A minha convicção era tanta que quis explorar a ideia do novo. Muita curiosidade, em minha mente martelava. Aquele era o momento!
Mesmo dominada pelo álcool, sabia que estava inteiramente sóbria quando senti seus lábios encostarem os meus. A sensação de ter plantado e colhido a dúvida era tanta que relevar o revelado talvez fosse o que mais precisava. E assim fiz. Revelei". Achei que tivesse sido uma prática comum de sua parte: beijar meninas indefesas, bêbadas e inocentes em final de festa. Pensei: "fui mais uma dentre tantas, mas tá bom. Tenho sido muito pilantra ultimamente".
Até receber no outro dia, pela manhã, mensagens eufóricas de: "não acredito que a gente se beijou!", "não acredito que beijei você!", "não consigo parar de pensar nisso até agora! você sempre foi meu amor platônico!", "você tem noção do quanto quero que isso se repita novamente?", "olho pra você desde a época de faculdade!"...
E eu, atônita, surpresa, sem saber o que escrever apenas digito: "mas foi apenas um selinho! aliás, dois!"
Desde então, muitos outros não-selinhos-e-sim-beijos foram trocados, me permitindo ter momentos únicos e agradáveis junto a você. Me desculpe se meu sorriso amarelo e torto é de super sem graça e timidez por todas as vezes que você me elogia. Obrigada por estar expondo o melhor de mim pra mim mesma e, mais um pouco. Você é incrível!
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