Tem que ir de mansinho pra não assustar. Tem que ter paciência, essa é a questão!
Só que minha paciência já está quase no limite - já se foram longos 7 anos. É tempo demais pra tanta enrolação. Mas dizem que a esperança é a última que morre, então, se for pra esperar mais esse ano, fazer o quê, esperarei. O que mais me encabula é que, durante esse tempo ninguém ficou 'pintando o 7' pra dizer que 7 anos são 7 dias. Não! 7 anos é praticamente uma praga de azar, se quebrar um espelho, por exemplo.
7 anos não são 7 vidas, mas talvez seja um 'bicho de 7 cabeças!'
Quer saber, se ele não abre as janelas, vou tentar arrombar a porta qualquer dia desses, por bem ou por mal. Primeiramente baterei e, se abrir e me deixar entrar tudo bem, se não, darei meia volta e passarei para a casa ao lado, ou para a rua ao lado, ou bairro ao lado, cidade, estado, país... simples assim!
Cansei de ficar olhando do lado de fora. Cansei de ficar imaginando as janelas e portas abertas, as crianças brincando pelo jardim, e nenhuma possibilidade de que entrasse de verdade. Sempre, sempre, aquela curiosidade, um gostinho de quero mais e lá se foi mais um ano.
E já que é assim:
(toc toc)
- Quem é? - uma voz masculina sobressalta do outro lado.
- Sou eu...
- Meu bem, estava te esperando... tenho uma surpresa!
(a porta se abre e...)
Com um peso de porta em formato de coração nas mãos, e uma caixinha com um anel de 7 quilates, ele disse:
- Você me esperou. Esperou que me formasse. Esperou que eu conseguisse um bom emprego. Esperou que eu abrisse, enfim, a porta de minha casa. Ela está aberta pra você. Sei que tenho grandes defeitos, mas foi você quem escolhi para estar ao lado durante toda minha vida. Por isso, eu te entrego com todo amor, pode ser um pouco pesado rsrs, mas este é o peso que sentia em meu coração por fazê-la esperar todo esse tempo. Minha casa é sua, assim como o meu coração. Casa comigo?
- SIM! Caso!
(em pensamentos... eu só queria abrir as janelas, mas já que abriu as portas, é de grande valia).
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Seu olhar foi de encontro ao meu...
Não encontro maneiras de descrever tal momento. Nunca irá ser igual: aquele olhar, aquele sorriso...
(Já comentei sobre o sorriso?)
Foi super instantâneo sorrir e mirar-me. Tremores, na hora.
Talvez a altura tivesse chamado sua atenção, ou fora as cores, verde e branco, da camisa que vestia, ou quem sabe, aquele olhar penetrante junto do belo sorriso - sem mais delongas, acredito neste último, sem dúvidas - que só durou cerca de dez a
quinze segundos. Dá pra acreditar?! Foi uma 'simbiose' ocular nunca vista!
Eu poderia dizer que fiquei ali paralisada, sorrindo que nem uma boba, enquanto o mundo acontecia do lado de fora (de fora daquele momento), com todas aquelas pessoas falando, carros em movimento, música tocando, minhas amigas gritando: "Alô! Terra, cha-man-do!", e, adeus ao encantamento. Confesso que só escutei a parte do "...rra, cha-man-do!", seguida da leve sacudida em um dos meus ombros. Virei para elas com cara de "isso não está acontecendo comigo, me belisquem!", mas falando suavemente alterada:
- Porra, o que é?
- Eeeeeeei’Ta Precisa Matar? – retrucou uma delas, que continuou dizendo – É TPM, ou o quê?
- Tá, tá, foi mal, desculpa! – respirei fundo, fazendo uma cara do ‘Gato de Botas’ do Shrek, bem de ‘não sei o que aconteceu!’
De repente, volta uma singela ânsia de sentir tudo outra vez.
Inquieta, passado uns cinco segundos de pausa simbiótica, viro em direção a ele: - Ué, cadê? – A essas alturas, já tivera entrado na festa. É que ele estava na fila da porta de entrada do clube, e eu na frente, há alguns metros, perto da rua, à procura de um táxi rumo a outra festa porque esta festa tá chata pra caramb... ops, estava chata!
