sexta-feira, 30 de março de 2012

Bolo doido

O cúmulo do pessimismo é contar os dias para a Segunda-Feira. No meu caso, o conto é breve, é um jogo das contas: contas a pagar (na Segunda-Feira), o que tu me contas de bom?, continuar a ler 'O jogo das contas de vidro'; afinal das contas, o fim de semana só tá começando e Sexta-Feira tem de novo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

You are my sunshine

Gostaria que faltasse energia novamente. Assim, não apenas ouviria de ti sobre o quanto gostarias de estar ao meu lado, como teria dito derretidamente um "eu também" porque até no escuro tu és meu raio solar.
Por vez, deixo apenas meu singelo coração corresponder sorrindo de fogos de artifícios.

sábado, 24 de março de 2012

Sobre a reza, a prece e a pressa..

"Deus me acompanhe
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você".

Ôm Mani Padme Hum.
Luz, Paz e Amor.
Amém!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Quem foi que te pintou?


"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a  mim mesma..." 

(Alice no País das Maravilhas)

terça-feira, 20 de março de 2012

Prenda-me se for capaz.

Havia uma passeata, um movimento dessas organizações não governamentais que aglomeram milhões de pessoas caridosas envolvidas com causas sociais, preocupadas com a poluição do ar ao respirarmos, com a paz mundial das misses, com o lixo tóxico-reciclável, com o cocô das vacas na camada atmosférica, com os direitos das baleias que fazem apresentação em resorts e trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem direito a folgas e feriados; dentre outros.
 Se não fosse isso não teria perdido de vista. De tão ofegante que estava, de tanto que correra pra não deixá-lo desaparecer no meio da multidão, do carro que quase atropelara, tudo, tudo, fora em vão.
Quando adentrou a outra rua nem sinal de gente - estava deserta. Ele havia sumido e não havia deixado rastro. O pior foi ter azar numa das únicas tentativas de azaração e, sorte no sorteio das maiores desgraças, de uma única vez.
Se eu te pegar terás o azar de não ter quem pague tua 'sorterice'... se lascou!

quarta-feira, 14 de março de 2012

O mate

O que são 3 meses e 20 dias para o que agora é o fim de uma relação?
Pra uns, tão pouco e insignificante quanto um piscar de olhos. Pra outros, tanto faz, é comer bolacha de água e sal com ou sem manteiga. Pra mim é uma gestação de 9 meses: longa, delicada, bonita, cheia de enjoos e mimos.
Pra começar, minha mania de auto-suficiência me enoja. Desde a noite de sexta-feira passada (09) que não tenho tido pique pra sequer conseguir extravasar, desabafar, descarregar toda essa carga. Minha saúde mental continua inflamada, fervilhando, pegando fogo. Talvez a febre, no sábado, seja simplesmente o reflexo físico do meu inquieto estado psicológico. Gostaria de poder gritar, escrever, cantar, dar uns bons chutes e socos, apenas conversar com os olhos, mas nem pra isso tenho forças.
É possível que eu tenha contraído uma raiva endêmica originada da região dos meus 'eus'; é possível, também, que eu tenha me afogado numa dessas enchentes; que tenha me perdido por aí e já tenha matado mais de 3 pessoas (em especial duas); no entanto, como se vê (e lê), mesmo com o beat lamento, segue-se, twitta-se.
E antes que eu pudesse ter o prazer de matar alguém (ns), pensei em me matar de tomar mate, tomate, toma-te... pensei em me matar de fumar erva mate, fui na cozinha e preparei um bom mate.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dá-me-ão, Cosmos: Bilhete 'Ispicial'

De: Eus
Para: Cosmos

Ei, Cosmos, me dê um real, aí!
Um real amor, um real de amor, um real de liberdade.
Um real momento pra ser feliz, um real desse momento pra seguir feliz, um real de felicidade.
Um real de boas vibrações, um real de boas energias, um real de positividade.

De troco, só me dê alguns milhões a mais.
Uns milhões pra uma vida farta, uns milhões pra uma boa canjica e bolo de fubá, uns milhões pra plantar lá no quintal de casa, perto das árvores onde minha rede irá estar atada, e um pouco de milhões de paz.

