domingo, 25 de janeiro de 2015

Sobre um encontro inexplicável

Era noite de quinta-feira e ela estava indecisa: trajaria um vestido ou ia de calça jeans? 
Era apenas um encontro, nada de mais. Nada de mais? Fazia, pelo menos, uns 2 anos que não sabia o que era isso. Não falo do encontro, pois houveram alguns nesse meio tempo, eu falo desse lance de sair com caras desconhecidos pessoalmente e com apenas uma foto no perfil do aplicativo. Coragem, não é? Bem corajosa! 

E lá foi ela, de vestido bem casual, ao encontro de mais um desconhecido, mesmo tremendo de medo e com o coração quase saindo pela boca. A sensação era tão estranha que quando entrou no carro dele quase não conseguiu falar: "oi". Ele, pelo contrário, parecia muito calmo para uma situação inusitada como esta, afinal, era a primeira vez que se viam e ainda de jantar juntos! - claro, se ele não a sequestrasse, matasse, ou fizesse algo do tipo. Mas ele a levou para restaurante, pediram algo para beber e compartilharam uma refeição. A noite estava leve, ele era tímido na dose certa, fazia perguntas diferentes, o papo era agradabilíssimo e, aos poucos, o tempo foi passando e o jantar acabou. Enquanto ele perguntava se podia levá-la para um lugar mais tranquilo, ela pensava no quanto aquele garoto tão mais novo que ela era realmente ousado. E, sim, ela gostava dessa característica nele e estava super curiosa para saber de suas reais intenções, pois, dos pensamentos dela, ele já fazia parte. 


Dividiram a conta, por exigência dela, entraram no carro e seguiram para uma praça nada movimentada. Ainda dentro do carro ele comentara sobre o fato de ter gostado do jantar, exceto por uma coisa: o fato dela estar com excesso de batom na boca. Por um instante ela pensou ser uma cantada, e depois concluiu que era, de fato, mas levou na esportiva, ele não deveria estar falando sério. 

Chegaram  na tal praça, desceram, sentaram em um banquinho e começaram a contemplar o vento que batia nos galhos secos das árvores. Não havia pessoas, nem carros, eram apenas os dois conversando sobre relacionamentos, família e cidades, até que o silêncio se fez presente. Era óbvio que ele estava na dela, mas ela estava receosa em tomar partido. Ele quebrou o silêncio perguntando se podia sentar mais perto e ela aceitou. Mas ele não fez isso, fez mais que isso: colou seu corpo ao dela, envolveu a mão direita na mão esquerda dela e com um: "não aguento mais", a beijou voluptuosamente. Uau! 

Como estavam colados um ao outro, ela sentia o quão acelerado estava o coração dele, pedindo assim uma pausa para recuperar o fôlego. Fazia realmente muito tempo que isso não acontecia, a química entre os dois era incrível. Eles saíram da praça e foram para o carro, mas ela não se sentiu a vontade dos amassos no banco de trás. Ele disse que a levaria a um hotel, porque ele queria dormir de conchinha com alguém especial e digna de receber café da manhã na cama. Uau!

Chegaram em um hotel, pegaram uma chave e foram para o quarto. Ele perguntou se poderia fazer uma massagem. Ela respondeu que 'sim' já se jogando de bruços na cama, e ele sem camisa, sentou entre suas pernas. Começou retirando o vestido, apalpando as costas e cintura, seguido de beijos no pescoço, nuca e orelha. A química entre os dois também era na parte física, tanto que as 3 horas de sexo foram vencidas pelo cansaço e falta de água, no frigobar. Como estavam com muita sede, ela disse que preferia ir pra casa, assim encontrariam algum local aberto para comprar água mineral. Ele relutou e no fim acabou aceitando. Parou em um posto de gasolina, comprou algumas garrafas de água e a deixou em frente de sua casa. Se despediram com um beijo mais calmo, suave, brando. Ela desceu do carro, agradeceu, abriu a porta da casa e ao quando chegou no quarto seu celular tocou - era uma mensagem dele: "Obrigado pela noite. Posso te ligar mais tarde? Bons sonhos.". Ela ainda muito mexida por um sentimento inexplicável e avassalador, respondeu: "obrigada, você! estarei no aguardo, sonhe comigo rs ;)". Instantes depois chega outra mensagem: "prefiro na forma real, mas enquanto isso, sonharei sim com você. Até mais. Beijos!". "Beijos!". Nem precisa dizer que naquela noite ela dormiu super bem, né?

 

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