segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Date

Vale! Right! Certo!

I'm doing an empirical experience about relationships, desire, human behaviour, human relations, freedom and how to be free in a place where you need to follow rules (the society in general).
I'm writring to explain about this because moods is not easy to describe - trying to write was the best way that I could imagine.
In fact, some definition about this "experience" means to open mind. The 'experience' includes places, people, moments, etc. So, that's it! Let's do it!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

About Something new

Between us something is happening! Well, I thought I'm going to press the "play" in the game, and if I don't like it, in few minutes, I will press the button "pause" and everything is going be alright, right? Yeah, simple!
So, I've had pressing the "play". The first minute was very very very difficult. Replying with "hello, good morning" it was not easy! I thought I say hello to being polite then, after, to press the button "block" it would be a good idea. But I didn't it! Few words ago, suddenly, I did understand how the things were working.
It's so interesting and so strange to talk about this, because now I can say in fact: I don't know who I am, and I don't know anything about me and myself!
Leaving the differences behind it's just a other way to live, and the life! Oh life!, the life is an opportunity, a chance, a thing that you have to take and to enjoy. Why? Because you are alive!
Uau! I want to know my limits and I'm waiting where the story is going happen.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Take me home

Música, ah a música! Derreto de amores por ela. Sinto que é um sentimento recíproco. Ultimamente temos caminhado lado a lado. Deixo algumas enfileiradas, nomeadas de acordo com o humor. Algumas são propícias tanto para serem consumidas no trabalho, quanto para correr. Outras, para quando formos dormir. Tem as mais audaciosas, minhas preferidas, por sinal, dedicadas somente para os momentos de profundo prazer, encaixe do corpo e alma, relaxante muscular e da mente... Me arrepio só de pensar em todo esse conjunto trabalhando juntos, uau!
Tem os rocks cheios de solos de guitarras e os outros dos anos 60 e 70 que são bons para matar a sede tomando uma cerveja, uma dose de alguma bebida barata, fumando cigarros, bailando no tempo e no universo paralelo.
Tem aquelas da qual sinto falta: as cheias de personalidade e de letras poéticas. São os sambas e mpbs, pop/rock e reggae brasileiros. Caramba, tinha uma época que eu era boa em fazer playlists totalmente brasukas, e totalmente gostosas de serem degustadas. Hoje em dia não carrego mais essa habilidade. É muito clichê ter Cazuza, Caetano, Bezerra da Silva, Belchior pra quem está com o estado de espírito lá embaixo. É o mesmo que estar escutando outro idioma, não entenderia bulhufas. Foda-se! Funk é mais fácil, e daí!? Brega é meu forte!
De qualquer modo, ainda tenho continuado a respirar música. Como já disse, nosso caso de amor é mútuo, nos amaremos de qualquer maneira, afinal toda forma de amor é válida!

domingo, 23 de agosto de 2015

O mal estar da civilização

Às vezes a observo de longe. Tem um andar firme e manso. De vestimenta simplória - calça jeans escura, camiseta de malha unicolor, costumar usar sapatilhas oscilando tons de rosa, passando pelo vermelho e indo até o vinho. Prende o cabelo como o famoso "rabo de cavalo" e coques, deixando na maioria das vezes a nuca bem exposta. Nuca que por sinal chama muita atenção! Usa pulseiras nas cores vermelhas, amarelas e verdes. Pressuponho ser adepta à filosofia e som de Marley. Os brincos são discretos e pequenos. E a maquiagem... que maquiagem? É apenas um lápis no olho e batons nas mesmas cores das sapatilhas.
Me espanta lembrar que quando nos conhecemos, através de muitos amigos em comum, houve um choque de frequências. Havia sintonia mas não havia aceitação. Era como se tivesse lançada uma competição de energias. Calar a voz, consentir o olhar e neutralizar a respiração foi o melhor a fazer. E assim fiz. Dias depois quebrei barreiras, conversamos horas e horas. Havia sintonia, muitas gargalhadas, observações, similaridades, coincidências... Havia um encanto superior e jamais visto em pessoa alguma. E agora, passados anos e anos de grande aproximação e tantas confissões, o silêncio se faz necessário. A vida caseira me abraçou novamente e agora só a observo da janela quando passa lá longe...

