terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz Ano Velho: raspas e restos

Eu vinha de Santarém, quando escutava no rádio do carro a música "Maior abandondado" do Cazuza. Fiquei prestando atenção na letra, viajei um pouco também, e hoje, achei no orkut esse texto:
"Raspas e restos, me interessam, me interessam"...
Estava ouvindo essa música um pouco depois de ler sobre ela,
pensei em responder, mas vi que seria algo muito complexo
para resumir em tão poucas linhas...
Acreditei sim,
por um instante que,
o que sobrou da gente eram apenas "raspas e restos",
quis acreditar nisso, talvez, apenas para "fugir da dor".
Gritei ao mundo que você era dispensável,
que não sentia mais nada por ti,
que seu olhar, quando cruzava com o meu,
me fazia esquecer tudo de mal que você tinha me feito.
Queria que o mundo acreditasse,
que eu sou mais forte,
que meu orgulho era mais forte,
que eu era fria.
Tentei desesperadamente te matar do meu coração,
te expulsar, em uma tentativa quase que sem ar,
para não sofrer novamente.
Te pintei como meu bandido da minha história,
o vilão.
Me entreguei a outros olhos, outros abraços, outros beijos,
só para fugir, nem que um instante,
dos teus olhos, teus abraços, teus beijos.
Você é minha raspa, meu resto!
Sim!! Era o que minha mente queria,
era o que ela implorava que você realmente fosse,
justamente, pelo meu coração,
sentir-se apenas como uma raspa, um resto para você.
Mas, quando resolvi não fugir mais do seu olhar,
descobri o que meu coração gritava
e eu não queria escutar,
não queria escutar que você ainda vive aqui dentro de mim
e, finalmente, meu coração e minha mente puderam ver,
que eu também vivia dentro de você..."

Renata Belisqui
04/02/2009
...
E só posso resumir que um orgulho maldito é um orgulho orgulhosamente orgulhante.
Não sei o que escrevo, não sei o que sinto, não sei que sensação estranha é essa, não sei o que leio,
mas isso,
esse texto,
essa música,
esse trecho,
mexeu comigo,
e mexerá até sabe-Deus-quando.

Só espero que passe,
pois afinal,
tudo passa.
Uma amiga sempre brinca dizendo: "tudo passa! o ferro passa, e a até a uva-passa!",
então,
deve passar!
;)
Feliz Ano Novo,
galero rsrs
Peace and love in the
eARTh!
=*

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu quero, eu sou!

"Atiça, provoca, inibe, fascina e desconserta...
Quero um misto de doce com amargo, forte com o fraco, puro com o vulgar..."  @le_nantes

Chorare: tinindo!

"Você roubou meu vídeo cassete
Pensando que eu fosse o controle remoto
Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
É melhor desligar"


Eu leio alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Eu vejo alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Escuto alguma música e me vem uma vontade louca de chorar.
Eu olho para alguém, para que me 'salve' dessa alguma coisa, mas só me dá vontade de chorar.
Então concluo que o melhor é externalizar escrevendo em páginas brancas, como agora e, de repente, sinto um caminho vertical aguado escorrendo pelo meu rosto. É o choro, droga!
E o melhor é desligar, foi desligar, tentar desligar. E por quê não consigo desligar? Eu quero desligar, tenho que desligar, quebrar o controle remoto, e o video cassete, também, por que não?

Alguém tira minhas baterias, ou me desliga, por favor?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Enfeite-me!


O medo é a pior forma de verdade - que você sabe dos riscos que pode vir a ferir e, mesmo assim, arrisca. Arrisca ficar com medo. Arrisca buscar a verdade. Arrisca a verdade tendo medo, ou tem medo da verdade? Que coisa desgraçada, não? 
Ontem, escutei a seguinte pergunta: "Tu tens medo?" 
E o pior: eu nem soube responder.
As possibilidades de respostas eram de apenas, 50% pra sim, ou 50% pra não. 
Fiquei calada.
Fico calada.
Então vem o pior, o seguinte ditado: "quem cala, consente". Sendo assim, caramba, tenho, tenho medo,e muuito.
Tenho medo de me machucar, principalmente. Mas aí vai a real: eu quero enfeitar você. 
Como diz a maior compositora existente na face terráquea, @vanessadamata , a partir de hoje:
"Eu só quero cantar, gozar e gastar da vida.
Eu só quero um cafuné, um cobertor de orelha fixo.
Neste inverno tão rígido fingir que acredito em você.
Eu só quero me perder, eu não quero este poder.
Chamar o sapo de príncipe, comer você de manhã.
Eu quero enfeitar você!"

