quarta-feira, 23 de maio de 2012

Clichê

Numa era de repetições, onde ninguém mais pensa (só copia e transcreve), evidencia-se:
- a morte do diálogo, uma vez que a solidão se alastrou, contaminou e amedrontou uma multidão pilhada em se esconder da violência e do horror;
- e, o nascimento dos monólogos, preferindo a pessoa viver essa sequência nostálgica de reprises, ilhada no seu próprio mundo por conversar com ela mesma.

Isso tem me deixado confusa. Confusa a ponto de não conseguir exprimir uma sucessão coerente de palavras a qualquer pessoa (ou o leitor) e cometer, de fato, a morte do diálogo; e ao mesmo tempo, estar cheia das frases, vírgulas, parágrafos,  a ponto de provocar um monólogo-reality-show-da-vida-real, ou uma sitcom!

Enquanto isso:
- o Restart faz sucesso com a meninada;
- "O pequeno príncipe" é muito mais que livro 'pra criança';
- o protetor solar protege o humano e não o sol! (nunca entendi essa expressão)
- a resposta da frase: "o que você levaria para uma ilha deserta?", mudou de "uma rede, fósforo e faca" para "um notebook e celular porque com certeza até lá vai ter internet!";
- e eu, que descobri ter um talento inato para os origamis, assim como sei que você aí, também, tem, rá!

Confusão por confusão, ser 'escandalosamente feliz' seria uma repetição do qual não me importaria se tivesse 'all the time', todo o tempo.
Oss!
Paz e luz.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ireland


O roteiro que vinha preparando desde a viagem feita pra Belém, pro Oktoberfest em Blumenau, seguido por um breve retorno em Jaguarão e uma esticada para Montevidéu e Buenos Aires foi para o espaço. Poisé, poisé, poisé, poisé. Surgiu um pequeno imprevisto a médio/longo prazo, e para que o objetivo e o prazo seja cumprido, terei de economizar cada centavo.
Vou explicar. Dentre um ano. Um ano? Não, um ano não. Em um ano e meio. Um ano e meio?

Dois anos? Isso! Dois anos é o prazo estipulado. Daqui dois anos desembarcarei na ilha das Esmeraldas. E quando digo: 'é o prazo estipulado', quero dizer que é o prazo definitivo para morar, no mínimo, 1 ano na Irlanda; seja em Dublin, Cork, Galway, Bray, Ennie, ou qualquer cidade deste país, lá estarei.

A ideia não veio assim de supetão. O lance estava a todo vapor quando pintou a ida pra Jaguarão. Depois que de lá retornei e aprendi a curtir mais minha cidade, minha família, meus amigos, minha raiz, minha origem, a decisão passou a rondar novamente. Mas é aquela coisa: calma, muita calma.

Comecei a pesquisar os tipos de intercâmbios. Primeiramente pensei em tirar férias e fazer um curso de 4 semanas no Canadá. Então, vi um curso de 3 meses (12 semanas) pro mesmo destino e praticamente o mesmo valor. Depois pensei: "Por que Canadá? Por que um país americano se o que me chama atenção é a Europa?"
Foi então que minha tia - que mora há alguns bons anos em Nantes (França), veio passar férias e acabei aproveitando pra tirar algumas dúvidas. Tentei seguir seus conselhos pra, ao menos, estudar por lá. Tentei aprender francês e não consegui. Talvez seja a velhice: inserir uma nova língua, assim, do nada, é demais. Pra cantar até consigo. A única música que arrisco mais ou menos em francês se chama "La demeure del ciel" da cantora Camille, e algumas da Carla Bruni. A pronúncia sai chinfrim, eu sei, mas pra escrever e lembrar, esquece, não adianta. Desisto!

Passei a verificar uns cursos em Londres. Os preços são bem legais. Lembrei do meu primo Junior Baima. Pensei: "pô, se o Junior morou em Londres, eu quero morar em Liverpool! deve ser o máximo!". Fui procurar cursos de inglês em Liverpool e, na verdade, não encontrei muitos pacotes. Deixei de lado. 