sábado, 22 de agosto de 2015

e-mail e-nteiro e, cartas!

fazia tempo que não recebia e-mails. em uma época de whatsapp, instagram, facebook, snapchat, twitter, periscope, skype, etc etc etc, o e-mail passou a ser aquele que recebe propaganda de empresas, e a carta... o que é carta mesmo?
ai, eu queria receber uma carta! sério mesmo!
então, pra quem eu mandaria uma carta? poxa, meus amigos, todos tenho contato por facebook, ou whatsapp, ou o endereço, ou seja, bem fácil! Mas eu quero fazer novas amizades! E daí que ir a um bar, ou festa, ou pela rua posso facilmente conseguir isso. Mas eu quero através de cartas! olha que interessante, não?! 
Fui no seu Google, pai dos burros. encontrei um site/blog de pessoas que se comunicam por cartas. resolvi aderir. 
dato então, o início desta saga. se der em alguma coisa - e eu falo sobre esse 'qualquer coisa' englobando tudo e qualquer coisa-, conto aqui.
bjunda.

p.s.: preciso de um trago. aliás, dois!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

The world is mine, 2015!


Deus tem sido muito bom, tem escrito certo por linhas tortas. Obrigada, por tudo. Que venha o novo! The world is mine, 2015! ;) Uhul!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

quem dera ser um peixe...

quero frio. preciso me remudar e mudar de cidade, de novo e novamente. preciso de uma cidade que dê pra beber um vinho, bem agarradinha em um novinho, enrolados na coberta bem juntinhos. é isso. fim.

domingo, 7 de junho de 2015

passam pássaros e aviões.

"Antes eu conseguiria me ver, saber como seguir e de que forma seguir, mas hoje, hoje eu não sei, não sei como proceder, não sei como me deslabirintar.
Do pouco que vejo e paro pra pensar, às vezes, é que simplesmente guardei quatro anos da minha vida. (...) Eu continuaria seguindo algo totalmente diferente do que quero. E o pior de tudo é isso: eu nem sei o que quero de verdade.
 
Enquanto isso não me preocupo: me desligo.
Me desligo de tudo, tenho que me desligar senão não consigo completar as 24horas necessárias de um dia.
Me desligo de livros, de tv, de pessoas. O quanto menos puder falar, melhor.
Só não me desligo da noite. Eu gosto da noite. Na noite você encontra de tudo, e é muito engraçado. A noite é um coringa do baralho: pode fazer o que quiser com ela, serve pra tudo. Rio pacas. Rio até de mim mesma."
Jaguarão/Rs, julho de 2010.

tem quase 5 anos que escrevi isso. e o que me dá medo? saber que continuo me sentindo assim, desnorteada, não sabendo o que realmente quer e apaixonada alucinadamente pela noite. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

El JamValJam

Já tem uns dias que atraquei em Itaituba e, a vontade de ir no mimoso é demais. Quando Keila me chamou pra ir na casa dela, por causa da Reunião JC, fiquei bem contente: seria minha primeira saída de casa depois de uma viagem super louca. Tu lembras que a gente tava bebendo cachaça de jambu e tu dissestes: "ei mana, por que tu não me esperou que eu ia contigo!?", e eu dizendo: "mas umbora!!", e tu já até imaginando: "ei mana, ia ser é o ba-ba-do!!" hahahahaha
Fico me questionando: por que você não nos esperou? e, de repente, surge tua voz do além, todo serelepe dizendo: "ei mana, porque eu sou bem talqual e sou pioneira em arrasar, tá?!" rs.
Eita maninho, realmente tu arrasastes e continua arrasando. No começo, arrasou nossos corações, nos deixou aflito, depois com um sentimento de saudade, e então, sorrisos de "Valeu, Jeam", de infinitas histórias e gargalhadas tuas.
Mesmo assim, foi bem difícil estar no meio de muita gente que te ama, e ao mesmo tempo viajar olhando pro jogo de mesa no quintal da Keila, te ver sentado ao lado da cadeira em que, no dia do camarão à moranga e vinhos, eu estava sentada, e a gente conversando sobre músicas como: tempo de pipa. E talvez deva ser isso, "mas tudo bem, o dia vai raiar pra gente se inventar de novo", a gente se reinventa a cada momento em que sente a ausência da sua presença, e fica bem se reiventando de momentos novos, de um mundo novo e, às vezes paralelo onde nos reconectamos e reconcetaremos sempre e sempre.
Fica bem e pera, não deixe de dar notícias hehe Beijão!

