terça-feira, 30 de agosto de 2011

Andarilha

Na lembrança me vaga a exaustão.
No imaginário devaneio endireitada. Não que deva, certamente, ir em uma direção certa, eu só não gosto do "dever" ser certa. Pra isso, tenho uma estrada de chão e um Teco-Tico planador esperando do tempo e luz que lhe réstia.

"Combustão que é bom emprestei pra manter a lenha acesa. A lanterna pelo caminho ficou afogada e, nos repolhos vi o aconchegar das crianças, famintas."
Deixei como bilhete ao sair, não sei quais foram suas reações. A minha foi de razão: desisti por um lado que voltaria por outro. Assim fui. Fui me perder.

Agora que fui achada, me exausta divagar via lembrete: preferiria ter vindo devagarinho numa lambreta ou num cavalo a galope.
Andar a pé, eu deixaria pros que viriam a me calçar na floresta depois que aprumasse águas - ou uma cachoeira de choro, ou em corredeira rio.


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