quinta-feira, 17 de março de 2011

Código B.G.

Abaixa. Bebe. Cai. Deduz. Escuta. Fica. Grogue. Hoje. Iludido. Jipe. L200. Moto. Nada. Ordena. Pé. Quimera. Rápido. Sai. Talvez. Uva. Vinho. Xiii... ZzZzzZz...


"Entendi o código. Significa: BG hehehehehehe!!!" - foi o que comentou o Frank. 
Acabei colocando o título como tal.
Vou verificar a data de quando rabisquei - mas talvez tenha sido num desses momentos: pós-BG! rsrs


 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Coração - C.F.A.


Eu sou fã e quis retalhá-lo. Não deu. Ponho em seu todo, pois toda de mim fala. Acrescenta-se mais, diga-se em pauta, mas não acrescentei. 
Crescer-te-ei. 
Crer-se em ti ei.
Crer, em si, ei!

Coração

Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação - repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traça, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d'água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.

Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas, macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublinhou um verso de Sylvia Plath: "Im too pure for you or anyone". Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radiativos.

Meu coração é um cálice de cristal puríssimo transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos, ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.

Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam destruindo tudo.

Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.

Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, ai de mim!

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.

Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração teu. 

(Pequenas Epifanias, crônicas) Caio Fernando de Abreu

domingo, 13 de março de 2011

...e na madrugada viola tocando tuntz:

- teve gente que virou delegado num instante pra 'espantar' os males (ou malas); 
- gente dançando funk, enquanto tocava sertanejo;
- um certo alguém fazendo coisas estranhas na porta do carro #medo ;
- medo de contrair leptospirose;
- várias aparições de tirar o fôlego de uma 'borboleta carnavalesca'...#suspiros;
- que olhos, que sorrisos... #maissuspiros;
- sintomas de dengue por não ter deixado água parada #gutgut
- amnésia! =x

Valeu galera e galero pelas companhias, diversão e parceria.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Comigo é assim!

"Está acabando o amor, você ainda não veio. Não disse, não ligou se vem viver comigo".

Estou na espera. Se vier, bem; se não, até!

Agora o ano começa: adeus carnaval!

Pro brasileiro o ano só começa depois do carnaval.
E brasileira que sou, cá estou eu, recepcionando o ano de 2011, a sua chegada triunfal, às vezes cansada por ter pulado e brincado na avenida, às vezes esperançosa doida pra saber o ano que espera.
Então, vamos nos juntar e dar um "Olá 2011", "seja bem-vindo"!
\o/

quarta-feira, 9 de março de 2011

Obrigada carnaval!

As coisas (odeio ter de usar a palavra 'coisas' assim como qualquer coisa - arggh)...

"Deus escreve certo por linhas tortas".
E sim, eu tava adorando esse carnaval. Adorei, pra falar a verdade. Continuaria aproveitando-o, se não fosse finito. 
A animação do Bloco das de Preto foi espetacular. Só estávamos em 3, na segunda-feira, e 4, na terça. 3 e 4 pessoas! Mas é o que dizem: "quem faz a festa são as pessoas". #fato
Gostaria de colocar uma foto, como registro, mas a única foto que tiramos foi numa câmera de um cara que tava passando, na rua, e, nós, no meio da empolgação, o paramos e pedimos pra que tirasse uma da gente. *Flash.* Acho que nunca veremos (a foto e o cara), novamente...
Então, aos que se divertiram neste carnaval, com moderação, com muito axé no pé, muito amor no coração, muita amizade e parceria, o meu obrigada. 

p.s.: agradeço a você, também. 

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cozinha que nada...