p.s.: tu lembras do dia das duas primeiras fotos? tem uns 6 anos? hahaha
p.s.1: as outras fotos foram de ontem da reuniãoJC :)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Férias Abril/Maio 2015 - Parte I (Itaituba x Santarém)

Itaituba-Pa, 24 de Abril de 2015, sexta-feira,

Origem: Itaituba/Pa
Destino: Santarém/Pa
Distância: 369 Km

Tempo de viagem: - Carro/microônibus/ônibus: de 4 a 10 horas, dependendo.
                               - Avião: 40 a 50 minutos.
                               - Lancha: 5 a 6 horas de viagem.
                               - Barco: 14 a 16 horas de viagem.
                               .
Meta: Chegar em Santarém ainda no dia 24 de abril para curtir a noite cazamigas e pegar o voo na madrugada de sábado para domingo, para Belém.
Objetivo: fracassado! mas cumprido.
Quantidade de fudências: 7

A história 

Acordei cedo para comprar passagens de lancha para Santarém. Todo dia sai uma lancha diferente de Itaituba para Santarém, no horário de 13h, chegando no destino às 18h e/ou 19h. Custa em torno de R$-82,00. Eis a  1ª fudência:
- era 7:15h e as passagens já haviam acabado! Pois é, tem que comprar cedo, muito cedo ou no dia anterior (que eu fui mas já estava fechado).


fui tentar passagem de microônibus ou van, e lá vem a 2ª do dia
- o primeiro, último e único microônibus que fazia linha para Santarém (durante todo o dia!) havia partido às 6h da manhã! Normalmente sai um pela manhã e outro pela tarde às 15h., mas como a estrada estava bloqueada (e eu não sabia), estava saindo apenas um microônibus por dia. No geral, custa em torno de R$-60,00, e demora umas 6h de viagem. 



ok. respirei. olhei no relógio, ia dar umas 8h. fui verificar ônibus. os dois ônibus que estavam disponíveis partiriam, um às 18h e outro às 20h! O das 18h, é o ônibus da Quaresma Turismo. Ele chegaria às 4h. da manhã e estava custando R$-78,00, e com muito choro o cara faria por R$-72,00. 

O segundo, é da empresa nacional Ouro e Prata. Você pode comprar pelo site, mas eu fui na agência direto pegar as informações e chorar alguns descontos. O ônibus sairia às 20h e chegaria às 3h, o valor era de R$-70,00 mas, a jogada é você pedir o desconto de 30% que eles oferecem para qualquer pessoa, porém, disponíveis para poltronas do meio para o fim. Pra mim qualquer lugar é lugar, fiz orçamento com o desconto e saiu por R$-54,00.  

Mas aí, senta e chora, lá vem a 3ª do dia: eu só chegaria em Santarém na madrugada do outro dia. a noite de sexta já havia babado!

ok. fui atrás de microônibus ou ônibus para Rurópolis, cidade que fica entre Itaituba e Santarém, para adiantar metade da viagem, pelo menos. Quando chego no guichê a atendente diz que o último, primeiro e único que vai pra Rurópolis sai às 9h!, então olho para o relógio, foi como se ele tivesse resolvido participar de uma maratona, correndo mais do que não sei o quê! Resumindo: a 4ª fudência do dia era que já eram 8:45h da manhã! impossível pegar esse microônibus uma vez que ele saia do outro lado do rio e eu ainda nem havia feito as malas. Mesmo assim decidi arriscar, e foi em vão, pois é.