Será que existe alguém que queira enfeitar-me, também?
#dramaon

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Próxima, próxima, próxima


"Você me dá muito pouco e eu vou embora.
O que você me deu vou jogar fora.O que presta pra mim é afeição.Eu vou tentar ser bem mais competente na escolha da próxima paixão (meu bem),
próxima paixão (meu bem), 
próxima, 
da próxima...


Não chore, homem!"

Vivece

A partir de hoje minha gentileza e bela maldade adormecidas aflorarão.
Precisava dizer isso.
Valeu.

Ex pêra maçã

Leva a alma sã
Sabiá do canto teu.
Tamanha solidão que doi
na maçã do rosto, escreveu.

um último beijo,
última lembrança
em forma de texto
ficou marcado
o rosto, a maçã e a palavra
um choro de criança,
que dançava,
e trançava,
no solado.

Nessa história há quem só lamenta,
senta a mente
sente a menta
não acreditar em um sentimento,
ou em um time descente,
ao léu no escuro aumenta.

a fé da santa,
vendo o mel em sofrimento,
vento oco, logo trouxe
o sabiá que te canta
no rosto da maçã doce,
tanto descontentamento,
palavras pela manhã de agosto.
na leve alma sã, de um rosto,
e o cheiro de hortelã,
tem gosto,
eis então um suposto.
suspeito pela solidão,
já que o ex crê no que vê,
interroga:
- do que mais gostava, então?
- me doi a lembrança do último beijo.
que droga,
gostava até da sogra,
de menta,
requeijão,
de amor,
desejo.

o rosto, a maçã, a palavra, a alma.
quatro que divididos em dois,
numa matemática errada,
não restara depois,
nada,
nem marmelada.

como assim, crê no que vê?
é planejar o que saberia.
se sabe ler e escrever,
pode muito bem ter,
na maçã do rosto escrito,
fingir um suicídio,
e agora, a sete palmos, dançando
aparece alguém chorando,
e o leite derramando,
levantando falso genocídio.

- que triste fim, quase escapo
não fosse o mal vencer a melhor
- lava a cama, pega o sapo
ou a rã,
qual for o pior.
O sol nasce quadrado,
para aqueles que escrevem errado
no rosto da maçã.

não se diz "leva" como recado,
de quem parte pro outro lado,
ao não ser que seja assinado,
como o crime do padre amaro?
cheio de conceito pré existente
de um preconceito presente,
onde o que se colhe,
planta,
por isso, não me espanta
ousadia tanta,
para a dor de quem escolhe,
perder alguém por uma janta.
até por que não acalanta,
o riso, o choro, a alma, o já,
o sabiá até que canta,
mas a alma, o rir e o chorar,
não tão cedo voltará
a habitar,
neste lugar,
que tanto no solado havia de dançar,
bailando feito criança,
e do rosto resta a lembrança,
e a marca de uma trança,
que no céu agora há de voar.

em 17/11/2010 por S.F.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pelo menos não torrou demais.

"O amor é fogo que arde sem se ver".

Esse é um dos trechos mais famosos de Luís Vaz de Camões. Utilizo-o porque talvez seja a frase mais perfeita para retratar meu estado nessa última semana, digamos, não tão legais assim.
Então minha doença era amor, se chamava amor. 
Uma semana e um dia de febre de 40º C , não é pra qualquer um.
Alguns diziam: 
- Meu Deus, você está pegando fogo!
- Tua mão tá muito quente...
- Pode até tomar um banho pra tentar esfriar o corpo.
E quando a febre passava, era aquele calor inexplicável.
E nada se viu. 
Não se viu o fogo, mas me vi arder a ponto de não suportar a própria respiração - de tão quente!
Então, deduzo que Camões seja o meu médico. Não sei se acertou, mas foi o diagnóstico mais coerente para tal. 
Portanto, doenças como o amor deveriam ser extintas. 
Se sofro do coração, do fígado, do estômago, da coluna, muito melhor que sofrer de amor, que arde como fogo e não é vista, nem reconhecida. É uma doença injusta, egoísta, hipócrita, fugaz.
Ainda bem que meu médico não é Camões - estar doente por amor seria simplesmente horrível. 
Por isso, dizer que estar com febre é bem melhor. 
Então é isso: estou com febre, muita febre. 