Tem que ir de mansinho pra não assustar. Tem que ter paciência, essa é a questão!
Só que minha paciência já está quase no limite - já se foram longos 7 anos. É tempo demais pra tanta enrolação. Mas dizem que a esperança é a última que morre, então, se for pra esperar mais esse ano, fazer o quê, esperarei. O que mais me encabula é que, durante esse tempo ninguém ficou 'pintando o 7' pra dizer que 7 anos são 7 dias. Não! 7 anos é praticamente uma praga de azar, se quebrar um espelho, por exemplo.
7 anos não são 7 vidas, mas talvez seja um 'bicho de 7 cabeças!'
Quer saber, se ele não abre as janelas, vou tentar arrombar a porta qualquer dia desses, por bem ou por mal.  Primeiramente baterei e, se abrir e me deixar entrar tudo bem, se não, darei meia volta e passarei para a casa ao lado, ou para a rua ao lado, ou bairro ao lado, cidade, estado, país... simples assim!
Cansei de ficar olhando do lado de fora. Cansei de ficar imaginando as janelas e portas abertas, as crianças brincando pelo jardim, e nenhuma possibilidade de que entrasse de verdade. Sempre, sempre, aquela curiosidade, um gostinho de quero mais e lá se foi mais um ano.
E já que é assim:
(toc toc)
- Quem é? - uma voz masculina sobressalta do outro lado.
- Sou eu...
- Meu bem, estava te esperando... tenho uma surpresa!
(a porta se abre e...)
Com um peso de porta em formato de coração nas mãos, e uma caixinha com um anel de 7 quilates, ele disse:
- Você me esperou. Esperou que me formasse. Esperou que eu conseguisse um bom emprego. Esperou que eu abrisse, enfim, a porta de minha casa. Ela está aberta pra você. Sei que tenho grandes defeitos, mas foi você quem escolhi para estar ao lado durante toda minha vida. Por isso, eu te entrego com todo amor, pode ser um pouco pesado rsrs, mas este é o peso que sentia em meu coração por fazê-la esperar todo esse tempo. Minha casa é sua, assim como o meu coração. Casa comigo?
- SIM! Caso!
(em pensamentos... eu só queria abrir as janelas, mas já que abriu as portas, é de grande valia).

quinta-feira, 3 de março de 2011

Seu olhar foi de encontro ao meu...

Seus olhares foram cruzados...
Seus olhares se cruzaram...
Houve um cruzamento de olhares...

Não encontro maneiras de descrever tal momento. Nunca irá ser igual: aquele olhar, aquele sorriso...

(Já comentei sobre o sorriso?) 
Foi super instantâneo sorrir e mirar-me. Tremores, na hora. 

Talvez a altura tivesse chamado sua atenção, ou fora as cores, verde e branco, da camisa que vestia, ou quem sabe, aquele olhar penetrante junto do belo sorriso - sem mais delongas, acredito neste último, sem dúvidas - que só durou cerca de dez a 
quinze segundos. Dá pra acreditar?! Foi uma 'simbiose' ocular nunca vista!

Eu poderia dizer que fiquei ali paralisada, sorrindo que nem uma boba, enquanto o mundo acontecia do lado de fora (de fora daquele momento), com todas aquelas pessoas falando, carros em movimento, música tocando, minhas amigas gritando: "Alô! Terra, cha-man-do!", e, adeus ao encantamento. Confesso que só escutei a parte do "...rra, cha-man-do!", seguida da leve sacudida em um dos meus ombros. Virei para elas com cara de "isso não está acontecendo comigo, me belisquem!", mas falando suavemente alterada:
- Porra, o que é?
- Eeeeeeei’Ta Precisa Matar? – retrucou uma delas, que continuou dizendo – É TPM, ou o quê?
- Tá, tá, foi mal, desculpa! – respirei fundo, fazendo uma cara do ‘Gato de Botas’ do Shrek, bem de ‘não sei o que aconteceu!’
De repente, volta uma singela ânsia de sentir tudo outra vez.
Inquieta, passado uns cinco segundos de pausa simbiótica, viro em direção a ele: - Ué,  cadê? – A essas alturas, já tivera entrado na festa. É que ele estava na fila da porta de entrada do clube, e eu na frente, há alguns metros, perto da rua, à procura de um táxi rumo a outra festa porque esta festa tá chata pra caramb...  ops, estava chata!

Continua a ação em posts a seguir...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Diz que trabalha...