Eu estava ilhada na cidade, precisava chegar de noite em Santarém e como que fazia desse jeito? Eu voltei pra casa, busquei meu notebook e fui para o trabalho procurar passagem de avião. As empresas que operam na cidade são: Azul linhas aéreas (Trip) e Piquiatuba. As passagens, se compradas com antecedência e promoção, saem por R$-90,00. Mas fora isso, que é bem raro, normalmente custam de R$-200 a R$-500 reais. Isso mesmo!



Ah, mas se você pensou que eu já tivesse dito todas as fudências do dia, senta que vem mais: a 5ª  é que não tinha Internet na cidade! aham, isso mesmo! A cidade estava sem internet. Logo, eu não conseguia acessar os sites das companhias, e nem conseguia mandar whatsapp ou facebook para saber quem estaria indo, ou se algum conhecido conhecia alguém que estivesse indo de carro até Santarém e pudesse me dar uma carona.  


Cara, não podia ser! tava tudo conspirando contra. e lá fui eu, de novo, na orla da cidade, onde fica a balsa que faz travessia para Miritituba. Encontrei uma van com o nome "Rurópolis às 14:30h". Fui correndo conversar com o motorista. Mas a 6ª fudência é que ele só iria no outro dia! 

Eu já tava arriscando ir de barco. Iria chegar no outro dia, mas pelo menos eu iria de boa deitada na rede, tomando algumas cervas no bar, pegando um vento.

 

E lá fui eu no barco e, é sério, a 7ª do dia é que não tinha mais passagem também. 

Olha, você deve estar ficando estressado ao ler todas as coisas ruins da face da terra reunidos em só post, em um só dia. Mas a parte boa é que consegui chegar em Santarém na madrugada, ou seja, já amanheci o sábado por lá. 

O motorista da última van ficou sensibilizado com minha história e sugeriu pegar carona com um dos representantes da moto Honda. Ele apontou na hora: "olha, tá vendo aquele cara? ele é uma pessoa direita, mora em Rurópolis e tá indo pra lá levar as motos na camionete, e acho que só vai ele e mais um, deve ter vaga pra você. conversa com ele!"


E sem pestanejar fui conversar com esse cara, o Dário. Com quem peguei carona até Rurópolis, cheguei às 20h. me deu janta na casa dele e ainda me deixou na rodoviária para pegar um ônibus pra seguir para Santarém, onde cheguei às 3h da manhã, totalmente de grátis, rsrs.



O próximo post será do dia em Santarém, e da noite também. Foi muito bom rever as amigas, que eu muito estava com saudade! E essa aventura só havia começado, era apenas o 1º dia :)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sobrenome Fudência

Então tá. Nos ultimos dias estive gozando de minhas ferias (na verdade, folgas com feriados - 17 dias) que deveriam ter sido dias gloriosos, mas não foi bem assim. 
Os próximos posts serão de momentos ímpares, tanto em relação a viagens quanto em relação a vida.
Aconteceu de tudo na viagem/mochilão/intercâmbio que fiz pelo Brasil, desde ter de pegar carona (que não vejo mal algum) pra outra cidade, ser assaltada no dia do aniversário, ficar sem dinheiro, até ficar sem passagem, quase perder voo, se perder pela cidade, morrer de andar, ficar sem dinheiro, ja disse isso?, ficar incomunicável, etc, etc, 
Agora, por último, passado todo o perrengue da viagem, o meu notebook pifou! Dá pra acreditar que mesmo estando já em terras itaitubenses, o bendito resolveu bater as botas e eu to aqui sem acreditar que ele me salvou nessa viagem e agora resolve me deixar na mão?!
Paciência e fudência não só rimam como fazem parte da minha vida, afinal não basta ser totalmente fudida, tem que ser paciente na hora que isso acontece - não pode pirar na batatinha se não tudo piora.
Bora ver qual a próxima cilada do mês de maio, que mal começou e eu já quero que acabe, e ainda não tá nem na metade... valame!  Deus é mais e vai me livrar dos malamem, amém? amém!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Danke, Ich bin gut!

