terça-feira, 30 de agosto de 2011

Andarilha

Na lembrança me vaga a exaustão.
No imaginário devaneio endireitada. Não que deva, certamente, ir em uma direção certa, eu só não gosto do "dever" ser certa. Pra isso, tenho uma estrada de chão e um Teco-Tico planador esperando do tempo e luz que lhe réstia.

"Combustão que é bom emprestei pra manter a lenha acesa. A lanterna pelo caminho ficou afogada e, nos repolhos vi o aconchegar das crianças, famintas."
Deixei como bilhete ao sair, não sei quais foram suas reações. A minha foi de razão: desisti por um lado que voltaria por outro. Assim fui. Fui me perder.

Agora que fui achada, me exausta divagar via lembrete: preferiria ter vindo devagarinho numa lambreta ou num cavalo a galope.
Andar a pé, eu deixaria pros que viriam a me calçar na floresta depois que aprumasse águas - ou uma cachoeira de choro, ou em corredeira rio.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tem que ter sorte e coragem pra azarar no jogo do amor.




Bom dia! Não, eu não acordei cedo. São quase 2 da manhã e eu quero ligar praquele boi!? Oi! Oi? Mas eu nem liguei, fiz pior: mandei um sms! Pior? É pior sim, as pessoas acreditam e confiam bem mais na veracidade de um texto escrito do que na fala propriamente dita. O que está acontecendo? "Me tira daqui!", quer dizer, "sai daqui, não tem espaço, eu não posso pensar em você!". É o que o besta do meu cérebro está gritando, dizendo pra ir pro meu coração, pois lá deve haver mais espaço vazio. Eu devo estar ficando doida, maluca, perturbada do juízo - se bem que uma grande parte de mim já condiz com tais adjetivos.

Eu nem sou de me iludir fácil, pelo contrário, se tem uma coisa que tenho enraizado são os pés no chão. O que me ferra é só a cabeça. Essa que, por sua vez, mesmo presa, vive no ar, perto das nuvens. Por favor, preciso que tapeiem minha bela face. (pausa. celular bipando. Uma nova mensagem de texto.)

Uau, isso não deve estar acontecendo, ele respondeu! Que fofo, me desejou uma boa noite, disse que "está ficando mal acostumado". Agora ferrou de vez, não vou conseguir dormir porque ele respondeu, e não é ironia. 

Lembro que era uma quarta, mandei um sms besta qualquer, ele retornou com uma ligação que, pra meu espanto, durou quase 37 minutos - e eu nem sou dessas de ficar com a garganta seca de tanto falar ao celular. Fico pensando que se forem daqueles benditos jogos de azar, que então, possivelmente, futuramente, terei sorte no amor; contudo, se não for, por que diabos ele não cumpriu o trato de apenas termos ficado no "Oi, tudo bem?", de longe, depois que nos esbarrácemos por ai? 
Pra uma semana depois ele ficar dando toques no celular seguido de um sms: "Preciso de você". Dias depois, ligar às 5 horas da manhã, em pleno horário de repouso de minha beleza; vir almoçar na minha casa, no domingo, dia dos pais, e ter a cara de pau de dizer que vai ligar a noite, ligando mesmo e me fazendo ficar confusa! Eu o desprezo, digo que "não dá, não tem como, tenho um aniversário pra ir." Minto pra ele e curiosamente pra mim. 

Naquele momento eu estava quase na frente de um DJ, do DJ, pensando em outro alguém que era o próprio DJ. Era 'esse alguém' que eu gostaria de ter. Às vezes, penso que a cada vez que nos encontramos (eu e 'esse alguém', o DJ) é uma esperança a mais, mas é pura balela, pura ilusão, 'esse alguém' vai casar mesmo! "Então case, meu filho! Case com essa desconhecida Sabeláquem que te chifra de lá de Sabedeusonde." Pensei raivosamente em dizer. Não disse, não digo e nem direi apesar da amizade. Eu só esbanjava serenidade, e ao que via 'esse alguém' me olhando, demonstrava estar agoniada vigiando o celular, como de quem espera uma ligação - eu tenho amor próprio, pelo amor de Deus, e sei causar ciúmes alheios também, ai como eu sou bandida! - ao mesmo tempo que revoltada por não ter aceitado a estar com o 'Cara do Sms', o Rato - apelido carinhoso por mim dado e por ele desconhecido. Ô bicha burra! 