Trabalho: Alho na Tábua

Ela olha para o nada.
Vazio,
branco.
Ela olha para o nada.
Percebe,
pisca,
lembra.
Ela olha para o nada.
Mãos no queixo,
fones no ouvido.
Ela olha para o nada.
Olhar vazio,
esclerótica branca.
Ela olha para o nada.
Na porta, gente passa,
as horas passam,
a manhã toda passa,
e ela continua a olhar o nada.
- O que acontece?
- Não sei. Talvez, nada? [sorriso de canto, forçado]
- Aviso: quem se molha tem que nadar!
- Tem? Droga! Então deixa eu voltar a trabalhar!
[Ela olha para o nada...]

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Muita calma nessa hora!

(E continuando o post anterior)
(continuando com Leoni...)

Ele diz:
"O mundo ao seu redor anda esquisito pra você
Falta grana, falta sonho, tá difícil viver
Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos
Você vê na tv o que já tinha imaginado,
A luz no fim do túnel é só um trem desgovernado
Às vezes você sente raiva, as vezes sente medo
Abaixa os ombros e respira fundo e conta sempre com os amigos
A vida é boa apesar de tudo
Pode acreditar no que eu te digo

Você vai rir de tudo isso, espera um pouco mais pro fim da história
Tudo passa, tudo muda, muita calma nessa hora"


Vai te catar, isso sim!

(gritos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHRRR
(gritos irritantes)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH
(gritos raivos)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHG
(gritos)
AAAAAAAAh.

Pronto.
Passou! :D
é a pós-tpm, é normal.

E sim, já rio. Não é que passa mesmo? L-e-g-a-l!
Só falta passar um troço chamado virose, que agora, habita este corpo.

(8)Agora mexe com a mão na cabeça... rsrs


Bjuuus


Obs: Janeiro continua. Continua de uma forma tão legal, mas tão legal, que acabo ficando em dúvida sobre muitas coisas. 
Seria o "mundo bão, Sebastião?"
ou seria o mundo um sabão? (continua)

É proibido sofrer!

Daí o Leoni vem e canta, aos pés dos meus ouvidos, a minha trilha sonora:

"Sorrindo com uma lágrima nos olhos
Em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão
Te convidam pra dançar
Dá pra rir e dá pra chorar"


Essas contradições fazem parte de mim. 
Eu não seria eu sem esses meus antagônicos sentimentos.
Em uma hora, estou bem, bem, bem, beeeem, mas bem mesmo.; e, uma hora depois (ou menos, ou mais) estou chata, chata, calada, fechada, de mau humor, dando patadas, e chata novamente. E em um outro instante, quem sabe meia hora depois, estou ali, em outro canto, rindo, conversando, dançando. #NãoÉPraEntender
Sua desequilibrada! Quanto desequilíbrio! Mas um desequilíbrio necessário. Preciso dele e ele de mim - eles, de mim. 
E se "você vive com a impressão  de que isso nunca vai passar", "dá pra rir e dá pra chorar!", e dá pra comer, beber, dançar também!


Kisses
Love and peace!
;*

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Liberdade: Abriu os olhos..."

Abriu os olhos.
LIBERDADE!: a sensação da alma leve, pairando no tempo e espaço, infindável de possibilidades.
Ao abrir os olhos chocava a contradição do ilusório ao real.
Ao fechá-los, decidira  o imaginável.
RELANCE!: era o piscar, pois voltava-se o contraditório.
Abrir e fechar, abrir e fechar. Abrir e fechar – abrir e fechar: piscar.

Gostara de brincadeira , mas assim como  o tempo se passaria, o espaço, seu espaço se modificaria. Agora, tinha de escolher um, não depois: "- agora!", dizia o taxista que acompanhava.
É que ela ainda estava em busca de algum lugar. Qual lugar?
- Faz duas horas que paira pela cidade em busca de lugares, e essa senhora não se decide.
Qual lugar? Ir pra qual lugar quando se tem o mundo à tua espera?
Qual lugar? Ir pra qual lugar para desfrutar a alma livre?