Achou estranho? poisé, tô aprendendo alemão. e pior, a partir do inglês! Sinceramente, é muito, muito, muito mais fácil, porque é muito parecido - afinal, o inglês tem origem germânico. 
Não sei bem como foi, só sei que abri o duolingo e resolvi que não ia mais estudar inglês. Tô cansada de estudar inglês. que saco! pé no saco! a merda desse inglês não evolui, sei lá, então resolvi aprender outra língua. Já tinha tentado francês bem no começo do ano, mas não consigo ter familiaridade, principalmente na escrita. Daí, um dia desses vi que graduações, pós graduações, mestrados e doutorados na Alemanha são praticamente de graça, até para não europeus! Só que precisa: saber falar alemão. Talvez esse tenha sido um motivo pra ter escolhido a língua. Sei lá, alemães são bonitos também, super gatos, enfim... rsrsrsrs

Ah, o que está escrito no título significa: "Thank you, I am good" -  Eu sei. :D
 
O vocabulário de substantivos e verbos estão poucos, mas já dá pra gabar: "Mann, Fraun, Junge, Bitte, Danke, Entschuldigunge (espero que esteja certinho - significa I am sorry or Excuse me), Sie, Du, Ich, Er, Wir...

Bom, é isso. Só pra deixar datado aqui o início dessa jornada. 
Danke, bis bald (see you soon).
:)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ta ali tá? Tá, sim :)

Ontem, quando acordei, lembrei que era niver da Talitas. Coincidentemente, no dia anterior, estava reorganizando meus arquivos do notebook. Encontrei na pasta de fotos um tantão de fotos nossa, em lugares diferentes, diversas ocasiões. 

Voltando para o dia de ontem, fui pegar uma dessas fotos para fazer a montagem do niver dela. Na hora em que estava digitando os escritos, meus olhos lagrimaram. Eu lembro que digitava a parte do: "Que em breve possamos colocar os papos em dia, sinto muita falta do teu humor fantástico e principalmente da tua parceria aqui." Nossa! Pra quê? Comecei a chorar incansavelmente. Fui para a área dos fundos da minha casa e, enquanto minha irmãzinha tomava banho com o som ligado nas alturas, eu chorava que nem criança, olhando pro meu saco de boxe. Mas ela (minha irmã) podia sair do banheiro a qualquer momento, eu não queria que ela me visse naquele estado. Eu sou sempre tão forte e um exemplo tão grande pra ela, que demonstrar fraqueza seria quebrar o encanto. u gritei pra ela dizendo que ia no banco rapidinho, peguei as chaves do carro, entrei no carro e fui dar uma volta. 
Eram mais de 21h e eu ainda não tinha ligado pra Talitas pra parabenizá-la, porque eu simplesmente não conseguia não parar de lembrar do quanto ela tava fazendo falta, da parceria, das conversas sobre besteiras, das saídas, de tudo. Eu não conseguia parar de chorar, simplesmente porque não consigo entender em como tudo tem passado tão rápido, e em como é tão difícil sair dessa porcaria de cidade, deixar tudo pra trás ou simplesmente deixar. 

Eu tinha estacionado o carro bem no comecinho da orla, que tava um pouco movimentada. Daí puxei de baixo do banco do carro, um maço de cigarro que tenho escondido desde... que não descubram, e você não conte, viu blog? :p 

Pois bem, continuando, eu tava quase acendendo o cigarro, já com o choro controlado, quando lembrei do quanto a Talitas abomina isso e, tá certo que eu iria falar com ela pelo celular, poucos minutos depois, mas eu iria comentar disso e não iria ser legal. Então, antes que tudo isso acontecesse, resolvi guardar o cigarro e esconder o maço. Peguei o celular e liguei pra ela. A gente sabe que a amizade é a mesma, mesmo estando longe, quando você nem vai na lista de contatos - apenas digita o número do celular, porque ainda sabe de cor. 

Já eram 21:30h, e depois de uns 5 toques ela atendeu morrendo de raiva: "é né! égua, pensei que tu não fosse ligar!". E só de escutar aquilo da ariana mais ariana que conheço, e de estar num nível de conversa que arranca risadas e sinto falta, já tinha valido a pena. Tinha valido a pena até a hora em que ela diz: "olha tá todo mundo aqui, e só tá faltando tu" e meus olhos lacrimejarem novamente. Aff! Essa vida de adulto é mesmo uma bosta, e a pior coisa que existe e se sentir só. 

