Era apenas um encontro, nada de mais. Nada de mais? Fazia, pelo menos, uns 2 anos que não sabia o que era isso. Não falo do encontro, pois houveram alguns nesse meio tempo, eu falo desse lance de sair com caras desconhecidos pessoalmente e com apenas uma foto no perfil do aplicativo. Coragem, não é? Bem corajosa!
E lá foi ela, de vestido bem casual, ao encontro de mais um desconhecido, mesmo tremendo de medo e com o coração quase saindo pela boca. A sensação era tão estranha que quando entrou no carro dele quase não conseguiu falar: "oi". Ele, pelo contrário, parecia muito calmo para uma situação inusitada como esta, afinal, era a primeira vez que se viam e ainda de jantar juntos! - claro, se ele não a sequestrasse, matasse, ou fizesse algo do tipo. Mas ele a levou para restaurante, pediram algo para beber e compartilharam uma refeição. A noite estava leve, ele era tímido na dose certa, fazia perguntas diferentes, o papo era agradabilíssimo e, aos poucos, o tempo foi passando e o jantar acabou. Enquanto ele perguntava se podia levá-la para um lugar mais tranquilo, ela pensava no quanto aquele garoto tão mais novo que ela era realmente ousado. E, sim, ela gostava dessa característica nele e estava super curiosa para saber de suas reais intenções, pois, dos pensamentos dela, ele já fazia parte.
Dividiram a conta, por exigência dela, entraram no carro e seguiram para uma praça nada movimentada. Ainda dentro do carro ele comentara sobre o fato de ter gostado do jantar, exceto por uma coisa: o fato dela estar com excesso de batom na boca. Por um instante ela pensou ser uma cantada, e depois concluiu que era, de fato, mas levou na esportiva, ele não deveria estar falando sério.
Chegaram na tal praça, desceram, sentaram em um banquinho e começaram a contemplar o vento que batia nos galhos secos das árvores. Não havia pessoas, nem carros, eram apenas os dois conversando sobre relacionamentos, família e cidades, até que o silêncio se fez presente. Era óbvio que ele estava na dela, mas ela estava receosa em tomar partido. Ele quebrou o silêncio perguntando se podia sentar mais perto e ela aceitou. Mas ele não fez isso, fez mais que isso: colou seu corpo ao dela, envolveu a mão direita na mão esquerda dela e com um: "não aguento mais", a beijou voluptuosamente. Uau!
Como estavam colados um ao outro, ela sentia o quão acelerado estava o coração dele, pedindo assim uma pausa para recuperar o fôlego. Fazia realmente muito tempo que isso não acontecia, a química entre os dois era incrível. Eles saíram da praça e foram para o carro, mas ela não se sentiu a vontade dos amassos no banco de trás. Ele disse que a levaria a um hotel, porque ele queria dormir de conchinha com alguém especial e digna de receber café da manhã na cama. Uau!

Nenhum comentário:
Postar um comentário