sexta-feira, 16 de outubro de 2009

♪Pois é: do lado de dentro♪

Ah, se eu aguento ouvir
Outro não, quem sabe um talvez
Ou um sim
Eu mereço enfim.

É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns, dos afins, pense bem
Ou não pense assim

Eu zanguei numa cisma, eu sei
Tanta birra é pirraça e só
Que essa teima era eu não vi
E hesitei, fiz o pior
Do amor amuleto que eu fiz
Deixei por aí
Descuidei dele, quase larguei
Quis deixar cair

(tsc tsc)

Mas não deixei
Peguei no ar
E hoje eu sei
Sem você sou pá furada.

Ai! não me deixe aqui
O sereno dói
Eu sei, me perdi
Mas ei, só me acho em ti.

Que desfeita, intriga, uó!
Um capricho essa rixa; e mal
Do imbróglio que quiproquó
E disso, bem, fez-se esse nó.

E desse engodo eu vi luzir
De longe o teu farol
Minha ilha perdida é aí
O meu pôr do sol.

Eu quero paz,
Quero dançar com outro par,
pra variar, amor, não dá mais pra fingir que ainda não vi!

(...) – bem, como vai você? Levo assim, calado
de lado do que sonhei um dia,
como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar.

Poderia até pensar que foi tudo sonho.
Ponho meu sapato novo e vou passear sozinho... como der...

Eu vou até a beira,
besteira qualquer nem choro mais.
Só levo a saudade morena, e é tudo que vale a pena!

Há de encontrar um encantador: um novo ou velho amor.

Vai te levar leve a vagar, prum lar de fina-flor...
E você vai ser mais feliz!


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