- Aeroporto! Siga para o aeroporto! – disse ao taxista, e meio segundo após silabou um "Não!" desesperado.
- Não! Tenho medo de altura - é rápido, mas tenho medo – pensou subitamente consigo mesma:
- Ora, sim, minha senhora, decida-se! – era o taxista, bravo já com a situação de andar pra lá e pra cá sem algum rumo se quer.
Ela, agora já decidida, implorou:
- Por favor Senhor, não me escute mais, apenas siga para o aeroporto. Ponto!
Ponto. Isso. Decidiu. Estava decidida, ela iria para o aeroporto.


...continua. 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Trechos de Livros - Hermann Hesse e Pablo Neruda

"Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos."

"Poderia contar muitas coisas belas, delicadas e amáveis de minha infância; falar da aprazível segurança paterna, do carinho infantil, da vida simples e fácil no ambiente caseiro e luminoso e caro. Todavia, só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo. Deixo resplandecer na distância todos os pontos de repouso, ilhas encantadas e paraísos, cujo sortilégio provei e aos quais não desejo voltar."
 

Os dois primeiros trechos são do livro (ainda sendo lido) Demian de Hermann Hesse.
Impressionada com esse cara, com os personagens, com as histórias. Eu realmente pélo esse tipo de leitura, esse tipo de escrita, de história existencialista.
E por fim, este último poema é do Pablo Neruda, um poeta chileno, chamado Coração Amarelo.
Coração amarelo, por algum modo me simplifica, me chama atenção.
Sem mais,
besos.

"De tanto andar uma região
que não figurava nos livros
acostumei-me às terras tenazes
em que ninguém me perguntava
se me agradavam alfaces
ou se preferia a menta
que devoram os elefantes.
E de tanto não responder
tenho o
coração amarelo."

P.N.

Feliz Ano Velho: raspas e restos

Eu vinha de Santarém, quando escutava no rádio do carro a música "Maior abandondado" do Cazuza. Fiquei prestando atenção na letra, viajei um pouco também, e hoje, achei no orkut esse texto:
"Raspas e restos, me interessam, me interessam"...
Estava ouvindo essa música um pouco depois de ler sobre ela,
pensei em responder, mas vi que seria algo muito complexo
para resumir em tão poucas linhas...
Acreditei sim,
por um instante que,
o que sobrou da gente eram apenas "raspas e restos",
quis acreditar nisso, talvez, apenas para "fugir da dor".
Gritei ao mundo que você era dispensável,
que não sentia mais nada por ti,
que seu olhar, quando cruzava com o meu,
me fazia esquecer tudo de mal que você tinha me feito.
Queria que o mundo acreditasse,
que eu sou mais forte,
que meu orgulho era mais forte,
que eu era fria.
Tentei desesperadamente te matar do meu coração,
te expulsar, em uma tentativa quase que sem ar,
para não sofrer novamente.
Te pintei como meu bandido da minha história,
o vilão.
Me entreguei a outros olhos, outros abraços, outros beijos,
só para fugir, nem que um instante,
dos teus olhos, teus abraços, teus beijos.
Você é minha raspa, meu resto!
Sim!! Era o que minha mente queria,
era o que ela implorava que você realmente fosse,
justamente, pelo meu coração,
sentir-se apenas como uma raspa, um resto para você.
Mas, quando resolvi não fugir mais do seu olhar,
descobri o que meu coração gritava
e eu não queria escutar,
não queria escutar que você ainda vive aqui dentro de mim
e, finalmente, meu coração e minha mente puderam ver,
que eu também vivia dentro de você..."

Renata Belisqui
04/02/2009
...
E só posso resumir que um orgulho maldito é um orgulho orgulhosamente orgulhante.
Não sei o que escrevo, não sei o que sinto, não sei que sensação estranha é essa, não sei o que leio,
mas isso,
esse texto,
essa música,
esse trecho,
mexeu comigo,
e mexerá até sabe-Deus-quando.

Só espero que passe,
pois afinal,
tudo passa.
Uma amiga sempre brinca dizendo: "tudo passa! o ferro passa, e a até a uva-passa!",
então,
deve passar!
;)
Feliz Ano Novo,
galero rsrs
Peace and love in the
eARTh!
=*

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eu quero, eu sou!

"Atiça, provoca, inibe, fascina e desconserta...
Quero um misto de doce com amargo, forte com o fraco, puro com o vulgar..."  @le_nantes