No mais, obrigada e até breve.

domingo, 11 de março de 2012

Dúvida presente: os dois!

Na madrugada de hoje, quando acordei no meio da noite, ou eu estava delirando da alta febre ou, talvez, estivesse realmente escutando um belíssimo som de carimbó em algum programa de televisão. Ou, talvez os dois, assim, de cara!?

Me levantei, peguei um termômetro, voltei e sentei na cama. Enquanto aguardava o resultado, ainda apreciava aquele som gostoso, lá ao fundo. Aproveitei pra aumentar o volume da tv. Estava deveras zonza (mais do que o normal) pra lembrar que dia da semana era. Aos poucos fui lembrando que era sábado e que possivelmente aquele deveria ser o programa "Altas Horas".

Dei-me conta que o cantor era uma figura conhecida. Já havia escutado aquela música, já havia visto em algum lugar que não lembrava onde e nem quando. Parecia... quem mesmo? Ah não, bloqueio de memória agora não!, não basta essa situação horrível em estar verificando a temperatura em pleno domingo! Pois é, eu ainda continuava sentada, com um termômetro debaixo do braço esquerdo, e que, vez ou outra, quando olhava, via a numeração aumentando gradativamente, nada de pânicos, claro, imagina. Mas, voltando, ele parecia, parecia alguém que tocava violão com alguma cantora, a, a, a... a Juliana Sinimbú, isso! Só que ele não tinha bigode, e só havia visto de relance numa matéria de bilhões de anos luzes-atrás, sabeláonde, enfim. O melhor seria aguardar o Serginho fazer algum tipo de pergunta ou comentário a respeito dele e saber quem está fazendo esse fabuloso carimbó-pop-cult.

Bem na hora, escuto o 'bip' do termômetro avisar: 38,7°C. TOMA! E foi bem depois do susto que escutei, também: "Aplausos para Felipe Cordeiro!" *Plac plac* aplaudi daqui.

Então a resposta era 'SIM': eu estava delirando de febre e delirando ao escutar carimbó em alguns dos poucos programas (que eu assista) em rede nacional!

Sim, eu aplaudo essa geração de novos artistas MPP (Música Popular Paraense) que fazem esse resgate cultural, divulgando pro Brasil e pro mundo a beleza rítmica-musical paraense, mesmo que numa forma popular. Nossos ouvidos agradecem: valeu!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Da série "eu tenho uma teoria"

Essa ainda está inacabada, mas é o seguinte:

- o mundo é um circo,
- a vida é um espetáculo,
- o trabalho é a gargalhada: só dando muita risada pra não chorar;
- as crianças são aqueles bichos enjaulados: proteção e perigo em um só ser;
e por fim:
- se, nós, mulheres, somos malabaristas e equilibristas,
- restam pros homens serem os palhaços, certo?

sábado, 3 de março de 2012

Desaposentando: "É hora de morfar!"

Vilões: crises, déficit's, transtornos, fobias, distúrbios...
Esses tem sido um dos assuntos mais comentados em minha mente brincante, uma vez que meu humor não é o dos melhores. Minha TPM parece não ter mais fim, emenda uma na outra de um jeito que só meu travesseiro sabe. Pra não contaminar ninguém, me enfurno em casa, mais precisamente no quarto vendo filmes. Voltei a ter insonia. Como é horrível acordar no meio da madrugada e não conseguir cerrar os olhos de maneira alguma. São nessas horas que gostaria de simplesmente virar pro lado, agarrar em algo concreto, pedir colo, socorro, saber que não estou naquele 'vazio', sozinha. Ah sim, falando em alguém, a essa altura não devo mais ter namorado (se é que um dia tive, ou se é que eu estava namorando). Cheguei de viagem a poucos dias e ainda nem o vi, não dei notícias. Está certo, eu menti, dei notícias sim. Dei porque ele ligou desesperado pra minha amiga-hermana que tava passando carnaval lá em Santarém, dizendo que eu não atendia seus telefonemas, nem mensagens e que após desesperada sutileza gostaria de saber se, ao menos, estava viva, pois estava super preocupado. Ela (essa amiga), por sua vez, me ligou contando tal fato, quase me dando uma bronca, e eu fiquei de cara: gente, eu só estava sem crédito e sempre deixava o celular jogado em algum lugar, quase não pegava sinal mesmo. Tava de férias!
Por outro lado, eu só má, admito. Sou uma má pessoa, una persona non grata. Minha forma de amar é tão absurda que nem eu mesma entendo. Tentar exemplificar e explicar pros outros, pra ele e até pra mim mesma é tão difícil e estressante quanto escutar, ao menos, 30 segundos de qualquer música do Restart.
Sem delongas, vou tomando jeito contra-atacando esses malditos vilões que me exigem força e forma. E se tratando de uma mera aposentada Power Ranger Rosa, tenho que comer muito chocolate branco pra voltar a pegar no batente como nos velhos tempos:
HORA DE MORFAR:
 
"PTERODACTILO".

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Feliz por nada

Ser feliz são para os fortes. Talvez eu finja ser forte, mas não minta quando diga que sou feliz.
É possível alguém estar numa situação triste, deprimente, num estado deplorável, mas feliz, patetamente feliz?
Do tipo uma felicidade clandestina, que não é minha, e que de certa forma não sinta inveja por não ser minha? Somente feliz. Apenas feliz. Feliz por respirar, por andar descalça, por sentir o cheiro da chuva, escutar o passarinho cantar, ver o sol brilhar? Feliz nas horas vagas, ali parada, cheia de si, cheia dos nãos, com tudo conspirando contra, mas respirando um ar completamente bom, saudável, sereno? É possível?
É tão clichê ser feliz de graça que chega a custar caro.
Caro blog, felicidade é um estado, uma atitude, um objeto, um imóvel, uma pessoa, um lugar? O que seria?


Minhas mais novas aquisições banais são, sem querer, sobre o tema em questão. Um, é o livro "Feliz por Nada", da minha queridíssima do Tum-tum Martha Medeiros; e o outro é um filme (pirata): "Onde está a felicidade?". Esse último, o filme, lembra o "Comer, rezar, amar" com rota pra Europa (Espanha), numa versão brasileira e fraca - não desmerecendo os filmes brasileiros, que fique bem claro, porque adoro os filmes de produção nacional.
Nessa última semana, assisti alguns filmes que valem a pena dar uma atenção a mais nos diálogos e moral da história. Mostram a felicidade como forma de caminho, como conforto, como atenção, esperança, superação, é bem interessante. São eles: "A Felicidade é um cobertor quente", "Country Strong (Onde o amor está)", "Regras do Amor" e "Comer, rezar, amar" (sim, eu sou fãzinha do livro, da autora, e do filme por causa da belíssima trilha sonora e fotografia).

No mais, finalizarei concordando com a Katia, citada na 3ª página, dedicatória da Martha Medeiros no tal livro acima citado, "Feliz por nada":
"Pra Katia, que vive me lembrando que a felicidade não precisa de motivo".
Olha Katia, não sei quem é você, mas pode crer: tô contigo e não abro mão!: as melhores coisas são de graça, inclusive quando se acha graça da absurda e séria sobriedade daqueles que vivem dando motivos para não quererem estar felizes. "Tédio é para os sem inspiração".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Conversa de titãs

Eu ri quando vi essa conversa.

Clarice Lispector diz
Ai Caio, não sei mais o que escrevo pra confortar os coraçãozinhos dessas meninas encalhadas.

Caio Fernando Abreu diz: 
Que ruim hein Cla. Aponta pra fé e rema amiga.

Charles Bukowski é adicionado na conversa.

Caio Fernando de Abreu diz:
E aí Charlinho, sugestões?

Charles Bukowski diz: 
Como todas! Sem dó!

Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu deixam a conversa.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

"Égua da saudade"

Grão de pó,
flor de cauliz,
raiz quadrada,
desacata vento.
Tudo por um filme
neste sábado tenebroso,
até pensar nada com nada...
quero uma rede, uma sombra e estar numa praia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O surto

Meus pensamentos cochicham a cada milésimo de segundo: "você tem que terminar!".
Meu refúgio é depois do trabalho passar as tardes e as noites no Iglu, meu quarto. Não tenho vontade de sair, de ligar, só de ficar ali consumindo sono e preguiça, sentindo saudades.
Minha forma de amar é absurda...