Um belo certo dia vi nas atualizações do facebook uma ex-colega de ensino Médio, a Vivi, com fotos na Irlanda - Dublin! Que linda a paisagem! E logo a Irlanda, país dos meus queridos The Corrs, U2, Enya, James Joyce; e, logo, Dublin, cidade-capital das histórias de Marian Key. Eu quero! Alguns dias depois, vi o Caio, um colega administrador que conheci no congresso de ADM em 2008, em Goiânia, com atualizações de fotos também lá da Irlanda, de uma cidade chamada Bray.   

Assistindo o "Vai pra onde?" com o Bruno de Luca (no multishow), vi umas matérias em Belgrado (Sérvia), e recentemente na Austrália, nas cidades de Melbourne, Sidney, Brisbane... uau! Que lugares! Fiquei na dúvida, confesso, principalmente em relação a Brisbane, já que Austrália tem características climáticas bem parecidas com a do Brasil.

Não teve jeito: a Irlanda falou mais alto. Saint Patrick falou mais alto. Enya cantou mais alto. Até o cenário do filme 'P.S. I Love You' falou mais alto. Sem contar nos livros da Marian Keys que também falaram e gritaram bem alto: 'Irlanda, Irlanda, Irlanda'.

Fui verificar os tipos de intercâmbio e fiquei besta com a facilidade para imigrantes estudarem e trabalharem no país. Fiquei mais besta ainda com o preço dos pacotes:
- se no Canadá eu iria pagar por um curso de inglês de 12 semanas, não podendo trabalhar, por R$ 3.900; 
- na Irlanda, eu consigo um pacote de 25 semanas de curso de inglês + 25 semanas de férias (trabalho); sendo que nos primeiros 6 meses poderei trabalhar 20 horas semanais e no período de férias, 40 horas semanais; com acomodação de 2 semanas, transfer, seguro saúde, seguro governamental e taxas de matrícula, por R$ 3.500,00! E eu vou poder trabalhar pra recuperar o valor investido! Eu quero. Eu vou!


O pior é encarar a dona Suely e dizer que vou embora mais uma vez. Mas ela já tá sabendo de relance, ela sempre soube que Itaituba é pequena demais pra mim, e pra falar a verdade, nem se preocupou tanto. Ufa! Eu é que já fico com um frio na barriga, estou com um frio na barriga. Deixo passar, até lá há um largo espaço de tempo. E tempo é o que quero pra continuar curtindo minha cidade do Tum-Tum, curtindo o sol de rachar a cara, apreciando o rio Tapajós e todas as paisagens, comendo peixe e me engasgando com as espinhas, tomando suco de acerola... comendo farinha, hum...

No mais, é isso. Irlanda aí vou eu. No segundo semestre de 2014, me aguarde que desembarcarei em ti. 

Boa Sorte! (o trevo já ajuda)
Good Luck!

domingo, 20 de maio de 2012

Desafio dos 50 dias

Vi no facebook de um amigo. Cliquei e fui ler as condições. Achei legal. Pensei: "Vou topar essa parada, mas não aqui no face, e sim lá no blog". Corri pra cá. Mas aí pensei de novo: "Pô, 50 dias pra consumir o blog desse jeito, não. Esse desafio vale a criação de um outro blog." Então, assim, ao longos desses 50 dias, me dedicarei também a este desafio. Vou já criar uma página pra anotar os dias, senão esqueço, e foi.

Start!

