domingo, 4 de abril de 2010

Itaituba/Santarém - Porto Alegre/Jaguarão

A viagem tá um medo só.
Desde que saí de Itaituba não sou a mesma. Eu pensei que seria forte e que iria conter minha tristeza em frente aos meus pais: impossível!
Em dois momentos anteriores a esse, também, não consegui me conter: quando fui dar os parabéns da minha little sista' Cacá e, na casa da Keila quando disse que estava indo mesmo.
Agora são 7 da noite e chove bastante.
O banzeiro? Está nas alturas. É cada pancada que a lancha recebe. Me sinto em cima de um touro mecânico: sobe e desce, e sobe, e desce, sobe, de novo, desce novamente..
E falando em “sobe e desce”, me veio em mente a música do Aviões do Forró: ♪E desce e sobe... Embala uoôooo, abre o porta-mala, uôooo-o, tá-que-tá na cara...♪. É automático dançar o inverso do que a música canta: na parte “desce”, subir, e na parte “sobe”, descer. Sei lá, é tão legal. Experimentem! Saudades de forró...
Não vejo a hora de chegar em Santarém. Por enquanto a ficha não caiu, por isso, espero que o tempo melhore até a hora do voo – se bem que independente disso, se eu não for ler ou tomar um sonífero, é capaz de chorar a viagem toda, ainda mais escutando essas música do meu celular.
Cadê o terço? É isso! Vou rezar pra ver se essa descida e subida, diminua um pouco e não atrase a chegada em terras mocorongas. É isso então. Vou rezar. Amém. Até!

Em 02/04/2010 - diretamente do celular

Vi num filme dentro da lancha.

"Siga o corvo na escuridão e encontrará luz”

Em 02/04/2010 diretamente do celular