segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre o eu infinito

Quem sou eu?

Alguns fatos, relatos e, ao final, uma pergunta.

Eis o pior e o melhor
Me quer e sequer.
É a que chega e vai embora
É o depois ou pra agora

Espera ou desespera
É oito ou oitenta
Às vezes quieta ou demais arteira
Se não distrai, está atenta.

Deste lado a serva vinha
Leite condensado,
sal e limão.
Com o verso, conversa e canta,
dança, 
cansa,
perfume lança.

Fosse a grafia tua na tela
fotos, quadros, rabiscos em aquarela
pouco é exagero do muito
Brilho eterno, luz no escuro
anda na areia, pula o muro
para de graça, é brincadeira
é sério, verdade, eu juro.

Vento temporal
chuva vendaval
bem-me-quer ou mal-me-quer
quem eu sou, 
ou 
quem você é?

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