Continua a ação em posts a seguir...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Diz que trabalha...
Trabalho: Alho na Tábua
Ela olha para o nada.
Vazio,
branco.
Ela olha para o nada.
Percebe,
pisca,
lembra.
Ela olha para o nada.
Mãos no queixo,
fones no ouvido.
Ela olha para o nada.
Olhar vazio,
esclerótica branca.
Ela olha para o nada.
Na porta, gente passa,
as horas passam,
a manhã toda passa,
e ela continua a olhar o nada.
- O que acontece?
- Não sei. Talvez, nada? [sorriso de canto, forçado]
- Aviso: quem se molha tem que nadar!
- Tem? Droga! Então deixa eu voltar a trabalhar!
[Ela olha para o nada...]
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Muita calma nessa hora!
(E continuando o post anterior)
(continuando com Leoni...)
Ele diz:
(continuando com Leoni...)
Ele diz:
"O mundo ao seu redor anda esquisito pra você
Falta grana, falta sonho, tá difícil viver
Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos
Você vê na tv o que já tinha imaginado,
A luz no fim do túnel é só um trem desgovernado
Às vezes você sente raiva, as vezes sente medo
Abaixa os ombros e respira fundo e conta sempre com os amigos
A vida é boa apesar de tudo
Pode acreditar no que eu te digo
Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora"
Falta grana, falta sonho, tá difícil viver
Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos
Você vê na tv o que já tinha imaginado,
A luz no fim do túnel é só um trem desgovernado
Às vezes você sente raiva, as vezes sente medo
Abaixa os ombros e respira fundo e conta sempre com os amigos
A vida é boa apesar de tudo
Pode acreditar no que eu te digo
Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora"
Vai te catar, isso sim!
(gritos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHRRR
(gritos irritantes)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHRRR
(gritos irritantes)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH
(gritos raivos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHG
(gritos)
AAAAAAAAh.
Pronto.
(gritos)
AAAAAAAAh.
Pronto.
Passou! :D
é a pós-tpm, é normal.
é a pós-tpm, é normal.
E sim, já rio. Não é que passa mesmo? L-e-g-a-l!
Só falta passar um troço chamado virose, que agora, habita este corpo.
Só falta passar um troço chamado virose, que agora, habita este corpo.
(8)Agora mexe com a mão na cabeça... rsrs
Bjuuus
Obs: Janeiro continua. Continua de uma forma tão legal, mas tão legal, que acabo ficando em dúvida sobre muitas coisas.
Seria o "mundo bão, Sebastião?"
ou seria o mundo um sabão? (continua)
É proibido sofrer!
Daí o Leoni vem e canta, aos pés dos meus ouvidos, a minha trilha sonora:
"Sorrindo com uma lágrima nos olhos
Em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão
Te convidam pra dançar
Dá pra rir e dá pra chorar"
Em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão
Te convidam pra dançar
Dá pra rir e dá pra chorar"
Essas contradições fazem parte de mim.
Eu não seria eu sem esses meus antagônicos sentimentos.
Em uma hora, estou bem, bem, bem, beeeem, mas bem mesmo.; e, uma hora depois (ou menos, ou mais) estou chata, chata, calada, fechada, de mau humor, dando patadas, e chata novamente. E em um outro instante, quem sabe meia hora depois, estou ali, em outro canto, rindo, conversando, dançando. #NãoÉPraEntender
Sua desequilibrada! Quanto desequilíbrio! Mas um desequilíbrio necessário. Preciso dele e ele de mim - eles, de mim.
Em uma hora, estou bem, bem, bem, beeeem, mas bem mesmo.; e, uma hora depois (ou menos, ou mais) estou chata, chata, calada, fechada, de mau humor, dando patadas, e chata novamente. E em um outro instante, quem sabe meia hora depois, estou ali, em outro canto, rindo, conversando, dançando. #NãoÉPraEntender
Sua desequilibrada! Quanto desequilíbrio! Mas um desequilíbrio necessário. Preciso dele e ele de mim - eles, de mim.
E se "você vive com a impressão de que isso nunca vai passar", "dá pra rir e dá pra chorar!", e dá pra comer, beber, dançar também!
Kisses
Love and peace!
;*
;*
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
"Liberdade: Abriu os olhos..."
