quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Feliz por nada

Ser feliz são para os fortes. Talvez eu finja ser forte, mas não minta quando diga que sou feliz.
É possível alguém estar numa situação triste, deprimente, num estado deplorável, mas feliz, patetamente feliz?
Do tipo uma felicidade clandestina, que não é minha, e que de certa forma não sinta inveja por não ser minha? Somente feliz. Apenas feliz. Feliz por respirar, por andar descalça, por sentir o cheiro da chuva, escutar o passarinho cantar, ver o sol brilhar? Feliz nas horas vagas, ali parada, cheia de si, cheia dos nãos, com tudo conspirando contra, mas respirando um ar completamente bom, saudável, sereno? É possível?
É tão clichê ser feliz de graça que chega a custar caro.
Caro blog, felicidade é um estado, uma atitude, um objeto, um imóvel, uma pessoa, um lugar? O que seria?


Minhas mais novas aquisições banais são, sem querer, sobre o tema em questão. Um, é o livro "Feliz por Nada", da minha queridíssima do Tum-tum Martha Medeiros; e o outro é um filme (pirata): "Onde está a felicidade?". Esse último, o filme, lembra o "Comer, rezar, amar" com rota pra Europa (Espanha), numa versão brasileira e fraca - não desmerecendo os filmes brasileiros, que fique bem claro, porque adoro os filmes de produção nacional.
Nessa última semana, assisti alguns filmes que valem a pena dar uma atenção a mais nos diálogos e moral da história. Mostram a felicidade como forma de caminho, como conforto, como atenção, esperança, superação, é bem interessante. São eles: "A Felicidade é um cobertor quente", "Country Strong (Onde o amor está)", "Regras do Amor" e "Comer, rezar, amar" (sim, eu sou fãzinha do livro, da autora, e do filme por causa da belíssima trilha sonora e fotografia).

No mais, finalizarei concordando com a Katia, citada na 3ª página, dedicatória da Martha Medeiros no tal livro acima citado, "Feliz por nada":
"Pra Katia, que vive me lembrando que a felicidade não precisa de motivo".
Olha Katia, não sei quem é você, mas pode crer: tô contigo e não abro mão!: as melhores coisas são de graça, inclusive quando se acha graça da absurda e séria sobriedade daqueles que vivem dando motivos para não quererem estar felizes. "Tédio é para os sem inspiração".

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