quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Assim correu Doraci.

"Doraci tinha uma dor. 
Quando a dor era maior,
Doraci dormia.

Dizia
"dores são para fracos," 
mas fracos são dormentes,
Ou a mente é que dá dó? 

Talvez dormir seja o melhor, 
tanto para fracos, quanto para dormentes, 
quanto para a dor.
Ou não?

Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a dor,
por isso a dor em mim,
por isso o dormir...
por isso dá dó,
e dá pena,
de Doraci.

Ser tão dormente,
que pra si mente,
e a dor que não passa, 
só cresce, cresce, cresce,
de repente.

É uma semente,
que brota da mente, 
da demente,
dormente.

Que sente a cor, 
que sente o pó,
que sente o nó,
da corrente.

Da dúvida da corrente sai o pior,
ter de escolher uma vertente,
se é frio ou quente,
estar triste ou contente.

Em mim, ela sabe como falar.
Por isso a corda, 
por isso a cor,
por isso de cor, 
decora a dor.

"E da pena a asa voa,
inexistente pássaro cria".
Doraci que tinha uma dor, 
que era maior,
que era semente, 
plenamente agora dormia."
  


Em 05/05/2010 às 16:11h por S.F.

Um comentário:

Ricardo Thadeu (Gago) disse...

suspeito que Doraci seja uma contra-parente de Ismália. uma corre, a outra se joga, as duas voam.

obrigado por ter embarcado na dimensão do elefante, mas o buzão que vai pra aquele mundo está de férias desde 2008.

conheça o 100 Fundamentos [http://ricardothadeu.blogspot.com/]

¡adiós!