Abriu os olhos.
LIBERDADE!: a sensação da alma leve, pairando no tempo e espaço, infindável de possibilidades.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.
Gostara de brincadeira , mas assim como o tempo se passaria, o espaço, seu espaço se modificaria. Agora, tinha de escolher um, não depois: "- agora!", dizia o taxista que acompanhava.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
Qual lugar? Ir pra qual lugar quando se tem o mundo à tua espera?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?
- Aeroporto! Siga para o aeroporto! – disse ao taxista, e meio segundo após silabou um "Não!" desesperado.
- Não! Tenho medo de altura - é rápido, mas tenho medo – pensou subitamente consigo mesma:
- Ora, sim, minha senhora, decida-se! – era o taxista, bravo já com a situação de andar pra lá e pra cá sem algum rumo se quer.
Ela, agora já decidida, implorou:
- Por favor Senhor, não me escute mais, apenas siga para o aeroporto. Ponto!
Ponto. Isso. Decidiu. Estava decidida, ela iria para o aeroporto.
...continua.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Trechos de Livros - Hermann Hesse e Pablo Neruda
"Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos."
"Poderia contar muitas coisas belas, delicadas e amáveis de minha infância; falar da aprazível segurança paterna, do carinho infantil, da vida simples e fácil no ambiente caseiro e luminoso e caro. Todavia, só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. Deixo resplandecer na distância todos os pontos de repouso, ilhas encantadas e paraísos, cujo sortilégio provei e aos quais não desejo voltar."
Os dois primeiros trechos são do livro (ainda sendo lido) Demian de Hermann Hesse.
Impressionada com esse cara, com os personagens, com as histórias. Eu realmente pélo esse tipo de leitura, esse tipo de escrita, de história existencialista.
E por fim, este último poema é do Pablo Neruda, um poeta chileno, chamado Coração Amarelo.
Coração amarelo, por algum modo me simplifica, me chama atenção.
Sem mais,
besos.
"De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o coração amarelo."
P.N.
"Poderia contar muitas coisas belas, delicadas e amáveis de minha infância; falar da aprazível segurança paterna, do carinho infantil, da vida simples e fácil no ambiente caseiro e luminoso e caro. Todavia, só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. Deixo resplandecer na distância todos os pontos de repouso, ilhas encantadas e paraísos, cujo sortilégio provei e aos quais não desejo voltar."
Os dois primeiros trechos são do livro (ainda sendo lido) Demian de Hermann Hesse.
Impressionada com esse cara, com os personagens, com as histórias. Eu realmente pélo esse tipo de leitura, esse tipo de escrita, de história existencialista.
E por fim, este último poema é do Pablo Neruda, um poeta chileno, chamado Coração Amarelo.
Coração amarelo, por algum modo me simplifica, me chama atenção.
Sem mais,
besos.
"De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o coração amarelo."
P.N.
Feliz Ano Velho: raspas e restos
Eu vinha de Santarém, quando escutava no rádio do carro a música "Maior abandondado" do Cazuza. Fiquei prestando atenção na letra, viajei um pouco também, e hoje, achei no orkut esse texto:
"Raspas e restos, me interessam, me interessam"...
Estava ouvindo essa música um pouco depois de ler sobre ela,
pensei em responder, mas vi que seria algo muito complexo
para resumir em tão poucas linhas...
Acreditei sim,
por um instante que,
o que sobrou da gente eram apenas "raspas e restos",
quis acreditar nisso, talvez, apenas para "fugir da dor".
Gritei ao mundo que você era dispensável,
que não sentia mais nada por ti,
que seu olhar, quando cruzava com o meu,
me fazia esquecer tudo de mal que você tinha me feito.
Queria que o mundo acreditasse,
que eu sou mais forte,
que meu orgulho era mais forte,
que eu era fria.
Tentei desesperadamente te matar do meu coração,
te expulsar, em uma tentativa quase que sem ar,
para não sofrer novamente.
Te pintei como meu bandido da minha história,
o vilão.
Me entreguei a outros olhos, outros abraços, outros beijos,
só para fugir, nem que um instante,
dos teus olhos, teus abraços, teus beijos.
Você é minha raspa, meu resto!
