domingo, 8 de julho de 2012

Plano B

Não tem uma semana que nos conhecemos e, no entanto, a química que rola quando estamos juntos é surreal, capaz de me fazer levitar estando com os pés cravados ao chão.
Foi numa terça de início de férias que um carinha trajando camisa vermelha e calça jeans me chamou pra dançar um forró. Já nos primeiros passos tivemos um introsamento perfeito. E ao término da terceira música, eu me imaginava na música da Tulipa Ruiz: "você pisou na minha esquizofrenia e maneirou na condução. cada vez que eu girava parecia, que a minha perna sucumbia de alegria. Só sei dançar com você, isso é o que o amor faz". Definitivamente, eu estava perdendo a noção das coisas ao imaginar delírios cotidianos com aquele cara. Não havíamos trocado uma palavra até então e, no final, um espanto: quis saber meu nome e pediu meu telefone! Isso não estava acontecendo ou estava?! Era a primeira vez que havíamos saído, minhas amigas e eu, pra uma festa em plena terça-feira e alguma coisa, depois de meses e meses havia dado certo, eu tinha saído do meio-campo e o jogo enfim começara: adeus letras A's!, karmas com caras de início de nome com letras A's; passei para a letra B e é só o início. Será que Bebeto marcará gols em meu coração? Espero que sim, meu coração está aberto e sem goleiro, o que é melhor.

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