Até a Tutu, um dia desses falou: "ai maninha, saudade de ir na casa das meninas, da madrinha e da Talitas". E é verdade, porque pelo menos tinha um lugar pra ir quando saísse. E agora, isso não tem mais. Tem a orla, tem aqui em casa, tem a praia, tem a fazenda, mas não é a mesma coisa. Na verdade, a falta é pelas pessoas, porque os lugares continuam onde estão. 

Mas enfim, precisava disso. Não vejo a hora de viajar. Meu dinheiro tá pouco, a miséria do pronatec ainda não me pagou, mas é isso, é viajar com o pouco e aproveitar ao máximo. Amém! Parabéns de novo, Talitas! Já já é nóis! :)

segunda-feira, 23 de março de 2015

Vem, vambora!

Das lembranças que vagam a memória
o vago lembrete do memorando
demora.

Viajar na maionese,
viajar com passagem,
em maio fatos, maiô e viagem.

"Tempo, tempo, mano velho.
Falta um tanto, ainda, eu sei"
tem quase um ano que não sou novo,
tem quase um ano que aniversariei.

"Pra você correr, macio"
e fugir nas primaveras,
ver as primas, os amigos, avô, tia e tio.

"Tempo amigo, seja legal
ando contigo, pela madrugada,
só não perturbe no final".

Das lembranças que vagam a memória,
o demorando memora.
ora, clama, ora, ora.

Faminta de amor entra em coma,
come no almoço, a noite comemora a dor,
com a amora,
às vezes, ri, às vezes, chora.