Quer saber, vou é continuar com os sms, pelo menos gosto do lance do jogo de gato e rato.  Eu penso no jogo, penso nele, mando sms, ele responde e tudo fica empatado: não sai do 0x0. Tô ferrada! Quê eu faço? Odeio perder, a não ser que estejamos falando de quilos, esses a mais nenhuma mulher curte. Em compensação, a palavra 'ganhar' é tão com ar de superioridade, soberba. 


Por mim, preferiria estar jogando frescobol, concordando com o mestre Rubem Alves: "O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom é preciso que nenhum dos dois se perca. (...) Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos..."


É isso aí, nada de deixar a bola cair, 'game over'. E sim contar até 3, apertar o 'Play' e depois 'Repeat', quantos forem necessários!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como se portar: com porta ou sem porta.

Quer me ver 'virar o cão em pessoa' e mal-comportada? Deixe-me perto de uma porta aberta. (leia-se "porta" como objeto, lugar, coisas, seres animados ou inanimados)
Contudo, sou comportada, daquelas que, mesmo que de vez em quando e às vezes em horas impróprias, põe em prática os famosos: "com licença", "por gentileza", "por favor", "desculpa", "obrigada", "bom dia", "saúde".
Depois dessa, só não espero ser deportada... 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Devasso eu, Devassa ele, Devassos nós!


Era de manhãzinha. Assustou-se com o bater da porta. Levantou e correu para ver se conseguia alcançá-lo no corredor. Tarde demais! o beijo de bom dia seria agora de boa tarde, ou de boa noite. Mesmo assim, ao voltar para o quarto, deparou-se com um bilhete em cima da cômoda, com os escritos: 
"Você é linda mais que demais, você é linda sim!
Caetano Veloso pode até cantar a música, mas quem vê e tem a sorte de ter em mãos, sou eu, rá! Você é tão linda e inteligente que até me sinto importante como o Caetano Veloso - veja só que lisonjeio. Ficaria a eternidade e pararia o tempo, mas tenho que brincar de ser gente e ir trabalhar. Enquanto isso, cuide-se e sinta-se à vontade, ok? Ligo mais tarde para marcarmos algo. Desde já, te amo! Super Beijos, 

do seu, não-Caetano, ainda,
Allen."

Coração acelerado. Sorriso mais que estampado de orelha a orelha, quase rasgando a boca. Ao término da leitura, elevou o papel até seu coração, suspirou, e trouxe o mesmo até sua boca dando-lhe um beijo apaixonado, e até dizendo em voz alta: "Também já te amo, meu não-Caetano, Allen"  


Voltou para a cama, fechou os olhos e lembrou dos momentos incríveis que passara na noite passada: sentiu-se completamente realizada.

Deu uma vontade de pôr uma música do Caetano, fã incondicional, mas seria tão previsível quanto um clichê. (droga, isso foi um clichê!) 
As horas podiam passar, e o dia todo, se fosse necessário, que ela, ali, deitada, estava feliz. 

Depois de quase 1 ano trocando e-mails, morando em cidades diferentes, e com tantas compatibilidades, o que pensariam ser catastrófico, deu mais certo do que esperavam. Depois de algumas boas doses de indecisões e relutâncias, ele tomou coragem, comprou uma passagem de ida e enviou para que ela fosse ao seu encontro, passar uns dias em sua casa - não aguentava mais apenas ler aquela mulher, queria cantá-la olhando em seus olhos. Ele a queria tão perto quanto o ar que respirava, e o que ela menos precisava na hora que recebeu o e-mail, com a passagem em anexo, era ser lida - então ele era a resposta para inúmeras de suas perguntas.

