sonhei contigo nessa madrugada.
T
u tinhas um professor de medicina que só de me olhar dizia que eu estava doente e eu nem havia feito nada, só dando um 'olá'!T
- Ele ficava me olhando, me encarando de um jeito calado, de dois em dois minutos. E eu? que nem uma lesa olhando pra ele me perguntava se ele era louco, se tava mostrando seus dotes artísticos encenando alguma coisa, ou se estava querendo chamar atenção.
Até que me desequilibrei (?). Meu pé entrelaçou no outro e quase fui ao chão, se não fosse, é claro, eu ter me escorado em ti. O médico-ator, disse: - - viu? é isso o que você tem! vou fazer alguns outros testes mais. Siga-me!
E fomos parar num prédio que dava de frente pra outro prédio. - Num dos andares altíssimos, havia um fio ligando as janelas nos quartos desses dois prédios. Ele pedia que eu atravessasse esse fio e chegasse normal na janela do outro edificio! Tu ias na frente e atravessava na moral, na maior naturalidade e cheia dos equilíbrios. Quando via a cena, entrei em pânico! Foi então que ele (o médico) disse, novamente: - viu, esse é outro sintoma. vou fazer mais outro teste. Venha! No outro teste estávamos num templo budista e tu ias rezar, meditar, acalmar os nervos num quarto um pouco escuro cheio de velas, junto com uma tal de Nayara de cabelos lindos: loiros e encaracolados.
- Era a minha vez de visitar o templo, meditar, rezar, ou só fechar os olhos e fingir alguma coisa dentro desse quarto, quando só lembro de passar um lápis vermelho ao redor do olho. Tu chegavas com um pouco de sombra na palma de uma das mãos e quando eu pedia pro médico alguns minutos, pois ia me maquiar no banheiro, ele falava que era só pegar o dedo indicador e pegar um pouco da sombra que havia na tua mão e se maquiar ali mesmo. Fiquei puta de raiva, mas fiz, e ficou horrível - pelo menos, é o que penso como deve ter ficado.
- Ele nos levou pra parte da frente do templo budista que era todo espelhado. Comentava que raramente alguém conseguia ver o seu próprio reflexo naqueles espelhos. Foi engraçado, porque quando cheguei próximo ao espelho consegui, de cara, me ver, e no espelho eu estava sorrindo.
- Nessa hora, ele faltou pirar, dizia irritado:- viu? viu? você é louca mesmo!
- Mas quem era essa cara pra falar isso de mim? Que direito ele tinha de me diagnosticar em público?Eu começava a brigar contigo por ter deixado esse médico me fazer sentir tão mal!
E tu? embarcavas num ônibus cheio de gente desconhecida. Botava a cabeça pro lado de fora da janela e ia embora gritando e sorrindo pra mim, na maior cara de pau:
- Ei Su! não esquenta não, bicho! Volta a dormir hehe :D
Só tu mesma, Nega, eu hein! rsrs
Espero que estejas bem,saudades grandonas,Beijos.
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