Meu sonho da tarde estava indo tão bem. Um cara com seus 34 anos, lindo, de camisa verde, alto, moreno, desconhecido, me abraçava enquanto cantava no karaokê: pegava um microfone e encaixava sua voz grave com a minha de taquara rachada. Tinha rolado uma química fabulosa quando, depois de algum tempo, confessava ser noivo de uma tal de Débora! Seria o Cauê Raymond? poxa, quem dera!
Eu ficava tão triste que debandava de rua em rua. Encontrava uma casa de altos e baixos, parecia ser uma casa de padres, um salão paroquial. Via 3 casais de crianças/adolescentes de idade de 10 a 12 anos ensaiando passos de bregas - aqueles bregas antigos: Alberto Moreno, Edilson Moreno, Roberto Villar. Ficava por alguns instantes assistindo a bela coreografia e chateada, ao mesmo tempo, pela vontade imensa de dançar e não ter um par.
Eu ficava tão triste que debandava de rua em rua. Encontrava uma casa de altos e baixos, parecia ser uma casa de padres, um salão paroquial. Via 3 casais de crianças/adolescentes de idade de 10 a 12 anos ensaiando passos de bregas - aqueles bregas antigos: Alberto Moreno, Edilson Moreno, Roberto Villar. Ficava por alguns instantes assistindo a bela coreografia e chateada, ao mesmo tempo, pela vontade imensa de dançar e não ter um par.
Fui em busca da porta de saída quando as luzes se apagaram, os casais se retiraram, as portas e janelas se fecharam e uma música latina começou a tocar ao fundo. Ele (o tal carinha) chegava e perguntava: "me concede essa dança?" e sem relutar fui me entregando aos seus passos desajeitados. O momento da dança a dois chegava ao fim, e o momento mais esperado, o tal do beijo, me deixava ansiosa, quando a música do celular toca absurdamente alto: putaquepariu! alegria de pobre dura pouco, mesmo!
Pois é, se a gente pensava que esse fim de semana seria deveras calmo, sempre aparece a Dammy ligando e informando, para nossa alegria e nosso desassossego, que está em solo Itaitubense. tsctsctsc iup!
Parece que hoje promete, bora ver!
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