sábado, 19 de maio de 2012

Sobre ter 100 bolsos

Era feriado de dia trabalho, e por conseguinte, véspera do meu aniversário. Quando chegamos nessa festa já havia começado há horas - era a segunda que frequentávamos. Não fazia muito tempo em que havíamos chegado e achado um lugar pra ficar, quando ele chega com um sorrisão.
- E aí Junior? Quanto tempo!
Já havia bebido umas e estava super solícita com as pessoas (principalmente as conhecidas), uma vez que fazia  umas duas semanas em que estava fora da cidade, e fora da nossa cidade a gente é um completo desconhecido pra qualquer um, assim como qualquer um é um completo desconhecido pra gente.
Voltando pro reencontro, outro motivo que havia me levado a abraçá-lo e aceitar o convite para a dança é que raramente o vejo em festas - fazia muito tempo... tipo, muito tem-po-mes-mo! que não nos encontrávamos.
A dança começou, e ele dança legal. O ritmo era um forrózinho que logo depois mudou pra tecnobrega.
Logo após, puxou conversa, foi super direto, começou a discutir uma relação inexistente no passado; sobre o motivo de termos nos separado (sem ter um começo, que é o mais intrigante); sobre o fora que havia levado (que fora? eu ficava me perguntando); simplesmente, aquele momento em que o irmão da melhor amiga chega e pergunta na lata, na cara dura, POR QUE fora rejeitado? POR QUE nunca quisera namorar com ele? ao mesmo tempo que confessando:
- Pois eu te daria a lua! Eu casaria contigo, e ainda caso, se quiser!
E eu? Com aquela cara de tchonga monga, rindo, rindo por não acreditar naquilo tudo, revidei:
- E por que tu não chegou e me falou isso? Por que tu mandavas recadinho pela tua irmã, que por ser minha amiga e te conhecer tão bem, te queimava mesmo, não vou mentir... Olha, eu acho que homem que é homem tem atitude e não fica nessa de telefone sem-fio, mandando recado e esperando resposta; homem que é homem chega junto e não dá espaço, principalmente se ele quer mesmo!
(Pô, senti orgulho de mim mesma, nesse momento, escutei até aplausos, plac plac)
Mas ele não aplaudiu, não desviou o olhar, não abaixou a cabeça e nem parou de dançar; praticamente fez o contrário: olhou nos meus olhos e fez movimentos para me roubar um beijo. Me esquivei com o rosto forçando ao máximo meu pescoço numa velocidade que até matrix duvida.
Aquele clima tenso no ar - eu já não sabia mais o que fazer, o que falar, se aceitar tudo aquilo ou não. Pra descontrair, quase gritei no seu ouvido:
- Ei, se for a lua, de presente, eu quero sim! rsrs
Diminuímos o passo. Ele levou uma das mãos no bolso da calça, puxou o celular e pediu meu número.
(Lembrei de um episódio do Adorável Psicose em que um Cara-da-Boate pede o número pra Carol, amiga da Natalia, e muito tempo depois, quando ela retorna a essa boate e vê o Cara-da-Boate entrando também, reclama que ele nunca havia ligado, e  questionava: 'por que eles pedem nosso número se nunca vão ligar?'; então a Natalia quebra o clima, dizendo: 'é por isso que sempre dou o meu número errado, que é pra não correr esse risco' rsrsrs. Pensei seriamente nas duas possibilidades.)
Dei o número. Ele disse que iria vir aqui em casa no outro dia, mas que ligaria. Eu nem esperei, nem espero. Esse tipo de coisa não é pra ser esperado. Tipo de coisa que não se tem esperança.
Nos encontramos um dia desses numa comunidade onde tava trabalhando. Nos falamos rapidamente, e ele com a cara de pau de sempre disse que estava tentando ligar naquele momento (eu ri e falei 'aham, acredito' com tom de deboche) e depois, desconversou dizendo que estava tentando falar com minha mãe. Eu já tava agoniada, doida pra dizer (vai-te-embora, Carniça), mas bem educadamente. É que na verdade pra mim ou é 8 ou 80. Se não for pra ser então nem vem com xurumelas, não começa a falar sobre uma coisa que não terá continuidade. Não faça propostas sabendo que não irá cumpri-las, principalmente quando já se é casado e tem filhos. Ou seja, 'eu não tenho tempo de ficar questionando a vida'. Deixa eu aqui quieta no meu canto, tá tão legal - mesmo que solitariamente-, pois é, tá tão legal (nada como família e amigos. ok, e trabalho, já que esse acertei como prêmio de loteria: ganho para não fazer nada e por não fazer nada ganho o dia).
Mas é um 'tá tão legal', do tipo faltando um 'pecado', como diz a Andervânia; um 'trelelê', como diz a Janna; um 'nada mais importa', como diz a Dammy; um 'cara legal', como peço prO Cara quando converso (das vezes que isso acontece) com Ele.
E vamo-que-vamo, prestando atenção nas coisas legais e nos bons acontecimentos - 'quando temos muitas coisas pra guardar nele, o dia tem 100 bolsos'.
;)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sonho: Nah tchê

Natxiiii, como tu tá? 
sonhei contigo nessa madrugada.