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre o eu infinito

Quem sou eu?

Alguns fatos, relatos e, ao final, uma pergunta.

Eis o pior e o melhor
Me quer e sequer.
É a que chega e vai embora
É o depois ou pra agora

Espera ou desespera
É oito ou oitenta
Às vezes quieta ou demais arteira
Se não distrai, está atenta.

Deste lado a serva vinha
Leite condensado,
sal e limão.
Com o verso, conversa e canta,
dança, 
cansa,
perfume lança.

Fosse a grafia tua na tela
fotos, quadros, rabiscos em aquarela
pouco é exagero do muito
Brilho eterno, luz no escuro
anda na areia, pula o muro
para de graça, é brincadeira
é sério, verdade, eu juro.

Vento temporal
chuva vendaval
bem-me-quer ou mal-me-quer
quem eu sou, 
ou 
quem você é?

Sobre um fim de semana qualquer

Tinha tudo pra dar certo: pais viajaram, carro na garagem, casa à vontade, reinauguração da boate, e... nenhum amigo ou amiga disponível pra compartilhar de tudo - sair, conversar, dançar... sacanagem!
O sábado pareceria perfeito se não fosse o simples motivo: falta de parceria.
Uns estavam na fazenda com a família, outros pra praia, outros escarraram na maior cara dura, outros marcaram um vinho e, no final, houve um desencontro. Os outros, que outros? Acabaram as possibilidades, o fim de semana vai ser horrível, o sábado vai ser triste como ontem, sexta, e assim como antesdeontem, quinta, e assim como tantos outros dias.
Eram dez da noite e as duas irmãs entraram num consenso: vamos para a orla tomar sorvete, de lá a gente vê o que faz, beleza? Beleza!
E fomos. Foi peculiar, diria. Agradável, escutei minhas músicas favoritas, banda favorita, encontrei fãs, e reencontrei o acaso. Ops! - por isso que nada planejado dá certo, se fosse planejado, não teria dado, pelo menos. No fim, diria que fora um sábado bem proveitoso, diferente do normal. 
Introdução: vinho suave 5 litros
Objetivo geral: beber o vinho
Objetivo específico: não beber vinho sozinhas
Metodologia: sair na praça a fim de encontrar algum amigo(a)
Resultado: encontrado um amigo e o primo dele
Conclusão: retorno à casa às 7 da manhã do dia seguinte?
Bibliografia: Atenas, Esparta, Demolay e Cover cantor sertanejo
Anexos: sem fotos

To be continued...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Perdidos achados: do fundo do baú?

Ah o amor!
O de pai e mãe,
netos e avós, 
irmãos e irmãs.
O de afilhado,
os de colega de trabalho.
Os vizinhos da rua,
do bairro, 
de cidades,
estados...

Ah, amigos!
Aqueles que vivem no nosso presente,
que nos presenteiam com belos sorrisos,
abraços, sentimentos...
Estão sempre ao nosso redor,
mesmo que magoados e sentidos...

Uma vez, lembro-me bem,
estava triste e abatida,
procurei consolo, palavras amigas,
e por minha sorte? 
você, minha amiga, contara-me uma notícia,
grande notícia!
Entusiasmos e felicidades,
e eu entristecida.

Desde tal momento,
calada fiquei.
Vibrando pela grande
vitória, por ti conquistada,
mas chorando, por cada lágrima derramada.





2006. faculdade. sala de aula. alguma matéria chata. alguns escritos. alguns escritos inacabados? 
Queria tentar relembrar sobre o que era isso, pra tentar terminar mas vai ficar desse jeito, oras.
to be continued? yeah! change too! rsrsrs



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sweet dreams, again: talvez...