Ele: indeciso, trovador, de humor inteligente, tímido, charmoso;
Ela: teimosa, peculiar, risonha, extrovertida, romântica, linda;
Eles? Encaixe perfeito, devassos, doidos e nada santos desde que estão juntos...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Gaúcho favorito diz: "Oi, minha paraense preferida!"

Começou com uma "cutucada" pelo Facebook, o que não causou espanto, mas, um leve sorriso meu: "será?!"
Recutuquei-o, era o mínimo a fazer - questão de educação, certo?! Corretíssimo!

Meu messenger estava aberto e vejo subir a janelinha:
- Oi, minha paraense preferida.

Eita, já gostei. Por que ele veio falando isso? Por que ele está tão longe? Ele foi o primeiro gaúcho que conheci e por tal lisonjeio, casaria com ele. Eu casaria mesmo se não tivesse largado tudo por lá e tivesse voltado para minha querida terrinha paraense. Revidei, dizendo:
- Preferida é? Tem mais, então? rsrs

Ele me surpreende, me deixa sem palavras, me ilude, como sempre fez e continua fazendo:
- (um coração) Ah, não não, tu és a única, amor! De todo o Pará, rsrs e digo mais, de todo o norte do país! :p :) 

"És um cafajeste, galanteador isso sim!" pensei em digitar. Não digitei, apenas chamei de "meu gaúcho favorito", pois ele é, de fato. Depois dele, há somente um outro, que conheci aqui mesmo, há algumas semanas e por quem já até cortei relações por possíveis-piores-catástrofes.
Ah, os gaúchos. Eles têm um quê de pecado, um quê de juízo. 
Ah, os gaúchos. Eles que não tem "a cor do pecado", que são conhecidos por terem "gélidos corações", e por serem bonitos, educados, fogosos.
Ah, os gaúchos. Esses que arrebatam meu coração, me laçam e me pegam de jeito. 
Ah, os gaúchos dessa minha vida, mil perdões pelo desdenho, juro não mais 'bater com a língua nos dentes' - exceto em outras ocasiões...

Será que tenho que trocar o Pará, o Ceará, o Paraná, e os restantes dos estados brasileiros, pelo Rio Grande do Sul?
Se for, ano que vem, visitarei, novamente, aquela terra. E antes de ancorar em Jaguarão, chegarei em Porto Alegre, passarei por Camaquã e pararei em São Lourenço. Motivo? Responder algumas das perguntas que ele tanto me pertuba: será que sim?

Eu diria, 'I do'.



p.s.: dedicado ao M.G. de Jaguarão-RS. saudades.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

In+esperado

"Gosto disso: do inesperado.
Destrinchando a palavra inesperar: in (dentro, em inglês) + espera.
Dentro, espera. 
Espera por dentro. Ex-pêra. Ex-maçã. Ex-terminadora.
O tempo é inesperado, e vivo a esperar por ele. Ele pode vir a qualquer tempo, e por dentro, espero, estou a esperar. 
O gosto da espera, ex-pêra, é áspero: talvez nem goste.
"Gost, do outro lado da vida" , disso eu gosto, vi em agosto de algum ano.

Traduzindo ao pé da letra:
Inespera: dentro é uma ex fruta.
Inespera: Inês,pera(mordedeus)"  S.F. em 30/09/2010


                          Viva o inesperado!



P.S: "Eu tô com o coração apertado ainda. Não consigo extravasar as emoções, não consigo chorar nem nada, só sinto uma dor desconfortável no peito. Estou nervosa, ansiosa, coisas desse tipo." J.D.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dolce Far Niente

