Meus dedos seguem o rumo. Um rumo que, às vezes, nem é o que estou, de fato, em mente, escrevendo. Eles, meus dedos, simplesmente, tomam de conta do teclado e o que realmente estava pensando em digitar, não é digitado. Falando nisso, não é e nem era exatamente isso o que queria escrever.
Estava visitando blogs e twitter's, lendo algumas coisas, e meu deu essa vontade louca de escrever. Talvez seja porque tenha passado a tarde no shopping Bourbon assistindo filmes, babando inúmeras vitrines - sim, neste momento estou em nada mais, nada menos do que na capital gaúcha, Porto Alegre. Não é, assim, lá essas grandes coisas, do tipo "óooh que cidade!", mas tem sim sua beleza, isso reconheço, e como tem. E como falei em vitrines pode ser justamente isso, o fato de ter ido numa livraria e, por alguns grandes instantes me pegar sonhando que nadava em todo aquele acervo, e até me imaginar morando ali, acordando e dormindo sentada num banquinho, tendo nas mãos um livro, e o lendo com bastante calma, depois outro, e assim um por um. Mas isso é sonho mesmo, então 1,2,3, toc toc, acorda, acorda, já acordei.
Voltando ao que estava resenhando, chego aqui, nessa tela em branco e-só-me-sai: isso! Que vergonha, que passatempo!
O curioso é que, nesses tempos em que fiquei 'fora' de mim mesma e da minha cidade-natal, antes de dormir, imaginava (e ainda imagino) estar digitando, escrevendo no blog. Até aí, normal, talvez muita gente faça isso, esse tipo de coisa, mas a pior parte e a que realmente vai deixar na curiosidade, se tiverem coragem e tempo pra ler algumas das obras-primas, é justamente essa: os escritos (pensados) dormiram junto comigo (e sumiram). Quanta bocózisse(o)!
Digitei e escrevi tantos livros, histórias, capítulos enquanto esperava o sono, e olha só em que isso deu: em nada! N-A-D-A! Nada tenho palpável e olhável hoje. Era pra ter, ao menos, algo memorável pra por aqui, lembrar de algo, e: nada, não tenho nada, só isso. Argh, tsc tsc tsc.
(Isso tudo soa tão estranho porque adoro escrever. Sou daquelas que não pode ver qualquer coisa que escreva, e qualquer coisa que seja escrevível, que anota qualquer coisa, em qualquer lugar.)
E agora, nesse momento, espero o amanhecer, o entardecer, o anoitecer, e mais um amanhecer e outro entardecer. Espero por Segunda-Feira ansiosamente, a tarde, mais especificamente. Que ânsia, meu Deus! É isso que dá a tal da saudade. Eu que sempre quis sair da minha casa, do meu canto, da minha cidade, não vejo a hora de voltar pra ela, me aconchegar em seus braços, estar em meu lar. E só me sai, isso, essas porcarias dos meus dedos - ou da minha mente, que saco!
Mas não é pra se desanimar (e nem que eu me desanime, amém!), pois continuarei com isso: a mirabolar histórias e capítulos com letras palpáveis, textos 'in my mind', contados como verdades e mentiras. Continuarei a vir aqui, talvez pra produzir algo como isso, ou transcrever algo, melhorzinho, afinal, convenhamos que tudo isso aqui tá uma merda, e como dizem os gaúchos "vá te catar" - neste caso, que eu vá me catar, porque francamente...
Não é pra entrar em desespero, estou apenas abrindo alas para o novo. Dou adeus ao que me vê, ao que me veio, ao que conheci, e findo, apenas, mais um capítulo de minha vida - isso, de meu livro. Dou adeus à vocês chorando, mas sorrindo por saber que vou revê-los, novamente. Feliz por saber que um pouco de cada vai comigo. E, sei que de mim, um pouco do que sobrou - lembranças, histórias, fatos, atos e fotos, serão levadas pra sempre em seus corações.
É como diz a frase de uma música (Adeus você), dos Los Hermanos; é como diz Camelo (o Marcelo - e eu, a íntima, até parece isso mesmo rsrs - ê sonho):
♪É bom, às vezes se perder, sem ter porquê, sem ter razão. É um dom, saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, meu bem, pra que minha vida siga adiante... pra que minha vida siga adiante...♪
E agora, pra findar assim com isso, termino com o começo dessa mesma música:
♪Adeus você, eu hoje vou pro lado de lá!;
ou talvez, com o refrão da música do Titãs:
♪Isso, isso, isso...;
ou como o Chaves dizendo:
"isso, isso, isso, isso";
ou, simplesmente, como as mães sempre dizem para os 'quietos' filhos, naquele tom bem selvagem, como um grande ralho:
"para já com isso, rum!"
Então tá, parei...
...com...
isso.
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