Ontem, quando acordei, lembrei que era niver da Talitas. Coincidentemente, no dia anterior, estava reorganizando meus arquivos do notebook. Encontrei na pasta de fotos um tantão de fotos nossa, em lugares diferentes, diversas ocasiões.
Voltando para o dia de ontem, fui pegar uma dessas fotos para fazer a montagem do niver dela. Na hora em que estava digitando os escritos, meus olhos lagrimaram. Eu lembro que digitava a parte do: "Que em breve possamos colocar os papos em dia, sinto muita falta do teu humor fantástico e principalmente da tua parceria aqui." Nossa! Pra quê? Comecei a chorar incansavelmente. Fui para a área dos fundos da minha casa e, enquanto minha irmãzinha tomava banho com o som ligado nas alturas, eu chorava que nem criança, olhando pro meu saco de boxe. Mas ela (minha irmã) podia sair do banheiro a qualquer momento, eu não queria que ela me visse naquele estado. Eu sou sempre tão forte e um exemplo tão grande pra ela, que demonstrar fraqueza seria quebrar o encanto. u gritei pra ela dizendo que ia no banco rapidinho, peguei as chaves do carro, entrei no carro e fui dar uma volta.
Eram mais de 21h e eu ainda não tinha ligado pra Talitas pra parabenizá-la, porque eu simplesmente não conseguia não parar de lembrar do quanto ela tava fazendo falta, da parceria, das conversas sobre besteiras, das saídas, de tudo. Eu não conseguia parar de chorar, simplesmente porque não consigo entender em como tudo tem passado tão rápido, e em como é tão difícil sair dessa porcaria de cidade, deixar tudo pra trás ou simplesmente deixar.
Eu tinha estacionado o carro bem no comecinho da orla, que tava um pouco movimentada. Daí puxei de baixo do banco do carro, um maço de cigarro que tenho escondido desde... que não descubram, e você não conte, viu blog? :p
Pois bem, continuando, eu tava quase acendendo o cigarro, já com o choro controlado, quando lembrei do quanto a Talitas abomina isso e, tá certo que eu iria falar com ela pelo celular, poucos minutos depois, mas eu iria comentar disso e não iria ser legal. Então, antes que tudo isso acontecesse, resolvi guardar o cigarro e esconder o maço. Peguei o celular e liguei pra ela. A gente sabe que a amizade é a mesma, mesmo estando longe, quando você nem vai na lista de contatos - apenas digita o número do celular, porque ainda sabe de cor.
Já eram 21:30h, e depois de uns 5 toques ela atendeu morrendo de raiva: "é né! égua, pensei que tu não fosse ligar!". E só de escutar aquilo da ariana mais ariana que conheço, e de estar num nível de conversa que arranca risadas e sinto falta, já tinha valido a pena. Tinha valido a pena até a hora em que ela diz: "olha tá todo mundo aqui, e só tá faltando tu" e meus olhos lacrimejarem novamente. Aff! Essa vida de adulto é mesmo uma bosta, e a pior coisa que existe e se sentir só.
Até a Tutu, um dia desses falou: "ai maninha, saudade de ir na casa das meninas, da madrinha e da Talitas". E é verdade, porque pelo menos tinha um lugar pra ir quando saísse. E agora, isso não tem mais. Tem a orla, tem aqui em casa, tem a praia, tem a fazenda, mas não é a mesma coisa. Na verdade, a falta é pelas pessoas, porque os lugares continuam onde estão.
Mas enfim, precisava disso. Não vejo a hora de viajar. Meu dinheiro tá pouco, a miséria do pronatec ainda não me pagou, mas é isso, é viajar com o pouco e aproveitar ao máximo. Amém! Parabéns de novo, Talitas! Já já é nóis! :)

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