Sim!! Era o que minha mente queria,
era o que ela implorava que você realmente fosse,
justamente, pelo meu coração,
sentir-se apenas como uma raspa, um resto para você.
Mas, quando resolvi não fugir mais do seu olhar,
descobri o que meu coração gritava
e eu não queria escutar,
não queria escutar que você ainda vive aqui dentro de mim
e, finalmente, meu coração e minha mente puderam ver,
que eu também vivia dentro de você..."
Renata Belisqui
04/02/2009
Estava ouvindo essa música um pouco depois de ler sobre ela,
pensei em responder, mas vi que seria algo muito complexo
para resumir em tão poucas linhas...
Acreditei sim,
por um instante que,
o que sobrou da gente eram apenas "raspas e restos",
quis acreditar nisso, talvez, apenas para "fugir da dor".
Gritei ao mundo que você era dispensável,
que não sentia mais nada por ti,
que seu olhar, quando cruzava com o meu,
me fazia esquecer tudo de mal que você tinha me feito.
Queria que o mundo acreditasse,
que eu sou mais forte,
que meu orgulho era mais forte,
que eu era fria.
Tentei desesperadamente te matar do meu coração,
te expulsar, em uma tentativa quase que sem ar,
para não sofrer novamente.
Te pintei como meu bandido da minha história,
o vilão.
Me entreguei a outros olhos, outros abraços, outros beijos,
só para fugir, nem que um instante,
dos teus olhos, teus abraços, teus beijos.
Você é minha raspa, meu resto!
Sim!! Era o que minha mente queria,
era o que ela implorava que você realmente fosse,
justamente, pelo meu coração,
sentir-se apenas como uma raspa, um resto para você.
Mas, quando resolvi não fugir mais do seu olhar,
descobri o que meu coração gritava
e eu não queria escutar,
não queria escutar que você ainda vive aqui dentro de mim
e, finalmente, meu coração e minha mente puderam ver,
que eu também vivia dentro de você..."
Renata Belisqui
04/02/2009
...
E só posso resumir que um orgulho maldito é um orgulho orgulhosamente orgulhante.
Não sei o que escrevo, não sei o que sinto, não sei que sensação estranha é essa, não sei o que leio,
mas isso,
esse texto,
essa música,
esse trecho,
mexeu comigo,
Não sei o que escrevo, não sei o que sinto, não sei que sensação estranha é essa, não sei o que leio,
mas isso,
esse texto,
essa música,
esse trecho,
mexeu comigo,
e mexerá até sabe-Deus-quando.
Só espero que passe,
pois afinal,
tudo passa.
Uma amiga sempre brinca dizendo: "tudo passa! o ferro passa, e a até a uva-passa!",
então,
então,
deve passar!
;)
;)
Feliz Ano Novo,
galero rsrs
Peace and love in the
Peace and love in the
eARTh!
=*
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Eu quero, eu sou!
"Atiça, provoca, inibe, fascina e desconserta...
Quero um misto de doce com amargo, forte com o fraco, puro com o vulgar..." @le_nantes
Quero um misto de doce com amargo, forte com o fraco, puro com o vulgar..." @le_nantes
Chorare: tinindo!
"Você roubou meu vídeo cassete
Pensando que eu fosse o controle remoto
Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
É melhor desligar"
Eu leio alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Eu vejo alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Escuto alguma música e me vem uma vontade louca de chorar.
Eu olho para alguém, para que me 'salve' dessa alguma coisa, mas só me dá vontade de chorar.
Então concluo que o melhor é externalizar escrevendo em páginas brancas, como agora e, de repente, sinto um caminho vertical aguado escorrendo pelo meu rosto. É o choro, droga!
E o melhor é desligar, foi desligar, tentar desligar. E por quê não consigo desligar? Eu quero desligar, tenho que desligar, quebrar o controle remoto, e o video cassete, também, por que não?
Alguém tira minhas baterias, ou me desliga, por favor?
Pensando que eu fosse o controle remoto
Pra frente e pra trás só na sua cabeça
E antes que eu me esqueça
É melhor desligar"
Eu leio alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Eu vejo alguma coisa e me dá vontade de chorar.
Escuto alguma música e me vem uma vontade louca de chorar.