T
u tinhas um professor de medicina que só de me olhar dizia que eu estava doente e eu nem havia feito nada, só dando um 'olá'!
  • Ele ficava me olhando, me encarando de um jeito calado, de dois em dois minutos. E eu? que nem uma lesa olhando pra ele me perguntava se ele era louco, se tava mostrando seus dotes artísticos encenando alguma coisa, ou se estava querendo chamar atenção.
    Até que me desequilibrei (?). Meu pé entrelaçou no outro e quase fui ao chão, se não fosse, é claro, eu ter me escorado em ti. 
    O médico-ator, disse:
  • - viu? é isso o que você tem! vou fazer alguns outros testes mais. Siga-me!

    E fomos parar num prédio que dava de frente pra outro prédio. 
  • Num dos andares altíssimos, havia um fio ligando as janelas nos quartos desses dois prédios. Ele pedia que eu atravessasse esse fio e chegasse normal na janela do outro edificio! Tu ias na frente e atravessava na moral, na maior naturalidade e cheia dos equilíbrios. 
  • Quando via a cena, entrei em pânico! Foi então que ele (o médico) disse, novamente: - viu, esse é outro sintoma. vou fazer mais outro teste. Venha! No outro teste estávamos num templo budista e tu ias rezar, meditar, acalmar os nervos num quarto um pouco escuro cheio de velas, junto com uma tal de Nayara de cabelos lindos: loiros e encaracolados.
    Era a minha vez de visitar o templo, meditar, rezar, ou só fechar os olhos e fingir alguma coisa dentro desse quarto, quando só lembro de passar um lápis vermelho ao redor do olho. Tu chegavas com um pouco de sombra na palma de uma das mãos e quando eu pedia pro médico alguns minutos, pois ia me maquiar no banheiro, ele  falava que era só pegar o dedo indicador e pegar um pouco da sombra que havia na tua mão e se maquiar ali mesmo. Fiquei puta de raiva, mas fiz, e ficou horrível - pelo menos, é o que penso como deve ter ficado.
    Ele nos levou pra parte da frente do templo budista que era todo espelhado. Comentava que raramente alguém conseguia ver o seu próprio reflexo naqueles espelhos. Foi engraçado, porque quando cheguei próximo ao espelho consegui, de cara, me ver, e no espelho eu estava sorrindo.
    • Nessa hora, ele faltou pirar, dizia irritado: 
      - viu? viu? você é louca mesmo! 
    • Mas quem era essa cara pra falar isso de mim? Que direito ele tinha de me diagnosticar em público? 
      Eu começava a brigar contigo por ter deixado esse médico me fazer sentir tão mal!
      E tu? embarcavas num ônibus cheio de gente desconhecida. Botava a cabeça pro lado de fora da janela e ia embora gritando e sorrindo pra mim, na maior cara de pau:
      - Ei Su! não esquenta não, bicho! Volta a dormir hehe :D


      Só tu mesma, Nega, eu hein! rsrs
      Espero que estejas bem, 
      saudades grandonas, 
      Beijos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Luz e sombra



Ficcionalidade na minha realidade é contradição?
Mutação.
Desfaço-me. Recolho-me. Silencio-me.
Conjugo-me. Enceno-me. Refaço-me.
Inquietação.
Que parcela de mentira existe no palpável?
Com que cautela conto-me no improvável?
Contra edição.
Desnudo-me. Sangro-me.
Salvo-me.

2 comentários:

  1. posso re-blogar este, exclusivamente,
    só para salvar-me um pouquinho...
    deixa?
  2. É privilégio meu de ter um texto no teu blog. rs
    Abraço!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Adorável Psicose - Alta?

Minha psicanalista teria a mesma reação. Ainda bem que a poupo de tal faltando constantemente às sessões.
Parto do princípio que pra não 'voltar sempre', é melhor nem começar hehe

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bellatrix da Constelação de Órion

Neguinha, dos cabelos esvoaçantes,

Sonhei contigo!
Eu conversava com alguém de grande importância (uma cantora, não lembro quem era). Dizia que tinha uma letra que possivelmente poderia vir a ser música. Ela perguntava de minhas referências e eu não entendia bulhufas - o que custava aceitar o e-mail com os escritos e pronto, não é?
Comentava ainda que precisava saber da rede social de amigos e falava isso enquanto fuçava meu perfil de facebook (que sonho mais malandro). Após um silêncio desgraçado, exclamava:
_ Você é amiga de Ana Suzy Loyola?
_ Sim, por quê? - indaguei tontamente, ainda não entendo nada.
_ Faz muito tempo?
_ Sei lá, uns bons anos: 5, 6, 7 anos, por aí!
_ Trabalhamos juntas! Escreve com uma clareza, uma objetividade e magia que só ela consegue. Sabe aquela música? - e cantarolava uma linda canção.
_ Sim, sim, adoro, por sinal.
_ Pois é, a letra é dela. Apenas entrei com o arranjo musical e a voz.
_ UAU, sério! Tenho uma amiga letrista e ela nunca comentou nada! Tá só escondendo o jogo, essa moleca.

