-Sob o altar está a escuridão, plena de luz e nada invoca a não ser a hora que se passa, incansável, de uma maneira subliminar, conquistando mentes e saberes desertos;
-Sob o altar está o deserto dividindo o ilusório do imaginário mundo, suspirando um algo novo e objetivo, concreto, simples de tantas interrogações e silêncios tardios;
-Sob o altar, parado e inquieto, os olhos arregalados e bruscamente aterrorizados, clamam por escadas, rampas e elevações modernas, que dentro de uma gaiola, enjaulado, pede liberdade!
-Sob o altar, sobem formigas seguidas de um extinto de doce feroz: glicose: alto teor de açúcar.
E no altar [uma cama de hospital]...
Um ser quase em estado mórbido, porque, estava ali, paralisado, imobilizado, revela coma definitivo.
"Estou no paraíso? Como cheguei aqui?"
A formiguinha, às vezes bruta e perspicaz, cheia de A's, como, Adorável, Amável, Afável, etc etc; é pega na hora do bote pelo médico. Ele, que está no quarto para desligar os aparelhos, com a ajuda de enfermeiros e outros responsáveis, ao retirar o corpo (já morto) para levá-lo à pedra e assim dar procedimento ao que o levaria até o velório; focaliza na formiga, com seus dedos da mão direita, dá um belo de um tapa: plaft!: jaz uma formiga! +
E no paraíso a conversa seguia...
O senhor (morto) curioso, pergunta sobre suas botas batidas à tal da formiguinha: "Mas morri de quê, afinal? Foi você que me matou!?"
-Sob o altar, a formiga sorri de banda. Pensa em "como ser possível um ser quase minúsculo, ser prejudicial à alguém a ponto de matá-lo?" , e em tom de doboche, do tipo: "Ora, ora":
"Rs rs: Não fui eu...
Foi você!
Foi de Diabetes, Senhor... DE DIABETEEESSS!"
By S. F. em 01.02.2010
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