quinta-feira, 3 de março de 2011

Seu olhar foi de encontro ao meu...

Seus olhares foram cruzados...
Seus olhares se cruzaram...
Houve um cruzamento de olhares...

Não encontro maneiras de descrever tal momento. Nunca irá ser igual: aquele olhar, aquele sorriso...

(Já comentei sobre o sorriso?) 
Foi super instantâneo sorrir e mirar-me. Tremores, na hora. 

Talvez a altura tivesse chamado sua atenção, ou fora as cores, verde e branco, da camisa que vestia, ou quem sabe, aquele olhar penetrante junto do belo sorriso - sem mais delongas, acredito neste último, sem dúvidas - que só durou cerca de dez a 
quinze segundos. Dá pra acreditar?! Foi uma 'simbiose' ocular nunca vista!

Eu poderia dizer que fiquei ali paralisada, sorrindo que nem uma boba, enquanto o mundo acontecia do lado de fora (de fora daquele momento), com todas aquelas pessoas falando, carros em movimento, música tocando, minhas amigas gritando: "Alô! Terra, cha-man-do!", e, adeus ao encantamento. Confesso que só escutei a parte do "...rra, cha-man-do!", seguida da leve sacudida em um dos meus ombros. Virei para elas com cara de "isso não está acontecendo comigo, me belisquem!", mas falando suavemente alterada:
- Porra, o que é?
- Eeeeeeei’Ta Precisa Matar? – retrucou uma delas, que continuou dizendo – É TPM, ou o quê?
- Tá, tá, foi mal, desculpa! – respirei fundo, fazendo uma cara do ‘Gato de Botas’ do Shrek, bem de ‘não sei o que aconteceu!’
De repente, volta uma singela ânsia de sentir tudo outra vez.
Inquieta, passado uns cinco segundos de pausa simbiótica, viro em direção a ele: - Ué,  cadê? – A essas alturas, já tivera entrado na festa. É que ele estava na fila da porta de entrada do clube, e eu na frente, há alguns metros, perto da rua, à procura de um táxi rumo a outra festa porque esta festa tá chata pra caramb...  ops, estava chata!

Continua a ação em posts a seguir...

Nenhum comentário: