"A noite já estava linda com essas estrelas e a lua, agora melhorou significativamente. Olha aqui atrás..."
Achei estranho mas virei-me:
- Pois é, é turista agora? Não podes sumir assim! - disse-me com um ar tão... sedutor?! e continuou - sobe aí!
Subir ou não subir? O tempo era tão curto que só pensei na ação e já fui subindo - já que estava no inferno, solitária, sem nada a fazer, e com alguns indícios de quem muito apronta, abracei o capeta, fui ao seu encontro - apronta-se de verdade, e o que for pra ser verdade, vai ser uma verdadeira história.
Mas não consegui levar adiante - e eu me contento com tão pouco...
Entre a gente é um novelo de lã tão enrolado, que de uma novela, passa-se a uma saga: quase 3 anos! E nunca dá certo de nos acertarmos. Dessa vez, ele quer algo sério, mas estou num caos em série dividida entre a razão e a emoção, a liberdade e a união, a azaração, a pegação, a curtição... não, não, equívoco!
A verdade é que nós mulheres nunca sabemos o que queremos. E o que a gente quer é um amor afrodisíaco com humor afrodisíaco, mas achar um homem que te faça rir é tão raro, tão caro, e essa minha cara nem é tão cara assim...
E é esse "nada" que nos faz sermos assim: vazias e cheias ao mesmo tempo: indecisas, confusas, insatisfeitas.
Antes ser como canta Fagner: "Quem dera ser um peixe..."