Eu devo estar enlouquecendo mesmo.
Hoje recebi um memorando do RH informando que estava de férias no mês de junho. Pensei: "legal!"
Em seguida: "Junho é amanhã! Eu não quero minhas férias!"
Como se devolve as "férias"? Fiquei ali, parada, no meio da sala, olhando pro papel, ele me olhando, quando meu amigo e colega de trabalho chega me chamando para irmos pro carro pegar no batente. Mais um dia de trabalho.
Horas depois, em algum lugar de minha querida cidade, ele solta, ali, no carro mesmo: "Far niente! Dolce far niente!" Fiquei pensativa: já escutara essa frase em algum lugar, mas onde? Dali mais uns 2 segundos, repeti em voz alta: "Dolce Far niente!" Parecia um duelo de duas palavras: "Dolce far niente", ele dizia, "Dolce Far niente", eu dizia. "Ah, 'Comer, rezar, amar'!" lembrei em pensamento. 
- Dolce Far niente, Su! Ainda vou fazer isso, um dia: nada! - meu amigo disse em alto e bom tom, com uma expressão tão boa e um sorriso de dar gosto, de orelha a orelha. Continuou explicando: - "Dolce Far Niente" é uma expressão italiana, traduzida ao pé da letra seria: "o doce fazer nada", mas é como a gente diz: "a doçura de não fazer nada!".
- É, italianos tem disso. Li num livro, uma vez, um italiano falando sobre um americano: do quanto são ocupados, capitalistas. E esse mesmo italiano contava: "oras, não sabe como gastar suas férias? Venha para a Itália que nós mostraremos: dolce far niente!" praticamente, eles são campeões nisso. Um dia vou à Itália, Elton! - revelei.
Ele riu, meu amigo soltou uma risadinha como se dissesse: "é verdade!" e completou, em seguida: - Su, perguntaram pro John Lennon: "Ô John, o que você vai fazer com tanto dinheiro?", e ele respondeu: "nada!", e então retrucaram com outra pergunta: "e por que você quer ganhar mais dinheiro?", e ele disse: "pra fazer nada!" rsr. Num é sábio?! - e continou falando - Olha, eu não acredito em reencarnação não viu, mas se fosse pra eu voltar, voltaria como cão, porque até quando se levanta o dono diz: "deita!", ou "senta!", "fica quieto!", ou seja, fazer nada, Su, um dia... - e abriu um sorrisão. 

Rimos, porque afirmei que 'faria nada', também.

À tarde, deparei com um cachorro. Não sei que raça era, mas era grande, de pelagem preta com amarela. Super dócil, tão dócil que mal cheguei perto, ele foi logo se deitando e rolando no chão, pondo as patas pra cima, pronto pra receber um carinho. Me aproximei mais um pouco: "ai meu Deus, o que está acontecendo?" martelava na minha mente, dobrei um poucos os joelhos e levei minha mão direito em seu pescoço, sua fuça... "ele é lindo! que fofo!" - "não, não, quê que tá acontecendo? esse cachorro gosta de mim, e eu até gosto dele" - "que fofura!" - "ele vai me morder? e se ele me morder?" - briga mente, briga comigo, briga!
Dolce Far Niente, Suede!
Não pense em nada, não faça nada, não queira planejar nada, nada, nada, nada... apenas viva! curta! seja doce e amável, até com um cachorro, que nunca foi seu forte, e de repente, assim, está sendo. Dolce Far Niente, Suede, para todas as coisas que ultimamente não estejam fazendo sentido, mas que de algum sentido, tem sentido.
Dolce Far Niente, para mim, para você, para eles, para nós.
Dolce Far Niente!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mulher de fases: Quem dera ser um peixe...


Após ser ignorada por alguns poucos amigos onde mendigava um pouco de companhia, decidi dar uma volta na cidade. Acredita-me que até nessa volta fiquei a ver navios? Nenhuma alma viva, nenhuma emoção, nem minha lanchonete preferida estava aberta. Vamos ter azar assim, mas nem tanto...
De repente, na volta, no caminho de casa, recebo um sms:
"A noite já estava linda com essas estrelas e a lua, agora melhorou significativamente. Olha aqui atrás..."
Achei estranho mas virei-me: 
- Oi. Quanto tempo! - numa moto à 10km/h., ele se aproximou, enquanto eu ainda caminhava pela rua.
- Pois é, é turista agora? Não podes sumir assim! - disse-me com um ar tão... sedutor?! e continuou - sobe aí!
Subir ou não subir? O tempo era tão curto que só pensei na ação e já fui subindo - já que estava no inferno, solitária, sem nada a fazer, e com alguns indícios de quem muito apronta, abracei o capeta, fui ao seu encontro - apronta-se de verdade, e o que for pra ser verdade, vai ser uma verdadeira história. 
Mas não consegui levar adiante - e eu me contento com tão pouco...
Entre a gente é um novelo de lã tão enrolado, que de uma novela, passa-se a uma saga: quase 3 anos! E nunca dá certo de nos acertarmos. Dessa vez, ele quer algo sério, mas estou num caos em série dividida entre a razão e a emoção, a liberdade e a união, a azaração, a pegação, a curtição... não, não, equívoco!