terça-feira, 17 de março de 2015

Coma

Nessas últimas semanas tenho me perguntado incansavelmente todos os dias: "o que estou fazendo comigo?".
Reparei que estamos vivendo de lembranças e, em muitas delas você está presente.
Uma vez, andando em grupo pela orla, uma das pessoas te viu passar e cumprimentou. Minutos depois, sempre muito educado e bom de memória, você me direcionou a palavra: "lembro de você da escola - você fazia a 5ª e eu a 8ª série". Hmm, é verdade.
Anos mais tarde, em uma festa de baile do Havaí: "lembra daquele dia, em 2011, que encontrei com você, acho que seu namorado, seu primo e mais alguns amigos na boite? Que depois fomos para sua casa porque você havia feito um caldo de galinha delicioso!".
Ah! eu lembro desse dia, dessa festa, desse caldo, mas não lembro de você lá. Toda vez você me lembra dessa história e fico envergonhada de dizer que não me recordo de você nela. Às vezes, eu preferiria que tivesse sido assim e principalmente em não ter te notado no esquenta do Baile do Hawai, em 2013.
Se você não lembra, estávamos entre amigos na orla, você foi como convidado de alguém da turma e, de repente, como velhos amigos, conversávamos alucinados sobre bares, época de escola, amigos em comuns, professores, lugares, gírias, filmes, músicas...
Em menos de 3h após ter te "reconhecido", aconteceu algo que eu não esperava: eu te queria! Bebíamos na rua, e numa das ida ao banheiro do bar em frente, lembro de ter confessado pra uma das Minhas melhores amigas, que estava louca pra pular em seu pescoço. Ela disse que talvez tivessem sido as várias doses de vodka e cachaça de jambu. Mas não foi, e fomos só nós três pro Baile do Hawai: minha amiga, você e eu. E foi um dos melhores pré-carnavais que já pulei em toda minha vida, além de ter pulado no seu pescoço, pois é.
Você passou a ser notado e durante todo carnaval nossos corações pareciam estar em folia e, nossos corpos em sintonia.
Após o carnaval, você foi embora e meses depois nos reencontramos em outra cidade, nas minhas férias. Lá por outubro você veio passar algumas semanas e, quase no fim do ano, retornou para concluir os estudos.
2014 começou e, novamente, você veio para fazer uma prova, onde passou e assumiu o cargo, se mudando para cá.
Eu ainda te queria muito, nós nos encontrávamos e saíamos sempre. Era inevitável pensar em ti apenas como amigo, algo tinha que mudar. Mas você não levou a sério e, passado mais um carnaval, entre te querer e sofrer, decidi não pensar em você. Foi a ideia mais sensata que havia tomado porque o segundo trimestre de 2014 foi incrível em Dublin, ao lado de muitos amigos, amores e aventuras.
Quando retornei, chegamos a sair algumas vezes, mas apenas como bons amigos, abraços, apertos de mão e beijinhos no rosto. Você estava sempre cansado e chateado do trabalho, enquanto que eu me divertia com meus primos em churrascos e festas de família. Às vezes conhecia um cara ou outro no tinder, badoo ou alguma festa, ou era um ex que reaparecia. Em outras vezes me curtia em casa, assistindo filme, tocando violão, lendo um livro, estudando e preparando aula.
Tudo seguia bem: eu estava praticando a ociosidade, estava feliz por estar ao lado da família, o meu coração estava sereno, apenas com muita saudade de lugares e amigos, e você, algumas vezes, me chamando de "sumida".
Quando 2015 chegou, continuamos saindo pra barzinho, tomando alguma coisa na praça, fazendo programas que nos deixassem menos solitários, porque havíamos chegado ao ponto de termos somente um ao outro para nos socorrer desse mal: você era meu único amigo e eu sua única amiga, do qual podíamos recorrer parceria tanto para festas, quanto para conversas.
E, novamente, numa dessas saídas pra beber, ficamos totalmente embriagados, de um tanto que você até me pediu pra te ensinar a dançar. Eu aceitei e, mais uma vez, caí perdidamente na sua, me perdi em você. Pra variar, era mais um carnaval que se aproximava. A confusão na minha cabeça foi tanta que resolvi passar todos os dias de festa na praia. Você não havia ligado, não havia mandado mensagem. Eu me senti um lixo até descobrir que a cidade toda estava sem sinal de celular e sem internet. Depois que soube que, no sábado de carnaval, você havia ido na minha casa, comecei a ficar mais calma. Mesmo assim, te evitei ao máximo. Conversava o básico, sorria o necessário, adiava mais uma saída contigo o máximo que pudesse.
