terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um pequeno imprevisto

Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero

Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos,
Bem devagar, ponderado... perfeitamente equilibrado!



Até que num dia qualquer,
Eu vi que alguma coisa mudara.
Trocaram os nomes das ruas,
E as pessoas tinham outras caras.

No céu havia nove luas,
E nunca mais encontrei minha casa,
No céu havia nove luas
E nunca mais eu encontrei,
minha casa!



Ainda agora tava escutando a rádio e começou a tocar essa música dos Paralamas. A letra me parece tão familiar, consigo me imaginar nela, ou talvez seja porque ela consegue exprimir o que quero, ou o que quis, ou que um dia quisera...

E eu espero, sinceramente, voltar numa casa que não é minha, mas que me faz lembrar de coisas tão incríveis. É um lugar fantástico, tão calmo, uma cidadezinha tão.. tão...meu estilo, na dela, que me lembra da vovó, e de quando sentia cheiro da chuva, e do frio, e da água gelada do igarapé... Cidade que me sentia nas nuvens, e que sentia o cheiro do carangueijo, do açaí, e sentia medo de uma estátua em frente à igreja matriz, um padre-cênego Calado.

Ai ai
eu quero tudo isso de novo e como quero!

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