A verdade é que nós mulheres nunca sabemos o que queremos. E o que a gente quer é um amor afrodisíaco com humor afrodisíaco, mas achar um homem que te faça rir é tão raro, tão caro, e essa minha cara nem é tão cara assim...

O que mata é saber que nós mulheres nunca sabemos de nada. O que mata é sabermos que vamos de um extremo ao outro com uma facilidade tremenda. O que mata é despencar de uma altura e nessa queda, rir tanto, mas tanto, que a altura (à essas alturas) já nem importa tanto. O que mata mesmo, é esse nada, nunca estamos satisfeitas com nada.
E é esse "nada" que nos faz sermos assim: vazias e cheias ao mesmo tempo: indecisas, confusas, insatisfeitas.

Antes ser como canta Fagner: "Quem dera ser um peixe..." 
...seria bem mais fácil só mergulhar e fazer borbulhas de amor!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Minhas Mães e Meu Pai: Tudo Pode Dar Certo!

O título dividido pelos dois pontos resultam em dois grandes filmes.
Para assisti-los, tem de ter  liberdade dentro da cabeça - um por embaralhar a mente de uma lésbica, bem casada, mãe de dois filhos adolescentes, com a aparição do doador dos espermas, vulgo pai biológico das "crianças"; e o outro, por ter paciência suficiente pra aturar ou se iđentificar (meu caso) com um velho, gênio da física, rabugento, bombardeando com diálogos incríveis sobre política, filosofia, arte, amor.
Sem mais, recomendo!

Confúcio que nada, CONFUSA!

O que há de errado comigo? As coisas não ficaram confusas, FUI EU! Só faço coisas erradas! Se me dessem a chance de fazer o certo, certamente o Faria, assim como Beth, Reginaldo, Marcelo. Se tivesse que escolher entre A montanha e Castelos, se tá Russo decidir, que me perdoem o rei Roberto e Renato, escolheria Marisa, que ouço e amo de Monte. Se é pra remediar, prefiro Gabriel, a pílula inteligível que PensaDor. E sobre Discursos e Conversações, Confúcio ele, confusa eu, parafuso horário, ora Bros, Mário.

Prisão domiciliar: dormem os cílios...

Presa. Enclausurada no lar doce lar.
Refere ao domicílio ferindo as dores de meus cílios.
Dormindo, não se mexem, não piscam, apenas acreditam em delírios sonhos longíquos perto da padaria.
Em casa, não corro riscos de ter casos ao acaso, de acasalar, casar. Em compensação, por não correr, posso regredir passando de borboleta, livre e desempedida, a um casulo, presa por um rolo e sozinha como a azeitona de uma empada!
Alguém me salva desse semestre terrivelmente avassalador - quero meus eus de volta!