Tantos sonhos, rum.
Hoje foi a vez de sonhar com o Mateus, um escorpiano que tá, só, lá do outro lado do país. Bateu uma saudadezinha. Talvez dele, talvez dos momentos, ou do lugar, ou desse tempo...
O senti bem próximo - podem exagerar na ambiguidade, não me importo porque o sonho foi beeeeeeeeeeeem legal.
Então fui no orkut, o procurei nos amigos e deixei um recado PRIVADO hohohoho. Talvez, ele compartilhe com o pessoal da república que mora, mas e daí? Conheço todos mesmo, sabem dos fatos - as meninas, uns amores, até ajudaram na festa de Bagé. E o Fran? Futuro ex-quase-cunhamigo eiauehaiuehaea
Anyway... Sem mais delongas, cansada a lot pelo quarto. Não vejo a hora de vê-lo ajeitadinho. Amém!

Peace and love in the eARTh
Kisses
xxooo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Era uma vez.

A reencarnação e a imortalidade são dois conceitos que significam mutuamente o mesmo. Devemos sempre interferir no que podemos e abandonar aquilo que não nos deixa interferir. Seguimos assim o nosso destino e caminhamos para um conhecimento total do que somos e para o que somos, porque vivemos para o infinito e não para o momento.

So just leave me alone!

Sonhei com o Rodrigo. (espanto) (pausa)
Foi extremamente peculiar, surreal, irreal,  na verdade. Então deixa-se quieto: ele lá, como amigo relapso, e eu aqui, idem!
No mesmo sonho, estava numa escola de muitos andares, escadas em espirais, livros, uma estante cheia de livros. Identificava um da Thalita Rebouças e pegava. Depois o largava ao mirar num caderno memorável de capa rosa. Peguei. Ao puxá-lo, oh meudeus: era o meu caderno de zilhões de anos! Altas poesias, textos, confissões... Peguei. Corri. Como pudera ter parado ali? Quantos já não havia lido? I can't believe... 

- Pula pro outro sonho

Cenário: praia, trapiche, ruas, casas
Estava indo para uma escola (escola?escola? tanta escola assim... medo!) e um cara corria em minha direção. Ele me esfaqueava. Porém, eu conseguira tirar a faca da mão dele e o matava: facada mortal no estômago? talvez no coração, não tenho noção de direção.
Isso acontecia umas três vezes seguidas. E eu era sempre esfaqueada, na última, por sinal, tivera sido a pior. Me senti morta. É super estranho, diria que legal, mas não é, porque voltei e o matei. Pra ver como é: até meu espírito é vingativo. E eu nem sou tão vingativa, ou talvez não demonstre, não é?
Depois sonhei que estava na casa alguém e o vizinho dela me chamava pra conversar. Perguntava-me:
- Qual a diferença, o que você vê de errado na política?

Silencio por alguns segundos, e:
- Pra começar, os políticos são paternalistas. As pessoas dependem deles pra tudo, pra qualquer coisa. Em segundo, não administram, não sabem administrar. Em terceiro, são redundantes: se são más caras, pra quê máscaras? 

Não lembro o resto. 
Vou verificar quem sou das épocas passadas, depois pintar a selva amazônica do quarto. 

Peace and love in the eARTh
=*

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sobre o verbo: esperar.

Revirando os 'rascunhos' em meu e-mail, o título deste me chama a atenção. Abro. Leio. Segundos depois, abro um sorriso. Não é uma gargalhada é apenas um riso, leve sorriso. Me espanto com minha incrível e notável capacidade de ser exagerada, toda cheia das hipérboles, ou quando não, sempre variando de um extremo a outro: quando não é 8 é 80.

"Pensando em te matar de amor ou de dor eu te espero calada"

Era só isso. Só isso. Sim, essa simples frase salva no e-mail que me fizera ri desmascaradamente de mim mesma. Boba! 

Então, realmente, eu espero - tem que esperar, não é Sidarta?
"Pensar, esperar e jejuar"
É o presente, passado e o futuro nos interligando.



Om: a-u-m
Peace and love in the eARTh 
;)