Havia uma festa em sua casa. De repente a campainha tocara e para sua surpresa:
Parabéns! - eram três amigas de um infindável quarteto, ao qual fizera, orgulhosamente, parte, com largos sorrisos estampados nos rostos.
Como assim? - indaguei com os olhos totalmente arregalados. Tô em Belém? Não! - claro que não tô em Belém, pensei comigo mesma. Que diabos tá acontecendo? Como vocês vieram parar aqui?
Ah, a gente falou com nossos pais e eles compraram as passagens – disse a poia-chefe-coordenadora – diria que é a abelha-rainha, mas ela não gosta de mel.
Pegamos um avião de Belém até Porto Alegre... - sorriu a poia-chefe, que se diz dos serviços gerais – uma modéstia, é uma modéstia!
E depois pegamos um ônibus até aqui... Jaguarão! - completou a poia-chefe que se intitula secretária, e às vezes, “a que só pega gripe” - como se fosse verdade.
[Essas meninas... ai ai. Me surpreendem cada vez mais.]
Ah tá... - respondi ainda com um ar suspeito, creio que em estado de choque, talvez. Entrem! Fiquem a vontade!
Junto, estavam o irmão da poia-chefe-coordenadora, meu amigão também, diga-se de passagem, entrou me dando um dos abraços mais espetaculares que alguém pode dar. E, logo em seguida, um presente-futuro-passado amigaço, com olhares discretos, me abraçou...hmm. Quando digo “futuro-passado” é que ainda lembro de algumas coisas de um breve passado, que gostaria que voltasse a acontecer no futuro; e quando digo “presente” é porque penso nisso diariamente. É um puta de um filha da puta, isso sim! Argrrr.. -não posso, não posso.
Mas não vejo seus rostos. Eu sei que eles são eles, tanto minhas amigas quanto meus amigos, mas não os vejo... claramente!
Ao que vejo agora, parecem estarem longe, e... estão! Ops...eeei:
Onde estão indo? Não! Esperem! Fiquem...
É que não tinha quase bebida... - respondeu um deles, lá ao longe, já quase passando a esquina da rua onde moro.
Ah bom – digo retrucando, então tá.
[Triste.]
Acordo altamente assustada! Levanto, saio do quarto, e eis, que ao cruzar o corredor da sala:
Bom dia! Parabéns! - ganho um super abração apertado, de um dos quartetianos, de minha casa.
Depois, recebo o parabéns de uma porto-alegrense, bem capaz tchê; e de uma paulista 'maiorw da hora'.
Sim, moro em uma casa com mais três pessoas: um homem e duas mulheres. Contando comigo, somos quatro! Outro quarteto em minha vida. Outro quarteto ao qual tenho o privilégio de conhecer e ter por perto. Um quarteto que fez de tudo para que, longe de casa, eu não sentisse tanta falta da minha casa. Na verdade, agora só temos uns aos outros, e
Ao quarteto dos meus sonhos, do sonho que tive, mas que são reais; e ao quarteto com o qual eu moro, o meu muitíssimo obrigada!
p.s: baseado no sonho que tive no dia do meu aniversário.
p.s.s: e, também, baseado na festa
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