sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alegria de pobre dura pouco

Até então não havia festas, nem gatos, nem homens bonitos, nem fofocas - está tudo tão light. Aliás, não está, estava!

Meu sonho da tarde estava indo tão bem. Um cara com seus 34 anos, lindo, de camisa verde, alto, moreno, desconhecido, me abraçava enquanto cantava no karaokê: pegava um microfone e encaixava sua voz grave com a minha de taquara rachada. Tinha rolado uma química fabulosa quando, depois de algum tempo, confessava ser noivo de uma tal de Débora! Seria o Cauê Raymond? poxa, quem dera!

Eu ficava tão triste que debandava de rua em rua. Encontrava uma casa de altos e baixos, parecia ser uma casa de padres, um salão paroquial. Via 3 casais de crianças/adolescentes de idade de 10 a 12 anos ensaiando passos de bregas - aqueles bregas antigos: Alberto Moreno, Edilson Moreno, Roberto Villar. Ficava por alguns instantes assistindo a bela coreografia e chateada, ao mesmo tempo, pela vontade imensa de dançar e não ter um par. 

Fui em busca da porta de saída quando as luzes se apagaram, os casais se retiraram, as portas e janelas se fecharam e uma música latina começou a tocar ao fundo. Ele (o tal carinha) chegava e perguntava: "me concede essa dança?" e sem relutar fui me entregando aos seus passos desajeitados. O momento da dança a dois chegava ao fim, e o momento mais esperado, o tal do beijo, me deixava ansiosa, quando a música do celular toca absurdamente alto: putaquepariu! alegria de pobre dura pouco, mesmo!
Pois é, se a gente pensava que esse fim de semana seria deveras calmo, sempre aparece a Dammy ligando e informando, para nossa alegria e nosso desassossego, que está em solo Itaitubense. tsctsctsc iup!
Parece que hoje promete, bora ver!

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