E quase duas semana depois, na sexta-feira, você me ligou e pediu que se não fosse demais, que abrisse o portão da frente da minha casa. Você notou que eu não estava nada animada; na verdade, desde o ocorrido entre nós dois, me joguei numa lista de filmes sem fim e maratona Grey's Anatomy, de um modo que aquilo parecia fugir às regras que havia me imposto. Mesmo assim, te fiz sala oferecendo uma dose de tequila, que você só aceitou com uma condição: de que eu tomasse junto contigo. Então, fomos para a cozinha, peguei sal, limão, preparei os copos e entornamos o primeiro, seguido de mais uns nove, um atrás do outro. Lá pelo quinto shot, você me atacou e me beijou ferozmente. Parecia faminto! Eu fiquei surpresa e um pouco aflita, afinal, estávamos na cozinha da casa dos meus pais, com os meus pais e minha irmã dentro da casa. Minto, somente minha irmã dentro da casa - meus pais estavam num churrasco na área da frente de um dos vizinhos. A gente até comeu um pouco do churrasco, mas você soube de uma rã à milanesa e queria experimentar. Eu disse aos meus pais que iria te levar em casa, peguei meu carro e fomos ao sushi comer rã à milanesa, por sua conta. Estávamos tão famintos devido a larica que em menos de cinco minutos devoramos o prato e fomos embora para a orla. Sentamos em um dos banquinhos e você me abraçou, me fez carinho, me beijou como se tivesse sem fôlego (e creio que queria que eu também ficasse sem). Nos entregamos um ao outro por todo o fim de semana: sexta, sábado e domingo. Você estava feliz porque estava dirigindo bem e queria se gabar me convidando pra dar algumas voltas de carro. A semana prosseguiu e parecíamos dois mortos de fome, saciando a vontade de um no outro com muitos beijos e sexo.
Até, no fim da semana de fevereiro, você dizer que havia uma novidade pra contar: havia pedido demissão e ia embora pro sul dali quinze dias.
Minha reação foi de choque: fiquei triste, fiquei feliz, não sei como fiquei. Fiquei triste, porque você era a única pessoa com quem estava compartilhando alguns dos meus vícios, e ao mesmo tempo, fiquei feliz por seres um cara brilhante, podendo dar continuidade em projetos para seguir como pesquisador. Por último,
eu não sei como fiquei, porque não estava entendendo mais nada, nem a mim, nem a você, nem a nada.
Pensei que talvez essa seja nossa sina, ou pelo menos a minha: conformar-se. A gente saiu mais algumas vezes, apenas para passear e dar alguns amassos, e no dia em que você disse seguir para um motel e eu disse que não, você ficou sem graça,e pedindo inúmeras desculpas. Eu não dei explicações e ao que parecia, eu estava tendo um ataque de bipolaridade: "te ver e não te querer, é improvável, é impossível; te ter e ter de esquecer é insuportável, é dor incrível".
Eu precisava ter dito não, ou tudo fugiria do controle. A pessoa tá saindo direto com outra, e um diz que vai embora e mesmo assim ainda quer continuar "comendo" a outra...! Sei lá, não é assim pra mim.
Você me pediu desculpas, meio que chorou agradecendo por ter sido sensacional com um cara tão cheio de problemas internos, como ele.
A gente ficou toda a semana sem se falar, e era a sua última na cidade. O tempo havia voado!
Na sexta, resolvi sair sozinha comigo mesma: peguei um maço de cigarro (que guardo desde o ano passado), passei em uma loja de conveniência, comprei três latas de Skol beats e fui para o começo da orla, escutar uns dances antigos, beber, fumar e chorar.
A liga do álcool e da nicotina foram batendo no corpo. Senti a necessidade de estar contigo, sentia falta dos teus olhares, das tuas palavras, dos seus toques, movimentos tímidos, de tudo. Te enviei uma mensagem com a lata exótica, e você respondeu na hora me perguntando onde eu tava. Começamos uma conversa rápida no messenger, e dali a pouco estávamos bebendo no posto, dançando forrós e bregas em uma festa (diga-se de passagem, só eu dançando, você continua péssimo!).
Tivemos mais um fim de semana nosso. Seu último final de semana...
É hoje, foi o temido dia, pensei que no sábado havia sido nossa despedida até você me convidar pra almoçar, depois do trabalho. O almoço foi um churrasco sortido muito bom. Como seu horário de almoço era curto, nos aproveitávamos nos beijando a todo momento. E no caminho, da sua volta para o trabalho, você me surpreende, me pedindo para que eu te resgatasse às 17:15h, porque queria um momento comigo sem correria.
Às 17:20h, estou estacionando o carro em frente ao seu trabalho, quando vejo seu pai esperando no carro. Seu voo é as 20h, será que você esqueceu?
Te liguei, fui na sua sala, procurei nas outras, não te achei, voltei para o carro e fui para o aeroporto, tentar sinal de internet para te mandar mensagem, já que minha operadora tava sem serviço. Fudeu!
Consegui te mandar uma mensagem de texto. Dali 10minutos você me liga, pedindo que me esperasse onde eu estava, que chegaria em 1 minuto e meio. Você adentrou o aeroporto e eu estava agachada, usando uma das tomadas carregando meu celular. Te vi mas não falei nada, continuei mexendo no celular. Você ficou andando de um lado pra outro na minha frente, dizendo que a prova se alongou, que teve cópias para finalizar o processo, pessoas estavam se despedindo, que Tava me ligando mas só dava caixa postal, "desculpa", "desculpa", "desculpa".
Me levantei, fui em direção ao carro e entrei. Ele seguiu meus passos, entrou dentro do carro, fechou a porta do passageiro e pulou em cima de mim. Não dá pra evitar que nos queremos, é nítido. E antes que você pudesse pegar o avião, nos despedimos despidos em volta de tanta paixão. Você ter confessado que gosta muito de mim foi a das melhores coisas que você já me disse. Que um dia a gente possa evoluir ao grau máximo: o amor.
Enquanto isso, entraremos em coma: você, dentro do avião; e eu no Iglu, pondo o sono em dia e repondo as energias.
Até breve! :****