É né, tu tais importante! Bem que podias fazer isso (:
Saudades!
Beijão duplo: um teu e outro na linda da Alice.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Doodoo

Do fim se inicia a vida.
Vamos navegar nesse mar de ilusão.
'nada nos impede, 
tudo já ajuda' -
há distâncias que vêm e vão.

'Flutuando' como tu dissestes agora a pouco,
vamos tirar os pés do chão. 
Rema e aponta para a fé 
que de surpresa está chegando
e ainda não contactou meu coração.

Voz de timbre grave e forte, 
deve ter pegada, pensei.
até o respirar é profundo, 
me aconcheguei,
relaxei,
fui da terra ao céu em um segundo.

Se na quinta comemorava a chegada da sexta,
vamos, hoje, comemorar a chegada do sábado;
e, no sábado, a chegada do domingo,
adiante assim,
chegando e partindo.

Rapidez sincera é agradar 
- se quiser até te carrego,
te livro deste mal que atormenta;
livro nenhum explica o que não te nego,
livro nenhum explica o que não se inventa.

Nem ombro largo aguenta tanto peso
: esvaziei a mochila que nas costas arcavam.
Guardemos alguns objetos, joguemos fora, 
deixemos de lado -
: nos aguardávamos e por conta te guardo agora.

Deixa o tempo passar e ver o que acontece. 
Vai ver é educação, simpatia, carência;
vai ver é solidão, falta do sentir,
apenas abstinência.

Que dure o pôr do sol ou todas as estações.
Mensagens por telepatia;
por fone de ouvido:
ligações
- conversas todos os dias. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Jardim de Infância"



"Sabia que você estava exagerando Charlie Brown" hahahaha

18:18

- Diário de uma babá: e-Lolô chegou.
- Analisando o amor
- Cadê a Tutu que não chega da escola?
- Pop-up bloqueando páginas do curso ead
- Risos de um sms: é cada louco pior que eu.
- Piada do porsche e do fusquinha no filme "Analisando o amor". É que o fusquinha tem a feiura do lado de fora HAHAHAHAHAHAHAHA boa!
- Quero chocolate branco e o fim do mês não termina. Humpf.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E o que ela vê, só não vê quem não quer ver!

Porra, a inquietude não me deixa. Que dor de barriga profundamente aterrorizante é essa? Sempre que acontece tal significa: em breve: péssima notícia. De péssima notícia quero só o de que amanhã ainda é terça-feira.
Espero que seja azia, ou fome, ou ansiedade, ou ressaca, ou coluna travada devido o peso da Elolô - fazê-la dormir é sempre uma tortura, e essa minha segunda profissão, a de babá, é de cortar os pulsos, e olha que adoro estar com crianças!
Vai ver é alguma das opções acima, mesmo. Não gostaria de ficar extremamente irritada (primeiro porque minha tpm acabou de passar) porque o dia de ontem foi tão legal, tão fascinante, um domingo pra ser chamado realmente de domingo, cheio de família, amigos, gargalhadas, conversas, aventuras. Foi um domingo que, quase sem fotos, guardarei no meu HD interno com direito a backups e cópias em pen drives, blogs, posterous, e-mail... Badoo? [O badoo é legal. Fiz um cadastro. Sem mais. Ponto]
E se até o negócio tem alma, vou lá tomar um Eno Guaraná pra curar o que me falha e aproveitar pra fazer a propaganda.
Adiós muchachos. 
Bes'oss.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Um amor em cada porta

De labirintos curvilíneos,
a pedra que me causou
comoção, ilusão, perdição,
pelo olhar me atirou.

Abre-te-sésamo
lápis cheio de vida e cor
marinheiro que vive de porto em porto
vale como porta procurando amor.