sábado, 21 de maio de 2011

Para MegNaRuaHimmel

Oi!, ei, eu sonhei contigo: tu eras mãe!
[Na verdade, foram dois sonhos: um de ontem e outro de antes de ontem. O que tu eras mãe foi o de antes de ontem, e hoje, quando te chamei, pela manhã, era pra contar-te sobre os dois - antes que esquecesse. Acabei esquecendo o de ontem – grande mente a minha, que tu conheces e sabes um pouco, não é verdade? Não, não é verdade...
Ultimamente tenho me sentido um zero à esquerda, sem coragem pra falar sobre qualquer coisa - é como se tivesse medo sobre o que tu fosses pensar ou deixar de pensar sobre qualquer coisa que fosse que eu tivesse pensando. 
Na maioria das vezes são besteiras, birras, aberrações que acabo cometendo ou não; são apenas pensamentos, ações que gostaria de ter feito, que idealizei e que gostaria de pôr em prática, devaneios que gostaria de compartilhar mas que quando estamos cara-a-cara, paro e penso: "que babaquice, eu que não vou tomar seu tempo falando sobre isso, fala sério!". 
Desde então, me mantenho em estado de planta menor: muda! Muda e com minha cara de antropóloga, olhando ao redor, que é bem mais interessante. 
Vejo que ficas a fazer a mesma coisa, talvez imitando a minha cara antropologista ou observando o mundo com olhares apetitosos. 
Por quê sobre isso? Tenho me questionado há algum tempo, há algumas semanas ou meses. É quando lembro que em outras épocas, logo quando a conheci (não que agora a conheça por completo), se fosse em outra ocasião, já teria mandado uma mensagem de texto avisando que teria te mandado um e-mail relatando minuciosamente sobre o sonho. E no entanto, estou aqui, catando milhos e milhos. Descrever o sonho que é bom, nada! Pois vamos lá:
O pouco que restou: sonho: Tu eras mãe.

Estávamos numa roda,
 juntamente com nossas irmãs: a minha e a tua. Pernas cruzadas, sentadas em cima da areia, em volta de uma fogueira. 
Era noite, parecia um luau, uma praia.
Num determinado momento tu comentavas que teus seios estavam doendo:
- ixi, já vou pra casa, meu filho tá com fome! - tu resmungavas.
- traz ele pra cá, pra gente conhecer, vai ser legal! (era como se ele tivesse uns 6 meses e tivesse nascido ontem!) - eu te fazia o pedido encarecidamente.
- rum, aquela desgraça! tenho que passar na casa de onde ele está pra poder dar de mamar. (ele não era criado por ti, ficava na casa de uma outra família, e vez ou outra que ia vê-lo, por isso não o conhecíamos. em outra comparação, era como se o pai fosse um ficante qualquer, que aparecia em algum fim de semana e a gente exclamasse: 'desenterra!') 
Continuando o diálogo:
- então! Daí vocês vem pra cá... (a gente implorava pra tentar conhecer a criança)
- quantas vezes tenho que soletrar que ele é um karma na minha vida?! (tom de raiva)
- eeeeita! Só porque foi um caso, não quer dizer que ele tenha entrado na tua vida ao acaso! (minha irmã surpreendia)
- pois entrou! (respondeste em tom de desdenho) – mas, bora ver, talvez traga mesmo...
- acho bom, porque eu sei que tu não és assim. Esse jeito maldoso de ser não tem nada a ver contigo, essa situação toda não combina contigo: ser relapsa, covarde, rude! Eu sei que tu és sonhadora, do bem, com um generoso e solidário coração. (retruquei)

Tu ficastes calada. O olhar era cabisbaixo, envergonhado. Senti um aperto no peito e uma baita vontade de te dar abraço reconfortante. Eu iria dar, juro. Só que acordei. Deixa pra próxima então.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pra ver se cola...

"Dizem que amigos verdadeiros podem passar longos períodos sem se falar e jamais questionar essa amizade. Quando eles se encontram, independente do tempo e da distancia, parecem que se viram ontem, e nunca guardam mágoas ou rancor. Entendem que a vida é corrida, mas que você os amará PARA SEMPRE. Se você tiver pelo menos um amigo assim copie isto e cole no seu mural, eles saberão quem são!"

 Fui relapasa, teimosa, uma má amiga, talvez. 
Achei melhor postar onde sei que somente os poucos e verdadeiros passeiam uma vez ou outra, do que deixar que qualquer um se tache como tal. 


Ctrl + C/ Ctrl + V de uma postagem de hoje da Janna.

Espaço, regaço, devasso...

