Abriu os olhos.
LIBERDADE!: a sensação da alma leve, pairando no tempo e espaço, infindável de possibilidades.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.
Gostara de brincadeira , mas assim como o tempo se passaria, o espaço, seu espaço se modificaria. Agora, tinha de escolher um, não depois: "- agora!", dizia o taxista que acompanhava.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
Qual lugar? Ir pra qual lugar quando se tem o mundo à tua espera?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?
- Aeroporto! Siga para o aeroporto! – disse ao taxista, e meio segundo após silabou um "Não!" desesperado.
- Não! Tenho medo de altura - é rápido, mas tenho medo – pensou subitamente consigo mesma:
- Ora, sim, minha senhora, decida-se! – era o taxista, bravo já com a situação de andar pra lá e pra cá sem algum rumo se quer.
Ela, agora já decidida, implorou:
- Por favor Senhor, não me escute mais, apenas siga para o aeroporto. Ponto!
Ponto. Isso. Decidiu. Estava decidida, ela iria para o aeroporto.
...continua.
