Querido diário,
Às vezes eu sumo, às vezes eu somo, mas na maioria de todas essas vezes é porque estou fazendo uma conta matemática onde eu sou a besta quadrada: a soma de todas as minhas partes têm sido investidas em pessoas que subtraem e levam um pedaço do meu coração; elas insistem em sumir! (assim do nada)
Já me acostumei com essa ideia de ser solitária. Existem dois tipos de pessoas: aquelas que nascem para serem múltiplos e encontram um denominador em comum; e, aquelas que não são múltiplas, que são sozinhas e só podem ser divididas por elas mesmas. Eu sou a não múltipla, a número 1, sem par, que só é divisível por ele mesmo.
Mas daí eu penso que deve ter algum erro na resolução da equação na qual estou envolvida. Pode ser porque o X não seja igual a Y e nem a Z. Ou vai ver é uma condição onde [o amor está para mim tal que 0].
Recebi mais um pé na bunda, não diretamente, mas da pior maneira: mais cortada que uma fração simplificada.
O bom é que se tudo na vida passa, e até uva-passa, não será diferente com a paixão. E ela vai passar, nem que seja por um ferro que passa-roupas ou por noves fora.
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