segunda-feira, 9 de maio de 2011

Léo conversa ao léu com Léa, ela.

 - Odeio perder coisas! Por outro lado quero um amor de perdição.
 - Nesses contrastes seus, encontrastes ele?
 - Não! - eu mesma respondo e continuo - quero mesmo é saber, por sinal, o dia em que qual, destes trastes, no varal, vou pendurar um sufixal!
 - Su.. o quê?
 - Fix... you, a música do Coldplay... "consertar você", preciso que alguém me conserte.
 - Que ame, ature, amole, adore, acalente. Beije e balbucie palavras doces - ele complementa.
 - A me suportar e a ter um porte, ou que como um suporte técnico se comporte, para que os defeitos do meu eletrônico cérebro transforme-se em efeitos especiais, e nas nuvens, alguma vez, me perca...
 - De amor! É de amor que você precisa e não dessas loucuras que vive a falar!
 - E disse Shakespeare: "Amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, tão cheios de fantasias, que superam tudo o que a fria razão pode entender." SEU FRIO!
 - Insensatez, declarações impensáveis, embriaguez sentimental, visão colorida da realidade, ilusão. Logo, sou a favor de outro William, o Congreve "Se não é amor, é loucura, logo é perdoável" , ou seja, releva-se, te perdoo - risos.
 - Mas um dia amarei, se é que já amo e não sei. E eu amo, amo muito. Por tal é que loucamente vivo nesse mundo, só preciso saber enxergar direito. 
 - "A vida mundana é um reflexo insignificante do que se passa no amor", deve ser isso...
 - De quem é essa frase? 
 - Proust. 
 - O piloto?
 - Que piloto?
 - Alan... o rival do Ayrton... O SENNA! (pausa questionável) Não?
 - Não! Marcel Proust, escritor, não Alain - é Alain Prost! Aliás, não sabia que você assistia a corridas de Fórmula 1...
 - Não assisto, mas é algo tão automático, quase que nem ao Pelé, até quem não assiste e não gosta de futebol sabe quem é o Pelé!
 - Está bem, você ainda quer um amor?
 - Ah é, tinha esquecido... quero! Estou à espera de um milagre - se é que milagres existem! E você, não está ou já tem algum?
 - Não, também estou à espera de um milagre, à espera que esse seu raciocínio não devaneie tanto, e que essa sua boca não o acompanhe, para que enfim possa beijá-la...

(entreolhares, até que ela fala:)

 - "A loucura é relativa. Quem pode definir o que é verdadeiramente são ou insano?" acho que Woody Allen tem razão porq... 
... e ele calou seus pensamentos e suas alucinantes palavras com um beijo, antes que falasse qualquer outra coisa.

O amor tem dessas coisas.



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