Hoje fiz algumas ligações mendigando um pouco de companhia. Não seria nada de mais, somente uma reunião com uma galera.Motivo? Rir, comer, jogar algumas conversas fora e o que mais viesse em mente. No entanto, fui pega de surpresa: um estava dormindo, outro estava puto de raiva esperando a mãe no salão de beleza; outro estava na faculdade, uma iria pra academia e a outra só poderia vir se ela viesse, por alguns motivos, digamos, engraçados - que eu acho engraçado. (Ferrou-se!)

Ferrou-se

"Quem com ferro fere será ferido" e "Casa de ferreiro, espeto de pau", foi o que veio em mente quando digitei este termo: Ferrou-se. 
Me ferrei! Já que estava no inferno, solitária, sem nada a fazer, e com alguns indícios de quem muito apronta, abracei o capeta, fui ao seu encontro - apronta-se de verdade, e o que for pra ser verdade, vai ser uma verdadeira história. 
Não consegui levar adiante - e eu me contento com tão pouco... É um novelo de lã tão enrolado, que de uma novela, passa-se a uma saga (menos de um vaqueiro).

A verdade é que nós mulheres nunca sabemos o que queremos. E o que a gente quer é um amor afrodisíaco com humor afrodisíaco, mas achar um homem que te faça rir é tão raro, tão caro, minha cara...
O que me mata é que nós mulheres nunca sabemos de nada...






segunda-feira, 9 de maio de 2011

Léo conversa ao léu com Léa, ela.

 - Odeio perder coisas! Por outro lado quero um amor de perdição.
 - Nesses contrastes seus, encontrastes ele?
 - Não! - eu mesma respondo e continuo - quero mesmo é saber, por sinal, o dia em que qual, destes trastes, no varal, vou pendurar um sufixal!
 - Su.. o quê?
 - Fix... you, a música do Coldplay... "consertar você", preciso que alguém me conserte.
 - Que ame, ature, amole, adore, acalente. Beije e balbucie palavras doces - ele complementa.
 - A me suportar e a ter um porte, ou que como um suporte técnico se comporte, para que os defeitos do meu eletrônico cérebro transforme-se em efeitos especiais, e nas nuvens, alguma vez, me perca...
 - De amor! É de amor que você precisa e não dessas loucuras que vive a falar!
 - E disse Shakespeare: "Amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, tão cheios de fantasias, que superam tudo o que a fria razão pode entender." SEU FRIO!
 - Insensatez, declarações impensáveis, embriaguez sentimental, visão colorida da realidade, ilusão. Logo, sou a favor de outro William, o Congreve "Se não é amor, é loucura, logo é perdoável" , ou seja, releva-se, te perdoo - risos.
 - Mas um dia amarei, se é que já amo e não sei. E eu amo, amo muito. Por tal é que loucamente vivo nesse mundo, só preciso saber enxergar direito. 
 - "A vida mundana é um reflexo insignificante do que se passa no amor", deve ser isso...
 - De quem é essa frase? 
 - Proust. 
 - O piloto?
 - Que piloto?
 - Alan... o rival do Ayrton... O SENNA! (pausa questionável) Não?
 - Não! Marcel Proust, escritor, não Alain - é Alain Prost! Aliás, não sabia que você assistia a corridas de Fórmula 1...
 - Não assisto, mas é algo tão automático, quase que nem ao Pelé, até quem não assiste e não gosta de futebol sabe quem é o Pelé!
 - Está bem, você ainda quer um amor?
 - Ah é, tinha esquecido... quero! Estou à espera de um milagre - se é que milagres existem! E você, não está ou já tem algum?
 - Não, também estou à espera de um milagre, à espera que esse seu raciocínio não devaneie tanto, e que essa sua boca não o acompanhe, para que enfim possa beijá-la...

(entreolhares, até que ela fala:)

 - "A loucura é relativa. Quem pode definir o que é verdadeiramente são ou insano?" acho que Woody Allen tem razão porq... 
... e ele calou seus pensamentos e suas alucinantes palavras com um beijo, antes que falasse qualquer outra coisa.

O amor tem dessas coisas.