campainhas
Homens com sabor de frigideira minha
Fome de corações fritos tinha.

A babaca de sempre minha prima
visitava junto com sua mãe, minha tia
e eu me escondia, me escondia, me escondia.
Porque fazer compras no supermercado eu ia,
E uma estranha senhora me cumprimentava com ‘bom dia’.

Via a Meg perdida na rua,
A Meg era um outro cachorro, um alívio.
Até o Jawilson, com chapéu caipira, apareceu
Lá fui eu pro esconderijo do apartamento meu.
Via o vermelho óculos pendurado na parede, no gancho onde se ata rede,
Uma cama do tamanho do mundo,
Pia cheia de louças e poucas xícaras,
O conforto e a bagunça juntos,
Nada de sala de estar,
Somente estavam eu comigo mesmo num estado profundo,
Por que o celular não parava de tocar?
Por que se tem que ir trabalhar?
É hora de acordar,
Bom dia!

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