Eu olho para alguém, para que me 'salve' dessa alguma coisa, mas só me dá vontade de chorar.
Então concluo que o melhor é externalizar escrevendo em páginas brancas, como agora e, de repente, sinto um caminho vertical aguado escorrendo pelo meu rosto. É o choro, droga!
E o melhor é desligar, foi desligar, tentar desligar. E por quê não consigo desligar? Eu quero desligar, tenho que desligar, quebrar o controle remoto, e o video cassete, também, por que não?
Alguém tira minhas baterias, ou me desliga, por favor?
domingo, 5 de dezembro de 2010
Enfeite-me!
O medo é a pior forma de verdade - que você sabe dos riscos que pode vir a ferir e, mesmo assim, arrisca. Arrisca ficar com medo. Arrisca buscar a verdade. Arrisca a verdade tendo medo, ou tem medo da verdade? Que coisa desgraçada, não?
Ontem, escutei a seguinte pergunta: "Tu tens medo?"
E o pior: eu nem soube responder.
As possibilidades de respostas eram de apenas, 50% pra sim, ou 50% pra não.
Fiquei calada.
Fico calada.
Então vem o pior, o seguinte ditado: "quem cala, consente". Sendo assim, caramba, tenho, tenho medo,e muuito.
Tenho medo de me machucar, principalmente. Mas aí vai a real: eu quero enfeitar você.
Como diz a maior compositora existente na face terráquea, @vanessadamata , a partir de hoje:
"Eu só quero cantar, gozar e gastar da vida.
Eu só quero um cafuné, um cobertor de orelha fixo.
Neste inverno tão rígido fingir que acredito em você.
Eu só quero me perder, eu não quero este poder.
Chamar o sapo de príncipe, comer você de manhã.
Eu quero enfeitar você!"
Será que existe alguém que queira enfeitar-me, também?
#dramaon
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Próxima, próxima, próxima
"Você me dá muito pouco e eu vou embora.
O que você me deu vou jogar fora.O que presta pra mim é afeição.Eu vou tentar ser bem mais competente na escolha da próxima paixão (meu bem),próxima paixão (meu bem),
próxima,
da próxima...
Não chore, homem!"
Vivece
A partir de hoje minha gentileza e bela maldade adormecidas aflorarão.
Precisava dizer isso.
Valeu.
Precisava dizer isso.
Valeu.
Ex pêra maçã
Leva a alma sã
Sabiá do canto teu.
Tamanha solidão que doi
na maçã do rosto, escreveu.
um último beijo,
última lembrança
em forma de texto
ficou marcado
o rosto, a maçã e a palavra
um choro de criança,
que dançava,
e trançava,
no solado.
Nessa história há quem só lamenta,
senta a mente
sente a menta
não acreditar em um sentimento,
ou em um time descente,
ao léu no escuro aumenta.
a fé da santa,
vendo o mel em sofrimento,
vento oco, logo trouxe
o sabiá que te canta
no rosto da maçã doce,
tanto descontentamento,
palavras pela manhã de agosto.
na leve alma sã, de um rosto,
e o cheiro de hortelã,
tem gosto,
eis então um suposto.
suspeito pela solidão,
já que o ex crê no que vê,
interroga:
- do que mais gostava, então?
- me doi a lembrança do último beijo.
que droga,
gostava até da sogra,
de menta,
requeijão,
de amor,
desejo.
o rosto, a maçã, a palavra, a alma.
quatro que divididos em dois,
numa matemática errada,
não restara depois,
nada,
nem marmelada.
como assim, crê no que vê?
é planejar o que saberia.
se sabe ler e escrever,
pode muito bem ter,
na maçã do rosto escrito,
fingir um suicídio,
e agora, a sete palmos, dançando
aparece alguém chorando,
e o leite derramando,
levantando falso genocídio.
- que triste fim, quase escapo
não fosse o mal vencer a melhor
- lava a cama, pega o sapo
ou a rã,
qual for o pior.
O sol nasce quadrado,
para aqueles que escrevem errado
no rosto da maçã.
não se diz "leva" como recado,
de quem parte pro outro lado,
ao não ser que seja assinado,
como o crime do padre amaro?
cheio de conceito pré existente
de um preconceito presente,
onde o que se colhe,
planta,
por isso, não me espanta
ousadia tanta,
para a dor de quem escolhe,
perder alguém por uma janta.
até por que não acalanta,
o riso, o choro, a alma, o já,
o sabiá até que canta,
mas a alma, o rir e o chorar,
não tão cedo voltará
a habitar,
neste lugar,
que tanto no solado havia de dançar,
bailando feito criança,
e do rosto resta a lembrança,
e a marca de uma trança,
que no céu agora há de voar.
em 17/11/2010 por S.F.
Sabiá do canto teu.
Tamanha solidão que doi
na maçã do rosto, escreveu.
um último beijo,
última lembrança
em forma de texto
ficou marcado
o rosto, a maçã e a palavra
um choro de criança,
que dançava,
e trançava,
no solado.
Nessa história há quem só lamenta,
senta a mente
sente a menta
não acreditar em um sentimento,
ou em um time descente,
ao léu no escuro aumenta.
a fé da santa,
vendo o mel em sofrimento,
vento oco, logo trouxe
o sabiá que te canta
no rosto da maçã doce,
tanto descontentamento,
palavras pela manhã de agosto.
na leve alma sã, de um rosto,
e o cheiro de hortelã,
tem gosto,
eis então um suposto.
suspeito pela solidão,
já que o ex crê no que vê,
interroga:
- do que mais gostava, então?
- me doi a lembrança do último beijo.
que droga,
gostava até da sogra,
de menta,
requeijão,
de amor,
desejo.
o rosto, a maçã, a palavra, a alma.
quatro que divididos em dois,
numa matemática errada,
não restara depois,
nada,
nem marmelada.
como assim, crê no que vê?
é planejar o que saberia.
se sabe ler e escrever,
pode muito bem ter,
na maçã do rosto escrito,
fingir um suicídio,
e agora, a sete palmos, dançando
aparece alguém chorando,
e o leite derramando,
levantando falso genocídio.
- que triste fim, quase escapo
não fosse o mal vencer a melhor
- lava a cama, pega o sapo
ou a rã,
qual for o pior.
O sol nasce quadrado,
para aqueles que escrevem errado
no rosto da maçã.
não se diz "leva" como recado,
de quem parte pro outro lado,
ao não ser que seja assinado,
como o crime do padre amaro?
cheio de conceito pré existente
de um preconceito presente,
onde o que se colhe,
planta,
por isso, não me espanta
ousadia tanta,
para a dor de quem escolhe,
perder alguém por uma janta.
até por que não acalanta,
o riso, o choro, a alma, o já,
o sabiá até que canta,
mas a alma, o rir e o chorar,
não tão cedo voltará
a habitar,
neste lugar,
que tanto no solado havia de dançar,
bailando feito criança,
e do rosto resta a lembrança,
e a marca de uma trança,
que no céu agora há de voar.
em 17/11/2010 por S.F.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Pelo menos não torrou demais.
"O amor é fogo que arde sem se ver".
Esse é um dos trechos mais famosos de Luís Vaz de Camões. Utilizo-o porque talvez seja a frase mais perfeita para retratar meu estado nessa última semana, digamos, não tão legais assim.
Então minha doença era amor, se chamava amor.
Uma semana e um dia de febre de 40º C , não é pra qualquer um.
Alguns diziam:
Alguns diziam:
- Meu Deus, você está pegando fogo!
- Tua mão tá muito quente...
- Pode até tomar um banho pra tentar esfriar o corpo.
E quando a febre passava, era aquele calor inexplicável.
E nada se viu.
Não se viu o fogo, mas me vi arder a ponto de não suportar a própria respiração - de tão quente!
Então, deduzo que Camões seja o meu médico. Não sei se acertou, mas foi o diagnóstico mais coerente para tal.
Portanto, doenças como o amor deveriam ser extintas.
Se sofro do coração, do fígado, do estômago, da coluna, muito melhor que sofrer de amor, que arde como fogo e não é vista, nem reconhecida. É uma doença injusta, egoísta, hipócrita, fugaz.
Ainda bem que meu médico não é Camões - estar doente por amor seria simplesmente horrível.
Por isso, dizer que estar com febre é bem melhor.
Então é isso: estou com febre, muita febre.
Então é isso: estou com febre, muita febre.
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